🚞De Madrid a San Lorenzo de El Escorial: uma viagem de comboio até ao coração do poder de Filipe II de Espanha.

🇪🇸Próxima Estação: El Escorial. Sugestões e impressões pessoais de um passeio fotográfico pelas “cercanías” da capital espanhola: Escorial, meus caros, Escorial! Deixei para trás a movida e o salero de Madrid e fui em busca de um lugar mais recatado e calmo. Reservei um dia na minha visita a Madrid para visitar os arredores da Comunidade de Madrid. A minha opção recaiu sobre o histórico e pequeno município de San Lorenzo de El Escorial (também conhecido por  El Escorial de Arriba), situado a menos de 50 km a noroeste de Madrid. Há muito que queria conhecer o “Real Sitio de San Lorenzo de El Escorial”. E também havia outro motivo. Queria experimentar viajar de Comboio por Espanha. Trata-se de uma forma diferente de viajar, para quem não tem carro, e utiliza o transporte público nas suas itinerâncias. Porque não conhecer o Escorial, com recurso ao transporte ferroviário?

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Os arredores de Madrid estão recheados de palácios e residências reais que tornam difícil a escolha do curioso pela história, do amante da arquitetura palaciana e aprendiz de viajante andarilho. São os casos dos palácios e pequenas residências reais do El Escorial, Casita del Príncipe, El Prado, Aranjuez, La Granja de San Ildefonso e de Rio Frio. A uma hora de Madrid, através da Linha Rosa (Línea C-3a) – que faz a ligação entre Aranjuez – Atocha – Sol- Chamartín – El Escorial – da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, chegamos à Estação El Escorial. É nesta pitoresca localidade dos arredores de Madrid, as Cercanías, que encontramos o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. A 50 Km [a noroeste] de Madrid, o viajante poderá sentir o ar puro da natureza, sempre acompanhado pela envolvência do magnifico Mosteiro del Escorial.

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A cidade de Madrid é uma “das capitais mais vivas, barulhentas e dinâmicas da Europa”, refere Jan Morris na sua obra Espanha. Não passava de uma aldeia fortificada Muçulmana insignificante no centro da meseta castelhana, aquando das lutas entre seguidores do Islão e do Cristianismo. Na segunda metade do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, Filipe II de Espanha (do ramo espanhol da Dinastia dos Áustria – Habsburgos) faz dela a sua capital política e administrativa, símbolo da unidade de toda a Espanha, resgatando-a da sua quase banalidade bélica. Converte-a numa espécie de Brasília para Espanha. Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago aludindo à silhueta geográfica da Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a sua posição geográfica no interior de Espanha e da fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) e dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram-na, a fomentar a hegemonia e a consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica e o “coração” da Península Ibérica. maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias, superada por Londres e Berlim. Representa 20% da riqueza produzida pelo Reino de Espanha.

Gran Vía, com o majestoso edifício da Telefónica, é o coração de Madrid.

🚇 Entro no moderno e confortável metro de Madrid na carismática estação da Gran Vía, segundos os locais a  a praça da Espanha é conhecido como a Broadway madrilenha, com o altaneiro prédio da telefónica a fazer-me sombra. Trata-se do antigo edifício-sede da Compañía Telefónica Nacional de España (CTNE), construído entre 1926 e 1929, pelo arquiteto Ignacio de Cárdenas Pastor e muito assediado pelas forças franquistas durante o cerco de Madrid (de nov. 1936 até Mar. 1939). Para as forças republicanas que defendiam capital era fundamental para as comunicações da Segunda República Espanhola (1931-1939) e servia como posto de observação dos movimentos das forças nacionalistas. Já foi o maior edifício da capital espanhola, com quase 90 metros de altura. Por momentos, o aprendiz de viajante andarilho é transportado para outras latitudes, particularmente, para os Arranha-céus de Nova Iorque (EUA). O centro de Madrid é dominado por edifícios de betão modernos, novas urbanizações de grandes dimensões e os modernos arranha-céus dos poderosos bancos espanhóis, todos eles símbolos da Espanha Moderna.

Uma composição do Metro de Madrid #muéveteenMetro

Próxima Estação: Atocha. O ponto de partida é a estação de Atocha-Cercanías. Construída em 1851, esta estação ferroviária, localizada no centro de Madrid, foi a primeira estação que serviu a capital madrilena. O objetivo da sua construção era unir a capital espanhola Madrid a Aranjuez, onde se localizava o Palácio Real de Aranjuez. Mais tarde, tornou-se a principal estação ferroviária da capital e de toda a Espanha. Em 1892, foi alvo de remodelação com a construção de uma cobertura sobre a nave principal, desenhada pelo engenheiro Saint-James, com os expressivos 152 metros de largura, 48 de vão e 27 de altura, e é um dos edifícios arquitetónicos mais distintivos de Madrid. Há ligações ferroviárias para todas as regiões autónomas e cidades. Recebe mais de 15 milhões de passageiros/ano. Recentemente, na década de 80 e 90 do século XX, a estação foi renovada para acolher o comboio de alta velocidade – o AVE – e reforçar a oferta de serviço de passageiros, ficando dividida em três áreas distintas: Madrid-Puerta de Atocha, Madrid-Atocha Cercanías e Atocha Renfe.

Exterior da Estação de Atocha.

Apanho ao comboio das “Cercanías” que faz a ligação entre o centro de Madrid e a à área metropolitana. Viajo nas moderníssimas automotoras da Serie 462/3/4/5, de tração elétrica, construídas, em 2004, pelo consórcio Caf, Siemens, Bombardier y Alstom, fazem parte da frota da Renfe-Cercanías. Conhecidas como Civia, estes comboios da operadora Renfe, a congénere espanhola da CP, são um belo exemplo de conforto, rapidez, satisfação, eficiência energética e mobilidade nas grandes áreas metropolitanas. Estão dotados para levar 169 passageiros. São os comboios que fazem os serviços urbanos e suburbanos de Madrid. Com paragens frequentes e grande afluência de passageiros (ou viajeros), a viagem é agradável, calma e silenciosa, permitindo-nos apreciar o interior do material circulante e a paisagem envolvente.

Estação de Atocha – Tren Cercanías | Madrid

Na estação do Escorial tinha acabado de partir uma automotora a diesel, da serie 599 – o TDMD (Tren Diésel de Media Distancia) – e, construídas, em 2008, pela empresa basca CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), que integra a frota de material circulante que faz o serviço comercial de Media Distancia, isto é, o serviço regional em Espanha. Verifico, assim, que a frota da Renfe é bastante moderna, versátil e confortável. Algo impensável na realidade portuguesa onde a maioria do material circulante e as locomotivas chegam a ter mais de cinquenta anos. viajar, também, é comparar. Denota-se, aqui, o forte investimento da operadora pública ferroviária espanhola – a Renfe – na modernização do seu parque de locomotivas, automotoras e material circulante, aproveitando, assim, o máxima da infraestrutura ferroviária disponível: melhores tempos de viagem, mais destinos, segurança, fiabilidade, eficiência energética, etc). Ambas as automotoras, de tração elétrica e diesel, pertencem à frota – flota de Cercanías y Media Distancia de Renfe – da operadora Renfe. Esta curta viagem, pelos arredores de Madrid, apercebo-me da interoperabilidade ferroviária de Espanha, face ao nosso país. No transporte rodoviário e nas infraestruturas rodoviárias, Portugal está mais bem classificado a nível europeu, comparativamente à ferrovia — o que poderá não ser propriamente uma vantagem, quando se fala numa necessidade de alterar os modos de transporte. Em Espanha, é precisamente o contrário. É fácil circular, de comboio, de cidade em cidade. E para surpresa minha pelos arredores de Madrid. Se Portugal é o terceiro país europeu com o maior número de auto-estradas ou estradas internacionais (em quilómetros), a Espanha é o segundo país do Mundo com a maior rede ferroviária de Alta Velocidade: a AVE (Alta Velocidad Española). São mais de 3000 km de linha férrea. Mais do que a totalidade da rede ferroviária portuguesa (2 562 km). Enquanto em Portugal, o automóvel é rei, o Comboio de Alta Velocidade domina a paisagem na Península Ibérica. E os comboios são responsáveis por menos emissões de dióxido de carbono do que o automóvel. É uma questão de mudança de mentalidades. Talvez um dia possa viajar de Lisboa a Madrid num comboio de alta velocidade, ao invés das velhinhas, barulhentas e lentas automotoras diesel (Série 0351-0371 da CP) – as Allan – que fazem a ligação diária do Entroncamento a Badajoz. Agora imaginem se tivéssemos uma ferrovia a sério!? Sonhar não custa. E pior do que estamos, não ficamos!

Estação Ferroviária de Escorial: uma grande parte dos visitantes chega de comboio desde a capital madrilena.

Durante a viagem de comboio, entre as estações de Atocha e El Escorial, vendo desfilar a imensidão do planalto ermo castelhano e o aproximar dos contrafortes despedidos de vegetação exuberante da Sierra de Guadarrama, deparei-me com uma enorme Cruz. Fiquei intrigado com aquela enorme e fina estrutura vertical que se destacava na paisagem envolvente. Era impossível ficar indiferente. Mais tarde, quando regressei a Portugal, e após algumas pesquisas, apercebi-me de que se tratava da Cruz granítica que assinala o complexo do Valle de Los Caídos. Esta Cruz foi erguida, conjuntamente com uma enorme cripta granítica, numa cumeada da Sierra da Guadarrama, num dos lugares mais marcantes e sangrentos da Guerra Civil de Espanha (1936-1939): a Batalha de Guadarrama (1936). Esta obra complexa, dura e faraónica, à boa maneira de construir espanhola, pretendia exaltar a vitória do exército franquista e do antigo regime ditatorial de cariz fascista – o Franquismo – que vigorou entre 1939 e 1975 em Espanha, após a queda da II República Espanhola (1931-1939). É um monumento à própria Espanha: morte, fé, dureza e crença inabalável do ser espanhol. Durante dez longos e penosos anos, vinte mil prisioneiros de guerra republicanos, em regime de trabalhos forçados, escavaram e ergueram um enorme complexo funerário e religioso para os que tombaram ao serviço de Espanha durante o conflito introdutório à II Guerra Mundial: a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Mais tarde, Francisco Franco, o caudillo, mudou a narrativa da história, pretendendo que o monumento fosse em honra de todos os que pereceram, sejam nacionalistas ou republicanos, na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Esta singular estrutura dista, aproximadamente, 15 km do Mosteiro do Escorial, se utilizarmos o transporte rodoviário, podendo, em dias soalheiros, ser vista da própria capital. Infelizmente, não consegui visitá-la. Já terei um motivo para regressar e contemplar, com o rigor historiográfico, este magnifica estrutura.

A Fachada frontal do Palácio do Escorial, com a estátua de San Lorenzo em destaque

Filipe II (1527-1598) era da família dos Habsburgos e uma das mais antigas e poderosas dinastias da Europa do seu tempo (e do Mundo). Além de herdar, do Imperador Carlos V (15559, vastos territórios e povos, Filipe II recebeu a convicção de que os soberanos Habsburgos deveriam defender e promover a fé católica e que esta era a principal obrigação da dinastia. Assim, no âmbito deste legado imperial, Filipe II idealizou o palácio do Escorial, nos arredores de Madrid. Inicialmente erguido em memória de Carlos I de Espanha (Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (como Carlos V), simbolizando a obra monumental o compromisso dos Habsburgos (os Espanhóis) com a missão religiosa. Era também o Mausoléu dos Habsburgos. Recentemente, ao ler a obra Os Habsburgos: ascensão e queda de uma potência global (2021), de Martyn Rady, constatei que os cantos das fachadas que circundam o complexo monástico foram coroados com quatro torres, inspiradas pelo desenho do antigo castelo-fortaleza medieval de Hofburg (Viena), datado do século XIII, residência oficial e símbolo do poder dos Habsburgos (Ducado da Áustria). Pretendia, também reproduzir, o Templo de Salomão e imitar a grelha – La Parrilla – em que o santo padroeiro do Escorial, o mártir São Lourenço, foi “assado vivo” pelos romanos no século III. Foi o seu instrumento de tortura durante o seu martírio em Roma.

Estátua de D. Filipe II (I de Portugal), nascido a 21 de maio em Vallodolid a 1527 e faleceu a 13 de setembro de 1598 no Palácio do Escorial.

Na época do “Prudente“, a vila de El Escorial era um mísero e triste burgo no sopé da Serra de Guadarrama e nas proximidade de Madrid. O Palácio-mosteiro têm um enorme jardim e uma floresta de doze mil pinheiros bravos plantados no Monte Abantos. A paisagem era nua, ressequida na maior parte do ano, sob um céu sem nuvens. Era uma paisagem deserta e árida. A história contada por Martyn Rady (2021) sobre esta família peculiar é concisa mas bastante completa, profundamente informada, escrita com elegância e resulta numa leitura empolgante. Para quem cursou História e, precocemente, contabilizou-se com os Habsburgos é difícil ficar indiferente ao «espírito do lugar». Fundado por Felipe II, após uma promessa de erigir um Mosteiro em terras espanholas fruto da vitória dos “Tercios” espanhóis sobre os franceses na Batalha de Quintín (1557) dedicada a São Lourenço, mártir que foi torturado numa grelha em brasa. Real Sitio de San Lorenzo de El Escorial é um dos monumentos arquitetónicos de Espanha que mais exalta a grandeza do “Siglo de Oro Español” (Séc. XVI-XVII) e do poder desta real figura sobre os povos hispânicos, europeus e das mais variadas latitudes do globo terrestre. Este Palácio-Mosteiro espelha a arquitetura austera e sóbria, sem grandes ornamentos e preocupações estéticas, à semelhança da real figura que idealizou a sua construção. Podemos dizer, seguramente, que é um Monumento com muita personalidade. Foi construído entre 1563 e 1584, planeado por Juan Bautista de Toledo, após a morte deste, em 1567, as obras continuam com a direção do seu colaborador: o arquiteto real Juan Herrera (1530 – 1597). Com esta real obra, Herrera deu inicio ao estilo herreriano. Ainda hoje, na Monumental Fachada da Igreja de São Vicente de Fora (Lisboa), podemos admirar a beleza do seu risco arquitetónico. Por curiosidade, o Mosteiro tem a forma geométrica de uma “Parrilla”, isto é, de uma grelha, Ora, esta real construção foi sagrada em nome do mártir de São Lourenço. Um pormenor delicioso.

Palácio e jardins do Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial.

O Escorial não era apenas uma monumental residência real e um panteão fúnebre do ramo espanhol dos Habsburgos. Era composto por quatro mil quartos, dezasseis pátios e cento e sessenta quilómetros de corredores. Apenas um quarto do edifício era ocupado por aposentos reais. O resto era composto por uma basílica, um mosteiro com cinquentas monges jerónimos e uma escola de teologia. Era também um “reliquário” de Filipe II que totalizava 7422 peças, desde a Coroa de Espinhos de Cristo a fragmentos de várias partes do corpo de milhares de mártires cristãos. Há um episódio macabro para a maioria das pessoas, mas belo para os Espanhóis. Da vasta coleção de mártires de Filipe II destaca-se o episódio que envolveu uma relíquia sagrada da religião espanhola: o cadáver de um monge franciscano, Frei Diego de Alcalá, e o herdeiro do “Prudente, o infante D. Carlos (1545-1568), príncipe das Astúrias. Conta-se que o pequeno e frágil D. Carlos, filho de Filipe II e Maria Manuela de Portugal, foi curado de uma doença debilitante por se ter deitado ao seu lado no leito da sua cama o cadáver de Frei Diego, que foi propositadamente desenterrado da sua sepultura para esta cura milagrosa. Este episódio ocorreu em 1562 aquando de uma queda nas escadas que causou um traumatismo craniano ao príncipe das Astúrias Ainda hoje, o viajante poderá ver a armadura assimétrica deste infante Habsburgo espanhol na coleção de armas reais que se encontra no Palácio Real de Madrid.

Paisagem do Monte Abantos.

