🚞De Madrid a San Lorenzo de El Escorial: uma viagem de comboio até ao coração do poder de Filipe II de Espanha.

🇪🇸Próxima Estação: El Escorial. Sugestões e impressões pessoais de um passeio fotográfico pelas “cercanías” da capital espanhola: Escorial, meus caros, Escorial! Deixei para trás a movida e o salero de Madrid e fui em busca de um lugar mais recatado e calmo. Reservei um dia na minha visita a Madrid para visitar os arredores da Comunidade de Madrid. A minha opção recaiu sobre o histórico e pequeno município de San Lorenzo de El Escorial (também conhecido por  El Escorial de Arriba), situado a menos de 50 km a noroeste de Madrid. Há muito que queria conhecer o “Real Sitio de San Lorenzo de El Escorial”. E também havia outro motivo. Queria experimentar viajar de Comboio por Espanha. Trata-se de uma forma diferente de viajar, para quem não tem carro, e utiliza o transporte público nas suas itinerâncias. Porque não conhecer o Escorial, com recurso ao transporte ferroviário?

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Os arredores de Madrid estão recheados de palácios e residências reais que tornam difícil a escolha do curioso pela história, do amante da arquitetura palaciana e aprendiz de viajante andarilho. São os casos dos palácios e pequenas residências reais do El Escorial, Casita del Príncipe, El Prado, Aranjuez, La Granja de San Ildefonso e de Rio Frio. A uma hora de Madrid, através da Linha Rosa (Línea C-3a) – que faz a ligação entre Aranjuez – Atocha – Sol- Chamartín – El Escorial – da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, chegamos à Estação El Escorial. É nesta pitoresca localidade dos arredores de Madrid, as Cercanías, que encontramos o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. A 50 Km [a noroeste] de Madrid, o viajante poderá sentir o ar puro da natureza, sempre acompanhado pela envolvência do magnifico Mosteiro del Escorial.

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A cidade de Madrid é uma “das capitais mais vivas, barulhentas e dinâmicas da Europa”, refere Jan Morris na sua obra Espanha. Não passava de uma aldeia fortificada Muçulmana insignificante no centro da meseta castelhana, aquando das lutas entre seguidores do Islão e do Cristianismo. Na segunda metade do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, Filipe II de Espanha (do ramo espanhol da Dinastia dos Áustria – Habsburgos) faz dela a sua capital política e administrativa, símbolo da unidade de toda a Espanha, resgatando-a da sua quase banalidade bélica. Converte-a numa espécie de Brasília para Espanha. Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago aludindo à silhueta geográfica da Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a sua posição geográfica no interior de Espanha e da fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) e dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram-na, a fomentar a hegemonia e a consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica e o “coração” da Península Ibérica. maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias, superada por Londres e Berlim. Representa 20% da riqueza produzida pelo Reino de Espanha.

Gran Vía, com o majestoso edifício da Telefónica, é o coração de Madrid.

🚇 Entro no moderno e confortável metro de Madrid na carismática estação da Gran Vía, segundos os locais a  a praça da Espanha é conhecido como a Broadway madrilenha, com o altaneiro prédio da telefónica a fazer-me sombra. Trata-se do antigo edifício-sede da Compañía Telefónica Nacional de España (CTNE), construído entre 1926 e 1929, pelo arquiteto Ignacio de Cárdenas Pastor e muito assediado pelas forças franquistas durante o cerco de Madrid (de nov. 1936 até Mar. 1939). Para as forças republicanas que defendiam capital era fundamental para as comunicações da Segunda República Espanhola (1931-1939) e servia como posto de observação dos movimentos das forças nacionalistas. Já foi o maior edifício da capital espanhola, com quase 90 metros de altura. Por momentos, o aprendiz de viajante andarilho é transportado para outras latitudes, particularmente, para os Arranha-céus de Nova Iorque (EUA). O centro de Madrid é dominado por edifícios de betão modernos, novas urbanizações de grandes dimensões e os modernos arranha-céus dos poderosos bancos espanhóis, todos eles símbolos da Espanha Moderna.

Uma composição do Metro de Madrid #muéveteenMetro

Próxima Estação: Atocha. O ponto de partida é a estação de Atocha-Cercanías. Construída em 1851, esta estação ferroviária, localizada no centro de Madrid, foi a primeira estação que serviu a capital madrilena. O objetivo da sua construção era unir a capital espanhola Madrid a Aranjuez, onde se localizava o Palácio Real de Aranjuez. Mais tarde, tornou-se a principal estação ferroviária da capital e de toda a Espanha. Em 1892, foi alvo de remodelação com a construção de uma cobertura sobre a nave principal, desenhada pelo engenheiro Saint-James, com os expressivos 152 metros de largura, 48 de vão e 27 de altura, e é um dos edifícios arquitetónicos mais distintivos de Madrid. Há ligações ferroviárias para todas as regiões autónomas e cidades. Recebe mais de 15 milhões de passageiros/ano. Recentemente, na década de 80 e 90 do século XX, a estação foi renovada para acolher o comboio de alta velocidade – o AVE – e reforçar a oferta de serviço de passageiros, ficando dividida em três áreas distintas: Madrid-Puerta de Atocha, Madrid-Atocha Cercanías e Atocha Renfe.

Exterior da Estação de Atocha.

Apanho ao comboio das “Cercanías” que faz a ligação entre o centro de Madrid e a à área metropolitana. Viajo nas moderníssimas automotoras da Serie 462/3/4/5, de tração elétrica, construídas, em 2004, pelo consórcio Caf, Siemens, Bombardier y Alstom, fazem parte da frota da Renfe-Cercanías. Conhecidas como Civia, estes comboios da operadora Renfe, a congénere espanhola da CP, são um belo exemplo de conforto, rapidez, satisfação, eficiência energética e mobilidade nas grandes áreas metropolitanas. Estão dotados para levar 169 passageiros. São os comboios que fazem os serviços urbanos e suburbanos de Madrid. Com paragens frequentes e grande afluência de passageiros (ou viajeros), a viagem é agradável, calma e silenciosa, permitindo-nos apreciar o interior do material circulante e a paisagem envolvente.

Estação de Atocha – Tren Cercanías | Madrid

Na estação do Escorial tinha acabado de partir uma automotora a diesel, da serie 599 – o TDMD (Tren Diésel de Media Distancia) – e, construídas, em 2008, pela empresa basca CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), que integra a frota de material circulante que faz o serviço comercial de Media Distancia, isto é, o serviço regional em Espanha. Verifico, assim, que a frota da Renfe é bastante moderna, versátil e confortável. Algo impensável na realidade portuguesa onde a maioria do material circulante e as locomotivas chegam a ter mais de cinquenta anos. viajar, também, é comparar. Denota-se, aqui, o forte investimento da operadora pública ferroviária espanhola – a Renfe – na modernização do seu parque de locomotivas, automotoras e material circulante, aproveitando, assim, o máxima da infraestrutura ferroviária disponível: melhores tempos de viagem, mais destinos, segurança, fiabilidade, eficiência energética, etc). Ambas as automotoras, de tração elétrica e diesel, pertencem à frota – flota de Cercanías y Media Distancia de Renfe – da operadora Renfe. Esta curta viagem, pelos arredores de Madrid, apercebo-me da interoperabilidade ferroviária de Espanha, face ao nosso país. No transporte rodoviário e nas infraestruturas rodoviárias, Portugal está mais bem classificado a nível europeu, comparativamente à ferrovia — o que poderá não ser propriamente uma vantagem, quando se fala numa necessidade de alterar os modos de transporte. Em Espanha, é precisamente o contrário. É fácil circular, de comboio, de cidade em cidade. E para surpresa minha pelos arredores de Madrid. Se Portugal é o terceiro país europeu com o maior número de auto-estradas ou estradas internacionais (em quilómetros), a Espanha é o segundo país do Mundo com a maior rede ferroviária de Alta Velocidade: a AVE (Alta Velocidad Española). São mais de 3000 km de linha férrea. Mais do que a totalidade da rede ferroviária portuguesa (2 562 km). Enquanto em Portugal, o automóvel é rei, o Comboio de Alta Velocidade domina a paisagem na Península Ibérica. E os comboios são responsáveis por menos emissões de dióxido de carbono do que o automóvel. É uma questão de mudança de mentalidades. Talvez um dia possa viajar de Lisboa a Madrid num comboio de alta velocidade, ao invés das velhinhas, barulhentas e lentas automotoras diesel (Série 0351-0371 da CP) – as Allan – que fazem a ligação diária do Entroncamento a Badajoz. Agora imaginem se tivéssemos uma ferrovia a sério!? Sonhar não custa. E pior do que estamos, não ficamos!

