📷Fotografar em Lisboa: um olhar da Mouraria…

Caro leitor/a,

Com este post apresento um novo conceito para o blog: a fotografia em ambiente urbano. A oportunidade de fotografar o Martim Moniz e o Bairro da Mouraria surgiu no âmbito de um Workshop de Fotografia de Viagem, organizado pela RESTART e pelo fotógrafo profissional de viagens, Nuno Lobito, no Verão de 2015. Desafiamos-lo,desta vez, com um roteiro para desvendar o melhor de Lisboa, neste caso, uma tarde bem disposta neste bairro  que ,para mim, é um dos mais interessantes da capital.

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No Bairro da Mouraria, onde se insere a praça do Martim Moniz, sentimos África, o Médio Oriente ou até mesmo a Ásia. Há uma  mescla de mar de gente na labuta quotidiana. Aqui, estamos em Portugal, mas também sentimos o MUNDO, embrenhado nas ruas, na língua, nos costumes. Tudo concentrado neste bairro.

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Em tempos idos, este bairro no centro da capital lisboeta era sinónimo de má fama. Todavia, e com o passar dos anos, passou a ser um destino obrigatório para quem queira conhecer projetos culturais e espaços de restauração na cidade de Lisboa. Lisboa, de facto, está na moda.

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O Multiculturalismo de Lisboa…

Após a conquista de Lisboa por D.Afonso Henriques, em 1147, uma grande parte da população islâmica optou pela fuga para o Norte de África (Magrebe) e para as cidades próximas da al-Ushbuna (الأشبونة), topónimo árabe da cidade de Lisboa, que ainda estavam sob domínio muçulmano. Todavia uma parte da comunidade islâmica ficou confinada à Mouraria, mantendo os seus costumes sob protecção régia. Ao longo da história da urbe lisboeta, esta área sempre foi um pólo dinamizador do crescimento urbano, cultural e populacional. Assim, os habitantes da Mouraria são descendentes «directos» da população que residia em Lisboa antes da (re)conquista cristã e os actuais são a força viva da faceta do multiculturalismo secular desta cidade,onde vivem tantos negros, brancos como amarelos.

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FOTOGRAFAR AS GENTES DO BAIRRO

A poucos passos da praça Martim Moniz, podemos encontrar um Mundo verdadeiramente desconhecido. Será que estamos em Portugal? Sim, estamos na Mouraria. As fotografias feitas às gentes do bairro parecem ter sido registadas em vários locais do mundo, tal é multiplicidade de raças e credos neste bairro lisboeta. Antes de fotografar as gentes anónimas visíveis peça sempre a autorização,mas sem estragar o “momento”.

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UMA DAS MELHORES VISTAS DE LISBOA…

O remate final. Por sugestão de um amigo, vim até este “spot”: o restaurante bar ‘Topo’ Para acedermos ao mesmo, temos de subir o elevador do Centro Comercial do Martim Moniz até ao 6ºandar. Ao chegarmos ao “Topo” deparamo-nos com uma assombrosa vista panorâmica sobre a paisagem urbana de Lisboa. Dali avistamos o Castelo de São Jorge logo ali à frente, a praça Martim Moniz, o miradouro da Graça e da Senhora do Monte.  Se quer ver um “Sunset” ou um Sol de Inverno, a hora fantástica é pelas 17h30/18h.

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O bar-restaurante “Topo” é um espaço ao ar livre, num ambiente moderno, de bom gosto e com boa música (tem DJ ao vivo). O forte do bar são os cocktails. Se quiser algo sem álcool opte pela ‘pineapple and lime’ (€4,50). É d-i-v-i-n-a-l.  Para mim, que vivo há alguns em Lisboa, esta foi uma das surpresas mais interessantes da cidade. De facto, nunca conhecemos a 100% os cantos da nossa urbe.

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Porque não aproveitar um sábado, um domingo ou uma folga durante a semana para descobrir o ambiente e a essência da praça e deste bairro? Vá, siga os meus conselhos e desfrute do “sabor” da vida e do que a nossa cidade de Lisboa tem para lhe oferecer.

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E o Mundo aqui tão próximo de nós…

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

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📌Uma aventura “ruinosa” pelo Forte de Alpena…

Esta reportagem fotográfica, que agora publicamos no blog OLIRAF sobre a Bataria de Alpena (Trafaria), uma  antiga unidade militar do Exército Português, que se encontra em ruínas. É um exemplo do estado a que chegou muito do património militar do antigo Regimento de Artilharia de Costa (RAC). Refere-se a uma época muito interessante da nossa história militar contemporânea, diga-se, pouco falada e estudada. Este artigo sobre uma bateria de artilharia de costa é uma das muitas estórias que esta época ainda tem para contar.

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Como sabem, neste blog temos prestado alguma atenção a questões relativas ao extinto Regimento de Artilharia de Costa RAC), seja ao nível das considerações histórico-militares, patrimoniais ou fotográficas. Não pretendemos apenas focar as nossas atenções em património comum, tais como, mosteiros, castelos, palácios, casas nobres, entre outras. Há também outras construções e outros tipos de “monumentos” que igualmente merecem a nossa atenção, como são o caso das construções militares do ex-RAC.

Procuramos, através deste Projecto documental-fotográfico, desta forma denunciar e catalogar algumas construções bélicas, que testemunham a falta de atenção de que o património arquitectónico tem sido alvo ao longo de várias gerações e, no caso particular, do extinto Regimento de Artilharia de Costa (RAC).

IMG_20160123_140639Deixo-vos um conjunto de imagens que  foram capturadas no passado mês de Janeiro durante uma incursão pela “outra margem” do Tejo, nomeadamente à localidade da Trafaria, no concelho de Almada.  O local visitado é o antigo forte de Alpena. Como o nome indica, está localizado nas proximidades da arriba fóssil da Costa da Caparica e da Trafaria. Deparamo-nos com uma excelente, e estratégica, vista para a foz do estuário do rio Tejo.
Apanhei o ferry-boat da Transtejo – Eborense – que faz a ligação entre o cais fluvial de Belém, Porto Brandão e a Trafaria. É um passeio agradável e podemos visualizar a paisagem ribeirinha de Lisboa. Recomendo.

Fui acompanhado de um amigo. Em virtude de ser um local de difícil acesso e remoto, a cerca de 1 km do centro da Trafaria, aconselha-se a levar alguém. Neste caso, fui acompanhado por amigo que me acompanham nas minhas aventuras fotográficas.  mas um pouco remoto. O próprio captou-me  em alguns momentos desta “epopeia” ruinosa.

O local é muito frequentado aos Sábados e Domingos pelos amantes da modalidade de paintball. Como tal, aconselhamos a ir relativamente cedo para visualizar nas “calmas” este património sem a necessidade de se tornar um “alvo a abater”.

Forte de Alpena: breve resenha histórico-militar…

O Forte ou bataria de Alpena, pelo que pude obter em fontes documentais e electrónicas, foi uma estrutura militar construída nos finais do Século XIX (1893) e integrava o sistema de fortificações do Campo Entrincheirado de Lisboa, nomeadamente, os redutos da Raposeira Grande e Raposeira Pequena. Ficou operacional em 1901-1902. Situa-se, a menos de 1 km do Monte da Raposeira (Trafaria,Almada), nas proximidades de uma outra unidade militar: a 5ªBataria da Raposeira. Ambas foram integradas na frente marítima de Defesa de Lisboa. A guarnição destas unidades militares alojava-se numa outra edificação – o quartel da Trafaria, inaugurada em 1905, pelo monarca D. Carlos (1889-1908).