Na época do “Prudente“, a vila de El Escorial era um mísero e triste burgo no sopé da Serra de Guadarrama e nas proximidade de Madrid. O Palácio-mosteiro têm um enorme jardim e uma floresta de doze mil pinheiros bravos plantados no Monte Abantos. A paisagem era nua, ressequida na maior parte do ano, sob um céu sem nuvens. Era uma paisagem deserta e árida. A história contada por Martyn Rady sobre esta família peculiar é concisa mas bastante completa, profundamente informada, escrita com elegância e resulta numa leitura empolgante. Para quem cursou História e, precocemente, contabilizou-se com os Habsburgos é difícil ficar indiferente ao «espírito do lugar». É uma paisagem pictórica de Espanha, onde a Serra e o Mosteiro complementam-se mutuamente na paisagem envolvente. Em 1628, o flamengo Rubens pinta, quase romanticamente, esta paisagem desde o pico da “Sierra de Malagón”. De facto, para admiramos este espaço monástico, temos de subir aos montes das redondezas da vila de San Lorenzo de El Escorial. Os mais românticos podem imaginar, por exemplo, o pintor flamengo Rubens a debuxar a silhueta Herreriana do Escorial, sentado, nas suas eternas telas.  Ainda hoje, existe a Cruz de Rubens no topo. Para muitos Espanhóis, o Escorial ainda é a oitava maravilha do Mundo! Jan Morris (2016, p.22), na sua obra Espanha, comenta sobre o Escorial afirmando que: é um “pólo de emoções que esta grandiosa obra de fé e política representa (…) Um pólo orientador para a Espanha e para o Mundo”.

Mosteiro de San Lorenzo de Escorial e a vila homónima, vista do mirador de Abantos.

Os Espanhóis sabem o que é construir em escala e relacioná-la com o meio envolvente. As estruturas não estragam a paisagem. Dão-lhe um significado poético e romântico. São mestres na Arte Vertical e na estética retangular. Afinal, este país rima com Monumentalidade. Em todos os cantos de Espanha, desde os Romanos até aos Espanhóis, podemos admirar grandes e altas obras de alvenaria, tais como, o Aqueduto de Mérida, a ponte romana de Alcántara, o Castelo de Peñafiel, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Alcázar de Segóvia, o Mesquita de Córdoba, o Palácio Real de Madrid, a Catedral de Salamanca e, mais recentemente, a Basílica da Sagrada Família de Barcelona. Nada exprime melhor a força espiritual de Espanha do que as Catedrais. O povo espanhol é bom a fazer coisas grandes e robustas. Em todos os cantos de Espanha, desde os Romanos até Espanhóis, podemos admirar grandes e altas obras de alvenaria, tais como, o Aqueduto de Mérida, a Giralda de Sevilha, o Alcázar de Segóvia, o Palácio Real de Madrid, a Catedral de Salamanca e, mais recentemente, a Basílica da Sagrada Família de Barcelona. Nada exprime melhor a força espiritual de Espanha do que as suas monumentais construções verticais: as catedrais.

Paisagem fria e quase despedida do Monte Abantos. Ao fundo, na planura da Meseta Castelhana, ergue-se a cidade de Madrid com os seus icónicos Arranha-céus: o campus vertical.

Se Versalhes era o símbolo do poder absoluto (e do barroco) de Luís XV, o Escorial foi o prefácio do poder absoluto e do barroco europeu. O Escorial reflete a extensão do poder, da riqueza, influência cultural e a supremacia militar da Espanha durante o século XVI. Uma aventura monumental, artística, política e arquitetónica. Hoje, o Escorial é bem diferente do tempo de Felipe II. Todavia, não perdeu toda a sua monumentalidade e esplendor do poder, soberanamente, do seu mentor. Reina [ainda] majestosamente. Expressa o ideal político, espiritual e bélico do monarca Habsburgo, do ramo espanhol. Parte do Escorial de Filipe II perdeu-se aquando da sua morte. Afinal, são as pessoas que fazem os lugares. Quem percorrer os corredores do Escorial poderá sentir a presença da real figura de Filipe II, apesar de omnipresente. Nada exprime melhor o poder, político e religioso, de Filipe II do que o Escorial. Todavia, o peso simbólico e o esplendor deste magnifico obra real não desapareceu. Ainda hoje, incluindo eu, milhões de visitantes ficam fascinados com a sua monumentalidade. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1984.

No Monte Abantos, existe um poço de neve construído no tempo de Filipe II para refrescar as almas do Palácio do Escorial durante Verão, face ao calor tórrido da planura castelhana. Nos dias de hoje, inúmeras famílias espanholas fazem um passeio de inverno para ver a neve.

Considerações finais sobre a visita ao Paláacio-mosteiro do Escorial e impressões sobre Madrid.

O lema “Plus ultra”, isto é, a grandiosidade cosmopolita e imperial de Espanha está omnipresente. Era o mote de Carlos I de Espanha (V do Sacro Império Romano), senhor de domínios que incluíam boa parte da Europa e da América. Espanha teve uma rápida ascensão ao topo do Mundo. As contantes guerras e participações em conflitos europeus, nos séculos XVII e XVIII, mostraram a decadência política, económica e militar no contexto europeu. O povo espanhol, ainda hoje, sente nostalgia e melancolismo desses tempos idos. Porém, no campo das artes – literatura e pintura -, a Espanha floresceu com a prosa de Miguel de Cervantes e da pintura de Diego Velásquez. Hoje, a sua grandiosidade está patente nos na escala das suas Catedrais, claustros e na língua castelhana espalhada nos quatro cantos do Mundo. Este passeio é mais agradável durante o Inverno e na Primavera. Ainda, em Madrid, existe um edifício muito semelhante ao Escorial e construído, em 1958, em estilo herreriano durante o regime franquista (1936-1975): o Cuartel General del Ejército del Aire (Moncloa).

Senhores passageiros, próxima viagem…Madrid. É tempo de regressar! Até à vista, Escorial Monumental! Viajar é ir e voltar! Regressamos a Madrid com apontamentos e memórias fotográficas. España, me encanta!

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🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial da capital espanhola nos seguintes links:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece uma extensa informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a pesquisar e a organizar a sua próxima viagem a Espanha. Já o Web oficial de Turismo Madrid permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela cidade. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Madrid: a Plaza Mayor.

No caso especifico da localidade de San Lorenzo del Escorial, o leitor poderá consultar informações sobre o que fazer, o que visitar, saborear, onde dormir e como chegar a este “Ayuntamiento” dos arredores da capital madrilena, na página oficial do turismo local (Oficina de Turismo): https://www.sanlorenzoturismo.es/.

Para visitas ao Escorial, consulte os seguintes sítios web https://entradas.patrimonionacional.es/en-GB/informacion-recinto/1/san-lorenzo-del-escorial e https://www.patrimonionacional.es/visita/real-monasterio-de-san-lorenzo-de-el-escorial?language=en. Se tiver curiosidade em saber um pouco mais sobre o Palácio do Escorial [ou sobre Espanha], recomendo as seguinte monografias:

Gaya Nuño, J. A. (s.d.). El Escorial. Plus Ultra.

KAMEN, H. (2KAMEN, H. (2010). The Escorial: Art and Power in the Renaissance. Yale University Press. http://www.jstor.org/stable/j.ctt1npxf4

Morris, Jan. (2016), Espanha. Tinta-da-China.

Parker, Geoffrey (1978), Felipe II: la biografía definitiva. Planeta.

Rady, Martyn (2021). Os Habsburgos: ascensão e queda de uma potência global. Temas e Debates.

Existe um pacote turístico muito especial: o Tren de Felipe II. Este comboio histórico realiza-se entre Madrid (Príncipe Pío) e El Escorial. No pack “Imperial” (30€), os entusiastas ferroviários desfrutarão de uma viagem de comboio (50 min), um percurso pedestre pelo casco histórico da vila de San Lourenzo de El Escorial e uma visita guiada ao interior do Mosteiro de San Lorenzo de Escorial (no pacote ainda está incluída o transbordo rodoviário entre a estação de El Escorial e o Mosteiro). As visitas guiadas são acompanhada, segundo informações no site da empresa que explora este comboio histórico, por guias turísticos acreditados pela Comunidade Autónoma de Madrid.

Como chegar:

Saiba mais em: https://www.renfe.com/es/es/cercanias/cercanias-madrid/lineas

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🔖Nota Informativa:

Esta viagem foi realizada em Janeiro de 2018 em Madrid. Escrita, com distanciamento e o rigor necessário, no mês de Setembro de 2021. Se quiser o roteiro de viagem elaborado pelo Blogue OLIRAF, o leitor poderá descarregar o seguinte documento: RoteiroMadrid2018. Se gostou, pode meter gosto e partilhar o artigo nas redes sociais. Não custa nada para si, ajuda-nos a crescer e a partilhar mais dicas, sugestões e crónicas de viagem.

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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✒️Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL©OLIRAF (2021)

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🏛️📷 Conheça o Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s: o mais antigo estúdio de fotografia em Portugal (1852-1978).

📷Uma viagem pelos primórdios da Arte Fotográfica em Portugal. Já imaginou um museu dentro de um antigo estúdio fotográfico oitocentista? Localizado na capital insular, no Funchal, o Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s é um espaço museológico aberto ao público desde 1982. Fechado durante muitos anos, entre 2014 e 2019, este museu instalado no antigo “studio” fotográfico de Vicente Gomes da Silva (1827-1906) reúne um vasto espólio composto por cenários, máquinas fotográficas, molduras com fotografias originais, livros sobre técnicas fotográficas e um valioso conjunto de 800 mil negativos, datados de 1876 a 1982, à guarda do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira. Foi considerado o Museu Português do Ano em 2020, pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), a premiar a paixão e o carinho do seu director, funcionários e de todos os madeirenses pelo legado patrimonial e imagético das quatro gerações da Photographia Vicente. Ainda hoje, a “Photograhia Vicente” representa, no panorama do património cultural da Ilha da Madeira, uma das mais prestigiadas e principais casas fotográficas, quer pela sua antiguidade, quer pela sua atividade na mesma família ao longo de quatro gerações. Vamos conhecer o mais antigo estúdio de fotografia do país e venha celebrar connosco o Dia Mundial da Fotografia!

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A Fotografia nasceu há 182 anos!

O Dia Mundial Fotografia é comemorado, anualmente, a 19 de Agosto. Apesar da primeira imagem fotográfica ter sido produzida em 1826 (Joseph Nicéphore Niépce empregando elementos da química e da física, tendo criado a héliographie, em 1826. Nessa experiência, ele aliou o princípio da “camara obscura” à característica fotossensível dos sais de prata), só nos finais dos anos 40 do século XIX o processo fotográfico foi suficientemente divulgado para se assumir como um meio dotado de possibilidades estéticas, através de um sistema de captação de imagem permanente, devidamente aprimorado e oficializado. O dia 19 de agosto de 1839 acordou com uma notícia: o governo de França anunciou, oficialmente, a invenção da fotografia: um presente “grátis para o mundo”, após ter adquirido a patente deste processo fotográfico. Na verdade, a 6 de Janeiro de 1839, a Academia Francesa de Ciências já havia anunciado a invenção do daguerreótipo (a primeira notícia saiu no jornal Gazette de France – ver em francês e em inglês). O autor da proeza foi Louis Daguerre, um físico, pintor, cenógrafo e inventor francês que inventou o daguerreótipo – daguerreotype -, um processo fotográfico desenvolvido em 1837. A era romântica da fotografia feita a preto e branco dava os primeiros passos! Uma estória curiosa e uma invenção tecnológica da Revolução Industrial que mudou o mundo e que inspirou a instituição do Dia Mundial da Fotografia.

Como celebra um dia especial para todos os fotógrafos profissionais e amadores?

Aproveite para ser “turista na sua própria cidade”, faça uma viagem fotográfica pelo nosso país, fazer um retrato de estúdio em família (Silverbox), fazer um Workshop no Arquivo Municipal de Lisboa, visitar uma exposição fotográfica do Centro Português de Fotografia (CPF), acompanhar o lançamento de um livro técnico/catálogo exposição, conhecer a Casa-Estúdio Carlos Relvas (Golegã) ou assistir a um webinar com o seu fotógrafo ou influencer preferido! Porque o ato de fotografar, já é sinónimo de celebração!

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Atelier Vicente`s”: um pouco de história…

A Ilha da Madeira, particularmente a cidade do Funchal, tornou-se um dos destinos exóticos mais procurados pela burguesia e elite europeia da segunda metade do século XIX, em virtude do seu clima ameno, natureza exuberante e a hospitalidade das suas gentes. Com os navios a vapor que aportavam à Madeira chegavam também as novas ideias e técnicas revolucionárias. Foi o caso da fotografia, uma invenção tecnológica do tempo da revolução industrial. Ao longo do século XIX estabelecem-se no Funchal os primeiros “studios” fotográficos, nomeadamente: Vicentes Photographos, João Francisco Camacho, Augusto Maria Camacho, Perestrellos Photographos, Augusto César dos Santos e o seu sócio Joaquim Augusto de Sousa.

Em 1846 Vicente Gomes da Silva iniciou a sua atividade profissional como gravador e em 1853, a 27 abril, recebeu a mercê de “gravador de sua Majestade a Imperatriz do Brasil, Duquesa de Bragança”. Em 1856, iniciou a “arte de fotografar” na residência particular.

Em pleno centro da cidade do Funchal, na Rua da Carreira, existe um emblemático edifício que alberga, desde 1865,  um dos estúdios fotográficos mais antigos do Mundo: o Atelier Vicente`s. Em Portugal apenas subsistem dois – o Atelier Vicente`s (Funchal) e a Casa-Estúdio Carlos Relvas (Golegã) -, ambos da segunda metade do século XIX. Este imóvel era uma antiga propriedade do morgado João Câmara Carvalhal Esmeraldo, negociado e adquirido a 27 de maio de 1865 por Vicente Gomes da Silva (1827-1906). Mais tarde, entre 1886 e 1887, o Atelier é alvo de uma profunda remodelação com colunas de ferro e construção de uma varanda corrida sobre o pátio e ampliação da residência para norte – nascente e do “estúdio” para Sul. O objetivo era instalar a nova morada e o atelier fotográfico num único espaço, com boas condições para acolher um público diverso e democrático, “tornando-se num dos mais antigos estúdios abertos ao público no nosso país” e um dos ex-libris do Funchal que muito contribuiu para a transformação da fotografia em produto de consumo, “permitindo que as classes menos abastadas se pudessem retratar, outrora privilégio de ricos”, lê-se na História Familiar/Administrativa/Biográfica do seu espólio documental.

Ao longo da sua história, o Atelier Vicente’s recebeu duas importantes distinções pelos seus trabalhos fotográficos, sendo que a primeira foi concedida em 1866 pelo império Austro-húngaro, na sequência do retrato da Imperatriz Elizabeth D’Aústria (1837–1898), mais comumente conhecida por “Sissi”, que Vicente Gomes da Silva captou em 1860, na Quinta Vigia, tendo sido agraciado com o título de “Photographe de Sa Majesté I’Impératrice d’Austriche”. Em 1903, o seu filho, Vicente Júnior (1857-1933), foi agraciado com o título de “Photographo da Casa Real Portuguesa”, pelos seus registos fotográficos da primeiro monarca português a visitar possessões ultramarinas: D.Carlos de Bragança (1863-1908) e da Rainha D. Amélia de Orleães (1865-1951) por ocasião da visita régia à ilha da Madeira em 1901. Por aqui passaram, por exemplo, os exploradores Hermenegildo Cabelo e Roberto Ivens, em 1885, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1921, para efectuar, e imortalizar, um retrato de estúdio a caminho da suas aventuras ultramarinas e explorações cientificas que tanto orgulho deram a Portugal e as lusitanas gentes.

Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s

Inaugurado no ano de 1982, o antigo “Photographia-Museu Vicentes” esteve fechado ao público durante cinco anos (2014-2019). Em julho de 2019, em função das obras de requalificação do edifício e do espaço museológico, que a devolveram ao traçado e características originais, passou a denominar-se “Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s (MFM-AV)”. Reabriu, com pompa e circunstância, para delicia dos amantes da história e arte fotográfica, com com uma exposição temporária intitulada “Tesouros da Fotografia Portuguesa do século XIX”. Foi eleito Museu Português do Ano em 2020, pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), a premiar a paixão e o carinho do seu diretor, funcionários e de todos os madeirenses pelo legado patrimonial e imagético das quatro gerações da Photographia Vicente. Recentemente, entre abril e julho de 2021, esteve patente uma exposição temporária sobre a retrospectiva da vida e a obra fotográfica do funchalense João Pestana (1929-2017).

Entre 1852 e 1978, as quatro gerações da família Vicentes documentaram acontecimentos históricos da Ilha da Madeira e retrataram os habitantes, ilustres e menos ilustres, da sociedade madeirense, monarcas portugueses e europeus, presidentes ou aventureiros que passavam  por estas latitudes. Além de manter o “studio” fotográfico original do fotógrafo insular Vicente Gomes da Silva, a Exposição permanente conta com uma vasta e interessante coleção fotográfica de inúmeros fotógrafos, profissionais e amadores, madeirenses: João Francisco Camacho, Vicente Photographos e Perestrellos Photographos. No mais antigo estúdio de fotografia existente em Portugal, os visitantes têm a possibilidade de observar de perto os cenários e adereços utilizados para fazer um retrato de estúdio, uma coleção de máquinas fotográficas, livros relativos às técnicas fotográficas e ainda mobiliário de época do antigo ateliê. Contém ainda a explicação dos diversos processos fotográficos que fizeram a história da arte fotográfica desde o séc. XIX e XX e de uma sala multimédia onde podemos visualizar um vídeo sobre a fotografia na Ilha da Madeira, materializando os anos de atividade da família de fotógrafos insulares: os Vicentes.