Estação Ferroviária de Escorial: uma grande parte dos visitantes chega de comboio desde a capital madrilena.

Durante a viagem de comboio, entre as estações de Atocha e El Escorial, vendo desfilar a imensidão do planalto ermo castelhano e o aproximar dos contrafortes despedidos de vegetação exuberante da Sierra de Guadarrama, deparei-me com uma enorme Cruz. Fiquei intrigado com aquela enorme e fina estrutura vertical que se destacava na paisagem envolvente. Era impossível ficar indiferente. Mais tarde, quando regressei a Portugal, e após algumas pesquisas, apercebi-me de que se tratava da Cruz granítica que assinala o complexo do Valle de Los Caídos. Esta Cruz foi erguida, conjuntamente com uma enorme cripta granítica, numa cumeada da Sierra da Guadarrama, num dos lugares mais marcantes e sangrentos da Guerra Civil de Espanha (1936-1939): a Batalha de Guadarrama (1936). Esta obra complexa, dura e faraónica, à boa maneira de construir espanhola, pretendia exaltar a vitória do exército franquista e do antigo regime ditatorial de cariz fascista – o Franquismo – que vigorou entre 1939 e 1975 em Espanha, após a queda da II República Espanhola (1931-1939). É um monumento à própria Espanha: morte, fé, dureza e crença inabalável do ser espanhol. Durante dez longos e penosos anos, vinte mil prisioneiros de guerra republicanos, em regime de trabalhos forçados, escavaram e ergueram um enorme complexo funerário e religioso para os que tombaram ao serviço de Espanha durante o conflito introdutório à II Guerra Mundial: a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Mais tarde, Francisco Franco, o caudillo, mudou a narrativa da história, pretendendo que o monumento fosse em honra de todos os que pereceram, sejam nacionalistas ou republicanos, na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Esta singular estrutura dista, aproximadamente, 15 km do Mosteiro do Escorial, se utilizarmos o transporte rodoviário, podendo, em dias soalheiros, ser vista da própria capital. Infelizmente, não consegui visitá-la. Já terei um motivo para regressar e contemplar, com o rigor historiográfico, este magnifica estrutura.

A Fachada frontal do Palácio do Escorial, com a estátua de San Lorenzo em destaque

Filipe II (1527-1598) era da família dos Habsburgos e uma das mais antigas e poderosas dinastias da Europa do seu tempo (e do Mundo). Além de herdar, do Imperador Carlos V (15559, vastos territórios e povos, Filipe II recebeu a convicção de que os soberanos Habsburgos deveriam defender e promover a fé católica e que esta era a principal obrigação da dinastia. Assim, no âmbito deste legado imperial, Filipe II idealizou o palácio do Escorial, nos arredores de Madrid. Inicialmente erguido em memória de Carlos I de Espanha (Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (como Carlos V), simbolizando a obra monumental o compromisso dos Habsburgos (os Espanhóis) com a missão religiosa. Era também o Mausoléu dos Habsburgos. Recentemente, ao ler a obra Os Habsburgos: ascensão e queda de uma potência global (2021), de Martyn Rady, constatei que os cantos das fachadas que circundam o complexo monástico foram coroados com quatro torres, inspiradas pelo desenho do antigo castelo-fortaleza medieval de Hofburg (Viena), datado do século XIII, residência oficial e símbolo do poder dos Habsburgos (Ducado da Áustria). Pretendia, também reproduzir, o Templo de Salomão e imitar a grelha – La Parrilla – em que o santo padroeiro do Escorial, o mártir São Lourenço, foi “assado vivo” pelos romanos no século III. Foi o seu instrumento de tortura durante o seu martírio em Roma.

Estátua de D. Filipe II (I de Portugal), nascido a 21 de maio em Vallodolid a 1527 e faleceu a 13 de setembro de 1598 no Palácio do Escorial.

Na época do “Prudente“, a vila de El Escorial era um mísero e triste burgo no sopé da Serra de Guadarrama e nas proximidade de Madrid. O Palácio-mosteiro têm um enorme jardim e uma floresta de doze mil pinheiros bravos plantados no Monte Abantos. A paisagem era nua, ressequida na maior parte do ano, sob um céu sem nuvens. Era uma paisagem deserta e árida. A história contada por Martyn Rady (2021) sobre esta família peculiar é concisa mas bastante completa, profundamente informada, escrita com elegância e resulta numa leitura empolgante. Para quem cursou História e, precocemente, contabilizou-se com os Habsburgos é difícil ficar indiferente ao «espírito do lugar». Fundado por Felipe II, após uma promessa de erigir um Mosteiro em terras espanholas fruto da vitória dos “Tercios” espanhóis sobre os franceses na Batalha de Quintín (1557) dedicada a São Lourenço, mártir que foi torturado numa grelha em brasa. Real Sitio de San Lorenzo de El Escorial é um dos monumentos arquitetónicos de Espanha que mais exalta a grandeza do “Siglo de Oro Español” (Séc. XVI-XVII) e do poder desta real figura sobre os povos hispânicos, europeus e das mais variadas latitudes do globo terrestre. Este Palácio-Mosteiro espelha a arquitetura austera e sóbria, sem grandes ornamentos e preocupações estéticas, à semelhança da real figura que idealizou a sua construção. Podemos dizer, seguramente, que é um Monumento com muita personalidade. Foi construído entre 1563 e 1584, planeado por Juan Bautista de Toledo, após a morte deste, em 1567, as obras continuam com a direção do seu colaborador: o arquiteto real Juan Herrera (1530 – 1597). Com esta real obra, Herrera deu inicio ao estilo herreriano. Ainda hoje, na Monumental Fachada da Igreja de São Vicente de Fora (Lisboa), podemos admirar a beleza do seu risco arquitetónico. Por curiosidade, o Mosteiro tem a forma geométrica de uma “Parrilla”, isto é, de uma grelha, Ora, esta real construção foi sagrada em nome do mártir de São Lourenço. Um pormenor delicioso.

Palácio e jardins do Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial.