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Ao longo da 1ªMetade do Século XX, incluindo na 1ªGuerra Mundial, estas estruturas foram apetrechadas com artilharia de maior calibre usado na época como,por exemplo, canhões Krupp de 28 cm, para uma eficaz defesa do Campo Entrincheirado de Lisboa e,como já vimos, da frente maritima da Costa da Caparica e do estuário do Tejo. Em caso de conflito, era umas das fortificações que estava na primeira linha de fogo contra alvos anfíbios e aéreos.

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No ano de 1940, o Governo Português, através do Comando da Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa, encara com carácter de urgência o estudo da defesa antiaérea de Lisboa. Em caso de necessidade numa 3ª fase, as Baterias AA seriam instaladas para defesa das posições de Artilharia de Costa, como era o caso desta fortificação. Contava com 12 “ninhos” de artilharia onde podiam ser instaladas baterias de costa ou antiaéreas para uma completa defesa da zona costeira e da cidade de Lisboa.
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Com o final da 2ªGuerra Mundial, em virtude do Plano Barron, perdeu a sua função militar, sendo a sua artilharia desmantelada e tornou-se um sistema de paióis anexos à 5ª Bateria da Raposeira RAC e pertencia ao , Em 1961 foram efectuadas obras de construção de novos paióis pela DSFOM. Actualmente, com a desactivação do RAC, este complexo bélico foi abandonado pelo Exército e deixado entregue ao vandalismo.
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Estas estruturas militares têm uma posição geográfica e paisagística que podiam ser valorizadas, por exemplo, para algo ligo ao turismo militar.

Ao percorrermos estas estruturas fortificadas podemos visualizar uma excelente perspectiva sobre a Arriba Fósil da Costa da Caparica, das praias, do Forte do Búgio, da foz do Rio Tejo, da Serra de Sintra e da costa sul de Lisboa.  Vale a pena ir. De acordo com a concepção de defesa de costa abordada, a bateria de Alpena surge como resultado de uma necessidade urgente da guerra internacional, cujos reflexos se fizeram sentir também em Portugal. A sua missão principal era a da defesa da capital portuguesa e da frente marítima do estuário do Tejo, especificamente do  porto  de Lisboa. Deveria actuar contra unidades navais.

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Em termos de instalações, o complexo militar era constituído por uma Porta d’ Armas, a norte e a sul por um Portão de Viaturas, vários edifícios subterrâneos, todos eles interligados por um sistema de corredores, túneis e guaritas de vigilância. Era uma espécie de linha maginot em miniatura.

O Tempo é algo que não volta atrás…

Em Portugal temos inúmeros locais esquecidos pelo Homem/Estado. Entregues ao tempo…que não volta para trás. Ao percorrer estas ruinas, sinto-me uma espécie de intermediário entre os artilheiros que fizeram uma parte da sua vida neste complexo militar. Infelizmente, o nosso pais, ao contrário de «Nuestros Hermanos», não sabe preservar o seu património, neste caso, o militar.

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 A Artilharia de Costa (RAC) tem razões para ter esperanças renovadas no que toca  à preservação histórico-militar, em Portugal. Recentemente, nos finais do ano de 2015,nasceu a Associação dos Amigos da Artilharia de Costa que vivamente saudamos e, quem sabe, no futuro possamos vir  colaborar no trabalho que se propõem a desenvolver. Ao longo do ano de 2016, irei realizar mais uma “epopeia” pelas ruínas da 5ªBataria da Raposeira (Trafaria) e da 6ªbataria da Raposa (Fonte da Telha),ambas do Grupo Sul do RAC, onde irei captar o interior dos espaços subterrâneos que fazem deste local, um património ímpar que deveria, e merecia, ser preservado e posto ao serviço da população local.

Para mais informações:

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011 Disponível na internet URL:http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039

MACHADO, M. (22 de Dezembro de 2008). Os Últimos Disparos do “Muro do Atlântico” Português. Obtido em Fevereiro de 2011, de http://www.operacional.pt: http://www.operacional.pt/os-ultimos-disparos-do-%E2%80%9Cmuro-doatlantico%E2%80%9D-portugues/

MASCARENHAS, Catarina de Oliveira Tavares – Da defesa à contemplação da paisagem : intervir no lugar do Forte e da 7ª Bateria do Outão no contexto da Arrábida. – Lisboa : FA, 2014. Tese de Mestrado.

COSTA, António José Pereira da – A cidadela de Cascais e a Defesa da Costa Marítima do Guincho ao Estoril. In: “Boletim do AHM”, Lisboa, vol. 63 (1998 – 1999), pgs. 37 – 98.

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2016)

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📷Resumo de 2015: 12 locais, 12 fotos…

Ex.mos Leitores,

Foi um ano de grandes desafios. Facto. O ano 2015, para mim, foi um ano fantástico a todos os nível pessoal, profissional e académico. Tive a oportunidade de me cruzar com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global».

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Em 2015 passei por inúmeros novos locais e revisitei outros tantos, tais como, Espanha e Marrocos. Em especial, destaco Marrocos, pois tive a oportunidade de visitar o Deserto do Shaara e ver um nascer do Sol: B-R-U-T-A-L. No nosso país tive a oportunidade de me aventurar nas ruínas bélicas abandonadas do Regimento Artilharia de Costa (RAC), pela paisagem natural da Ilha da Madeira  e das Berlengas, bem como do conjunto edificado da cidade do Porto.

«NÃO SE NASCE VIAJANTE. APRENDE-SE A VIAJAR.»

«(…) Como qualquer outra técnica ou conjunto de instrumentos mentais. Adquire-se a manha. Ganha-se o gosto. A vida errante é um processo gradual. Destinos óbvios a conhecer e outros a evitar. Bagagem e o que deve ir nela. Dinheiro e como transportá-lo. Como gastá-lo. Perceber o que se come, onde se dorme. Quando prosseguir viagem. Saber sorrir.»

© 2014 – Gonçalo Cadilhe

Após estas «saborosas» palavras do viajante Gonçalo Cadilhe constatei que as oportunidades devem ser agarradas e não devemos desperdiça-las. O simples facto de viajar tornar-nos mais atentos e valoriza o que temos de melhor no nosso mundo, continente, país, região,cidade, aldeia e a nossa casa. Porque quando chegamos a casa depois de uma viagem de milhares de quilómetros não somos a mesma pessoa. De facto, uma viagem tem o tónico ideal para nos realizarmos como seres, seja a nível espiritual, lúdico ou académico.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 melhores imagens de 2015. Apesar da subjectividade visual, escolha do próprio autor das imagens, espero que gostem…

Eis as 12 «melhores» fotografias das minhas aventuras fotográficas do ano 2015:

Janeiro

 

Paisagem Alentejana (Ferreira do Alentejo, Portugal)

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[Aspecto de um sobreiro no Alentejo], Ferreira do Alentejo, Beja, Jan. 2015

Fevereiro

 

Vila de Óbidos (Caldas da Rainha, Portugal)

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[Aspecto da Rua Direita da Vila Medieval de Óbidos], Óbidos, Caldas da Rainha, Fev. 2015

Março

 

2.ª Bataria da Parede (Cascais, Portugal)

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[Aspecto das Instalações e Peças de Artilharia da 2ªBataria do RAC], Parede, Cascais, Mar. 2015

Abril

 

Deserto do Shaara (Merzouga, Marrocos)
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[Nómada  do Deserto], Dunas de Erb Chebbi, Merzouga, Marrocos, Abr. 2015

Maio

 

Vila de Campo Maior  (Alentejo, Portugal)

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[Igreja Matriz de Campo Maior], Campo Maior, Alentejo. Maio. 2015

Junho

 

Dia de Base Aberta no Montijo (BA6) – (Samouco, Portugal)

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[Voo de Treino da Esquadra 751 – “Pumas”
Agusta-Westland EH-101 Merlin], BA6, Montijo, Jun.2015

Julho

 

Bairro da Mouraria (Lisboa, Portugal)

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[Retrato de Criança], Bairro da Mouraria, Lisboa, Jul. 2015

Agosto

 

Ilha da Berlenga (Peniche, Portugal)

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[Aspecto da Aldeia piscatória e praia do Carreiro do Mosteiro],  Ilha Velha, Arquipélago das Berlengas,  Portugal, Ago. 2015.