É de salutar e louvar a recuperação deste património edificado secular para a sociedade madeirense e para as comunidades de outras latitudes que visitam a Ilha da Madeira. Visitá-lo é reavivar a memória insular e a História da Fotografia no continente Europeu, imaginando como seria o quotidiano  e a vivência de um fotógrafo do séc. XIX. 

Deixo-vos, abaixo, um conjunto de imagens que ilustram a minha visita ao espaço e as peças museológicas que mais prenderam a minha atenção:

A agitação quotidiana da Rua da Carreira: o estúdio fotográfico, imóvel rosa à esquerda, situa-se no coração da urbe funchalense | OLIRAF ®Direitos reservados
Publicidade à “Casa Vicente” na Rua da Carreira | OLIRAF ®Direitos reservados
Pátio de entrada para o Atelier do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s. ¬ OLIRAF ®Direitos reservados
Vicente Gomes da Silva, Júnior, que foi agraciado com o título de “Photographo da Casa Real Portuguesa”, em 1903, no âmbito da visita do casal real D. Carlos de Bragança e de D. Maria Amélia de Orleães à cidade do Funchal (1901). Tinha o direito de usar na fachada as armas reais portuguesa ¬ OLIRAF ®Direitos reservados
Aspeto parcial de uma Sala para Exposições Temporárias. As visitas são gratuitas. ¬ OLIRAF ®Direitos reservados
Vista geral do Estúdio Fotográfico e com os respetivos cenários oitocentistas ¬ OLIRAF ®Direitos reservados
Antigas máquinas fotográficas e respetivas objetivas ¬ OLIRAF ®Direitos reservados
Exemplo de um Daguerreótipo, um dos primeiros processos fotográficos que esteve em voga nos anos 40 e 50 do séc.XIX. ¬ OLIRAF ®Direitos reservados
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📝Nota Informativa:

Em nome do Blogue OLIRAF, um agradecimento ao Museu de Fotografia da Madeira- Atelier Vicentes’s, na pessoa do diretor Filipe Bettencourt, pela forma como fomos recebidos neste novo espaço cultural madeirense.

🔗Para mais informações:

O Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s [Facebook e Instagram | @mfmvicentes] é um organismo tutelado pela  Secretaria Regional do Turismo e Cultura (SRTC) da Região Autónoma da Madeira (RAM) dispõe de uma loja, sala multimédia (onde se encontra a passar um pequeno “slide show” sobre visitantes ilustres e um filme documentário, normalmente sobre a ilha da Madeira), uma biblioteca e um serviço educativo (dinamiza visita guiadas ao seu acervo e às exposições temporárias desde que estas sejam previamente agendadas e que sejam cumpridos os requisitos de segurança impostos). 

A 13 de junho de 1979, o Governo Regional da Madeira ( RAM) adquiriu o valioso e riquíssimo arquivo fotográfico, com cerca de 800 mil negativos, datáveis entre 1876 e 1982. com posterior integração no Photographia-Museu Vicentes.  É um espólio documental detido pelo Photographia-Museu Vicentes (atual Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s), em depósito [desde 23 de junho de 2016, no Arquivo e Biblioteca Pública da Madeira (ABM), a fim de garantir melhores condições de conservação. O fundo está parcialmente disponível ao público em formato digital (poderá ser consultado online aqui), visto que o tratamento arquivístico deste espólio fotográfico encontra-se [ainda] em curso. 

Horário de funcionamento
De terça a sábado: 10.00h às 17.00h
Encerra aos domingos e segundas-feiras e dias feriados nacionais, regionais e municipais

Ingresso
Geral: 3 €
Grupos organizados por agências de viagens ou associações:  2,50 €
Portadores do Cartão Jovem: 1,5 €
Reformados: 1,5 €

Entrada Livre
Crianças
Membros da APOM / ICOM ou de quaisquer entidades públicas ou privadas afins, nacionais ou internacionais
Estudantes
Jornalistas e profissionais do Turismo no desempenho das suas funções e devidamente identificados
Guias
Professores desde que devidamente identificados
Funcionários da Secretaria Regional que tutela o Museu

O acesso às Exposições Temporárias é gratuito.

Contactos e Localização

Tutela: Direção de Serviços de Museus e Património Cultural – Direção Regional da Cultura

Endereço: Rua da Carreira, n.º 43, 9000-042 Funchal

GPS: Lat: 32,6490036 Long: -16,910297600000035

Telf(s): +351 291 145 325

E-mail: mfm-avicentes@madeira.gov.pt

Uma escapadinha à Ilha da Madeira está nos seus planos?

A página VISIT MADEIRA é o Site Oficial do Turismo da Madeira. Trata-se de um organismo regional – Associação de Promoção da Madeira – que promove e divulga o destino Madeira no mercado internacional e interno. Nele, o leitor, poderá encontrar inúmeras informações da oferta, extensa e diversificada, de onde dormir, o que fazer, as levadas, passeios de barco, empresas de animação turística, restaurantes, alojamentos  e os eventos que a Madeira e o Porto Santo têm para oferecer.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros.  Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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💻  Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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 FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL©OLIRAF (2021)

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📰🎙️Blogue OLIRAF em destaque na Revista INVADE da Rota Histórica das Linhas de Torres!

Está disponível o quarto número da revista INVADE! Património. Turismo . Lazer, uma edição da Rota Histórica das Linhas de Torres. Criada há três anos, e com edições semestrais, a Invade! tem como objetivo é divulgar o património das Linhas de Torres Vedras, inserido num território rico em cultura, memória e experiências inesquecíveis, onde a histórica dos sítios se cruza com a gastronomia, os vinhos, o golf, as atividades equestres, pedestres e desportivas, entre outras experiências. E Blogue OLIRAF, na rubrica Mãos à obra, está em destaque!

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A revista “INVADE!

Sob o lema “Mais que 152 Motivos Fortes” [para visitar as Linhas de Torres], a publicação tem inúmeras novidades e sugestões de possíveis experiências a dois, em família, ou em grupo pelos concelhos que integram as Linhas de Torres. Lançada pela Rota Histórica das Linhas de Torres, (RHLT) a 20 de outubro de 2019, Dia Nacional das Linhas de Torres, a revista INVADE pretende afirmar-se como um convite para visitar o património histórico-militar do sistema defensivo oitocentista da Península de Lisboa, construído no contexto das Invasões Francesas (1807-1811). Trata-se de uma revista turística – Património, Lazer e Gastronomia -, criada para divulgar a riqueza de um território que cruza a história, a identidade, a paisagem e um património único na Europa, com a gastronomia, o enoturismo, o golf, a cultural as atividades equestres, pedestres e desportivas, entre outras experiências únicas e diferenciadoras.

Este é mais um passo para divulgar a riqueza de um território, que se estende entre o Tejo e o Atlântico, que cruza a história, a identidade, a paisagem e um património único na Europa, com a gastronomia, os vinhos, o golfe, as atividades equestres, pedestres e desportivas, entre outras experiências.

Com uma tiragem inicial de 1.500 exemplares, a revista é bilingue e está disponível nos Postos de Turismo e Centros de Interpretação das Linhas de Torres dos municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira e em alguns agentes económicos da região, que trabalham o tema das Invasões Franceses, nas suas múltiplas vertentes turísticas. Por exemplo, um dos pontos ASK ME de Lisboa.

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Blogue OLIRAF em destaque na Revista INVADE!

Neste quarto número da “Invade!”, lançado no mês passado, fala-lhe, entre outras coisas, do que pode fazer, visitar, comer e experienciar na região das Linhas de Torres. Damos destaque para a rubrica Mãos à obra… [ver a pág. 16], onde o nosso mentor Rafael Oliveira, autor do Blogue OLIRAF dá uma uma entrevista sobre o seu percurso na área da fotografia, das viagens e na promoçãodo Turismo Histórico-Militar como tendência em crescimento, em virtude do período conturbado que Portugal, e o mundo, atravessam, e dos Travel Bloggers na retoma da atividade turística nacional, nomeadamente na Região Centro de Portugal. E revelamos algumas curiosidades sobre as nossas verdadeiras paixões: a história, fotografia e as viagens.

Aceda e leia [em detalhe e gratuitamente] toda a entrevista aqui.

Boas Leituras!

Não deixe de fazer…

  • percorrer os fortes e redutos que dão corpo à Rota História das Linhas de Torres Vedras;
  • observar um belo pôr-do-sol no Arquipélago das Berlengas;
  • fotografar centro histórico da cidade de Torres Vedras e o seu castelo secular;
  • visitar o Majestoso edifício setecentista do Asilo dos Inválidos Militares de Runa;
  • caminhar pelos trilhos e azenhas das Termas dos Cucos;
  • saborear a gastronomia local e regional no restaurante Napoleão Taberna;
  • fazer um dia de praia nos 20 km de Costa Atlântica do concelho de Torres Vedras;
  • conhecer as estações da Linha de Oeste: Dois Portos, Runa, Torres Vedras e Outeiro da Cabeça.

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🔗Para mais informações:

Rota Histórica das Linhas de Torres

A Rota Histórica das Linhas de Torres (RHLT) é um projeto turístico-cultural constituído com o objetivo de recuperar e valorizar o património histórico-militar construído no início do século XIX, pelas forças anglo-lusas comandadas pelo Duque de Wellington, para defender a cidade de Lisboa das invasões dos exércitos napoleónicos.

A Rota contempla um conjunto de 152 fortificações, distribuídas por seis municípios, que serviram para defender a região de Lisboa das tropas de Napoleão. Além de Loures, fazem parte desta rota os municípios de Mafra, Torres Vedras, Arruda dos Vinhos, Sobral de Monte Agraço e Vila Franca de Xira.

Este projeto turístico-cultural é alicerçado em circuitos de visita intermunicipal,  apoiados em  seis centros de interpretação, em articulação com um território e as suas comunidades.

No Centro de Interpretação das Linhas de Torres | Sobral de Monte Agraço são proporcionadas experiências pedagógicas que permitem ao visitante, através de novas abordagens sobre a temática, uma maior fruição do património, bem como promover o conhecimento da importância histórica das Linhas de Torres.

PARCEIROS E ASSOCIADOS

Um projeto e uma causa dos Municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

CILT – Sobral de Monte Agraço

Contactos/informações
Praça Dr. Eugénio Dias, n.º 12
2590-016 Sobral de Monte Agraço

Telefone: (+351) 261 942 296

Email: info@rhlt.pt

Horário: Terça-feira a Domingo das 10h00-13h00 e 14h00-18h00

Encerramento: segunda-feira e feriados

Nota importante [👤]

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2021)

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📕Blogue OLIRAF associa-se à iniciativa “#EuFicoEmPortugal” e participa no segundo livro da Associação de Bloggers de Viagens Portugueses (ABVP).

✒️ Portugal é um país repleto de inúmeras maravilhas naturais, patrimoniais e humanas. Na impossibilidade de viajar, seja cá dentro e lá para fora, os Livros são ótimas escolhas para viajar sem sair do conforto do lar. 25 bloggers de viagem portugueses aceitaram este desafio, lançado pela ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, no âmbito da iniciativa #EuFicoEmPortugal.🇵🇹 Foi uma das formas encontradas por esta associação sem fins lucrativos para incentivar os seus associados a conhecer as “belezas menos exploradas do nosso país” e a dinamizar o turismo interno no nosso país, procurando criar conteúdos que levem os portugueses a viajar pelo Portugal, particularmente, em territórios de baixa densidade. O resultado dessas experiências deu origem ao segundo livro colaborativo da ABVP, editado pela Idioteque. E nós fomos uma das 25 estórias contempladas. Trata-se de um grito de resistência, e de resiliência e de manter viva essa nobre arte de praticar o ócio: o ato de viajar. É uma espécie de vá-para-fora-cá-dentro.

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A INICIATIVA #EuFicoEmPotugal (ANTENA 1 | RTP PLAY)

A Associação de Bloggers de Viagem Portugueses (ABVP) é fundadora da iniciativa #euficoemportugal que promove experiências de viagens, únicas e diferenciadoras, em Portugal. Neste âmbito, durante o verão de 2020, dezenas de bloggers de viagem portugueses associados da ABVP lançaram-se numa campanha de divulgação do nosso país. Foi um contributo de todos aqueles que acreditam que as viagens têm o poder de mudar o mundo. Percorreram o país de norte a sul, de este a oeste, em todos os distritos e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. Destas experiências de viagem resultou um podcast na rádio público – Antena 1 – em conversas de viagens com jornalista Tiago Alves.

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Próximo Destino: Portugal. E se fosse desafiado, caro leitor-viajante, por 25 Bloggers de Viagem Portugueses a (re) descobrir o nosso país?

Depois do livro “Viagens de uma vida“, lançado em meados de 2020, a Associação de Bloggers de Viagem Portugueses (ABVP) promove o o segundo livro colaborativo, desta vez, com estórias e crónicas de viagem pelo território português, particularmente, em territórios de baixa densidade. Trata-se de um contributo, inspirado por 25 estórias de viagem, para dinamizar o Turismo em Portugal. Um dos sectores, e um dos motores económicos da economia portuguesa, mais atingidos pela pandemia da Covid-19. Na primeiro livro, como escreveu na badana do livro, Filipe Morato Gomes escreveu o seguinte: “Tal como nós, que o leitor se sinta inspirado para partir, explorar e ‘descobrir-se’”.  É o mote do presidente desta comunidade de bloggers nacionais.

Trata-se da segunda aventura no universo dos livros a cargo da ABVP. O livro surge de uma parceria entre a ABVP (Associação de Bloggers de Viagem Portugueses) e a Idioteque. A Idioteque abraça, novamente, este projecto editorial centrado nas melhores experiências de viagem vividas, por inúmeros bloggers de viagem associados da ABVP, em diversos territórios de baixa densidade de Portugal Continental e Ilhas. A obra é uma selecção de 25 textos, de 25 bloggers, com mais de 150 páginas de estórias e 50 fotografias ilustrativas que dão cor ao segundo livro colaborativo da ABVP. É o epílogo da iniciativa #EuFicoEmPortugal .

“Quanto mais viajo, mais tenho a certeza de viver num país extraordinário, com uma diversidade a todos os níveis notável” diz o autor do blogue Alma de Viajante. O livro é da ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses. O epilogo desta iniciativa e/ou a ideia do selo que está na capa do livro, tipo “um contributo para dinamizar o turismo em Portugal, numa altura tão especial como a que vivemos”.

Também Rui Barbosa Batista, fundador do blogue BornFreee e jornalista da LUSA, refere que “o livro não fala só de lugares”, mas de pessoas – “o maior património” – e experiências vividas por todo o território, de Trás-os-Montes ao Alentejo.

“A Idioteque não poderia passar ao lado desta iniciativa que visa reanimar o turismo português”, diz o editor, Manuel Andrade, que renova a parceria com a ABVP em nome do “lado mais profundo e quantas vezes telúrico e feérico do nosso maravilhoso país”, percorrido de norte a sul, de este a oeste e até às ilhas.

A capa deste livro foi decidida pela editora Idioteque e pela VASP © Créditos Idioteque

Sinopse

Neste livro, pela primeira vez 25 dos mais influentes bloggers de viagem nacionais juntaram-se para um objetivo concreto: com os seus textos promover o turismo em Portugal, atenuando o brutal impacto da pandemia no setor, com especial ênfase nos territórios de baixa densidade.

A obra é uma seleção de duas dezenas e meia de olhares e experiências muito diversificados sobre destinos espalhados pelo território português. Desce de Melgaço, onde um Outro Portugal começa, e segue em busca de histórias encantatórias como a da baleação na Ilha do Pico, apeando-se por várias páginas junto ao calor das gentes e dos sabores alentejanos, enquanto vai regando a narrativa com os ainda pouco conhecidos vinhos da Beira Interior. Passa também pelas minas abandonadas de São Domingos, acenando de caminho aos garranos no Gerês e levando-nos a conhecer os Castelos de Sintra, bem como os montes de Alvarenga, a lagoa de Óbidos, o rio Tejo ou a empreita em Loulé, entre outras inúmeras belezas, menos explorada.