O Escorial não era apenas uma monumental residência real e um panteão fúnebre do ramo espanhol dos Habsburgos. Era composto por quatro mil quartos, dezasseis pátios e cento e sessenta quilómetros de corredores. Apenas um quarto do edifício era ocupado por aposentos reais. O resto era composto por uma basílica, um mosteiro com cinquentas monges jerónimos e uma escola de teologia. Era também um “reliquário” de Filipe II que totalizava 7422 peças, desde a Coroa de Espinhos de Cristo a fragmentos de várias partes do corpo de milhares de mártires cristãos. Há um episódio macabro para a maioria das pessoas, mas belo para os Espanhóis. Da vasta coleção de mártires de Filipe II destaca-se o episódio que envolveu uma relíquia sagrada da religião espanhola: o cadáver de um monge franciscano, Frei Diego de Alcalá, e o herdeiro do “Prudente, o infante D. Carlos (1545-1568), príncipe das Astúrias. Conta-se que o pequeno e frágil D. Carlos, filho de Filipe II e Maria Manuela de Portugal, foi curado de uma doença debilitante por se ter deitado ao seu lado no leito da sua cama o cadáver de Frei Diego, que foi propositadamente desenterrado da sua sepultura para esta cura milagrosa. Este episódio ocorreu em 1562 aquando de uma queda nas escadas que causou um traumatismo craniano ao príncipe das Astúrias Ainda hoje, o viajante poderá ver a armadura assimétrica deste infante Habsburgo espanhol na coleção de armas reais que se encontra no Palácio Real de Madrid.

Paisagem do Monte Abantos.

Na época do “Prudente“, a vila de El Escorial era um mísero e triste burgo no sopé da Serra de Guadarrama e nas proximidade de Madrid. O Palácio-mosteiro têm um enorme jardim e uma floresta de doze mil pinheiros bravos plantados no Monte Abantos. A paisagem era nua, ressequida na maior parte do ano, sob um céu sem nuvens. Era uma paisagem deserta e árida. A história contada por Martyn Rady sobre esta família peculiar é concisa mas bastante completa, profundamente informada, escrita com elegância e resulta numa leitura empolgante. Para quem cursou História e, precocemente, contabilizou-se com os Habsburgos é difícil ficar indiferente ao «espírito do lugar». É uma paisagem pictórica de Espanha, onde a Serra e o Mosteiro complementam-se mutuamente na paisagem envolvente. Em 1628, o flamengo Rubens pinta, quase romanticamente, esta paisagem desde o pico da “Sierra de Malagón”. De facto, para admiramos este espaço monástico, temos de subir aos montes das redondezas da vila de San Lorenzo de El Escorial. Os mais românticos podem imaginar, por exemplo, o pintor flamengo Rubens a debuxar a silhueta Herreriana do Escorial, sentado, nas suas eternas telas.  Ainda hoje, existe a Cruz de Rubens no topo. Para muitos Espanhóis, o Escorial ainda é a oitava maravilha do Mundo! Jan Morris (2016, p.22), na sua obra Espanha, comenta sobre o Escorial afirmando que: é um “pólo de emoções que esta grandiosa obra de fé e política representa (…) Um pólo orientador para a Espanha e para o Mundo”.

Mosteiro de San Lorenzo de Escorial e a vila homónima, vista do mirador de Abantos.

Os Espanhóis sabem o que é construir em escala e relacioná-la com o meio envolvente. As estruturas não estragam a paisagem. Dão-lhe um significado poético e romântico. São mestres na Arte Vertical e na estética retangular. Afinal, este país rima com Monumentalidade. Em todos os cantos de Espanha, desde os Romanos até aos Espanhóis, podemos admirar grandes e altas obras de alvenaria, tais como, o Aqueduto de Mérida, a ponte romana de Alcántara, o Castelo de Peñafiel, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Alcázar de Segóvia, o Mesquita de Córdoba, o Palácio Real de Madrid, a Catedral de Salamanca e, mais recentemente, a Basílica da Sagrada Família de Barcelona. Nada exprime melhor a força espiritual de Espanha do que as Catedrais. O povo espanhol é bom a fazer coisas grandes e robustas. Em todos os cantos de Espanha, desde os Romanos até Espanhóis, podemos admirar grandes e altas obras de alvenaria, tais como, o Aqueduto de Mérida, a Giralda de Sevilha, o Alcázar de Segóvia, o Palácio Real de Madrid, a Catedral de Salamanca e, mais recentemente, a Basílica da Sagrada Família de Barcelona. Nada exprime melhor a força espiritual de Espanha do que as suas monumentais construções verticais: as catedrais.

Paisagem fria e quase despedida do Monte Abantos. Ao fundo, na planura da Meseta Castelhana, ergue-se a cidade de Madrid com os seus icónicos Arranha-céus: o campus vertical.

Se Versalhes era o símbolo do poder absoluto (e do barroco) de Luís XV, o Escorial foi o prefácio do poder absoluto e do barroco europeu. O Escorial reflete a extensão do poder, da riqueza, influência cultural e a supremacia militar da Espanha durante o século XVI. Uma aventura monumental, artística, política e arquitetónica. Hoje, o Escorial é bem diferente do tempo de Felipe II. Todavia, não perdeu toda a sua monumentalidade e esplendor do poder, soberanamente, do seu mentor. Reina [ainda] majestosamente. Expressa o ideal político, espiritual e bélico do monarca Habsburgo, do ramo espanhol. Parte do Escorial de Filipe II perdeu-se aquando da sua morte. Afinal, são as pessoas que fazem os lugares. Quem percorrer os corredores do Escorial poderá sentir a presença da real figura de Filipe II, apesar de omnipresente. Nada exprime melhor o poder, político e religioso, de Filipe II do que o Escorial. Todavia, o peso simbólico e o esplendor deste magnifico obra real não desapareceu. Ainda hoje, incluindo eu, milhões de visitantes ficam fascinados com a sua monumentalidade. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1984.

No Monte Abantos, existe um poço de neve construído no tempo de Filipe II para refrescar as almas do Palácio do Escorial durante Verão, face ao calor tórrido da planura castelhana. Nos dias de hoje, inúmeras famílias espanholas fazem um passeio de inverno para ver a neve.

Considerações finais sobre a visita ao Paláacio-mosteiro do Escorial e impressões sobre Madrid.

O lema “Plus ultra”, isto é, a grandiosidade cosmopolita e imperial de Espanha está omnipresente. Era o mote de Carlos I de Espanha (V do Sacro Império Romano), senhor de domínios que incluíam boa parte da Europa e da América. Espanha teve uma rápida ascensão ao topo do Mundo. As contantes guerras e participações em conflitos europeus, nos séculos XVII e XVIII, mostraram a decadência política, económica e militar no contexto europeu. O povo espanhol, ainda hoje, sente nostalgia e melancolismo desses tempos idos. Porém, no campo das artes – literatura e pintura -, a Espanha floresceu com a prosa de Miguel de Cervantes e da pintura de Diego Velásquez. Hoje, a sua grandiosidade está patente nos na escala das suas Catedrais, claustros e na língua castelhana espalhada nos quatro cantos do Mundo. Este passeio é mais agradável durante o Inverno e na Primavera. Ainda, em Madrid, existe um edifício muito semelhante ao Escorial e construído, em 1958, em estilo herreriano durante o regime franquista (1936-1975): o Cuartel General del Ejército del Aire (Moncloa).

Senhores passageiros, próxima viagem…Madrid. É tempo de regressar! Até à vista, Escorial Monumental! Viajar é ir e voltar! Regressamos a Madrid com apontamentos e memórias fotográficas. España, me encanta!

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🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial da capital espanhola nos seguintes links:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece uma extensa informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a pesquisar e a organizar a sua próxima viagem a Espanha. Já o Web oficial de Turismo Madrid permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela cidade. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Madrid: a Plaza Mayor.

No caso especifico da localidade de San Lorenzo del Escorial, o leitor poderá consultar informações sobre o que fazer, o que visitar, saborear, onde dormir e como chegar a este “Ayuntamiento” dos arredores da capital madrilena, na página oficial do turismo local (Oficina de Turismo): https://www.sanlorenzoturismo.es/.