Setembro

 

Castelo de Palmela ( Palmela, Portugal)

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[Paisagem Natural de Palmela], Centro Histórico, Palmela, Set. 2015

Outubro

 

Mosteiro de Alcobaça (Leiria, Portugal)

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[Aspecto exterior do Claustro do Mosteiro de Alcobaça], Alcobaça, Leiria, Out. 2015

Novembro

 

Cidade do Porto (Portugal)

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[Paisagem Urbana do Porto], Centro Histórico & Ribeira, Porto, Nov. 2015

Dezembro

 

Ilha da Madeira (Portugal)

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[Paisagem Madeirense], Miradouro da Portela (670 m), Concelho Machico, Dez. 2015.

«Aprendi que viajar não era procurar mas sim encontrar»

Miguel Sousa Tavares

Espero que tenha gostado da selecção de imagens para a galeria de 2015. Siga o meu conselho, faça férias, cá dentro! Portugal espera por si…

Agradecemos toda a sua colaboração e simpatia. Dedico as minhas fotografias aos meus amigos e todas as pessoas que cruzaram comigo em 2015. Ajudam-me com os vossos gostos. comentários e sugestões.  Continuemos amigos em 2016. Hoje e sempre!

Resta-me desejar um Próspero Ano Novo a todos vós!

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

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📌À descoberta do Porto: um roteiro fotográfico pela cidade invicta 📷

Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…

Na minha incursão ao Norte de Portugal, tirei dois dias para fotografar uma das mais belas cidades de Portugal Continental: a cidade do Porto. Qual o resultado? O resultado é um mosaico riquíssimo de beleza e variedade paisagística urbana e cultural. Siga-me nesta aventura passo a passo, onde poderá visualizar os meus «spots» favoritos e saber um pouco da história destes locais, através das minhas imagens.

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A cidade do Porto e o rio Douro são duas constantes, que de mãos dadas, sob um céu nublado, nos acompanham permanentemente. De facto, nesta cidade milenar os edifícios são marcados por uma arquitectura civil e religiosa de diversas épocas – Romana, Medieval, Renascença, Barroca, Neoclássica e Contemporânea.
A intensa procura comercial e do investimento estrangeiro no vinho desta região assim determinou a tomada deste gesto político. Os ingleses procuravam vinho nestas paragens, como alternativa aos vinhos franceses, por exemplo, da região de Bordéus. O Tratado de Methuen ajudou ao fomento comercial e económico desta região.

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Farto da rotina do trabalho? Precisa de Inspiração para um trabalho académico? Ou simplesmente quer conhecer uma cidade Portuguesa? E sem gastar muito? Então, faça uma «City break». No meu caso, parti à aventura pela cidade de que dá o nome a Portugal: a cidade do Porto.

1. Centro Histórico do Porto

O Centro Histórico do Porto, a área mais antiga da cidade do Porto, foi classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1996. Nele se encontra o testemunho das origens medievais da cidade, num conjunto urbano granítico que apresenta uma imagem de rara beleza em diversos estilos arquitectónicos.

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Percorrer a pé as típicas ruelas deste núcleo é deparar em cada passo com um monumento de valor incontestável, a reconhecida hospitalidade das gentes da cidade e uma panorâmica deslumbrante sobre o casario e sobre o rio Douro. A descoberta do centro histórico faz-se de muitas formas e daqui partem múltiplos caminhos que conduzem às restantes zonas da cidade. A pé, de autocarro, de eléctrico, de mota, de funicular, de carro, de barco ou de metro…

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2. Caves do Vinho do Porto (Gaia)

A Região do Douro é, numa palavra, vinho. Vinho e Vinha. Como em qualquer região de Portugal, os Durienses participaram na História de Portugal. Portugal começou aqui. Foi aqui. Influenciaram-na e por ela foram condicionados. Ajudaram a consolidar a nacionalidade (espanhóis, contra os exércitos franceses e nas lutas liberais ao longo do Século XIX), por inúmeras vezes e, claro, deram o seu contributo para os descobrimentos marítimos com as suas famosas «tripas».

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O centro histórico do Porto e a margem do rio Douro do lado de Gaia, onde ficam as famosas caves do Vinho do Porto estão classificados Património Mundial. Visitar as caves do vinho do Porto e provar o vinho no seu ambiente peculiar. A partir da Ribeira, podemos atravessar a pé a ponte D. Luís e ver deste lado, uma das mais bonitas vistas sobre o Porto. E ainda se pode passear no teleférico de Gaia, que sobe e desce deste lado do rio, para apreciar uma bela vista do Jardim do Morro.

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O Vinho do Porto faz-se numa região demarcada. Demarcar significa dar identidade. É um produto singular, com personalidade e identidade, fruto da capacidade e da relação do Homem e o Meio. A Forma e o feitio. Segundo Jaime Cortesão, o Douro «é o mais belo e mais doloroso monumento ao trabalho do povo português», in António Barreto, Douro: Rio, Gente e Vinho (2014).

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3. Miradouro da Serra do Pilar e Jardim do Morro

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A Estação de Metro do Jardim do Morro é ideal para contemplar a cidade do Porto, a partir de Gaia. Dali podemos  subir até ao Mosteiro da Serra do Pilar ou ao Jardim do Morro para visualizarmos uma paisagem urbana exemplar e única.

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4. Igrejas e Conventos da Cidade do Porto

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Vale a pena perder um pouco do seu tempo para sentir  a magnificência do «poder da pedra granítica»   destes edifícios eclesiásticos, muitos em estilo barroco, onde  espera-nos o interior com talha dourada e as paredes o exteriores revestidas com fabulosos azulejos. Se quiser ter uma vista panorâmica sobre o centro histórico do Porto, pode subir a torre dos clérigos,por cerca de 3 €.

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5. Centro Português de Fotografia (C.P.F)

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O Centro Português de Fotografia (CPF) foi um organismo criado e inserido na orgânica do extinto Ministério da Cultura, em 1997, pelo Decreto-Lei n.º160/97 de 25 de Junho, com sede na antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, onde agregou os diversos espólios fotográficos do Arquivo de Fotografia do Porto e de Lisboa. Esta instituição referência para o panorama arquivístico e cultural nacional surgiu em virtude da «cultura fotográfica começava então a reanimar-se pelo aparecimento de escolas de fotografia, festivais e galerias que recuperavam fotógrafos “malditos” ou afastados no regime salazarista e divulgavam a obra de importantes fotógrafos internacionais.» [1]

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Hoje em dia é uma unidade orgânica da Direcção-Geral de Arquivo (DGARQ). As Competências deste «Arquivo Nacional da Fotografia Portuguesa» visam divulgar o conhecimento do património fotográfico que custodia, bem como a sua salvaguarda, tratamento arquivístico e a valorização do espólio fotográfico. De salientar, que o CPF é a autoridade, dentro da DGLAB, que elabora os respectivos instrumentos de descrição e pesquisa – orientações normativas – para a documentação fotográfica, de acordo com as orientações da Direcção Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas. [2]  Este arquivo conta com cerca de 2 milhões de documentos fotográficos, com importantes fundos e colecções de personalidades, fotógrafos, empresas particulares, casas fotográficas, entre outras.