Capa, lombada e verso do livro #EuFicoEmPortugal, com o presidente da ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, Filipe Morato Gomes, e editado pela Idioteque © Créditos Idioteque

Sobre a minha crónica de viagem: a lagoa de óbidos.

Existe uma região ainda por descobrir e está mesmo às “portas” de Lisboa. A região Oeste é onde estão as minhas raízes, particularmente, no concelho de Torres Vedras. Dai, a minha escolha afetiva ser uma experiência realizada nesta região bem portuguesa. A minha participação na iniciativa #EuFicoEmPortugal, traduziu-se, assim, numa crónica, escrita e fotográfica, sobre a Lagoa de Óbidos, um dos ex-libris naturais e paisagísticos de uma região muito particular: o Oeste.

Trata-se de uma crónica oestina com sabor a maresia. Há lugares fantásticos, perto de nós, mas longe da multidão. O concelho de Óbidos integra este leque restrito. Considerado um dos destinos nacionais mais turísticos, e não obstante a sua história secular, a verdade é que a vila se tem renovado ano após ano. Os eventos culturais multiplicam-se, de forma a atrair visitantes continuamente, desde os miúdos aos graúdos, e há acontecimentos para todos gostos.

O Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos (CILO), iniciativa liderada pela #LPNatureza, pretende que todas as pessoas usufruam de uma experiência de visitação para descoberta da Lagoa de Óbidos. Trata-se de um novo produto turístico, destinado a pequenos grupos, ideal para famílias, seguro, de conforto ou de aventura, que reúne natureza, cultura e bem-estar numa das mais belas paisagens do Oeste. Nesta crónica de viagem pretendi dar a conhecer a minha experiência [de um dia] no maior sistema lagunar costeiro de Portugal, bem como as suas memórias, património, vivências e objetos, devidamente contextualizados, são fundamentais para conhecer e compreender a história da Lagoa de Óbidos, integrantes do seu património e parte vital da identidade e comunidades locais desta região de Portugal. Estou grato por partilhar as suas memórias, fotografias, objetos e outros testemunhos deste lugar único que é património de todos nós. Foi um gosto colaborar e dar a conhecer um pouco da vossa paixão e divulgação do melhor que se faz em Portugal, ao nível da promoção do turismo de experiências, particularmente, na região Oeste de Portugal.

Excerto do livro #EuFicoEmPortugal, com a crónica de viagem pela Lagoa de ÓBIDOS, escrita pelo autor e blogger Rafael Oliveira © Créditos OLIRAF

Viajar não é apenas passear por países, lugares e paisagens exóticas. Viajar é conhecer. E não há nada que entusiasme mais um viajante do que partilhar com os outros aquilo que vivenciou. Não é um guia de viagem. Não é um Livro de Viagens. É um livro de muitas estórias de experiências em viagem. É isso que pode encontrar neste livro colaborativo da ABVP. Feito de viajantes conhecidos para viajantes anónimos. Para mim, escrever é uma necessidade. Ler é uma viagem. “Querer simplesmente escrever, como andar. A necessidade não é de escrever, mas de querer escrever. Tal como a necessidade não é de amar, mas de querer amar”, lê-se no road movie MOVIMENTO EM FALSO (1974), de Wim Wenders.

Com saudades de viajar? Nós também. Faça História partilhando a sua.

▶️ Livro #EuFicoEmPortugal apresentado em streaming a partir de Montalegre.

O Lançamento, com transmissão online (veja aqui o link), em jeito de conversa foi feito partir do Ecomuseu de Barroso – Espaço Padre Fontes, em Montalegre, um dos municípios retratados na obra. Estavam presentes as mesmas quatro pessoas do primeiro livro: os bloggers de viagem Filipe Mourato Gomes (Alma de Viajante), na qualidade de Presidente da ABVP, Rui Batista Barbosa (Bornfreee), autor do texto que se passa na região, e o representante da editora Idioteque. A moderação foi efetuada pelo jornalista Tiago Alves, da #Antena1. Face aos constrangimentos da pandemia Covid-19, o público não pode assistir presencialmente à apresentação do livro colaborativo da ABVP.

Eis a lista de Blogs/Autores que participaram no livro #EuFicoEmPortugal:

  • 23 Quilos à Justa – Soraia Deus e Pedro Moita
  • 100 Rota – Francisco Agostinho
  • 365 dias no mundo – Raquel Morgado e Tiago Pinto
  • A Crush On – Lígia Gomes
  • Alma de Viajante – Filipe Morato Gomes
  • Bornfreee – Rui Barbosa Batista
  • Carimba o Passaporte – Pedro Costa
  • Continuando à procura – Carla Ferreira
  • Contos Alfacinhas – Filipa Chatillon
  • Daniela Santos Araújo – Daniela Santos Araújo
  • Entre Vinhas – Madalena Vidigal
  • Explorandar – Diana Bencatel e Ricardo Mendes
  • Intrepid Jumpers – Diogo Frias e Filipa Frias
  • LikedPlaces – Maria Antónia Lopes
  • Lugares Incertos – Jorge Duarte Estevão
  • Marlene On The Move – Marlene Marques
  • Menina Mundo – Miriam Pina
  • OLIRAF – Rafael Carvalho de Oliveira
  • Passaporte no Bolso – Mónica Rodrigues Alves
  • Portugal de lés a lés (Hit the Road) – Jorge Montez
  • Sempre entre viagens – Inês Miranda
  • Travel Random Notes – Sónia Dias
  • Viajar entre viagens – Carla Mota e Rui Pinto
  • Viajário Ilustrado – Carlos Brum Melo e Ana Catarina Silva
  • Wandering Life – Catarina Leonardo

🛒 COMO ADQUIRIR A PUBLICAÇÃO #EuFicoEmPortugal?

O livro está com um design muito apelativo, recheado de estórias diferenciadoras, fotografias ilustrativas das experiências e de fácil leitura. São vários rostos, vários percursos e várias experiências Este livro dá a conhecer lugares únicos e extraordinários em Portugal, como as estórias de quem a viveu. Estará à venda nas principais livrarias portuguesas a partir do próximo dia 22 de junho, com o preço de capa de 15€. Por exemplo, na WOOK, o livro já se encontra em pré-venda e disponível para encomendas online. Como bibliófilo, amante de livrarias tradicionais e do comércio local, sugiro que procurem em livrarias alternativas – que tanto precisam da nossa ajuda -, como são o caso da Palavra de Viajante (Lisboa), da Livraria Esperança (Funchal) ou do Insensato | Café-Livraria (Tomar).

📚 Apoie e incentive os autores: adquira uma versão especial do livro.

Caso tenha interesse em receber uma cópia autografada (e personalizada) pelo autor do Blogue OLIRAF, teremos todo o gosto em enviar-lhe um exemplar por correio (via CTT, as moradas exclusivamente em Portugal Continental e Ilhas). Também posso entregar em mão (Lisboa, Torres Vedras e na Madeira). O preço do livro é de 15€ + portes de envio. O preço final ficará por 17€. Poderá, assim, recebê-lo comodamente em sua casa. Para tal, basta enviar-me um e-mail – oliraf89@gmail.com – com a quantidade de exemplares pretendida, o seu nome e a morada do domicilio. Importa referir que ao adquirir esta publicação está a ajudar os Membros da ABVP (Associação de Bloggers de Viagens Portugueses), onde me incluo, a criar, incentivar e a partilhar estórias de viagem em Portugal e no Mundo. Queremos, acima de tudo, chegar ao maior número possível de pessoas, promover a leitura e a viajar de uma forma mais sustentável.

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📝Nota Informativa:

O Blogue OLIRAF agradece o convite dos parceiros do projeto “Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos”, uma iniciativa Orçamento Participativo Portugal (OPP) que conta com o apoio da FCT e da Ciência Viva, e com a participação na sua execução da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, da Câmara Municipal de Óbidos e do Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania. Resta-me, também, agradecer as empresas de animação turística – Interdital – Natureza e Aventura e a Passa Montanhas – que dão a conhecer inúmeras experiências sustentáveis pela Lagoa de Óbidos.

Esta crónica de viagem foi efetuada no mês de Setembro de 2020 no terreno. Foi escrita em Março de 2021 durante o segundo confinamento no contexto da pandemia Covid-19.

Este artigo pode conter links afiliados.

🔗Para mais informações:

A ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses promove o desenvolvimento profissional dos bloggers de viagens e estimula a criação de relações éticas e transparentes com os leitores e com o mercado de viagens em Portugal. Organizamos palestras e workshops para capacitar os associados com ferramentas fundamentais para a melhoria contínua dos seus blogs; Encorajamos ações concertadas entre os bloggers de viagem que sirvam de exemplo e motivem os leitores a tornarem-se viajantes mais conscientes; Estimulamos a criatividade, o pensamento crítico e a produção de conteúdos originais e inspiradores dentro do segmento das viagens e turismo; Incentivamos a partilha de conhecimento e interação entre os bloggers, bem como a participação em eventos do setor. Artigos relevantes para os bloggers de viagem e os parceiros ligados à indústria do turismo.

O Blogue OLIRAF foi aceite, em Outubro de 2020, como membro Associado Colaborador da ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses. Recentemente, o nosso projeto de escrita e fotografia de viagens teve oportunidade falar sobre o nosso nicho de mercado: o Turismo Militar ⚔️. Pode ler aqui, o nosso artigo no blogue da Associação.

Junte-se a esta comunidade digital que inspira as pessoas a viajar! Ética, formação e bom senso em viagem. É trazer o melhor do Jornalismo de Viagem para o Mundo Digital.

Caso tenha um blog de viagens, leia as perguntas frequentes e os benefícios dos associados, e verifique se o seu blog se enquadra nos pré-requisitos e está de acordo com o Código de Ética da ABVP. Se partilhar da nossa filosofia e dos nossos valores, associe-se agora! Se pondera e tem interesse em trabalhar em parceria com bloggers de viagens qualificados, entre em contacto!

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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 🖋️Texto: Rafael Oliveira  📸 Fotografia: Oliraf Fotografia 

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🌍OLIRAF Blogger Trips 2020: 12 Experiências, 12 Imagens (Instagram)

🗺Foi um ano de grandes e exigentes desafios para todos os profissionais, particularmente, para o sector das viagens e da cultura. Em dezembro do ano passado, quando estávamos a fazer o balanço de 2019 e a preparar os nossos roteiros de viagem para 2020, não imaginávamos que o ano seria exigente no planeamento, agendamento e cancelamento de viagens, passeios, caminhadas e experiências gastronómicas. Não estávamos preparados para gerir tanta incerteza e, sobretudo, a imprevisibilidade no nosso quotidiano habitual. Porém, face ao “novo normal”, não desistimos e fomos persistentes. Do Turismo Histórico-Militar aos Lugares Abandonados. Dos locais turísticos aos pitorescos. Gostamos de viajar, não porque gostamos de mostrar, mas porque nos dá prazer. Sempre com a curiosidade pela História e com a vontade de inventariar [através da arte fotográfica] o Mundo e de catalogar as estórias das pessoas. Para mais tarde, arquivar na nossa memória. Recordemos, então, o ano 2020 que termina.

Este 2020 tão estranho trouxe-nos aprendizagens fundamentais, por exemplo, o caso do “Faz de conta que ando a viajar”! Cancelamos a nossa viagem à cidade renascentista de Florença (Itália) e as inúmeras recriações históricas das Guerras Peninsulares (1808-1814) em Portugal e Espanha. Face as contingências da pandemia, optamos por viajar por Portugal. Em Março, viajamos ao Norte de Portugal para conhecer os Passadiços do Paiva e viajar na única linha ferroviária de via métrica: a Linha do Vouga. Ao longo do ano, as nossas viagens foram pela região Oeste. Uma região bem familiar que ficamos a conhecer [ainda] melhor. Voltamos as caminhadas pela Arrábida. Fizemos um passeio de barco pela Lagoa de Óbidos. Saímos da nossa zona de conforto – o Turismo Militar – e arriscamos num novo segmento de mercado em ascensão: o Turismo Ferroviário.  No inicio do ano, aderimos à “Guerrilha de Montagraço” da Acr Treze Setembro Associação (Sobral de Monte Agraço). Em julho, fomos aceites como parceiros da SAPO VIAGENS e, no final do ano, como blogger associados efetivos e colaboradores da Associação de Bloggers de Viagens Portugueses (ABVPT). Recentemente, a convite da Associação de Turismo Militar Português (ATMPT), falamos sobre a tendência do Turismo Histórico-Militar e da nossa experiência como viajantes na promoção deste nicho de mercado das viagens. Leia aqui.

#oliraffotografia (Instagram). Eis 12 olhares e experiências para fazer no nosso país!

🏞️Percorrer os Passadiços do Paiva!

🍷Fazer Enoturismo em Torres Vedras!

Percorrer os Castelos da Região Oeste!

🛤️Fotografar a Linha do Oeste, vista do ar!

🏚️ Descobrir Lugares Abandonados!

🏞️Realizar Caminhadas na Natureza!

🌽 Fazer Moinhologia e Trigo Barbela da Região Oeste!

Passear e fazer um passeio de barco pela Lagoa de Óbidos!

⚔️Recriações Históricas das Guerras Peninsulares (1808-1814)

🚉 Viajar na Linha do Vouga!

📍Admirar a Igreja da Válega!

✈️Viajar e descobrir as maravilhas da Ilha da Madeira!

Num ano de distanciamento há sempre alguém a quem agradecer por estar presente! Você, caro, Leitor! Até 2021, 𝘃𝗲𝗺𝗼-𝗻𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝗯𝗿𝗲𝘃𝗲!

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO SAPO VIAGENS! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS. SIGA-NOS NO INSTAGRAM @OLIRAFFOTOGRAFIA

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🖋️Texto: Rafael Oliveira 📸 Fotografia: Oliraf Fotografia

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🏺Tavira, o legado islâmico (713-1242).

📜Situada no sul de Portugal, no Sotavento Algarvio, Tavira foi a primeira povoação do Algarve a ser elevada a Cidade, a 16 de março de 1520, em carta outorgada por D.Manuel I (1495-1521). Durante o dominio islâmico (713-1242), a vila algarvia foi um próspero e independente Reino Taifa do Al-Andalus (Séc.XII): uma comunidade marítima de piratas. Foi o porto de mar que deu a fortuna e nobreza a Tavira. Era a cidade mais populosa do Algarve nos séculos XV/XVI e detinha um importante porto fluvial para apoio às armadas reais e da defesa das praças conquistadas no Norte de África (Marrocos) pelos portugueses. Tavira é um ponto obrigatório para incluir num roteiro histórico-cultural pela região algarvia. A Cristandade e o Islão foram essenciais na formação e na identidade tavirense e algarvia.

Em árabe, Tabîra quer dizer “a escondida”. Esta cidade do Sotavento Algarvio possui muitas curiosidades e é um regalo para os nossos olhos. E porquê? Vejamos, Tavira possui a beleza do seu rio Gilão, das suas salinas, da ria formosa, as suas antigas muralhas donde podemos avistar a arquitetura urbana e religiosa e os museus que contam o seu dinamismo comercial e estratégico ao longos dos tempos. A partir do Século XII, esta localidade algarvia tornou-se um dos principais centros marítimos e comerciais da costa algarvia. Havia dois factores: um porto defensável e a posição estratégica da estrada que ligava, através da ponte do rio Gilão, Sevilha a Silves. Juntamente com Xilb (Silves) e Ossónoba (Faro), a Tabîra islâmica era uma das mais importantes cidades do Gharb Al-Andalus. Ao percorrer o centro histórico da cidade, podemos comprovar esta importância pela dimensão do seu Castelo e, mais tarde, com as inúmeras Igrejas em diversos estilos arquitectónicos são como uma viagem pela História de Arte em Portugal.