Para visitas ao Escorial, consulte os seguintes sítios web https://entradas.patrimonionacional.es/en-GB/informacion-recinto/1/san-lorenzo-del-escorial e https://www.patrimonionacional.es/visita/real-monasterio-de-san-lorenzo-de-el-escorial?language=en. Se tiver curiosidade em saber um pouco mais sobre o Palácio do Escorial [ou sobre Espanha], recomendo as seguinte monografias:

Gaya Nuño, J. A. (s.d.). El Escorial. Plus Ultra.

KAMEN, H. (2KAMEN, H. (2010). The Escorial: Art and Power in the Renaissance. Yale University Press. http://www.jstor.org/stable/j.ctt1npxf4

Morris, Jan. (2016), Espanha. Tinta-da-China.

Parker, Geoffrey (1978), Felipe II: la biografía definitiva. Planeta.

Rady, Martyn (2021). Os Habsburgos: ascensão e queda de uma potência global. Temas e Debates.

Existe um pacote turístico muito especial: o Tren de Felipe II. Este comboio histórico realiza-se entre Madrid (Príncipe Pío) e El Escorial. No pack “Imperial” (30€), os entusiastas ferroviários desfrutarão de uma viagem de comboio (50 min), um percurso pedestre pelo casco histórico da vila de San Lourenzo de El Escorial e uma visita guiada ao interior do Mosteiro de San Lorenzo de Escorial (no pacote ainda está incluída o transbordo rodoviário entre a estação de El Escorial e o Mosteiro). As visitas guiadas são acompanhada, segundo informações no site da empresa que explora este comboio histórico, por guias turísticos acreditados pela Comunidade Autónoma de Madrid.

Como chegar:

Saiba mais em: https://www.renfe.com/es/es/cercanias/cercanias-madrid/lineas

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🔖Nota Informativa:

Esta viagem foi realizada em Janeiro de 2018 em Madrid. Escrita, com distanciamento e o rigor necessário, no mês de Setembro de 2021. Se quiser o roteiro de viagem elaborado pelo Blogue OLIRAF, o leitor poderá descarregar o seguinte documento: RoteiroMadrid2018. Se gostou, pode meter gosto e partilhar o artigo nas redes sociais. Não custa nada para si, ajuda-nos a crescer e a partilhar mais dicas, sugestões e crónicas de viagem.

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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✒️Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL©OLIRAF (2021)

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📌À descoberta de Sevilha (Espanha): três sugestões histórico-culturais para fotografar…

📷 Sevilha: pérola do Guadalquivir, jóia de Espanha. Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edificios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o  Archivo General de Indias, construído na 2.ªMetade do Século XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se nesta urbe colossal e monumental.

O viajante Washington Irving (1783-185) apelidava a região da Andaluzia o “Oriente Europeu”. E com razão. Os ecos da civilização islâmica estão um pouco por toda a parte nesta região e, em especial, na cidade de Sevilha. Se Lisboa deu Novos Mundos ao Mundo, Sevilha construiu o Novo Mundo. Deixo-vos, assim, três sugestões fotográficas para visitar na capital da região espanhola da Andaluzia:

📍Catedral Gótica e La Giralda de Sevilha

Lisboa-1-12Ah, a Giralda! O “Rincone” mais conhecido da capital da região da Andaluzia. Um hino à beleza arquitectónica  das civilizações Islâmica e Cristã. Que belos 104,1 metros de altura! Que verticalidade monumental!  Sabia que a Catedral de Sevilha é o maior templo gótico do Mundo? Sevilha tem a maior catedral do reino de Espanha e a maior catedral gótica do Mundo. É uma obra humanamente colossal e monumental. Daí, este templo-monumento ser considerado, desde 1987, Património Mundial da Unesco. A Catedral de Sevilha [e a sua torre-minarete] são uma autêntica aula de História sobre o legado islâmico desta cidade andaluza. A primeira foi construída entre 1401 e 1506. Já a segunda, construída entre 1184 e 1196, durante o período almóada de Sevilha. Nem o Terramoto de 1755 (Lisboa) desfigurou este templo-monumento. Uma prova da sua robutez construtiva e resiliência perene. Não deixe de subir as inúmeras rampas que dão acesso ao topo do antigo minarete islâmico e sinta-se um verdadeiro “almundem”, imaginando que está a anunciar as cinco chamadas diárias à oração. Pelo caminho, fique a conhecer a história deste minarete islâmico (adaptado a torre sineira no século XVI), através de um circuito expositivo com objectos alusivos à sua construção desta vertical obra. Após a visita, não deixe de conhecer o Pátio das Laranjeiras. Ah, a essência do al-Andalus! Visitar a Catedral e La Giralda é um belo exemplo da tolerância que reinava no antigo al-Andalus.

📍Jardins do Real Alcázar de Sevilha

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Real Alcázar de Sevilha é um dos mais antigos complexos palacianos do continente europeu. Construído no séc. VIII, sob alicerces romanos, pelos descendentes do profeta Maomé e, posteriormente, aumentado pelos reis cristãos de Castela. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1987. Nas 5.ª e 6.ª temporadas de GOT, é o cenário da exótica e exuberante Casa Martell, com as suas exóticas fontes e os jardins exuberantes do “Water Gardens of Dorne”. Os salões, os pátios e os jardins dão cor e forma à residência palaciana dos governantes do reino de Dorne: a cidade de Sunspear. O Patio de las Doncellas, a Sala de los Embajadores, Baños de Maria Padilla e os jardins são locais cinematográficos que nos transportam para a época do al-Andalus e para a beleza arquitectónica  da Civilização Islâmica na Península Ibérica. Um exemplo da mescla cultural entre muçulmanos e cristãos que deu origem a um estilo artístico: a arte mudéjar.

📍Ruínas da antiga cidade romana de Itálica

Sevilha-7Da ficção para a realidade. Localizada em Santiponce, nas proximidades de Sevilha, a antiga cidade romana de Itálica é um enorme complexo arqueológico de 10 ha. Foi a primeira cidade romana fundada na Península Ibérica pelos Romanos, no ano 206 a.C. Aqui nasceram os Imperadores Adriano e Trajano. Mas, o seu ex-libris é o antigo anfiteatro romano. Tinha uma capacidade para 25 mil espectadores, além dos dez a quinze mil habitantes de Itálica. A plateia deliciava-se com as gloriosas e sanguinárias lutas de gladiadores na arena. Ainda bem que as mentalidades mudaram. Todavia, as pedras ficaram para contar as estórias da História.  Durante a 7.ª temporada de GOT,  a “DragonPit” foi o local de encontro entre a rainha-mãe Cersei e a mãe dos Dragões Daenerys Targaryen, após uma entrada de assustadora beleza do grandioso Drogon. A escolha para visitar este local não foi feita ao acaso. Trata-se do terceiro maior anfiteatro da Roma Antiga, fora da Península Itálica.