6. Jardim das Virtudes e do antigo Palácio de Cristal

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O Palácio de Cristal foi inaugurado em setembro em 1865 pelo rei D. Luís, para receber a Exposição Internacional do Porto. Em 1951, durante a vigência, do Estado Novo foi demolido para dar lugar ao actual Pavilhão Rosa Mota. Hoje em dia, os jardins são o único legado deste património. A partir daqui, podemos apreciar uma bela vista sobre a cidade do porto e o rio Douro.

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7. Passeio da Foz do Porto até ao Castelo do Queijo

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Um passeio pela Foz é uma boa sugestão se pretende caminhar e observar belas vistas sobre o mar e para apreciar o pôr do sol num final de tarde solarengo. Ao longo do percurso entre a Pérgola e o Forte do Castelo do Queijo, pode sempre parar para nas dezenas de  café e esplanadas nas proximidades  para relaxar ou saborear a gastronomia local.

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E a citação da viagem:

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Locais que deve ainda visitar…

  • visitar a Casa do Infante, junto à Ribeira
  • admirar a vista noctura do Miradouro do Jardim do Morro (Gaia)
  • de dia ou à noite, passear pela rua Galeria de Paris e adjacentes, perto da Torre dos Clérigos e Livraria Lello.
  • Mercado do Bulhão
  • Museu Serralves e Soares dos Reis
  • Casa da Música
  • provar uma francesinha, uma das especialidades do Porto
  • provar os peixes frescos e mariscos, ou os bolinhos de bacalhau
  • conhecer um pouco da frente marítima do Porto
  • Passeio no Parque da Cidade

Como chegar:

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A compra da viagem foi com um mês de antecedência na companhia low-cost irlandesa Ryanair e custou, sensivelmente, 30 €.  A ida foi 20 € e a vinda por 10 €. Se comparamos com o meio de transporte ferroviário, o avião tem uma melhor relação custo/tempo. Demoramos cerca de 40 minutos até ao Porto, ao contrário das quase 3h no comboio.

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Cartão Andante (24h/7 €)

Onde ficar:

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Rivoli Cinema Hostel (15 €/Noite + Peq.almoço incluído)

Onde Comer:

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Restaurante A Tasquinha  – Rua do Carmo, Nº23,Porto (10 €/Refeição)


Não deixe de visitar alguns miradouros e monumentos da cidade do Porto. A Estação de São Bento é ideal para iniciar o percurso pelo centro histórico do Porto. Esta contém um átrio forrado a azulejos com alguns acontecimentos que fizeram a história de Portugal. Um pouco mais à frente fica a Sé do Porto, a não perder, onde é possível avistar uma excelente panorâmica sobre o douro, as caves do vinho do Porto e Gaia. Deste ponto, podemos descer umas escadinhas e ruas medievais até à Ribeira do Porto, que contém restauração e locais pitorescos, e onde podemos admirar a Ponte Luís (Gustavo Eiffel, 1889) e, de seguida, subir para o Miradouro do Convento da Serra do Pilar onde poderemos admirar uma bela vista sobre o Centro Histórico do Porto. Bem próximo do Centro Histórico do Porto, pode subir à Igreja dos Clérigos e visitar o Centro Português de Fotografia (CPF) na antiga Cadeira da Relação da Cidade do Porto.

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Na minha opinião, a cidade invicta pode ser um ponto de partida para conhecer a região do Douro Vinhateiro, conhecidas pela sua beleza, imponência e pela agricultura tradicional, bem como de outras cidades como a Régua, por exemplo. E o que levo desta viagem? Apenas recordações. Com elas,  o Mundo deixa de estar «lá fora» para passar a estar «dentro» das fotografias. Então, vai seguir o meu conselho? Faça uma «city break»…e deixe-se surpreender por Portugal! Enjoy it.

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As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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FONTES

[1] In História do Centro Português de Fotografia http://www.cpf.pt/historia.htm

[2] In Guia de Fundos e Colecções Fotográficos 07, DGARQ, CPF, 2007,p.8

🌏Le maroc que J´aime: Chefchaouen…

Marrocos é um país pitoresco que por estar tão perto de Portugal e ser tão exótico merece uma visita de qualquer viajante andarilho. Estreei-me na região do Magrebe (Marrocos) em 2013. E sabem uma coisa? Nenhum homem pisa e olha a mesma cidade duas vezes.  As ruas são as mesmas, mas o homem não! E sempre que volto a este reino islâmico (sunita), faço com o mesmo entusiasmo, empenhamento e divertimento com o que fiz pela primeira vez. E espero voltar sempre que puder, seja em trabalho ou em férias,mas sempre com prazer. No total, são duas vezes, duas experiências sempre diferentes. Além de Portugal, é o país onde me sinto mais à vontade, ou seja, mais em casa. É por isso que escrevo este artigo na primeira pessoa. Este é o relato da minha experiência de viagem entre Portugal e Marrocos.
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Aspecto do porto de Tânger: nas proximidades de Chefchaouen

Para quem nunca pôs o pé fora do continente europeu, como foi o meu caso em 2013, entrar em Marrocos é mais ou menos como descobrir um novo mundo ou ser transportado para uma nova dimensão. Não é preciso sequer ver os minaretes das mesquitas que rasgam o horizonte para perceber que se está num país islâmico. Basta ouvir o canto “hipnótico” amplificado pelos altifalantes das mesquitas guiando os fiéis para a oração. Como dizia o poeta Fernando Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se…”

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Paisagem Humanizada do Rife (Marrocos)

Com a publicação deste artigo – Le maroc que J´aime – acabo de iniciar um conjunto de crónicas sobre a minha experiência de viagem pelo Reino de Marrocos. Assim, irei mensalmente falar aos leitores sobre as diversas cidades marroquinas por onde tive oportunidade de visitar e, claro, fotografar.

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Cenas quotidianas de uma aldeia no Rife de Marrocos

Le Maroc que J´aime: Chefchaouen…

Nesta viagem propomos mais que uma simples visita, sugerimos uma aventura pela cidade azul inserida nas Montanhas do Rife. Um viajante que percorra Marrocos tem que passar OBRIGATORIAMENTE por esta cidade. No meu caso, serviu de paragem para almoço antes de mais de cinco horas de viagem até ao destino final do segundo dia de viagem por Marrocos: a cidade imperial de Meknès.

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Mercado de rua em pleno centro histórico da cidade
 O que dizer sobre Chefchaouen? Bem, em primeiro lugar, esta cidade do Norte de Marrocos é única e bastante singular. E Porquê? Apresenta cores azuis turquesa na maioria das suas casas e na sua antiga medina antiga. De facto, é uma cidade muito fotogénica. Para quem vem da Europa, na minha opinião, esta é a cidade ideal para se ambientar com Marrocos e para aqueles que querem conhecer as Montanhas do Rife.
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Em Chefchaouen pode explorar a cidade pelas ruelas e descobrir pontos únicos, interagir com os locais e almoçar num dos imensos restaurantes, fazer compras no souk local e adquirir artesanato local com padrões tipicos da região. Esta cidade, sem termos de comparações, faz-me lembrar a nossa alfama com as ruelas.