Ponte Velha, datada do séc.XVII, sobre o rio Gilão, e os célebres “telhados de tesoura” de Tavira

Tavira islâmica: um resumo histórico…

Aquando da chegada dos seguidores de Maomé, ao Al Garb al Andaluz, em 712, Tavira estaria deserta ou, na melhor das hipóteses, perdera o fulgor económico e mercantil de outras épocas, particularmente, na época os fenícios. Durante os séculos de domínio árabe, a fortaleza de Cacela, por exemplo, detinha um estatuto de maior importância militar por, ser aí a barra do Rio Gilão. Assim, Tavira seria uma urbe muçuçulmana tardia na história da presença da civilização islâmica da Península Ibérica (711-1492), a comprovar pela falta de elementos materiais anteriores ao século XI. Os muçulmanos conferem à urbe um novo ânimo social, económico, comerical e militar nos séc.XI-XII, chegando esta a ser capital de um Reino Taifa e, durante período almóada, capital de um distrito. Em finais do séc. X/inícios do XI, o castelo é construido no topo da colina de Santa Maria. Entre 1151 e 1167, sob o comando de Amil b. Munib, resistiu com êxito a dois cercos do califa almóada Abu Muhammad ‘Abd al-Mu’mim al-Qa’im. As gentes de tavira eram conhecidas pelas sua forte resistência a poderes centralizadores e movimentos expansionistas do Magrebe, tais como, os almorávidas e os almóadas. Com o avanço da reconquista cristã, a urbe islâmica vai aumentar siginificativamente a dimensão do recinto muralhado com a fixação de população vindos do norte da Peninsula Ibérica em busca de refúgio para áreas com fronteiras mais estáveis a sul e longe da fronteira beligerante entre as hostes cristãos e mouriscas. Os almorávidas dotam Tavira de uma primeira muralha, nos finais do século XI, e mais tarde, os Almóadas fazem uma reforma profunda durante a segunda metade do séc.XII, passando esta a integrar a rede de castelos defensivos do Algarve. Ainda hoje, existem inúmeros vestígios de restos de muralhas construidas em taipa e na alcáçova, conserva-se um exemplar de uma torre albarrã hexagonal.

Torre do Relógio da Igreja de Santa Maria do Castelo – Tavira

A Igreja de Santa Maria do Castelo foi construída após a conquista de Tavira pela Ordem de Santiago (1242) na segunda metade do século XIII e XIV, em estilo gótico, no local onde anteriormente se situara a mesquita maior de Tavira- Estava localizada, no coração da urbe islâmica, dentro do perímetro muralhado e nas proximidades da antiga alcáçova. Mais do que falar sobre as raízes da História da cidade de Tavira, o Núcleo Museológico Islâmico desta cidade é um convite à descoberta do legado material e imaterial da época islâmica. Este núcleo do Museu Municipal de Tavira foi inaugurado em 2012 precisamente no local onde foi achado o famoso “Vaso de Tavira” (1996). Tem na sua exposição permanente – Tavira Islâmica – uma abordagem histórica sobre  a cidade no período islâmico até à reconquista cristã. Resultou, assim, das intervenções arqueológicas efectuadas em vários locais do centro histórico da cidade como, por exemplo, a identificação de um bairro almóada, datado dos finais do século XII/inícios do século XIII, durante as obras de requalificação e adaptação do antigo convento de Nossa Senhora da Graça a Pousada da Enatur (Empresa Nacional de Turismo).

 Núcleo Museológico Islâmico – as origens e o auge da Dinastia Omíada (713-1031) – Museu Municipal de Tavira

Encontro-me com a Dr.ª Sandra Cavaco, a arqueóloga do Município de Tavira, que será a minha guia nesta viagem pela máquina do tempo. A sua linguagem é simples e direta, indo ao encontro dos meus interesses. Fala-me do passado milenar desta cidade, habitada por civlizações antigas, em virtude da sua posição estratégica (oceano atlântico) e comercial (porto de pesca e salinas). Na época islâmica, a cidade de Tabîra era uma “República” de Piratas que atacavam o comércio maritimo muçulmano ou cristão, dando guarida a gentes de má fama. Por esta razão, o poder centralizado e unificado islâmico – os Almorávidas e Almóadas – por sucessivas ocasiões intentou submeter esta cidade de piratas à sua lei. Os Tavirenses só submeteram-se as hostes cristãs no final da primeira metade do séc.XIII à Ordem Militar de Santiago. De acordo com a Crónica da Conquista do Algarve, Tavira foi conquistada aos mouros, em 1242, pelas hostes cristãs de D. Paio Peres Correia, mestre da Ordem de Santiago, como represália pela morte de sete dos seus cavaleiros hospitalários – D. Pedro Pires (Peres ou Rodrigues, comendador da Ordem de Santiago de Castela), Mem do Vale, Durão (ou Damião) Vaz, Álvoro (Álvaro) Garcia (ou Garcia Estevam), Estêvão (Estevam) Vaz (Vasques), Beltrão de Caia e mais um mercador judeu de nome Garcia Roiz (ou Rodrigues) – que caçavam nas imediações da cidade islâmica durante um período de tréguas entre as forças cristãs e a guarnição islâmica. O acordo de paz foi quebrado quando os cavaleiros se aproximaram de Tavira. No interior da Igreja de Santa Maria do Castelo, concretamente nas paredes laterais da capela-mor, estão sepultados estes guerreiros e mártires cristãos que morreram na reconquista cristã de Tavira. Aqui, denotamos a importância crucial da Ordem Militar de Santiago na promoção da reconquista cristã do Alentejo e do Algarve, bem como na afirmação e estabelecimento de Portugal como nação independente.

Vaso islâmico decorado com figuras e animais, datado do séc.XI

Vaso de Tavira é um dos mais expressivos testemunhos da vida na região do Al Andaluz durante o século XI.. É o ex-libris deste espaço museológico e da sua exposição permanente. Trata-se do mais famoso vestígio islâmico da cidade. Segundo os académicos, o vaso cerâmicom de cariz popular, parece representar um rapto nupcial. Apresenta no bordo onze figuras e nas paredes, linhas, retículas, peixes e outros elementos pintados a branco. Destaca-se a noiva com a face descoberta e o noivo com um turbante, ambos a cavalo; um besteiro e um cavaleiro; um tocador de tambor e de adufe; uma tartaruga e várias pombas; e o dote, constituído por um bovídeo, um caprídeo, um camelo e um ovino. Importa também destacar, a torre em Taipa Militar, os restos da muralha islâmica do século XII e o capitel em mármore branco datado da época califal omíada, originária das oficinas da Madinat al-Zahra em Córdoba. Os Muçulmanos foram expulsos, em conjunto com a comunidade judaíca, no final do séc. XV. Ainda hoje, as marcas islâmicas são, ainda, visíveis no centro histórico. Veja-se o topo da antiga colina de Santa Maria – os restos da antiga muralha e castelo islâmico e a mesquita maior – as icónicas portas de reixa, de finos entrelaçados de madeira, evocadoras da herança árabe presente na cultura algarvia.

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📝Nota Informativa:

No âmbito da iniciativa «Redescobrir os Segredos do Algarve | Rota Omíada», promovida pelo Turismo do Algarve com o apoio da Direção Regional de Cultura e do Município de Vila do Bispo, o Blogue OLIRAF relizou um roteiro histórico-cultural pelos 11 municípios, onde se inclui o concelho de Tavira, e 14 localidades que integran a Rota Omíada do Algarve durante o mês de Dezembro de 2016.

🚏 Como chegar

A partir de Lisboa optei por reservar uma viagem em Alfa pendular, através da Comboios de Portugal. Faro era a minha base para efectuar a Rota Omíada do Algarve. Para tal, optei por alugar uma viatura rent-a-car para fazer a ligação entre os diversos pontos histórico-culturais desta rota. Na maioria dos casos, utilizei a via do Infante (A22) e a Nacional 125. No caso da ida para Alcoutim, optei pela A22 até Castro Marim e depois o IC27 (Beja) até Alcoutim (N122-1).

🔗Para mais informações:

Consulte o nosso artigo sobre a Rota Omíada do Algarve (Blogue OLIRAF) para preparar um roteiro histórico-cultural durante as suas férias algarvias, com base no legado omíada no Algarve, onde disponibilizamos inúmeras sugestões, dicas e experiências temáticas de descoberta e exploração da diversidade territorial desta região portuguesa. As experiências disponibilizadas desafiam os turistas a explorar o território e a aumentar o seu tempo de estada na região, com flexibilidade para parar, contemplar e experimentar o muito que há para conhecer, desde os vestígios de castelos e muralhas urbana, testemunhos arqueológicos, espaços museológicos e a diversidade da gastronomia local. Para mais informações sobre a Rota Omíada e a cidade de Tavira, clique nos seguintes links:

Região de Turismo do Algarve – Rota Omíada

Direcção Regional de Cultura do Algarve

Projeto Umayyad Route (Site) | Roteiro Omíada Algarve (PDF)

Museu Municipal de Tavira

Centros históricos de influência islâmica : Tavira, Faro, Loulé, Silves. [ed.] Instituto de Cultura Íbero-Atlântica; coord. Valdemar Coutinho. Portimão : I.C.I.-A., 2001. 55, [3] p. : il. ; 23 cm + 4 f. desdobr. em bolsa resguard.

DOMINGUES, José D. Garcia – O Gharb al-Andalus. Silves : Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves, 2011-. v. : il. ; 21 cm

CORREIA, Fernando M. R. Branco. Fortificações urbanas da época islâmica no Algarve, Património islâmico dos centros urbanos do Algarve: contributos para o futuro, 2002, pp.81-90

FERNANDES, Carla Varela.- A Igreja de Santa Maria do Castelo de Tavira. Lisboa: Colibri e Câmara Municipal de Tavira, 2000. 160 pp.: il.; 260 mm

MAIA, Maria Adelaide Garcia Pereira Andrade, MAIA, Manuel Maria da Fonseca Andrade. As muralhas medievais e post-medievais de Tavira, Património islâmico dos centros urbanos do Algarve:contributos para o futuro, 2002, pp.66-80

TAVIRA. Museu Municipal. Núcleo Islâmico – Tavira islâmica. Coord. Maria Maia… [et al.]; textos Ahmed Tahiri… [et al.]; fot. António Cunha, Ana Vieira, Susana Gonçalves. Tavira : M.M. : Câmara Municipal, 2012. 125 p. a 2 colns. : il. ; 29 cm. Contém bibliografia. ISBN 978-972-8705-45-9

TORRES, Cláudio – O vaso de Tavira : uma proposta de interpretação. Fot. António Cunha. Mértola : Campo Arqueológico de Mértola, 2004. 25, [1] p. : il. ; 22 cm. Contém bibliografia. ISBN 972-9375-22-4

VAZ, Adérito Fernandes – Uma visão de Tavira islâmica. [S.l.] : Jornal do Sotavento, 2001 (Tavira : Tip. Tavirense). 264 p. : il. ; 21 cm. Bibliografia, p. 261. ISBN 972-95621-1-3


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🖋 Texto: Rafael Oliveira   📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 

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📌De Alenquer a Alcobaça: 7 Castelos Medievais para (re) descobrir na Região Oeste de Portugal.

📜O nosso país é uma “paisagem com castelos”, disse o Prof. Mário Jorge Barroca (2003). Os Castelos são os monumentos mais representativos do imaginário medieval português e um paradigma das origens da nossa nacionalidade. Todos os anos, a 7 de Outubro, celebra-se o Dia Nacional dos Castelos. Esta data foi instituida, em 1984, pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos (APAC), para comemorar o nosso património fortificado medieval que pontificam o nosso país, cujo objetivo é convidar o público para fruição dos mesmos, através de um conjunto de iniciativas que visem a sua reflexão e salvaguarda patrimonial e histórica, por exemplo, com visitas gratuitas, passeios e atividades didáticas. Ainda hoje, os Castelos fazem as delícias dos mais novos e dos graúdos. Não somos excepção. Entre serras e o atlântico, um roteiro fotográfico pelo passado medieval da antiga província histórica da Estremadura. De Alenquer a Alcobaça, fomos percorrer inúmeros Castelos e Muralhas com História e Memória.

Na Idade Média reinava a lei do mais (castelo) forte! Os Castelos encontravam-se, estrategicamente, localizados na confluência de antigas vias romanas, erguendo-se em colinas de terreno acidentado, nas imediações de zonas dotadas de assinalável diversidade de recursos naturais e de campos de cultivo (rios, florestas ou pedreiras) essenciais à sobrevivência e fixação de comunidades humanas, a exemplo dos inúmeros testemunhos e achados arqueológicos identificados até ao nossos dias. Eram, assim, construções isoladas e com implantação harmónica entre o meio envolvente. Os Castelos e a Idade Média ainda fazem as delicias do nosso imaginário coletivo. Desde pequeninos, nos bancos da primária, os Professores contam-nos inúmeras estórias, contos de ficção e lendas de Cavaleiros, Donzelas, Mouras ou de prolongados cercos!

O atual território da região Oeste de Portugal, a antiga província histórica da Estremadura, foi conquistado, em definitivo, aos mouros durante o reinado de D. Afonso Henriques (1109-1185). Após a conquista de Lisboa (1147) e da maioria das praças fortificadas à volta da futura capital do reino – Sintra, Almada, Palmela e Alenquer – pelas forças cristãs, as estruturas defensivas oestinas foram, entre 1147 e 1148, caindo na posse das hostes afonsinas e doadas a comunidades estrangeiras pelos serviços e auxílios prestados nesses cercos, assédios e conquistas militares. Torres Vedras foi doada, em 1149, a D.Fuas Roupinho, primeiro almirante da esquadra portuguesa, pelo serviços prestados à coroa portuguesa na conquista de Lisboa. E ainda hoje, encontramos vestígios na toponímia regional. Veja-se o caso da localidade de Vila Verde dos Francos. Doada, em 1160, a uma comunidade de cruzados franceses, chefiada pelo capitão franco D.Alardo, que participaram na conquista de Lisboa (1147). Desde então, os territórios das vilas, reguengos e castelos da região Oeste faziam parte dos dotes importantes das rainhas portuguesas. Desde 1210 que a vila medieval de Óbidos integrava o património das rainhas: a Casa das Rainhas. Estas últimas detinham senhorios em Alenquer, Torres Vedras e Óbidos. D. Isabel de Aragão, mulher de D. Dinis, recebeu como dote, em 1281, a vila medieval de Óbidos, as rendas em numerário e das vilas de Atouguia da Baleia (1307).  Posteriormente, a rainha D. Leonor Teles, através de doação de D. Fernando I, recebeu Torres Vedras, Alenquer, Atouguia e Óbidos. D. Filipa de Lencastre, mulher de D. João I, recebeu as rendas da alfândega de Lisboa, bem como as vilas de Alenquer, Sintra, Óbidos, Alvaiázere, Torres Novas e Torres Vedras.

♜Castelos e Muralhas Medievais: um resumo histórico

Na Europa da Idade Média (séc.V até ao séc.XV), os Castelos dominavam não apenas a paisagem e a forma de fazer a guerra, mas a sociedade à sua volta. Em virtude da queda do Império Romano, as migrações/invasões bárbaras e a violência no território europeu conduziram à edificação de muralhas e estrutura defensivas, em madeira ou pedra, de forma precipitada para proteção e controlo do território. A Europa ruralizou-se e transformou-se numa sociedade de senhores e camponeses. Eram os símbolos do poder senhorial (o Feudalismo) e militar, vigias do território, local de residência, centro de justiça e da capacidade de projetar hostes para diversos cenários bélicos. Cada castelo era único. Não há nenhum igual. Tinham de ser elegantes arquitetonicamente e formidáveis defesas bélicas. Aproveitavam as matérias-primas na sua região envolvente (madeira, pedra, cal ou barro), aproveitavam as vantagens proporcionadas pela terreno/paisagem envolvente. E muitas vezes refletiam traços regionais e gostos pessoais na arte de fortificar. No século XV-XVI, os Castelos foram perdendo a sua autoridade feudal e a capacidade defensiva em virtude da evolução da pirobalística (artilharia), face à centralização do poder régio e criação de exércitos reais. As muralhas tornaram-se mais baixas e largas, reforçadas com numerosos baluartes/bastiões. A Era dos Castelos e das Alcáçovas dava lugar à Era das Fortificações Abaluartadas/ Palácios. A radical mudança nas tácticas militares, motivada pela introdução da pirobalística, determinou o início de uma longa decadência do Castelo Medieval. A maioria serviram para pedreiras. Muitos foram salvos na época romântica, veja-se o caso do Castelos dos Mouros no séc.XIX.

Para fazer este roteiro, percorremos os antigos castelos que dominavam os territórios da antiga província histórica da Estremadura que durante séculos pertenceram ao dote das rainhas de Portugal – Casa das Rainhas – Alenquer, Óbidos, Torres Vedra ou Atouguia da Baleia. O mais difícil pode ser saber por onde começar a viajar. Hoje, são uma marca inconfundível na paisagem oestina, veja alguns deles:

🏰 Castelo de Alcobaça (ruínas)

Fachada do Mosteiro de Alcobaça, vista das ruínas do Castelo Medieval.