Não deixe de fazer…

  • subir ao topo do Metropol Parasol (Plaza de La Encarnación) para contemplar uma das melhores vistas panorâmicas da cidade de Sevilha;
  • conhecer a História da América Espanhola no  Archivo General de Indias;
  • realizar um tour pela Plaza de La Maestranza;
  • percorrer os inúmeros palácios de Sevilha, tais como, Casa Palacio de las Dueñas, Casa de Pilatos, Palacio de la Condessa de Libreja, entre outros;
  • assistir a um espectáculo de Flamenco na Casa de la Memoria;
  • aventurar-se nos bairros tradicionais e sinta o “salero” da cidade de Sevilha: Triana, Santa Cruz, La Marcarena e Los Remedios;
  • conhecer o legado pictórico dos maiores mestres e de obras singulares do barroco espanhol (Pacheco, Zurbarán, Cano, El Greco, Ribera, Murrillo entre outros), no Museo de Bellas Artes de Sevilla;
  • ver o que resta das antigas muralhas da época Almóada (Bairro de Santa Cruz);
  • fazer um passeio de barco pelo rio Guadalquivir (ou na Plaza de España);
  • ver uma partida de futebol do Sevilha FC e Bétis de Sevilha.
  • compre uma recordação tradicional, por exemplo, um abanico sevilhano para oferecer à sua cara-metade.
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✈ Como chegar:

Através da aplicação Go Euro fiz uma comparação das companhias de transporte com melhor relação custo-tempo. Optei por viajar de autocarro para Sevilha com a empresa  rodoviária “low-cost” Flixbus, uma vez que já tenho experimentado o serviço desta empresa na minha escapadinha a Madrid (2018) O autocarro é moderno e com excelentes condições a bordo (Wi-fi & Ar Condicionado). A viagem de ida e volta ficou à volta de 50 €, onde optei por viajar à noite. Aqui está uma excelente opção para quem não queira pagar uma noite de estadia. Mas, não recomendo repetir, muitas vezes, esta experiência.  A partida é feita na estação do Oriente (Lisboa) com destino à Estación de autobuses de Sevilla (Plaza de Armas).

🏠 Onde ficar:

Em Sevilha existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar na capital espanhola. Bem perto do centro histórico de Sevilha, optei por ficar no Koisi Hostel Sevilla. Trata-se uma excelente opção para quem queira ficar no centro da cidade de Sevilha e ter acesso rápido a todas as actividades e locais culturais. Na minha opinião, os seus pontos fortes são a localização e o preço. Há inúmeras actividades, mas todas elas são pagas. O pequeno-almoço não está incluído, mas à sua volta está servido por óptimos cafés.

🍜 Onde comer:

Mercado de Triana (Bairro de Triana), é uma boa sugestão para saborear a gastronomia andaluza, com uma óptima relação custo-qualidade. Entre a Ponte de Triana e a Ponte de San Telmo, a calle Betis tem inúmeros restaurantes e tascas para saborear umas boas tapas, com um ambiente sereno que contagia qualquer um. Para quem quer um sítio calmo e com uma boa vista para a cidade de Sevilha, o Maria Trifulca é uma uma excelente escolha para os viajantes com um paladar mais exigente e que queiram um maior conforto. Todavia, a relação custo-qualidade não é a melhor. A Confitería La Campana (1885) é um marco gastronómico local. Aqui, o forasteiro pode saborear uns deliciosos bolos, chocolates tradicionais ou de um quente café con leche. É uma excelente escolha para tomar um pequeno-almoço sevilhano. E dizem que os reis de Espanha adoram!

🔗Para mais informações:

O website do Turismo de Espanha (Visit Spain) oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha,  permitindo descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Por outro lado, pode consultar, também, os sites do turismo oficial da região da Andaluzia ( e da cidade de Sevilha (Visitasevilla).

Uma escapadinha a Sevilha (ou uma roadtrip por Espanha) está nos seus planos? Se não, é melhor fazer uma lista de locais que tem de conhecer e organizar a agenda para descobrir esta cidade verdadeiramente cultural e vibrante. Poderá encontrar, por exemplo,  alguns artigos escritos por nós com dicas sobre o património histórico-cultural de Espanha.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros.  Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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⚔️Game of Thrones🐲: sete cenários cinematográficos (entre a realidade e a ficção) que tem mesmo de conhecer!

📷 Sou  fã [nático] da série mediática Game of Thrones. Criada pelo canal de séries norte-americano HBO, baseada nos livros fantásticos do escritor norte-americano George R.R. Martin. Apesar de só ter visto o primeiro episódio, onde o Bran Stark é empurrado da Torre pelo [regicida] Jamie Lannister, corria o ano de 2011. Mais tarde, em 2017, quando vivi e trabalhei na cidade de Évora,  retomei a visualização da mesma. Marrocos e Espanha  são os destinos escolhidos para esta viagem pelo Mundo dos Sete Reinos. De Volantis a Yunkai, o leitor poderá encantar-se por locais com edifícios exóticos e paisagens  grandiosas dignos de uma pintura de Velásquez ou Delacroix! 

⚔️Nesta lista sugerimos sete locais que merecem ser incluídos numa escapadinha citadina a Espanha ou numa road trip até ao Reino de Marrocos, com passagem por Gibraltar. Espanha e Marrocos já eram destinos  obrigatórios para turistas ou viajantes ocasionais. Todavia, a massificação da série Game of Thrones (GOT) deram a conhecer locais desconhecidos para a maioria da população mundial. E ainda bem!

Atenção: contém Spoilers! Conheça alguns dos locais de filmagem mais emblemáticos da série Game of Thrones que tem mesmo de visitar, na fotogaleria abaixo:

📍Old Volantis (Córdoba, Andaluzia)

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Ir a Córdoba é realizar uma viagem no tempo (e com tempo). Um encontro entre o Ocidente e o Oriente. Ao percorrer as suas ruas e bairros históricos,o viajante tem uma noção nitida da convivência e cruzamento de influências milenares entre Judeus, Muçulmanos e Cristãos que habitavam o Al-Andalus. Sabia que a Ponte Romana de Córdoba, atravessa pelo rio Guadalquivir, foi um dos cenários de Game of Thrones em Espanha? Se é um fã (nático) da Série da HBO. Deve recorda-se da “Ponte longa de Volantis”, certo? Esta cidade andaluza contém património histórico-cultural com o selo da UNESCO, nomeadamente o centro histórico, a Mesquita-Catedral,  as ruínas arqueológicas do antigo palácio califal de Madinat al-Zahra e o bairro Judeu. Foi o berço da antiga capital califado Omíada (929-1031), fundada por Abd al-Rahman III. Experimente fazer a Rota Omíada e deixe-se surpreender pelo legado arquitectónico e cultural da civilização islâmica de Espanha: o Al-Andalus. Sabia que Carlos V de Habsburgo, o rei-itinerante, salvou esta obra de arte da civilização islâmica para contemplação de imensos curiosos da História?

📍Kingdom of Dorne (Sevilha, Andaluzia)

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Sevilha é uma autêntica cidade cinematográfica. Os filmes Lawrence of Arabia (1962), a saga Star Wars (2002), Reino dos Céus (2005) e, mas recentemente,a série Game of Thrones (2015) foram imortalizados pela indústria cinematográfica de Hollywood.Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D. Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edifícios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o Archivo Geral das Índias, construído na 2.ª metade do séc. XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se aqui.

📍The Water Gardens of Dorne (Sevilha, Andaluzia)

Sevilha-3 copyReal Alcázar de Sevilha é um dos mais antigos complexos palacianos do continente europeu. Construído no séc. VIII, sob alicerces romanos, pelos descendentes do profeta Maomé e, posteriormente, aumentado pelos reis cristãos de Castela. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1987. Nas 5.ª e 6.ª temporadas de GOT, é o cenário da exótica e exuberante Casa Martell. Os salões, os pátios e os jardins dão cor e forma à residência palaciana dos governantes do reino de Dorne: a cidade de Sunspear. O Patio de las Doncellas, a Sala de los Embajadores, Baños de Maria Padilla e os jardins são locais cinematográficos que nos transportam para a época do al-Andalus e para a beleza arquitectónica  da Civilização Islâmica na Península Ibérica. Um exemplo da mescla cultural entre muçulmanos e cristãos que deu origem a um estilo artístico: a arte mudéjar.