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O Azul é uma constante

Importa salientar que não irei recomendar nenhum restaurante nem local. Deixo isso ao critério de cada viajante. E porquê? Na minha opinião, quando partimos em viagem procuramos a busca das gentes, dos locais e paisagens que fazem a essência de uma determinada país ou cidade.

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 Mergulhar no espaço interior desta cidade é descobrir um labirinto de ruas azuis, num anil que aguça a curiosidade de qualquer visitante. O sobe e desce é constante , as crianças que passam a correr, os homens nos seus ofícios tradicionais, as mulheres de cabeça coberta fazem parte do retrato e da minha memória fotográfica.

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Gato: um companheiro habitual nas visitas a esta cidade do Rife.

Chefchaouen pode ser um ponto de partida para conhecer a região  das Montanhas do Rife, conhecidas pela sua beleza, imponência e pela agricultura tradicional, bem como de outras cidades como Tânger, Tétouan e Fez,por exemplo.

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Spice (s) do Souk de Chefchaouen

Viajar é um caminho, em que a cada passo estamos a descobrir verdadeiramente quem somos, o que fomos e o que queremos ser. Se ainda não tem as suas férias  marcadas, Chefchaouen seria uma boa opção para mergulhar em África!

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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📌À descoberta do Regimento de Artilharia da Costa: a 2ª Bateria da Parede…

Num instante… o Património! 

A seguinte reportagem fotográfica centra-se nas ruínas da antiga unidade militar do Regimento de Artilharia de Costa (RAC); a 2ªBataria da Parede, localizada em Cascais. De modo a possibilitar ao leitor um conhecimento da importância histórica, estratégica e bélica da Bataria da Parede, considerada ex-libris de artilharia de costa em Portugal, optou-se por realizar breve introdução do Regimento de Artilharia de Costa (RAC), do Plano Barron, a ela subjacente, e uma análise descritiva e pormenorizada sobre o património da 2ªBataria da Parede.

A razão da escolha desta Bateria de Artilharia de Costa deveu-se à sua localização geográfica, à riqueza da sua construção arquitetónica, ao papel que desempenhou na defesa na barra de Lisboa e da Linha de Costa do Estoril, sendo considerada um ex-libris da defesa costa de Portugal.

O que era o Regimento de Artilharia de Costa (RAC)?

O Regimento de Artilharia de Costa (RAC) ffoi uma unidade militar criada pelas Forças Armadas Portuguesas, nomeadamente, o Exército Português, após a 2ªGuerra Mundial, através do Plano luso-britânico – o Plano Barron (1939).

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A sua missão era assegurar a defesa da linha de costa de acesso aos portos de Lisboa e de Setúbal.  Tínhamos ,assim, uma força especializada em impedir o desembarque de uma força convencional apoiadas por unidades navais, nas imediações dos estuários do Tejo e do Sado. As construções decorreram entre 1944 e 1958, estando operacionais corria o ano 1958.

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O RAC baseava-se em fortificações de betão armado com baterias fixas localizadas estrategicamente ao longo das costa da Península de Setúbal – Grupo Sul – e da Linha do Estoril – Grupo Norte. Era constituído por um posto de comando, situado em Oeiras, por 8 Batarias com 36 peças de artilharia  naval pesada de origem alemã (Krupp)  e inglesa (Vickers) de diversos calibres (152mm e 234mm) com alcance considerável para a época. Esta unidade militar foi desativada em 1998.

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A 2ª Bataria da Parede, situada no Alto da Parede, concelho de Cascais, nas proximidades de Lisboa, pertencia ao Grupo Norte – 1ª Bataria de Alcabideche, 3ª da Bataria da Lage (Oeiras) e 4ªBataria do Forte do Bom Sucesso (Belém) – do Regimento de Artilharia de Costa (RAC). O Grupo Sul era o responsável pela defesa da entrada da foz do Rio Tejo e da Linha de Costa do Estoril, em conjunto com a 5ªBataria da Trafaria e Alpena.  A construção desta unidade militar de defesa da costa sadina iniciou-se entre 1944 e ficou operacional em 1954. O material que compunha a Bataria da Parede, sendo do mais moderno da época em que foi implementada, eram 3 baterias de Vickers 152mm, de fabrico inglês, de médio alcance (10 – 20 km), com os aquartelamentos para o pessoal e respectivo depósito de munições, bem como de um conjunto de bunkers. Importa salientar que as mesmas nunca participaram em situações de conflito, sendo utilizadas, apenas, para exercícios de fogo real.

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Em certos países, como Gibraltar ou Malta, as autoridades preservam e promovem  o seu património militar para fins turísticos e culturais. Na minha opinião, o Turismo Militar seria um bom exemplo a ser seguido para as nossas baterias do antigo regimento de artilharia de costa (RAC), pois parte delas estão ao abandonadas há décadas num estado deplorável, sendo cada vez mais urgente garantir que a Bateria da Parede, não tenha o mesmo destino. Segundo noticias do ano 2014, o município de Cascais irá executar, em concordância com o Ministério da Defesa, um projecto para este espaço com beneficiação de obras de conservação e beneficiação de equipamentos necessários à sustentação económica de um futuro espaço museológico: o Museu Militar de Artilharia de Costa.  A Bataria da Parede assim o merece.

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Nos nossos dias, os canhões da «memória» estão calados pelo Homem e em decomposição pelo tempo. Na memória persistem as estruturas, a arquitectura e a vista deslumbrante que se tem das baterias para a Linha do Estoril. Ao longo do ano de 2015, irei realizar mais uma aventura ruinosa pelas ruínas da 5ªBataria da Trafaria (Grupo Sul), onde irei captar o interior dos espaços subterrâneos que fazem deste local, um património impar que deveria, e merecia, ser preservado e posto ao serviço da população local.

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material nos seguintes artigos e links:

Nuno Valdez dos Santos – “Campo Entrincheirado”, in Dicionário da História de Lisboa, direcção de Francisco Santana e Eduardo Sucena. Lisboa: Carlos Quintas & Associados, 1994: pp. 208-209

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011

Disponível na internet URL:http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039

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Dia Aberto da Base Aérea do Montijo (BA6) – 2015

No dia 28 de Junho de 2015, ocorreu o Dia Aberto da Base Aérea N°6 Montijo para toda a comunidade civil e cidadãos portugueses. Este evento anual surge para comemorar o dia que a Força Aérea Portuguesa se tornou, em paralelo com a Marinha e o Exército, um ramo independente, a 1 de Julho de 1952. Por isso, celebra-se o 63° aniversário. Mais detalhes na página oficial do evento em www.forçaaérea.pt .

Importa salientar que duas das competências do Órgão de Natureza Cultural da Força Aérea Portuguesa é:

e) Promover a cultura aeronáutica, incluindo a divulgação de eventos ou relatos histórico-aeronáuticos;

f) Divulgar os eventos internos e mensagens de interesse para a população militar e civil;

Base Aérea Nº 6 Montijo

Situada na Margem Sul do Rio Tejo, na península do Montijo, a Base Aérea N.º 6 (BA6) ocupa uma grande área territorial pertencente aos concelhos de Montijo e de Alcochete, ambos do distrito de Setúbal.