Situada na confluência dos rios Alcoa e Baça, Alcobaça é detentora de um singular património histórico-cultural. E de uma história de amor imortal, a de Pedro e Inês. O castelo, hoje em ruínas, é um lugar privilegiado para a observação do mosteiro e do território dos antigos coutos da ordem de cister. Edificado, segundo a tradição local, pelos Visigodos. Foi conquistado, em 1148, por D.Afonso Henriques, aos mouros. Mais tarde, o castelo e o território envolvente foi doado à Ordem Religiosa de Cister. Surge, assim, em 1153, um do mais antigos espaços religioso de Portugal: o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Este espaço fortificado foi vital para a defesa da povoação local e da comunidade de monges cistercienses, bem como ponto estratégico no processo de conquista – Norte/Sul – pelas hostes cristãs dos territórios na posse dos muçulmanos. Na proximidades, o leitor poderá visitar outra estrutura militar medieval: as muralhas do Castelo de Alfeizerão.

🏰 Castelo de Alenquer

Pormenor da cerca muralhada da vila de Alenquer

Alenquer foi conquistada pelas forças cristãs ao muçulmanos, em 1148, após o cerco de Lisboa. Era uma das estruturas defensivas mais importantes da Península de Lisboa. Mais tarde, D. Sancho I dá ordens para a edificação de um paço para acolher a sua filha D.Sancha. A partir do século XIII, esta localidade passou a integrar o dote de casamento das rainhas e foi, sucessivamente, integrada no património da Casa das Rainhas. No final da Idade Média, Alenquer detinha uma residência real. Veja-se o caso da Rainha Santa Isabel. Durante a Crise de 1383-85, a rainha D. Leonor Teles refugiou-se aqui das forças do Metre de Avis. Em virtude do apoio do alcaide à causa castelhana, o Castelo foi cercado e parcialmente destruido, em 1385, pelas forças régias de D.João I. Ao longo dos séculos, progressivamente, esta fortificação foi abandonada e entrou em decadência. Em alguns casos, foi usada como pedreira. Na década de 40 do século XX, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN)  restarou alguns trechos da muralha medieval.

🏰 Castelo de Atouguia da Baleia (ruínas)

Castelo de Atouguia da Baleia, vista geral.

É uma das mais antigas fortificações da região Oeste. Ainda hoje, a povoação de Atouguia tem um considerável património edificado que atesta a sua importância na época medieval. Durante o desconfinamento, optei por visitar esta localidade do atual concelho de Peniche. Veja-se o magnifico pelourinho e o templo românico-gótico, a igreja matriz de Atouguia da Baleia, classificado como Monumento Nacional. Detinha, à época, um importante porto atlântico para o comércio, caça à baleia e de construção naval. O Castelo, situado nas imediações da Igreja de São Leornado, tinha como função a defesa do porto de mar e de promover a fixação da população no território. Foi sede de um importante concelho medieval (séc.XII). Em 1307, D. Dinis doou a vila e a sua alcaidaria à rainha Santa Isabel. Em virtude desta localidade como pólo pesqueiro à baleia, no séc. XV, foi determinada que a vila passasse a ser conhecida por Atouguia da Baleia. E, no reinado de D.Afonso V (1448), foi criado o título nobiliárquico Conde de Atouguia. Em virtude do assoreamento da ribeira de São Domingos, Atouguia foi perdendo relevância para a pequena aldeia piscatória de Peniche – póvoa de Peniche -, junto à costa atlântica. De planta oval, com torre de adossada por fora das muralhas, apenas subsiste um recinto amuralhado restando, como elemento mais significativo, a Torre de Menagem. Atualmente, a antiga fortificação medieval é uma propriedade privada, adaptada para turimo rural: a “Casa do Castelo”.

🏰 Torre do Carvalhal (Bombarral)

Torre do Carvalhal, também denominada «dos Lafetas ou Lafeitas»

Localizada no Bombarral, a Torre do Carvalhal é a construção mais antiga do concelho. Apesar de não ser um Castelo, optei por incluir este monumento em virtude da sua tipologia bélica e habitacional, demonstrativa do poder senhorial na época medieval. Esta “casa-torre” é referida, no século XIII, num testamento régio de D.Sancho II, numa doação a um fidalgo de Vila Verde dos Francos. Mais tarde, no séc. XVI, o imóvel foi adquirido por uma importante familia de comerciantes/mercadores italianos, os Lafetat, estabelecidos no reinado de D.Manuel I em Portugal. João Francisco de Lafetá era fidalgo da Casa Real e comendador da Ordem de Cristo. Esta familia está na origem da actual Quinta do Loridos. Trata-se de um belo exemplo da adaptação de uma estrutura defensiva, de cariz medieval, a paço residencial. Símbolo do poder senhorial e de prestígio social, a partir de então, a Torre do Carvalhal passou a ser denominada como “Torre do Lafetás” e manteve-se na posse desta família nobre local até ao século XVIII.

🏰 Igreja do Castelo da Lourinhã

Igreja de Santa Maria do Castelo, um belo exempla da arquitectura religioa gótica em Portugal

Território outrora habitado por dinossauros, a Lourinhã constitui um bom exemplo da arquitetura militar e religiosa. É o caso da Igreja de Santa Maria do Castelo. Este monumento religioso, datado do séc. XIV, é um do poucos vestígios existentes da antiga estrutura defensiva militar deste concelho oestino. As terras da Lourinhã foram doadas, após a conquista do território estremenho aos muçulmanos (1147-1148), por D.Afonso Henriques a D.Jordão, um cavaleiro franco oriundo de Lorient. Este edifício gótico, monumento nacional, tem uma da mais belas rosácea do nosso país. Foi construído no reinado de D.João I, após a doação da localidade ao Arcebipo de Braga, D. Lourenço Vicente, apoiante da causa do Mestre de Avis durante a crise de 1383/1385. Nas proximidades, pode admirar-se um belo Cruzeiro quinhentista e observar a vasta paisagem circundante que se estende até ao oceano.

🏰 Castelo e muralhas de Óbidos

Castelo de Óbidos, vista da Várzea da Rainha

Óbidos é senhora e rainha de um majestoso Castelo Medieval e de abundante casario intra-muros, típico da antiga província histórica da Estremadura! É uma das 7 maravilhas de Portugal (Património Monumental) e considerada a jóia turística da região Oeste. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Anualmente, milhões de turistas passeiam na sua icónica e colorida Rua Direita. Ainda hoje, esta rua é a ligação mai rápida até ao Castelo. As pedras contam muitas histórias da nossa História. O imaginário Medieval ainda resiste e persiste, tal como estes “Guerreiros de Pedra” resistiram a inúmeros cercos, batalhas e escaramuças ao longo da sua milenar História. O Castelo de Óbidos e as suas muralhas adjacentes, segundo o arquitecto Raul Lino (1879-1974), são “um dos exemplares mais perfeitos da fortaleza medieval portuguesa”. Durante muito tempo, esta maravilhosa, singela e pitoresca vila de Portugal, esteve nas mãos dos Mouros, que tinham pelo local uma especial e justificável predileção. Foi conquistada, em finais de 1147, por um grupo de cavaleiros cristãos, liderados por Gonçalo Mendes da Maia, “O Lidador”, aos seguidores do Profeta Maomé. De seguida, o monarca afonsino ordenou a construção de uma cintura de muralhas erguida em volta do casario medievo e dos principais pontos estratégicos – as torres e as ameias – que vigiavam o litoral atlântico. Em 1195, o rei Dom Sancho I atribuiu a primeira Carta de Foral a Óbidos. Mais tarde, El-Rei Dom Dinis (1261-1325) resolveu dar à sua jovem esposa D.Isabel de Aragão (1271-1336), em 1281, como dote a mais bela jóia da Estremadura: Óbidos. As rainhas dispunham, assim, de “casa própria”, de rendimentos, terras e,acima de tudo, de espaços para recreio e lazer, na sua grande maioria, por doação régia. Esta vila medieval esteve até 1833 inserida no património da Casa das Rainhas.  Ainda hoje, o viajante poderá comprovar o impacto do mecenato régio em inúmeros edificios que dão forma ao património edificado desta localidade. Com a implantação do regime liberal, a Casa das Rainhas foi extinta, por decreto de 18 de Março de 1834, pelo rei D. Pedro IV,  sendo o seu património, bens e rendas integrados no Estado Português. Em suma, esta vila-museu é um marco  histórico-cultural e paisagístico incotornável do Centro de Portugal, em especial, da identidade da região Oeste.

🏰Castelo de Torres Vedras.

Ruinas do Palácio dos Alcaides, um dos pontos fortes do Castelo de Torres Vedras

Vedras. Torres Vedras. É a cidade mais importante e populosa da região Oeste. Em Torres Vedras encontramos um dos mais belos castelos do Oeste. Pedras com História. Segundo fontes históricas, ao III milénio a.C, beneficiando das notáveis condições naturais de defesa (colina) e de abastecimento (rio). Mais tarde, os Romanos e os Árabes reforçaram o complexo militar edificado, neste caso, as muralhas e a Alcáçova do Castelo, deixando inúmeros vestígios da sua presença ancestral. Do Castelo Medieval restam apenas os vestígios arquitectónicos da Igreja de Santa Maria do Castelo e a cerca oval, que foi reforçada por ordem de D.Manuel I (1495-1521), comprovada pela porta de armas com a esfera armilar. Durante o Século XVI, o complexo do interior do Castelo foi renovado com a construção do Palácio dos Alcaides (1519) pelo alcaide-mor D.João Soares de Alarcão. Para a construção da mesma, foi destruída a torre de menagem de origem medieval. O Bastião ultra-semi-circular, com canhoeira, do antigo Palácio dos Alcaides (1519), projetado pelo arquiteto régio Francisco de Arruda que podemos encontrar, por exemplo, em Aguz (Marrocos), Évora-Monte (1525), ou Vila Viçosa (1525). O Castelo de Torres Vedras esteve envolvido em inúmeras datas e acontecimentos de enorme importância no decurso da História de Portugal. Por exemplo, no contexto da Guerra Civil de 1383-1385, o Castelo esteve cercado durante dois meses pelo Mestre de Avis, futuro D. João I, pois estava sob o domínio dos partidários de Castela. Mais tarde, em 1414, o Conselho Régio do monarca D.João I decidiu tomar a praça do Norte de Africa (Ceuta). A cidade de Torres Vedras, e o seu castelo, encontra-se intimamente ligada ao inicio da expansão portuguesa.

🏰Castelo de Vila Verde dos Francos (ruínas)

Castelo de Vila Verde do Francos, um panorama paisagítico singular

Vila Verde de Francos foi terra de Judeus, mouros e cruzados francos. O topónimo desta localidade do sopé da Serra de Montejunto, no concelho de Alenquer, não engana o viajante mais distraído. Em 1160, D.Alardo, cruzado francês que auxílio as hostes afonsinas nas conquista das praças muçulmanas, foi o impulsionador da construção da antiga estrutura defensiva medieval. Tinha um pequeno templo religioso dedicado a S. Luís, atestando a sua origem franca. Um castelo votado ao abandonado. O seu avançado estado de ruína torna impossível a sua reconstituição e tipificação da sua estrutura defensiva original, apesar da existência num dos extremos da muralha dos retos da Torre de Menagem. Contudo o seu dificil acesso, não impende uma visita mais atenta para apreciar a paisagem envolvente, nomeadamente, um miradouro natural para a majetosa Serra de Montejunto.

De Alenquer a Alcobaça, passando por Torres Vedras e Óbidos…

Os Castelos são testemunhos da História e fazem parte do nosso imaginário coletivo. São monumentos, grandes conjuntos edificados em pedra, símbolos de uma dualidade de estética que os seus promotores (senhores, nobreza ou monarcas) queriam transmitir aos seus súbditos, inimigos ou invasores: a imagem de força e de poder. Com tantos castelos por toda a Europa, não é fácil escolher os melhores

Não deixe de fazer…

  • explorar as ruínas do antigo Convento de Penafirme;
  • observar um belo pôr-do-sol em Santa Cruz;
  • percorrer os diversos trilhos pedestres da Serra do Picoto, Montejunto, Archeira e do Socorro;
  • fotografar os inúmeros fortes e os redutos da Rota Histórica das Linhas de Torres;
  • participar no corso carnavalesco de Torres Vedras;
  • assistir à recriação histórico-militar da Batalha do Vimeiro de 1808;
  • viajar na centenária Linha Ferroviária do Oeste até Óbidos ou Caldas Rainha;
  • provar a gastronomia regional e local na Napoleão Taberna;
  • fazer viagem nostálgica pelas termas da região oeste: Vimeiro, Cucos e Caldas da Rainha;
  • realizar uma prova de enoturismo na pitoresca Quinta da Boa Esperança;
  • observar a fauna e a flora única em Portugal, em especial, as gaivotas de pata amarela, os airos, o corvo-marinho-de-crista, a galheta e a cagarra (Birdwatching) no Arquipélago das Berlengas;
  • efetuar diversas atividades lúdicas ligadas à natureza, aventura e turismo náutico, tais como,  canoagem, passeios de barco e caminhadas, na Lagoa de Óbidos- Foz do Arelho, com as empresas de animação turística: Interdital e Passa Montanhas;
  • percorrer os inúmeros pontos da Rota Bordaliana das Caldas da Rainha;
  • participar, entre Setembro e Outubro, nas vindimas na Quinta do Gradil;
  • conhecer o património natural da Paisagem Protegida da Serra do Socorro e Archeira;

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🚏 Como chegar:

🚗 Carro

  • Sul: Caldas da Rainha fica a cerca de 90km do aeroporto internacional da Portela, em Lisboa. O percurso mais indicado é o da Autoestrada A8, que liga Lisboa a Caldas da Rainha em menos de sessenta minutos de viagem automóvel.
  • Norte: A autoestrada do Oeste (A8) é a principal via de acesso aos concelhos da região Oeste, que tem ligação com a A1, em Pombal, até Leiria. Se vier junto ao litoral, a A17 é uma boa opção, já que tem ligação directa à A8. Se optar por evitar a autoestrada, utilize a EN1.
  • Interior: A melhor forma de chegar vindo do Interior é a A15, em Santarém, que liga à A8, num troço gratuito.

🚍 Autocarro
Poderá consultar os horários das ligações em autocarro para a região Oeste nas seguintes transportadoras:

Rede Expressos
Web: www.rede-expressos.pt
Rodoviária do Tejo, S.A.

Tel: 967449867
Web: www.rodotejo.pt
Barraqueiro

Tel: 217511600   Fax: 217511670 
Web: www.barraqueirotransportes.pt E-mail: rodoest@rodoest.pt
Informações HoráriosTel: 261334150   Fax: 217334152 
E-mail: barraqueiro-oeste@rodoest.pt

🚆Comboio

A viagem de comboio é também uma opção, não obstante de nem todas as estações do país terem ligação direta com a Linha do Oeste. Por exemplo, a cerca de 18 km, a estação de Torres Vedras é a mais próxima da Lourinhã. Consulte os horários da CP na seguinte ligação: www.cp.pt

🔗Para mais informações:

O Turismo Centro de Portugal disponibiliza, gratuitamente, oito roteiros turísticos “Road Trips Centro de Portugal”. Estes são roteiros temáticos de descoberta e exploração da diversidade territorial da região centro do país. Em tempos de pandemia, o conceito de viajar de carro (“Road Trips” são “Viagens por Estrada” em português), a dois, em família ou entre amigos, nunca fez mais sentido. Os roteiros disponibilizados desafiam os turistas a explorar o território e a aumentar o seu tempo de estada na região, com flexibilidade para parar, contemplar e experimentar o muito que há para conhecer. Para mais informações, clique aqui.

Oito roteiros para descobrir de carro o centro de Portugal | Turismo |  PÚBLICO

Este artigo foi efetuado com base no roteiro “Road Trips Centro de Portugal – Oeste”, disponibilizado pela Delegação Turismo Centro Portugal – Oeste (Óbidos). A Rota dos Castelos e Fortalezas do Oeste tem como objetivo percorrer e dar a conhecer os castelos e fortalezas da região Oeste, tais como, os Castelos de Óbidos e Torres Vedras, as fortalezas de Peniche ou das Berlengas e a Rota Histórica das Linhas de Torres. Neste contexto particular, optamos por percorrer e conhecer, entre Julho e Agosto de 2020, os Castelos Medievais da antiga província histórica da Estremadura. Deixo, em anexo, algumas monografias temáticas utilizadas na elaboração deste artigo:

BARROCA, Mário Jorge – Uma paisagem com castelos, Porto : Universidade do Porto. Faculdade de Letras. Departamento de Ciências e Técnicas do Património, Arquitectando espaços : da natureza à metapolis, 2003, 173-182

Goitia, Fernando Chueca, (2008). Breve História do Urbanismo, 7.ª edição, Editorial Presença, Lisboa, ISBN: 978-972-23-1541-8.