📍The DragonPit (Santiponce, Andaluzia)

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Nas proximidades de Sevilha, a antiga cidade romana de Itálica é um enorme complexo arqueológico de 10 ha. Foi a primeira cidade romana fundada na Península Ibérica pelos Romanos, no ano 206 a.C. Aqui nasceram os Imperadores Adriano e Trajano. Mas, o seu ex-libris é o antigo anfiteatro romano. Tinha uma capacidade para 25 mil espectadores, além dos dez a quinze mil habitantes de Itálica. A plateia deliciava-se com as gloriosas e sanguinárias lutas de gladiadores na arena. Ainda bem que as mentalidades mudaram. Todavia, as pedras ficaram para contar as estórias da História.  Durante a 7.ª temporada de GOT,  a “DragonPit” foi o local de encontro entre a rainha-mãe Cersei e a mãe dos Dragões Daenerys Targaryen, após uma entrada de assustadora beleza do grandioso Drogon. A escolha para visitar este local não foi feita ao acaso. Trata-se do terceiro maior anfiteatro da Roma Antiga, fora da Península Itálica. 

📍Casterly Rock (Gibraltar,Reino Unido) 

gibraltar2015

Tendo o complexo portuário de Algeciras  como pano de fundo, o rochedo de Gibraltar emerge majestosamente num ponto estratégico do continente europeu: o estreito de Gibraltar. O ponto mais curto do mar mediterrâneo foi, ao longo de milénios, local de contactos e invasões de inúmeras civilizações, por exemplo, os romanos e muçulmanos. Na série GOT, o rochedo de Gibraltar foi usado como inspiração para o castelo-fortaleza de Casterly Rock,  a casa-mãe da família Lannister. Em menos de uma hora de viagem de ferry-boat, o viajante encontra um novo continente: o africano.

📍Astapor Slaver’s Bay (Essaouira, Marrocos) 

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A Scala du Port e as suas muralhas são o principal motivo fotográfico da atlântica Essaouira. A cidade portuária de Essaouira, situada entre Safi e El Jadida, foi no séc.XVI uma antiga possessão portuguesa denominada de Mogador (1506-1526). O Castelo de Mogador, construído em 1506, por Diogo de Azambuja, já não existe. Se visitarmos a Medina, as muralhas e o porto da «cidade do vento» podemos constatar a antiga presença lusitana, apesar das actuais fortificações, de origem marroquina, terem sido construídas durante o Século XVIII por ordem do sultão alauita Bem Abbala, quando pretendeu fazer deste local um importante porto exportador do ouro trazido pelas caravanas atravessavam o Saara desde Tombuctu (Mali). No ano 2001, esta cidade costeira foi considerada Património Mundial da UNESCO. No primeiro episódio da 3.ª temporada de GOT, Daenerys chega, com Jorah Mormont, para comprar um exército de eunucos – os Imaculados – a um negociante escravocrata de Astapor.

📍Cidade de Yunkai (Ouarzazate, Marrocos) 

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O prólogo das areias do deserto do Saara. Ksar Ait-Ben-Haddou ficava na antiga rota das caravanas que atravessaram o deserto do Saara e Marrakech. É património Mundial da  UNESCO, desde 1987, em virtude ser uma das mais bem conservadas cidades-fortificadas ( Ksar ), onde as torres e as muralhas que a circundam foram construídas com recurso ao adobe e barro. Daí, os tons acastanhados. Fica localizada nas proximidades da “Hollywood marroquina“: os estúdios Atlas de Ouarzazate. Passe o tempo a deambular pelas ruelas de adobe da cidade esclavagista de Yunkai, onde na 3.ª temporada de GOT, Daenerys chega com o seu exército de soldados eunucos,os Imaculados, após o saque de Astapor, na sua epopeia pela libertação da sociedade escravocrata de Essos. Sabia que os filmes Lawrence da Arábia, A Múmia, O Príncipe da Pérsia ou Gladiador foram aqui rodados? Trata-se de um poderoso “Drakarys” fotográfico esta cidade-fortificada marroquina.

E algumas frases (que achamos) marcantes ao longo das temporadas de Game of Thrones:

“O que une as pessoas? Exércitos, ouro, bandeiras? Histórias. Não há nada mais poderoso”, persuade Tyrion Lannister (Peter Dinklage), agrilhoado, durante o último episódio da Série Televisiva Game of Thrones.

“Different roads sometimes lead to the same castle.”
― George R.R. Martin, A Game of Thrones

“Old stories are like old friends, she used to say. You have to visit them from time to time.”
― George R.R. Martin, A Storm of Swords

“A mind needs books like a sword needs a whetstone, if it is to keep its edge. That is why I read so much”― Tyrion Lannister, A Game of Thrones

🔗Para mais informações:

Uma escapadinha a Espanha (ou uma roadtrip até Marrocos) está nos seus planos? Se não, é melhor fazer uma lista de destinos exóticos que tem de conhecer e organizar a agenda para descobrir estes países verdadeiramente exóticos e cenários deslumbrantes. Poderá encontrar, por exemplo,  alguns artigos escritos por nós com dicas sobre o património material e imaterial  dos reinos de Marrocos e de Espanha.

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📷 OLIRAF Blogger Trips 2018: 12 Lugares, 12 Imagens.

✏2018 foi, para mim, um ano de grandes experiências e de exigentes desafios ao nível pessoal, profissional e académico. Tive oportunidade de experimentar o que é a vida de um verdadeiro traveller, storyteller e fotógrafo de viagens. Considero-me um sortudo. Cruzei-me com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global». Não fico admirado com a noticia de Portugal ter sido eleito “Melhor Destino do Mundo”, pelo segundo ano consecutivo, nos World Travel Awards.

Viagens&Vantagens_selo_finalista

Em Junho de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens na 1.ª Edição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens, uma iniciativa da Via Verde e do projeto Óbidos Vila Literária para eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs) com temas de turismo e viagens publicados sobre Portugal. Para este concurso literário da Via Verde, optei por concorrer com um artigo sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira, localizado nas proximidades da Aldeia da Comporta (Alentejo). Para mim, ser um dos cinco finalistas, é uma enorme satisfação e realização pessoal, visto que dá uma maior motivação para continuar a inspirar e a publicar artigos de viagens sobre o nosso país.

Evasões_Edição_172No mês de Julho, o blogue OLIRAF apareceu  na capa da edição 172 da Revista @evasoes.pt. Tão gratificante sair na capa do Jornal de Notícias e numa das principais publicações de renome de viagens. E, se dúvida, uma das melhores experiências que fiz enquanto amante de turismo de natureza e aventura. Foi com gosto que aceitei o convite da Hostelsclub para falar um pouco da essência do projecto de escrita e fotografia de viagens numa entrevista. Para mais informações poderão consultar aqui.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 imagens que reflectissem os lugares que mais gostei de conhecer. Apesar da subjectividade visual reflectir uma escolha pessoal, deixo-vos o Best of das minhas Blogger Trips 2018:

📍Melgaço (Minho, Portugal)

FAM TRIP_Melgaço--4Castelo de Melgaço é um belo exemplo da arquitectura militar românica. Uma das características é a sua Torre de Menagem, situar-se no centro da Alcáçova, em vez de ficar junto à cintura de muralhas. Por momentos, senti-me na pele do escudeiro Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” para El`Rei D.Manuel I nos principios do século XVI. Todavia, uma das razões para visitar o concelho mais radical de Portugal é o Rafting. Esta actividade radical realizada, entre a barragem da Frieira (Espanha) e a Ponte do Peso (Melgaço), no rio Minho, foi uma das razões para sair da minha zona de conforto e fazer quase 500 km até ao concelho mais a Norte de Portugal. Tratou-se de uma experiência fantástica e com muita adrenalina ao longo de quase 14 Km. Os monitores da Melgaço Radical (e da Melgaço WhiteWater) são excelentes embaixadores do rafting, em Portugal, que nos proporcionam experiência fantásticas que despertam o lado radical escondido que há em cada pessoa.