Missão

Garantir a prontidão das Unidades Aéreas e o apoio logístico-administrativo de unidades e órgãos nelas sediados mas dependentes de outros comandos, bem como a segurança interna e a defesa imediata.

Base Áerea Nº6 Montijo_PlacaBase

Atualmente, a BA6  conta para o desempenho da sua missão com as frotas Lockheed C-130 H / H-30 Hercules, Esquadra 501 – “Bisontes” para a execução de missões de Transporte; EADS C-295M , Esquadra 502 – “Elefantes” , para efetuar missões de Transporte, Vigilância Marítima e Busca e Salvamento; Marcel-Dassault Falcon 50Esquadra 504 – “Linces” , para o transporte aéreo especial (por exemplo de altas entidades do Estado ou de órgãos vitais); e helicópteros Agusta-Westland EH-101 Merlin , Esquadra 751 – “Pumas” ,  para Transporte, Busca e Salvamento e Vigilância e Reconhecimento. Nas instalações da BA6, a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (1992) que opera helicópteros Westland Lynx MK95, recebe apoio logístico desta Unidade.

Aproveito para deixar algumas fotografias dos  bastidores do Dia Aberto da Base Aérea do Montijo (BA6):

Agusta-Westland EH-101 Merlin

EH-101 MERLIN_BA6_Montijo
Voo de Treino da Esquadra 751 – “Pumas” Agusta-Westland EH-101 Merlin [Portugal] Transporte, Busca e Salvamento e Vigilância e Reconhecimento

Aeronave EADS C-295M

C-295_BA6_Montijo
Aeronave EADS C-295M da Esquadra 502 “Elefantes” Funções: Vigilância e Reconhecimento, Transporte Aéreo e Busca e Salvamento. Base Aérea do Montijo (BA6) Aviação Militar / Transporte Militar ‪#‎fapfotododia‬ All Works @ OLIRAF (2015)

Lockheed C-130 H / H-30 Hercules

C130H__Esquadra501Bisontes

 Marcel-Dassault Falcon 50

 

Falcon

Westland Lynx MK95

 

Base Áerea Nº6 Montijo 201

Para mais informações:

Página Oficial da Força Aérea Portuguesa. [Em linha]. [Consultado em 30 Junho. 2015]. Disponível na  internet URL: < http://www.emfa.pt/www/index >

Página Oficial da Base Aérea N.º6. [Em linha]. [Consultado em 30 Junho. 2015]. Disponível na  internet URL: < http://www.emfa.pt/www/unidade-19-base-aerea-n-6 >

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⚓Dia da Marinha 2015 em Lisboa⚓

🌊🛳️ Passaram 517 anos desde que o navegador e explorador português, Vasco da Gama com a sua Armada, alcançou, no dia 20 de maio de 1498, Calecute na Índia.  Para comemorar este facto histórico, todos os anos, nesta data, assinala-se também o Dia da Marinha.para prestar homenagem ao navegador português Vasco da Gama, que nesse dia, pela primeira vez na história, concretizou a ligação marítima entre a Europa e o médio Oriente, com chegada à Índia. Estava,assim, inaugurada uma novo capitulo para a História da Humanidade: a globalização.

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A Marinha Portuguesa (www.marinha.pt) celebra anualmente esta efeméride, através de um conjunto de comemorações que incidem numa cidade  do litoral de Portugal Continental, ou nas Ilhas, pela tradição, pela ligação ao mar e à Marinha.

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As comemorações, este ano, centradas na capital portuguesa, decorreram entre os dias 16 e 24 de maio e incluíram actividades  diferentes de cariz militar, cultural, religioso e desportivo. A minha reportagem fotográfico optou pelas actividades de cariz militar e cultural. As comemorações deste ano têm por objetivo promover e apresentar à comunidade civil, a missão, meios, capacidades e o produto institucional que torna a Marinha indispensável para o País.

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Panorama da frente ribeirinha da cidade de Lisboa. Em primeiro plano, temos o navio escola Sagres e a fragata Bartolomeu Dias. Lisboa, Santa Apolónia. All Works @ OLIRAF (2015)

Em estreita colaboração com Câmara Municipal de Lisboa, a Marinha Portuguesa,  promoveu diversos eventos, destacando-se as cerimónias militares, o desfile naval e os baptismos de mar. O programa das comemorações do #DiadaMarinha2015, ao contrário de outros anos, não houve o cancelamento da demonstração naval, do desfile de navios e da coluna motorizada durante a cerimónia militar. É louvável esta atitude da Marinha Portuguesa, e do Ministério da Defesa Nacional, em proporcionar à comunidade civil o contacto com as actividades operacionais deste ramo militar das Forças Armadas Portuguesas (FAP).

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Os navios NRP Sagres e o NRP Bartolomeu Dias, estiveram abertos a visitas durante toda a semana no jardim do Cais do Tabaco – Santa Apolónia. O estuário do Tejo assegura as condições ideais ao desenvolvimento de actividades ligadas ao Mar e este facto está na origem da formação da cidade de Lisboa como importante ponto estratégico de ligação entre o Sul e Norte da Europa.

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Barco Tradicional do Rio Tejo: Cana de Leme de Varino

A conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques aos muçulmanos, em 1147,  permitiu a afirmação de Portugal enquanto nação. É de Lisboa também que, a partir de 1415, partem as caravelas e naus rumo a um mundo desconhecido: a revolução geográfica. De facto, o Oceano é um factor estruturante ao longo da História de Portugal e elemento formador da própria identidade de ser português: a essência do nosso eu.

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Navio Escola Sagres

A Marinha marcou a sua presença com diversos navios que simbolizam a cultura marinheira do nosso país, designadamente o Navio Escola Sagres e Navio Treino de Mar Creoula.

   O Navio de Treino de Mar Creoula é operado pela Marinha com o objetivo de proporcionar experiência e contacto com o mar à generalidade da população nacional, podendo qualquer organização submeter propostas para embarcar no navio.

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No âmbito das comemorações do Dia da Marinha, em Lisboa, o NRP Álvares Cabral (F331) encontrou-se fundeado no rio Tejo, em frente à Av.Ribeira das Naus, no passado dia 20 de Maio.
NRP Reabastecedor Bérrio (A5210)
Reabastecedor Bérrio (A5210)
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Navio hidrográfico NRP D.Carlos I (A 522)

A partir da  Doca da Marinha foram efectuados Baptimos de Mar na vedeta «Zêzere» e na Lancha de Fiscalização Rápida NRP Centauro e NRP Dragão. transportando várias centenas de civis e militares em várias viagens em redor das unidades navais da Marinha Portuguesa que se encontravam fundeados no Rio Tejo, tais como: o navio hidrográfico NRP D.Carlos I, o reabastecedor NRP Bérrio, a Fragata Vasco da Gama, Creoula, entre outros.

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Junto ao Museu da Marinha esteve presente o “Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha”  com uma fabulosa exposição estática da colecção de 13 viaturas antigas que em tempos fizeram parte do efectivo activo da Armada e,claro, parte do nosso imaginário de outras épocas. Na mesma, poderiamos encontrar diversas viaturas clássicas civis e militares, tais como, um Mercedes Unimog 411 da DT 1, um Jeep Willys ou Dodge WC51.

Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha (DTM)
Exposição do Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha (DTM)

A Marinha Portuguesa mantém viva a memória desse passado salvaguardando pedaços de história únicos e singulares. Peças únicas do nosso passado de navegadores, como o espólio documental e material à guarda do Museu e Arquivo da Marinha. De facto, a Marinha é herdeira das naus e caravelas que deram «novos mundos ao mundo».