História militar de Portugal. Coord. Nuno Severiano Teixeira; texto Francisco Contente Domingues, João Gouveia Monteiro. 1ª ed. Lisboa : A Esfera dos Livros, 2017. 710, [16] p. : il. ; 24 cm. ISBN 978-989-626-831-2

MARTINS, Miguel Gomes ; AGOSTINHO, Paulo Jorge – Guerra e poder na Europa medieval : das cruzadas à guerra dos 100 anos. coord. João Gouveia Monteiro. Coimbra : Imprensa da Universidade de Coimbra, D.L. 2015. 350 p., [16] p. il. : il. ; 24 cm. (Investigação). ISBN 978-989-26-1022-1

MARTINS, Miguel Gomes – Guerreiros de pedra : castelos, muralhas e guerra de cerco em Portugal na Idade Média. 1ª ed. Lisboa : A Esfera dos Livros, 2016. 398 p. : il. ; 24 cm. Bibliografia, p. 379-398. ISBN 978-989-626-734-6

SILVA, Libório Manuel da ; MARTINS, Miguel Gomes – Castelos, maravilhas de Portugal. Pref. João Gouveia Monteiro; trad. David Hardisty, Margarida Fernandes. 1ª ed. Vila Nova de Famalicão : Centro Atlântico, 2019. 153, [1] p. : il. ; 33 cm. (Artes). ISBN 978-989-615-227-7

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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 ✒️Texto: Rafael Oliveira   📸 Fotografia: Oliraf Fotografia 

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👨‍🏫Blogue OLIRAF no “Seminário Online de Turismo Militar 2020” ⚔️

📝O Blogue OLIRAF, através do nosso fundador, Rafael Oliveira, participou no “Seminário de Turismo Militar 2020”, na qualidade de orador do PAINEL II – TURISMO MILITAR E INOVAÇÃO: MARCAS E PRODUTOS, que teve lugar no passado dia 17 de setembro (5ª feira), às 15H, através da plataforma Zoom e em direto no Facebook | Youtube. Este evento que, este ano decorreu online, foi organizado pela Associação de Turismo Militar Português, em parceria com a Câmara Municipal de Tomar, a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e o Techn&Art – Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes, do Instituto Politécnico de Tomar.

O projeto fotográfico OLIRAF concilia o gosto pelas estórias da História, da Fotografia e das Viagens. Rafael Oliveira é um “travel blogger” que presta uma atenção muito especial ao património histórico-militar.

Três dias, três temas e um assunto central: o Turismo Militar em Portugal. Nos dias 16, 17 e 18 de setembro, decorreu o “Seminário Online de Turismo Militar 2020”, um evento organizado pela Associação de Turismo Militar Português, em parceria com o Município de Tomar, a Entidade Regional Turismo Centro de Portugal e o Techn&Art – Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes.O evento contou com a presença de diferentes oradores das áreas do Turismo e da Cultura, parceiros de diferentes instituições públicas e privadas e teve como assunto central o Turismo Militar em Portugal. Cada painel contou com diversos oradores convidados, que fizeram uma breve apresentação do seu percurso profissional e responderam a questões colocadas pela moderadora, com espaço para debate num ambiente informal. O objetivo deste “Seminário Online”, segundo a ATMPT e os seus associados, era falar sobre alguns dos temas relacionados com a preservação/salvaguarda/divulgação do património histórico-cultural, o desenvolvimento de produtos de Turismo Militar e a importância deste segmento do Turismo Cultural em Portugal no contexto pós-covid.

A partir do minuto 48, poderão ver a minha entrevista no âmbito do “Seminário Online de Turismo Militar 2020”
17 de setembro | 15h00
Painel II – Turismo Militar e Inovação: Marcas e Produtos Moderador: Manuela Silva, Professora Adjunta Convidada do IPT e Investigadora Integrada do Techn&Art/IPT
Participantes convidados:
Marco Noivo, Guia-Intérprete oficial / Docente no Instituto Superior de Novas Profissões e na Universidade Lusófona
Paulo Monteiro, Diretor executivo da Glorybox
Rafael Oliveira, Autor do Blogue Oliraf

Foi gratificante ter aceite o desafio da ATMPT. Tivemos oportunidade de partilhar as nossas experiências sobre a importância do Turismo Militar em Portugal, enquanto segmento do Turismo Histórico-Cultural, e a as inúmeras estórias da História que partilhamos na nossa plataforma preferida de partilha online: o blogue. Como Travel Bloggers salientamos a importância destes parceiros, sejam autodidatas ou profissionais, para a divulgação de um todo um conjunto de experiências culturais, aliadas às atividades ao ar livre (Trekking, Slide ou Canoagem), às narrativas (Storytelling), à gastronomia e aos vinhos (Enoturismo), que aguardam ser vivenciadas por todos nós. De facto, o Turismo Militar pode ser um Turismo associado a experiências. Experiências, estas, que nos permitam conhecer, saborear e sentir um determinado, com tempo e com calma, território e do que melhor existe no nosso país. Alertamos, também, para a importância da temática das Invasões Francesas como produto turístico. São exemplos a Rota História das Linhas de Torres (RHLT), a Recriação Histórica do Cerco de Almeida (1810) e a futura aposta na rota pedestre e equestre luso-espanhola (Projecto Interreg NAPOTECP – Rotas napoleónicas por Espanha e Portugal), financiado com fundos do POCTEP. O património do tempo das invasões francesas é, cada vez mais, um produto turístico de qualidade e sustentável, capaz de criar riqueza e emprego em regiões espanholas (Castela & Leão) e em Portugal (Região Centro) ameaçadas pelo despovoamento, envelhecimento e falta de oportunidades no território. No final da entrevista, salientamos a importância de produtos turísticos diferenciadores da região Centro de Portugal, vulgarmente, conhecida como Turismo Centro de Portugal, vitais para estruturação dos territórios de baixa densidade. A longo prazo, a nosso entender, vão ser vitais para a dinamização da economia local e no aumento da oferta turística existente no seu território passível de ser integrada no Turismo Militar em contexto nacional. O Turismo Histórico-Militar é um bom mote para partir à descoberta do nosso país.

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📝Nota Informativa:

Em nome do Blogue OLIRAF, um agradecimento à Associação de Turismo Militar Português (ATMPT), na pessoa da Secretária-geral da ATMPT, Dr.ª Lígia Mateus, pelo convite para falar sobre a nossa experiência como “Travelbloggers” na promoção da História de Portugal e na divulgação de experiências relacionadas com o Turismo Histórico-Militar, de acordo com os nossos critérios editoriais, junto de um público mais abrangente. Face à “nova normalidade”, o Blogue OLIRAF deseja que a próxima iniciativa decorra no formato presencial.

🔗Para mais informações:

Recentemente, a convite da Associação de Turismo Militar Portuguesa (ATMPT), tive oportunidade  de escrever um pequeno artigo de opinião para o blogue da AMTPT sobre a importância dos Travell Bloggers na divulgação e promoção do Turismo Histórico-Militar em Portugal. Deixo, aqui, o link para aceder ao texto de opinião.

Turismo Militar (Blogue OLIRAF)

Associação de Turismo Militar Português (ATMPT)

Seminário Online de Turismo Militar 2020

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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✒️ Texto: Rafael Oliveira  📸 Fotografia: Oliraf Fotografia 

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🏺Ruínas romanas de Troia ⛏: uma viagem pela “Pompeia de Setúbal”!

📷 A região do Alentejo presenteia-nos com lugares peculiares, paisagens quentes e estórias sem fim. É o caso da Península de Troia. Um dos pontos mais emblemáticos do litoral Alentejano. Sugestões e impressões pessoais de uma visita fotográfica a um dos sítios arqueológicos mais importantes da época romana de Portugal: o maior centro romano de produção de salga e conserva de Peixe em Troia. A arqueóloga Ana Patrícia Magalhães, do Troiaresort (Arqueologia), foi a nossa guia pelo sitio arqueológico, monumento nacional na lista indicativa a património mundial da UNESCO, onde ficamos a conhecer o resultado das escavações arqueológicas, o património edificado existente, o processo de fabricação do preparado piscícola (o Garum), os achados arqueológicos de cerâmica romana, as curiosidades históricas e os pormenores artísticos desta antiga unidade industrial romana, situada entre o rio Sado e o Oceano Atlântico. 

Setúbal é mais bela vista da baía. Daí se vê a cidade em toda extensão, com as suas casas um tanto descaídas. […].” H. C. AndersenUma visita em Portugal em 1866

Troia de Grândola. Fábrica de Roma. Troia é sinónimo do Turismo dos três “S”: “Sun, Sea and Sand”. Todavia, neste istmo é possível fazer outras atividades de lazer e cultural: o turismo histórico-cultural. Passado e presente vivem lado a lado. Uma viagem ao património português. Como todo o apaixonado da História (e pelo ócio da vida), vibro com o fascínio pelo passado e por ruínas abandonadas. E as ruínas romanas de Troia não são excepção à regra. A minha cabeça já andava a matutar uma ida aos areais da praia da Comporta e, pelo caminho, ficavam as icónicas ruínas desta peninsular restinga arenosa no litoral alentejo. Para mim, custa acreditar que estamos no Alentejo, visto que estamos tão próximos da cidade de Lisboa. Lê-se no sitio web da RTP Arquivos. Monumento Nacional, desde 1910, as ruinas romanas de Troia (não confudir com Tróia da Anatólia) foram um dos maiores centros produtores de salga e conserva de peixe da Civilização Romana. Em virtude deste pormenor, neste sitio arqueológico emergiu um enorme complexo industrial e aglomerado urbano com termas, casas senhoriais, mausoléu e uma basílica paleocristã. Segundo o jornal online Observador, no ano 2018, passaram mais de 10 mil viajantes do tempo.

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Rio Sado. Coração de Setúbal. Embarcamos na Doca do Comércio, na cidade de Setúbal rumo ao Cais Sul da Península de Troia. Antes de embarcarmos, o viajante é brindado por um grupo de ciganos que tentam fazer pela vida. É com um sorriso nos lábios que recusamos um dos inúmeros óculos de sol que nos tentam “impingir”. Nem tentei regatear, à boa maneira magrebina. De seguida, em fila indiana, os veiculos são encaminhados para o Ferry-Boat “Pato Real” da empresa Atlantic Ferries, SA que cruza as margens do azul do Sado rumo as areias brancas de Troia. A viagem dura, aproximadamente, vinte e cinco minutos. Saiamos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e entramos no Alentejo, mais concretamente, no concelho de Grândola. Não foi ao som da “Grândola, Vila Morena”, composta e cantada pelo Setubalense Zeca Afonso. Seguindo a estrada que faz a Ligação Comporta-Tróia N253-1,sinalética “Ruínas Romanas” chegamos a uma barraquinha de madeira. É o “posto de controlo” para a entrada num estradão de terra batida, cerca de 2 a 3 km, que nos leva até às ruínas romanas de Tróia, com a envolvente natural da Lagoa da Caldeira no horizonte.

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A visita guiada, conduzida pela arqueóloga Ana Patrícia Magalhães, ao antigo complexo industrial de salga de peixe da época romana, abertas em 2011, após um longo período de escavação arqueológica, visto que encontrava-se abandonada este Monumento Nacional. Desde o Humanista André Resende, no século XVI, que temos referência a estas ruínas. Mais tarde, a princesa e futura rainha D.Maria I durante um passeio de barco no rio Sado deparou-se com a área residencial dos antigos proprietários romanos. Dai, o nome “Casas da Princesa”. Por iniciativa de uma empresa privada, o Troia Resort, que hoje explora o sitio arqueológico com visitas guiadas e com actividades educativas para escolas e de lazer para os mais graúdos. Constatamos que os museus e os monumentos são lugares únicos que nos proporcionam experiências memoráveis e uma aprendizagem indispensável à formação da identidade. Pela sua beleza e pelo seu enquadramento, pelas suas colecções e pela sua programação cultural, são espaços que transmitem valores, despertam memórias e interagem com a contemporaneidade. [Fonte DGPC]. Este antigo aglomerado urbano da época romana está na lista indicativa de Portugal para Património Mundial da UNESCO.

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As Ruínas Romanas de Troia em que o ilustre escritor dinamarquês Hans Christian Andersen descreveu como «A Pompeia de Setúbal» são uma bela surpresa para qualquer viajante que gosta de viajar pela História. Estendem-se ao longo das margens azuis do Sado e das dunas da Península de Tróia. Um passeio por quase dois milénios de história. As ruínas revelam edifícios de habitação, fábricas, locais de culto, um balneário termal, um porto e suspeita-se que apenas dez por cento da cidade tenha sido escavada ao longo das últimas décadas. Na Lusitânia romana, Troia foi um dos grandes centros industriais de preparação e salga de peixe. Localizada numa zona próxima do oceano, a cidade beneficiava ainda da proximidade de uma forte indústria salineira e outra ligada à olaria, que produzia ânforas para armazenar e exportar o pescado. A sua população era constituída por população indígena, mas também por famílias poderosas originárias do Norte de África, Grécia e escravos de diversas latitudes do Império Romano.

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O sitio arqueológico, segundo os dados recolhidos pelas escavações arqueológicas, sugere que foi fundada no século I d.C. que os romanos construíram um complexo industrial de salgas (e de peixe salgado) e molhos de peixe, conhecido em todo o mundo romano. Uma das razões era a existência de matéria-prima em abundância na região envolvente ao estuário do rio Sado: as olarias de barro, a extração de sal e a pesca. Terá funcionado entre o séc. I e meados do séc. V, caindo no esquecimento. As primeiras escavações ocorreram durante o século XVIII, por iniciativa da infanta D.Maria, futura Rainha D. Maria I, e no século XIX pela Sociedade Arqueológica Lusitana, com os generosos contributos dos patronos: o Duque de Palmela e do rei Dom Fernando II (1816-1885). No século XX, de 1948 até à década de 70, as escavações foram conduzidas pelos diretores do Museu Nacional de Arqueologia.

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Não era uma grande aglomerado urbano, ao contrário das cidades romanas de Salácia (hoje a cidade de Alcácer do Sal) e de Cetóbriga (a atual Setúbal). Todavia, tornou-se um grande aglomerado industrial-urbano em virtude da necessidade das grandes quantidades de mão-de-obra para o processamento do peixe salgado. Havia inúmeros Lotes, com ruelas e ruas estreitas, que deu origem a um grande complexo urbano que fixou população. Nas oficinas de Tróia havia inúmeros tanques de salga de peixe salgado: as cetárias. Ao todo, os arqueológos puseram a descoberto 19 tanques conhecidos. Era aqui que era produzido o “Garum”. Tratava-se de um preparado de vísceras de atum, sardinha ou cavala, misturado com outros peixes que macerava no sal. Este condimento era muito apreciado em todo o mundo Romano. As ânforas, as “embalagens cerâmicos da antiguidade”, eram essenciais para o escoamento do produto final, através de barco, para o Império Romano. A sua maioria era oriunda de três olarias romanas: Setúbal, Abul e Pinheiro. Cerca de 10% do sítio arqueológico já foi alvo de escavações arqueológicas, estando uma grande parte [ainda] coberta pelas areias. Verificamos, assim, que o ilustre povo romano soube ter engenho para aproveitar as características endógenas do território envolvente entre o Estuário do Sado e do Oceano Atlântico, nomeadamente a abundância de matérias-primas: peixe, sal e barro. Roma, apesar de ter diversas colónias no Mediterrâneo, apreciava as qualidades e a frescura do garum atlântico. Era de facto uma “fábrica” à imagem da grandeza da cidade eterna: Roma.

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Existe uma história curiosa sobre um achado arqueológico neste importante aglomerado ubano-industrial da época romana. Em 1814, nas areias de Troia, foi descoberto um cofre de chumbo que continha, entre outros objetos, uma taça de prata ornamentada. Posteriormente, em 1850, foi adquirida pelo Duque de Palmela aos herdeiros do governador de Setúbal para figurar nos «Anaes» da nova sociedade científica, a Sociedade Archeologica Lusitana. Mais tarde, poderá ter sido oferecida ao rei D. Fernando II pelo Duque de Palmela, para a sua coleção privada de antiguidades. Ambos eram patronos da Sociedade Arqueológica Lusitana para fomentar as escavações arqueológicas em Troia. Recentemente, em 2018, foi redescoberta nas coleções da Fundação da Casa de Bragança por um grupo de investigadores portugueses. A “Taça de Troia” está exposta no Museu Nacional de Arqueologia (MNA).

É uma viagem constante (re) descobrir o estuário do Sado e uma parte do Alentejo que se abre ao oceano Atlântico: o Alentejo Litoral. Aqui, o viajante ou o turista poderá avistar uma imensa faixa de costa que, desde a Península de Tróia até ao Cabo de Sines, proporciona exuberantes e convidativas praias com um ininterrupto areal. Trata-se de uma das mais calmas, genuínas e tradicionais regiões de Portugal, onde o património natural e edificado continua bem preservado, e onde encontramos gentes que tornam a experiência de viagem mais enriquecedora.