📍Óbidos (Oeste, Portugal)

img_20181008_080745_641-1453401165.jpgBela e singela. São dois adjectivos para descrever esta vila medieval da região Centro de Portugal. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Sabia que o seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal? Afinal, não há terra igual no nosso país! Entre 27 de Setembro a 7 de Outubro de 2018 ocorreu o FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. À boleia da minha nomeação como finalista da 1.ºEdição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 tive um excelente motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos. Segundo o jornal Britânico The Guardian, esta vila literária é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”. É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

📍Convento do Varatojo (Oeste, Portugal)

Varatojo (1)Silêncio…e simplicidade! Foi assim fomos recebidos no Convento de Santo António do Varatojo por Frei Nicolás de Almeida. Este guia-nos pelas simbólicas e seculares pedras do claustro do Convento de Santo António do Varatojo.  Trata-se de um belo exemplar da Arquitetura Gótica da região Oeste. Já imaginaram o “Africano” a deambular com o seu hábito Francisco pelo espaço conventual? Um espaço religioso que nos surpreende pela sua singularidade espiritual franciscana, arquitectónica e pela simbologia régia! Sabia que este espaço religioso foi mandado erigir por El-Rei Dom Afonso V, em 1470, em cumprimento de um voto que fizera a Santo António para o sucesso das suas aventuras bélicas no Norte de Marrocos (Alcácer-Ceguer e Tânger)? Daí, o espaço Conventual denominar-se Santo António do Varatojo.

📍Forte da Baralha (Sesimbra, Portugal)

FortedaBaralha (Sesimbra)O Forte de São Domingos da Baralha, localizado nas proximidades da vila piscatória de Sesimbra, é um testemunhos da arquitectura militar em ruínas existentes em inúmeros pontos estratégicos da costa portuguesa. Construído numa plataforma calcária, esta fortificação  em ruínas, datada dos meados do século XVII, foi um dos primeiros redutos marítimos da costa da Arrábida que integrou a linha defensiva que se estendia ao longo do  litoral de Albarquel ao Cabo Espichel. Tinha, assim, como objectivo a salvaguarda das embarcações que rumavam à povoação marítima do estuário do Sado: Setúbal. A Mystical Trip, através dos seus mentores, Rui Costa e Sandra Caldeira, é uma empresa de animação turística que alia o desenvolvimento de experiências turísticas e culturais associadas à História e ao Património histórico-militar, bem como o enquadramento histórico e paisagístico do património edificado e natural. Ao longo de 7 km´s, entre o Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel e a Chã dos Navegantes, o caminhante pode contemplar o contraste do azul do Atlântico e o verde  da Serra da Arrábida e contactar com o património militar e natural da “Costa Negra”. Actualmente, o Forte da Baralha e a Capela do Senhor Jesus dos Navegantes, encontram-se abandonados e em avançado estado de ruína.

📍Ruínas Romanas de Tróia (Grândola, Portugal)

Tróia_Ferry-1-2De um lado o Atlântico, do outro o Sado. As Ruínas Romanas da Península de Tróia eram o maior centro industrial de produção e preparados de pescado do Império Romano entreos séc. I e VI. d.C. Já imaginou as elites da cidade de Roma saborearem a iguaria “Garum” durante as suas sumptuosas festas? As ruínas desta “Fábrica de Roma” ficam nas proximidades do Tróia Resort. Segundo o ilustre escritor dinamarquês Hans Christian Andersen  descreveu, na sua obra Uma visita em Portugal (1866), como «A Pompeia de Setúbal». Infelizmente, só uma pequena parte (dez por cento) deste complexo arqueológico está visível, revela-nos a arqueóloga Ana Magalhães, aguardando novos trabalhos de prospecção arqueológica. A visita guiada pelo circuito arqueológico – os tanques de salga de peixe, as termas, as residências privadas e a necrópole, permitem-nos compreender o quotidiano de trabalho e de lazer durante a época Romana, em particular, na região do estuário do Sado. Um passeio por quase 2000 anos de história. Recomendo esta visita para quem queira fazer um programa de Praia & Cultura na região do Alentejo, em particular, o longo das margens azuis do Sado e das dunas douradas da Península de Tróia.

📍Base Aérea de Monte Real (Leiria, Portugal)

F-16-1-4Anualmente, ocorrem os dias abertos das principais bases aéreas da Força Aérea Portuguesa. Foi o caso do dia aberto da principal base aérea do nosso país: a BA5 de Monte Real, localizada no centro do país. As Esquadras 201 (Falcões) e 301 (Jaguares) operam as aeronaves de combate F-16 (Lockeed Martin F-16 AM). É, assim, desde 1994 em que estes caças foram adquirido aos EUA. Estas são a “ponta de lança” e o ex-libris da Força Aérea Portuguesa (FAP) cuja função é o policiamento aéreo, defesa aérea e ataque ao solo. Estes Caças Supersónicos, suportam acelerações de 9G, são capazes de percorrer a distância Bragança a Faro em 8 minutos! Por breves horas, fui, literalmente, transferido para o quotidiano de uma Base Aérea dos Estados Unidos da América. Nada como sentir a azáfama do reabastecimento, as descolagens, aterragens e as “Low-pass” das inúmeras parelhas dos “Top-Gun” Portugueses.

📍Monsanto (Castelo Branco, Portugal)

2018_0428_135837001039201416.jpgMonsanto, uma aldeia portuguesa. Localizada no concelho de Idanha-a-Nova, esta é uma das nove aldeias históricas do nosso pequeno grande país: Portugal. Sabia que foi considerada a “Aldeia mais Portuguesa” de Portugal, em 1938, na vigência do regime Estado Novo? A réplica do Galo de Prata na Torre de Lucano (ou do Relógio) é uma evidência do passado desse concurso. E qual era o objetivo? Promover a manutenção dos costumes, tradições religiosas, do património edificado e, acima de tudo, evitar o massivo êxodo rural para as cidades em busca de novas oportunidades de vida A política do regime Salazarista pretendia,acima de tudo, evitar a “Proletarização” dos Campos. Os blocos graníticos exemplificam a força “bruta” da Natureza e a fragilidade do ser humano.Aqui, no monte-ilha de Monsanto, uma comunidade milenar adaptou-se ao meio envolvente! Continência aos agentes erosivos!

📍Ponte de Alcántara (Extremadura, Espanha)

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é espanhapontealcantara-2.jpg

A  majestosa e monumental Ponte Romana de Alcántara atravessa as serenas águas do rio Tejo. Trata-se de uma verdadeira atração turística e uma das razões de ter ido a estas latitudes. O cenário arquitetónico é um dos mais belos “rincones” emblemáticos de toda a Extremadura Espanhola. Aqui, o viajante pode recuar até ao passado e imaginar as legiões romanas, hordas de povos bárbaros, mouros, castelhanos, portugueses e franceses pisaram estas pedras e passaram o rio Tejo rumo ao nosso país. Para mim, está ponte não é uma passagem. É uma viagem através do tempo. Há pontes que são verdadeiras obras de arte que impõem respeito e admiração!