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As festividades encerraram no dia 24 de maio com as cerimónias religiosa e militar, com uma demonstração de capacidades da Marinha e com os navios a desfilar no rio Tejo. Infelizmente, não tive oportunidade de estar presente. De salientar que a proximidade da Base Naval de Lisboa (Alfeite, Almada) proporcionou um excelente contacto com a actividade  operacional da Marinha Portuguesa a todos os alfacinhas, portugueses e visitantes estrangeiros.

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O Mar tem, para os portugueses, uma dimensão identitária e cultural única. Nos últimos anos, temos visto a Marinha Portuguesa reforçar sua ligação ao mar com a aquisição de novas unidades navais e a construção de outras em estaleiros navais nacionais.

«O Mar por vocação, o país como horizonte»

E foi assim as comemorações do Dia da Marinha 2015 em Lisboa. Agradeço a todos os que me acompanharam nesta reportagem fotográfica e acederem ao meu blog. Bem hajam!

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📷Recriação Histórica da Batalha do Vimeiro (1808): Adeus, Junot!

📝 A Região do Oeste presenteia-nos com paisagens únicas que combinam entre si o oceano atlântico, os rios, os campos de cultivo, os vinhedos, os montes e vales. O seu litoral atlântico é banhado, em toda a sua extensão, pelo Oceano Atlântico, formando um conjunto extenso de areais, intercalados por uma orla costeira com falésias vivas de imponente beleza.

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Nas minhas aventuras pelo Oeste, sempre tive a curiosidade sobre a importância da Batalha do Vimeiro (1808) para a História local, nacional e europeia. Ora, decide-me, de uma vez por todas, fotografar uma recriação Histórica ocorrida nos 200 anos da Batalha do Vimeiro. Aqui, a História de Portugal e da Europa cruzou-se com a História Local.

As Invasões Francesas…

A Tomada da Bastilha, a 14 Julho de 1789, marcou o início simbólico da Revolução Francesa. Este acontecimento abalou os alicerces das monarquias absolutas europeias e do Antigo Regime Europeu. Em virtude deste acontecimento revolucionário, o tradicional equilíbrio europeu dos Séculos XVII-XVIII foi abalado, nomeadamente, o precário status quo militar e diplomático, pelos ideais da França Revolucionária.

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Portugal não estava alheio a esta situação internacional no contexto europeu e, no nosso caso específico, a própria Ilha da Madeira. A importância estratégica e comercial deste território ultramarino português «teve mais a ver com aquilo que podia facultar às grandes potências» beligerantes no contexto das Guerras Revolucionárias Francesas e depois com as Guerras Napoleónicas e não tanto a ver com o Reino de Portugal. De facto, a nosso ponto de partida para este trabalho, é o final do século XVIII e a 1ªdécada do século XIX.

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É nesta conjuntura dos finais do Século XVIII e inícios de XIX, reveladora de uma ambiguidade diplomática e militar no seio do Continente Europeu que o Reino de Portugal vai ter que redefinir a sua estratégia diplomática nunca antes vista na sua História. Ou Portugal optava por uma das duas áreas de hegemonia em confronto: uma continental ou marítima, Inglaterra ou França e, num sentido mais especifico, Portugal ou o Império. A escolha de um dos campos promovia enormes consequências humanas, bélicas, económicas e comercias para Portugal. Portugal perdia o seu estatuto de neutralidade, face aos conflitos europeus.  Após o decreto do Bloqueio Continental (Novembro 1806), na Europa não havia lugar para potências neutrais face ao conflito entre o Reino Unido e a França.

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Segundo Isabel Luna (2010), “ao longo da primeira metade do Século XIX, estas duas grandes potências iriam utilizar o território português para disputarem a hegemonia da Europa. Portugal, velho aliado dos ingleses, após um longo período de hesitações desafia o Bloqueio e, em 1801, com o apoio francês, a Espanha invade o país, pelo Alentejo. Os portugueses conseguem derrotar o invasor, mas perdem Olivença. Em 1803 são os ingleses que ocupam a Ilha da Madeira (Funchal) e os territórios do Estado Português da Índia (Goa), com o pretexto de protecção dos interesses ingleses face a uma hipotética agressão francesa.”

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A importância estratégica da ilha da Madeira era o resultado da sua localização geográfica no atlântico (Rodrigues,1998). Com efeito, a Cidade do Funchal era um importante centro de passagem das frotas mercantes da Europa para o hemisfério Sul e também era o último ponto de abastecimento antes de Cabo Verde ou até mesmo do continente americano. Por exemplo, ainda hoje, é um dos portos com elevada frequência de cruzeiros turísticos. Era um importante apoio para as frotas mercantes europeias no eixo comercial asiático, atlântico e americano. Ora, para os Ingleses ainda mais estratégica era, pois articulava o controlo do estreito de Cádiz, em articulação com a base naval de Gibraltar, e da Rota do Cabo, numa altura que a frota franco francesa estava no seu auge de construção naval.

A Batalha do Vimeiro…

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A primeira invasão do Grand Armée ao Reino de Portugal ocorre, em Novembro de 1807, sob o comando do General Junot. Face ao perigo iminente da captura da Familia Real Portuguesa, a conselho dos ingleses, esta foge para a colónia do Brasil. Junot ocupa Lisboa, apesar de ter falhado o seu objectivo final – a captura da realeza portuguesa – ficando “a ver navios” ao largo de Belém. Mais tarde, apesar dos tumultos da população lisboeta face à ocupação francesa, este assume a presidência do conselho de Governo de Portugal, em nome do Imperador dos Franceses: Napoleão Bonaparte.

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Segundo Isabel Luna (2010), durante o mês de Agosto de 1808, “o grosso da força naval expedicionária britânica, comandada pelo General Wellesley, desembarca junto à foz do rio Mondego e dirige-se para Lisboa. De facto, era aqui que estavam as principais forças militares do Grand Armée. As tropas francesas, comandadas pelo General Delaborde, sofrem a sua primeira derrota, frente ao exército anglo-português, na batalha da Roliça, a 17 de Agosto. O que restou das tropas francesas retirou-se para a cidade de Torres Vedras, onde estava o quartel-general de Junot, totalizando uma força de cerca de 12.000 homens. Ao mesmo tempo, aos 14.000 soldados anglo-portugueses, juntavam-se mais 4.000 soldados ingleses, desembarcados na praia do Porto Novo, junto ao Vimeiro, onde se travou uma nova batalha, a 21 de Agosto, que marcou a derrota definitiva do exército francês.

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Após o desfecho final da Batalha do Vimeiro, a 22 de Agosto, os Generais Wellesley (Exército Luso-Inglês) e Kellermann (Grand Armée) assinaram, na Maceira, “o acordo de cessar-fogo, depois ratificado sob a designação de Convenção de Sintra, que permitiu às tropas francesas saírem do país e levarem consigo os saques feitos durante a ocupação“, afirma Isabel Luna (2010). Chegava, assim, a 1ªInvasão Francesa (1807-1808) ao antigo Reino de Portugal. Todavia, os Franceses só seriam expulsos definitivamente em 1811 com a derrota do General Massena diante das Linhas de Torres Vedras.