Afinal, o Alentejo Litoral começa aqui…nos extensos areiais dourados da Peninsula de Tróia! Vai perder esta oportunidade de passear cá dentro?

🚢 Como chegar:

Como fica perto de Lisboa, a cerca de 60 km, Tróia pode ser um destino turístico que tanto pode dar para ir apenas fazer um passeio de fim-de-semana, como também pode ser incluído no roteiro de uma viagem para o Algarve. Há duas formas de chegar a Tróia. A partir de Setúbal, no ‘ferry-boat’ ou em alternativa, utilize a A2 e depois o IP1 e a EN 253. Os 103 quilómetros que separam Setúbal de Tróia ficam por 4,35€. A partir de Lisboa, as portagens custam 5,6€. A viagem fica por 3,95€ por pessoa. A nossa escolha recaiu pelo ferry, em virtude da beleza do trajeto. A Atlantic Ferries -Tráfego Local, Fluvial e Maritimo, SA, empresa privada do grupo Sonae Capital que assegura o serviço público de transporte fluvial de passageiros, veículos ligeiros, pesados e de mercadorias no rio Sado, desde Outubro de 2007, entre o porto de Setúbal e a peninsula de Tróia, com recurso a  uma frota de quatro navios: dois  ferrys (Pato Real e Rola do Mar) e dois catamaran (Garça Branca e Roaz Corvineiro). No nosso caso especifico, optamos por ir no ferry “Pato Real”, com capacidade máxima para 500 passageiros e 60 viaturas ligeiras, para contemplar o Parque Natural da Arrábida, observar os golfinhos roazes do rio Sado, a beleza  urbana da capital sadina – Setúbal – e a envolvente paisagística da Reserva Natural do Estuário do Sado.

📝Nota Informativa:

O Blogue OLIRAF relizou esta visita no mês de Julho de 2018. Agradecemos a visita guiada, dirigida pela Dr.ª Ana Patrícia Magalhães (membro da equipa de arqueologos da Tróia Resort-Investimentos Turísticos, S.A.), pela envolvência do sitio arqueológico da época romana e a respetiva oferta do bilhete para a viagem de transporte fluvial na empresa Atlantic Ferries.

Não deixe de fazer…

  • conhecer a capital do rio Sado: a cidade de Setúbal;
  • fotografar o pôr-do-sol, as águas calmas do Sado atingem o seu nível mais elevado proporcionando imagens singulares do espelho de água envolvente;
  • observar a fauna e a flora da Reserva Natural do Estuário do Sado;
  • explorar os encantos e recantos da Serra da Arrábida;
  • fazer um passeio numa embarcação maritimo-turistica no estuário do rio Sado;
  • visitar o ex-libris do Alentejo Litoral: o cais palafítico da Carrasqueira;
  • petiscar um belo prato de choco frito num restaurante local da Aldeia da Carrasqueira, Carvalhal ou Comporta.
  • visitar, em Setúbal, as ruínas militares de uma Bataria de Artilharia de Costa (Outão);
  • fazer uma caminhada e banhar-se nos extensos areais da Península de Tróia;
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🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, bibliografia e dicas sobre o património material e imaterial nos seguintes links:

O Troia Resort é a empresa responsavél pela conservação, exploração, e divulgação de atividades ligadas ao sítio arqueológico de Tróia. Para consulta de visitas guiadas, eventos temáticos e horários poderá consultar o site http://www.troiaresort.pt/pt/troia-ruinas/visite-nos/horarios/. Recomendo, também, a consulta do sitio digital do Município de Grândola ou do Turismo de Portugal, visto que permite encontrar inúmeras sugestões de passeios, pontos de interesse, museus e gastronomia local e regional, associado ao concelho alentejano. Poderá encontrar mais informações sobre o sitio arqueológico de Tróia na Direcção-Geral do Património Cultural e no SIPA. Se tiver alguma dúvida ou querer saber mais informações sobre actividades, pode sempre utilizar o email arqueologia@troiaresort.pt | Telefone: +351 265 499 400 | Telemóvel: +351 939 031 936.

Cetóbriga in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-15 11:46:00]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$cetobriga
 
 
PINTO, I. V.; MAGALHÃES, A. P.; BRUM, P. (2014) – Ruínas Romanas de Tróia: a valorização de um património singular, Revista Musa 4, MAEDS, Setúbal, p.29-40. Disponível na Internet:
https://www.academia.edu/22438283/Ru%C3%ADnas_Romanas_de_Tr%C3%B3ia_a_valoriza%C3%A7%C3%A3o_de_um_patrim%C3%B3nio_singular
 
Mayet, F., & Silva, C. T. d. (2017). Olarias Romanas do Sado. In C. Fabião, J. Raposo, A. Guerra, & F. Silva (Eds.), Olaria Romana. Seminário Internacional e Ateliê de Arqueologia Experimental / Roman Pottery Works: international seminar and experimental archaeological workshop (pp. 221-237). Lisboa: UNIARQ/CMS/CAA.
 
Mayet, Françoise; Silva, Carlos Tavares da. Abul: Fenícios e Romanos no vale do Sado. Setúbal, Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal e Assembleia Distrital de Setúbal, 2005. ISBN 972-9253-23-4.
 
RIBEIRO, Orlando – A Arrábida : esboço geográfico. Lisboa : [s.n.], 1935. 94 p ; 24 cm. Tese de doutoramento em Ciências Geográficas apresentada à Faculdade de Letras da Univ.de Lisboa.
 
TAVARES DA SILVA, Carlos; SOARES, Antónia Coelho. Escavações arqueológicas no Creiro (Arrábida), Campanha de 1987 in Setúbal Arqueológica, vol. VIII, 1987, pp. 221-237
 

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas. Se encontrar alguma gralha ou equivoco no artigo, contacte-nos.

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🍷Enoturismo no Alentejo: três sugestões para provar os melhores vinhos da região do Alentejo

🍇Portugal é sinónimo de excelentes vinhos. Um pequeno país com uma grande diversidade geográfica e humana que reflete-se nos seus vinhos. E o Alentejo é um território vinhateiro por excelência excepcional. Existem inúmeras sugestões e experiências para deliciar-se com o néctar de Baco. Uma sugestiva viagem pela região vinícola do Alentejo, uma região rica, quente, complexa e fascinante. O aprendiz de enófilo, OLIRAF, selecionou três produtores de vinho de paragem obrigatória para descobrir a harmonia perfeita entre a história, a paisagem e as gentes desta região portuguesa. E se cada região tem a sua história, cada vinho também. Saborear um vinho é, no fundo, viajar pelos paladares da região que o produz. Alentejo, Alentejo! Um brinde ao melhor que o Alentejo oferece. ➡ Saiba mais: www.vinhosdoalentejo.pt

🔞Atenção: “Life is too short to drink cheap Wine”. Seja um “Baco” por um dia. Descubra os cinco sentidos do prazer de um Deus Pagão. Beba com Moderação.

🍷O Enoturismo está na moda. Há cada vez mais produtores e empresas vinícolas a apostar forte neste segmento de mercado. Através das nossas experiências e provas de vinhos, ao longo das nossas viagens por Portugal, temos verificado o rápido crescimento e sucesso deste segmento de mercado na área dos vinhos e do turismo em Portugal. Não podemos negar que o desenvolvimento do enoturismo numa determina da região, permite dar a conhecer o sector vitivinícola,os respectivos vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) e,acima de tudo, captar internacionalmente turistas-viajantes enófilos para percorrer a imensa paisagem vinícola portuguesa. A História de inúmeras gerações familiares que passaram o segredo da arte de bem produzir um vinho. Provar, e acima de tudo, saborear os aromas e os paladares de um vinho é viajar pela História secular, por exemplo, de um Quinta. Por detrás de grandes vinhos, há sempre uma grande produtor.

O Alentejo é uma região com condições únicas para fazer Enoturismo em Portugal. Os turistas são convidados a viajar pela história do vinho na região, por exemplo, a tradição milenar da produção de vinho da Talha, trazida pelas legiões romanas há mais de dois mil anos. Os romanos compreenderam as potencialidades deste imenso território com condições únicas para a cultura, consumo e exportação do vinho.  Ainda hoje, existe um saber fazer que nunca se perdeu e manteve-se viva em inúmeras localidades desta região vinícola. Ainda hoje, este povo da Península Itálica teve um grande impacto no desenvolvimento da cultura vínica alentejana, contribuindo para um riquíssimo legado histórico material e imaterial desta região portuguesa., nomeadamente, na gastronomia, na arte, nas tradições e no artesanato.

Disse, e com razão, o poeta-pensador Fernando Pessoa que “Pessoa: “Boa é a vida, mas melhor é o vinho (…).” Agora que nos apetece sair de casa, o Alentejo pode ser um destino privilegiado para umas férias em tempo de pandemia. Há tanto para conhecer no Alentejo! Aqui ficam três sugestões de produtores, quintas e vinhos para celebrar o desconfinamento:

📍Adega de Vila Santa (Estremoz, Alentejo)

Estremoz_JPR-1 copyTem nome de uma rainha-santa: a rainha Isabel de Aragão, mulher de D.Dinis, que faleceu na vila de Estremoz no século XIV. A Adega Vila Santa, no concelho de Estremoz, foi o local eleito para materializar um projecto pessoal, idealizado em 1988, por João Portugal Ramos: a produção dos seus próprios vinhos. É o resultado da longa experiência acumulada de um dos maiores enólogos e consultor na criação de vinhos nas principais regiões vitivinícolas portuguesas. Estávamos em 1997, após sete anos  da plantação dos primeiros cinco hectares de vinha em redor da fortaleza-abaluartada de Estremoz, dá-se a construção de uma moderna Adega – Vila Santa – para acolher modernas instalações de vinificação, sala de engarrafamento e caves para o estágio das barricas de carvalho francês, americano e português, não esquecendo a harmonia paisagística e a arte de fazer vinhos portuguesa. Ainda hoje, uma parte das uvas é destinada aos lagares para ser pisada. Por exemplo, os vinhos tintos mais sofisticados da gama do Grupo João Portugal Ramos. Atualmente,a área de vinha no Alentejo perfaz, aproximadamente, 600 ha.  Há paisagens que puxam por uma fotografia. Venha passar um dia diferente a Estremoz. Faça uma experiência de Enoturismo, descobrindo os contornos da arquitectura tradicional alentejana da Quinta de Vila Santa,através de uma visita guiada pelas vinhas, adega e caves, onde pode optar por uma programa didático e dinâmico: “Seja Enólogo por um dia”. Esta atividade permite ao aprendiz de enófilo criar o o seu próprio vinho, com base em três castas tintas (Aragonez, Alicante Bouschet e Touriga Nacional), e levá-lo para casa para mais tarde saborear em família ou com os amigos.  De seguida, poderá optar por um almoço de gastronomia típica alentejana, uma aula de culinária, ou uma prova de vinhos acompanhado de queijos e outros petiscos da região alentejana. A nossa preferência recaiu para um vinho branco, com um perfil nobre, fresco e com uma grande mineral idade: o Marquês de Borba. Sob o pretexto de descobrir a região vitivinícola do Alentejo, o viajante-enófilo poderá optar por “mergulhar” no centro histórico e nas muralhas do Castelos de Estremoz.

📍Adega da Cartuxa (Évora, Alentejo)

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Uma viagem no tempo. Nas proximidades da cidade de Évora, a cerca de 2 Km, o viajante-enófilo mais entusiasta poderá visitar a Quinta do Valbom e ficar a conhecer a vasta gama de vinhos da Fundação Eugénio de Almeida. Surpreenda-se com a história secular de uma Quinta que pertenceu ao Jesuítas, expulsos em 1759 pelo Marquês de Pombal. Já deve ter ouvido falar do Mosteiro da Cartuxa? O nome da comunidade religiosa que inspirou a família Eugénio de Almeida a criar esta marca-ícone do Alentejo. Ou do vinho Pêra-Manca? Um dos vinhos mais conhecidos do Brasil. Alie o melhor do património histórico-cultural e vitivinícola eborense, através de uma visita guiada à Adega com uma prova de cinco vinhos – Sto. Inácio de Loyola – de toda a gama Adega da Cartuxa. No Centro Histórico de Évora, junto ao Templo Romano, poderá conhecer a Enoteca Cartuxa e ter um “casamento perfeito” entre cozinha regional alentejana e os vinhos da Adega Cartuxa. As visitas guiadas e os almoços são realizados mediante marcação prévia. A nossa sugestão vai para um prato de polvo à lagareiro com batatas a murro acompanhado de um EA Reserva Tinto. Para sobremesa, a nossa recomendação vai para um Pudim de Azeite. Antes de deixar esta cidade-monumento, uma visita ao Paço de São Miguel poderá ser uma bela despedida de uma das cidades mais belas e singulares de Portugal.

📍Adega da Ervideira (Monsaraz, Alentejo)

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Os solos desta sub-região vitivinícola – Reguengos de Monsaraz – são caracterizados pelos granitos e xistos, bem como pela continentalidade do seu clima. Os seus vinhos, em virtude das condições edafo-climáticas, têm características distintas de qualidade e tipicidade. Os castas tintas (Trincadeira) e brancas (Roupeiro) predominam nesta sub-região vitivinícola. Para conhecer mais sobre a história desta marca familiar de vinhos alentejanos, o viajante-enófilo terá de deslocar-se à Herdade da Herdadinha (ou ao Monte da Ribeira). É na primeira que se encontra o “coração” da Adega Ervideira, tendo uma área de produção de vinho com 160 hectares divididos pelos concelhos da Vidigueira (110 ha) e de Reguengos de Monsaraz (50 ha). Foi neste local que, em 1880, o Conde D’Ervideira plantou as primeiras vinhas para produzir um dos mais satisfatórios e famosos néctares de Baco da região do Alentejo. Ainda hoje, a família Leal da Costa é descendente direta deste agricultor de sucesso dos séc. XIX e XX. Sabia que foi nos seus 50 hectares que foi plantada, pela primeira vez, a casta Touriga Nacional no Alentejo? E que as águas frias do maior lago europeu – o Alqueva – são utilizadas para estagiar os seus vinhos a 30 metros de profundidade? Poderá fazer uma visita guiada e uma prova de vinhos pela essência da Adega Ervideira para compreender o processo produtivo, desde a apanha da uva até à expedição final. Poderá optar por fazer a prova de vinhos, por exemplo, na “aldeia-monumento” de Monsaraz. Imagine fazer saborear os vinhos Ervideira numa antiga Escola Primária?  Deixe-se deliciar-se pelos aromas e sentidos de um vinho frutado, enquanto desfrutar de uma vista exuberante para a planície [infinita] alentejana e para o azul da Albufeira do Alqueva. Um brinde, com um vinho “Invisível, ao Alentejo…será a cereja no topo do bolo. Saboreie a tradição e o património. Saboreia o Alentejo. Perca-se e encontre-se nele! Uma visita sugestiva para os  amantes de enoturismo e entusiastas da fotografia de paisagem.

Não deixe de fazer…

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📝Nota Informativa:

As empresas vitivinícolas (e os vinhos) aqui apresentados são, na sua maioria, convites que chegaram ao Blogue OLIRAF por parte de produtores para conhecer a essência da produção vinícola e o património histórico-cultural a eles associado, de acordo com os nossos critérios editoriais.

🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial  nos seguintes links:

O  Instituto da Vinha e do Vinho, I.P., um organismo tutelado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural,dá-nos uma perspectiva da evolução temporal  da produção, produtores e regiões vinícolas de Portugal.  A Rota dos Vinhos de Portugal oferece informação actualizada sobre as imensas experiências nas diversas regiões vinícolas em Portugal, sendo a melhor opção para começar a planear uma viagem à região. Se for um enófilo mais exigente, deixo-lhe uma sugestão de leitura de uma publicação de referência, a Revista de Vinhos, sobre vinhos e gastronomia em Portugal Continental e Ilhas. Recomendo, também, a consulta do sitio digital da Rota dos Vinhos do Alentejo (Enoturismo) para uma maior planificação da sua viagem para percorrer as inúmeras quintas vinícolas da região do Alentejo.

Conheça-as aqui:https://www.vinhosdoalentejo.pt/pt/rota-dos-vinhos/rota-dos-vinhos-do-alentejo/

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⛔️Alguma vez pediu autorização para publicar uma fotografia?

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Agradecemos a divulgação do nosso trabalho. ✔️

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linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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