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Em Suma, visite o Oeste e surpreenda-se com a rota histórica das Linhas de Torres Vedras, onde poderá ter uma oferta turístico-cultural diferenciada, a poucos quilómetros de Lisboa. E segundo o Slogan da promoção desta rota cultural: “Mude o seu destino, onde mudámos o de Napoleão…”

Para mais informações:

Recriação Histórica da Batalha do Vimeiro 1808

Associação para a Memória da Batalha do Vimeiro 1808 (Facebook)

Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro (Facebook)

Câmara Municipal da Lourinhã

Centro de Interpretação das Linhas de Torres Vedras (Rota Histórica)

Histórias de Torres Vedras (Blogue)

Bibliografia temática 👇🏻

ARÁUJO, Ana Cristina Bartolomeu de, «As Invasões Francesas e a afirmação das ideias liberais», in Luis Miguel Torgal; João Lourenço Roque (coord.), O Liberalismo (1807- 1890), vol. V de José Mattoso (dir.), História de Portugal, Lisboa, Circulo de Leitores, 1993.

BARATA, Manuel Themudo, TEIXEIRA, Nuno Severiano (dir.) – Nova História Militar de Portugal. Lisboa: Círculo de Leitores, 2004, vol. 3

Linhas de Defesa de Lisboa durante as Invasões Francesas / Linhas de Torres Vedras SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=34579

LUNA, Isabel de – Linhas de Torres Vedras. Torres Vedras: Museu Municipal Leonel Trindade, 1997 (2ª ed. 2000; 3ª ed. 2003); ed. revista, 2010. FRÉMEAUX, Jacques, France: Empire and the Mère-Patrie, The Age of Empires, Edited by Robert Aldrich, Thames & Hudson, 2007, pp.152-155.

NEWITT, Malyn; ROBSON, Martin – Lord Beresford e a Intervenção Britânica em Portugal 1807-1820, Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais,2004 GOTTERI, Nicole – Napoleão e Portugal, Lisboa, Edições Teorema,2006. RODRIGUES, Paulo Miguel Fagundes de Freitas, A Ilha da Madeira e o Atlântico durante as Guerras Napoleónicas: a importância estratégica e a defesa, Dissertação de Mestrado em História Contemporânea, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, Julho de 1998

PEDREIRA, Jorge, COSTA; Fernando Dores, D.João VI, Colecção Reis de Portugal, Temas & Debates, 1ªEdição, Lisboa,2009

NEVES, José Acúrsio das, História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal e a Restauração Deste Reino, Off. de Simão Thaddeo Ferreira, 1810-1811. 5 v, disponível  em  Biblioteca Nacional  http://purl.pt/12098 >

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🌏Marraquexe, a cidade-coração de Marrocos…

Salaam alaikum. Nenhum homem pisa a mesma cidade duas vezes. As ruas não são as mesmas, tão pouco o mesmo homem!

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Depois de «andar às voltas» em linha recta por lugares tão diferentes como Chefchaouen, Ifrane, Merzouga, Zagora, finalmente a conhecida Marraquexe. Perto de nós pela geografia, Marrocos fica longe de tudo. Em pouco mais de umas horas «aterramos» num mundo desconhecido.Depois de deixar a mala no Hotel Oudaya não resisti em sentir a essência da Marraquexe de Delacroix: a Praça Jemaa El Fna e ouvir o chamamento para a oração da noite. Sem palavras!

MARRAQUEXE: a cidade de destino estava próxima. Sentia-se o caótico trânsito com os carros,motas e bicicletas em constante movimento. Calor Abafado. E um magnifico fim de tarde, onde o pôr-do-sol é o prenúncio de uma bela noite na maior praça de África: a Jemaa El Fna. 

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O segundo dia em Marraquexe começou cedo. E da varanda do meu quarto senti, pela primeira vez em muito tempo, um calor diferente do que estou habituado a viver. Quente e doce. Depois de tomar um pequeno-almoço reforçado, parti rumo à aventura em Marraquexe com várias visitas programadas: Jemaa El Fna, Souk Marraquexe, Escola Corânica Medersa Ibn Youssef, Pharmacie Berbere e Jardim Majorelle.

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Marraquexe é uma das quatro “cidades imperiais”. Na foto, podemos ver a Mesquita de Koutoubia, um dos símbolos desta cidade, além da Praça Jemaa-el-Fana e da antiga Medina. Salienta-se a Beleza do Interior da Mesquita que pude comprovar do exterior com inúmeras naves. Infelizmente, só está aberta a crentes islâmicos.

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No meio da agitação da Medina de Marraquexe, encontra-se um oásis:a antiga escola corânica Medersa Ibn Youssef. Um local espiritual para fugir ao rebuliço do quotidiano habitual e ao calor da cidade de ocre. Para mim, Marraquexe é onde tudo acontece…uma cidade que mexe com qualquer viajante.

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A Praça Jemaa El Fna é outro dos pontos obrigatórios numa visita a esta cidade muçulmana. É praça mais movimentada de Marraquexe e um grande circo a céu aberto. O Coração de África é neste local. Respira-se. Vive-se. Inspira-se. África. Diria que a cereja no topo do Bolo são barracas de comida e o reboliço da montagem das tendas.

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Perder-se no Souk de Marraquexe é abrir a boca de espanto. De facto, para quem gosta de aventura e de explorar becos e vielas é aconselhável. Para os menos aventureiros, o souk torna-se um labirinto e, por vezes, é necessário um Guia. E foi esse o caso do meu Grupo. Também é importante, pois o guia dá indicações sobre os melhores sítios para comprar e,claro, regatear. Antes de viajar, vejam os inúmeros programas que aparecem na programação do canal National Geographic, especialmente o Burlar Turistas de Marraquexe.

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Depois da visita ao Souk de Marraquexe, seguiu-se a hora de almoço. Optei por almoçar num dos inúmeros restaurantes com vista panorâmica para a Praça Jemma El Fna. De salientar, que paga-se 10 Dirhams (1€) pela taxa de utilização da restauração com vista panorâmica para a referida praça. De seguida, optou-se por um programa diferente: visitar o famoso Jardim Majorelle e o Musée Berbère com uma colecção riquíssima sobre a Cultura Berbere.

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A arquitectura de Marrakech é surpreendente com as milhares de parabólicas no topo dos terraços, bem como a imponência das montanhas do Alto Altas como pano de fundo. Poucas viagens oferecem tantas oportunidades fotográficas como uma viagem a Marrocos. De facto, a experiência da viagem permite-nos contactar com um mosaico riquíssimo de beleza e variedade paisagística urbana e cultural.

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A experiência de «mergulhar» no centenário souk da cidade, deambulando pelas inúmeras e estreitas ruelas da antiga medina com personagens vestidas de djellabas, constantes motorizadas a cruzar-se no nosso caminho, burros que passam carregados com mercadorias e,de seguida, entrar numa loja onde nos oferecem um chá de menta enquanto fazemos compras exóticas. E, claro, o prazer de regatear um produto.

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O meu olhar «fotográfico» perdeu-se nesta cidade imperial que proporciona experiências sem fim. Na minha opinião, Marraquexe oferece uma das melhores experiências para conhecer e sentir o pulsar da agitação de África e do misticismo da Civilização Muçulmana.

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Marraquexe. Cidade de influências  culturais africanas, berberes, andaluzes, muçulmanas e europeias, onde podemos sentir na atmosfera colorida e exótica a essência desta cidade marroquina. É engraçado voltar para casa. Tudo têm a mesma cara, o mesmo cheiro. Nada muda. Nos damos conta de que quem mudou, fomos nós…

Shukran Marrocos!

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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