📍Castro Laboreiro (Melgaço, Portugal)

FAM TRIP_Melgaço--8Localizado a cerca de 1000 metros de altitude, o castelo de Castro Laboreiro é um forte motivo para visitar a genuína aldeia de Castro Laboreiro. Trata-se de um antigo castro romanizado que, na minha opinião, vale pela sua localização geográfica e, acima de tudo, pela seu conjunto fortificado preservado da intervenção do Estado Novo na década de 40 do século XX. Após uma caminhada de cerca de 900 metros, com sinalética um pouco degrada, é possível contemplar uma das melhores vistas para a aldeia de Castro Laboreiro e para as fragas/penedos da Serra da Peneda. A Just Natur organiza visitas e caminhadas temáticas para apreciar o património natural e edificado desta aldeia típica castreja.

📍Madrid (Comunidad de Madrid, Espanha)

Madrid (2)A monárquica Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a posição central na Península Ibérica foi vital para a fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) na pequena urbe castelhana. Mais tarde, a Dinastia dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram a fomentar s consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica (e o “coração” da Península Ibérica). Em Madrid podemos destacar o famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746).

📍World of Discoveries (Porto, Portugal)

2018_1201_16060800-794836941.jpgO World of Discoveries proporciona-nos um contacto mais próximo com a epopeia dos Descobrimentos Portugueses. Localizado no Centro Histórico do Porto num antigo estaleiro de construção naval da época dos Descobrimentos dos séc.XV-XVI, em Miragaia, este museu interactivo e parque temático é uma excelente sugestão de uma actividade lúdica (e didáctica) para  compreender e reflectir as viagens que os nossos antepassados apreenderam ao longo de inúmeras latitudes do Globo Terrestre. Aqui, o viajante, seja ele miúdo e graúdo, poderá ter uma noção dos instrumentos náuticos utilizados, de como eram construídas os navios dos Descobrimentos, através de réplicas reais, em diversas salas temáticas, tais como a sala dos instrumentos náuticos e dos navios dos descobrimentos, a do porão de carga de uma Nau e a do Estaleiro Naval. Denotamos a importância e o papel da cidade do Porto no processo expansionista além-mar. Da conquista de Ceuta (1415) às exóticas florestas do Brasil, o visitante poderá fazer uma viagem pelo oceano desconhecido, através de um circuito de réplicas de barcos dos descobrimentos, com os episódios mais marcantes dos Descobrimentos que fizeram parte da  História de Portugal. Sabia que as Naus São Rafael e São Gabriel da Armada de Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia (1497-1499) foram construídas no Porto? Afinal, os Portugueses foram os precursores da primeira Globalização, isto é, deram “Novos Mundos ao Mundo”.

📍San Lorenzo de El Escorial (Comunidad de Madrid, Espanha)

Escorial (2)Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola, nomeadamente um passeio pelas cercanías de Madrid. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial nas proximidades do Monte Abantos? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quintín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Trata-se de um belo exemplar do estilo austero do arquiteto de Filipe II: Herrera. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. Aqui, a quase 50 Km de Madrid, o viajante poderá fazer uma caminhada pelos trilhos de natureza da Sierra de Guadarrama (e sentir o ar puro da natureza) sempre acompanhado pela envolvência monumental do Mosteiro del Escorial.

Como dizia José Saramago, o “viajante [Oliraf] volta já.”

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📷Roteiro Fotográfico pelo Reino de Espanha: as minhas sugestões para evasões histórico-culturais…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. O Reino de Espanha é um dos países mais turísticos e belos do Mundo. Amo Espanha como sempre amei Portugal. Para mim, tal como Ernest Hemingway, um dos meus países preferidos para realizar uma escapadinha cultural. Sugestões e impressões pessoais para um roteiro fotográfico pela essência do património histórico-cultural de “nuestros hermanos”. Sinta e viva o “salero” hispânico!

Com uma superfície de 504800 km² e quase 50 milhões de pessoas, a Espanha é um dos paises mais montanhosos do continente Europeu, depois da Suiça, conferindo uma dinâmica de paisagem que alterna entre cordilheiras, vales fluviais e vastos planaltos. Trata-se do país ideal para sugerir uma roadtrip ditada pela Geografia e História. Estas conferem uma singularidade própria e uma riqueza paisagística cheia de oportunidades de evasão! Pela minha experiência académica, profissional e pessoal, o Reino de Espanha tem dezenas de cidades e vilas que são merecedoras de uma visita sem pressa e para apreciar o que as rodeia. Deixo-vos,assim, 13 sugestões fotográficas para visitar no país de “nuestros hermanos”:

📍Salúncar do Guadiana (Andaluzia)

bloggertrip-algarve-funriversaluncarguadianaSalúncar do Guadiana: uma terra de fronteira. Situada nas margens do Guadiana, esta vila singela recebeu José Saramago, o nosso Nobel da Literatura (1998), esteve nestas paragens, em 1980, no âmbito da sua Viagem a Portugal. Deixo-me surpreender pela singularidade do casario branco de Salúncar do Guadiana e do seu “Guerreiro de Pedra” – o Castillo de San Marcos – que domina a paisagem envolvente. Esta pequena urbe nasceu da necessidade do controlo e vigilância do transporte de bens alimentares (trigo, azeite e mel) e de minério (ouro,prata e cobre), através do rio Guadiana, pelas  ocupações humanas sucessivas que a usavam na transição entre as rotas comerciais do Mediterrâneo e do Atlântico. Se tiver um lado mais radical, o leitor poderá aventurar-se na travessia do rio Guadiana na “ÚNICA TIROLINA TRANSFRONTERIZA DEL MUNDO”, pode ler-se na empresa limitezero.com. A paisagem arrebatadora entre Salúncar do Guadiana e Alcoutim – as duas vilas gémeas do rio Guadiana -, como afirmou José Saramago, permite viver esta experiência devagar e com tempo. Aventure-se. E surpreenda-se!

📍Ponte de Alcántara (Extremadura)

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é espanhapontealcantara-2.jpg

A majestosa e monumental Ponte Romana de Alcántara atravessa as serenas águas do rio Tejo. Trata-se de uma verdadeira atração turística e uma das razões de ter ido a estas latitudes. O cenário arquitetónico é um dos mais belos “rincones” emblemáticos dae toda a Extremadura Espanhola. Aqui, o viajante pode recuar até ao passado e imaginar as legiões romanas, hordas de povos bárbaros, mouros, castelhanos, portugueses e franceses pisaram estas pedras e passaram o rio Tejo rumo ao nosso país.  Para mim, está ponte não é uma passagem. É uma viagem através do tempo. Há pontes que são verdadeiras obras de arte que impõem respeito e admiração!

📍Olivenza (Extremadura)

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Olivenza mantém a essência de Olivença. Trata-se de uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos. O viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. De facto, ao percorrermos a raia luso-espanhola descobrimos dezenas de antigos castelos medievais, de menor e maior escala. Todavia, o que realmente impressiona ao viajante é a Torre de Menagem de Olivenza mandada construir por Dom João II em 1488. É mais alta da fronteira, com cerca de 40 metros, sendo acessível por 17 rampas até ao topo. Daqui, contemplamos a monumentalidade de Olivenza, o demonstra a sua importância histórica, política e militar para o antigo Reino de Portugal, face a Castela. Afinal, foram mais de cinco séculos como território de Portugal. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

📍Madrid (Comunidad  de Madrid)

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A monárquica Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a posição central na Peninsula Ibérica foi vital para a fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) na pequena urbe castelhana. Mais tarde, a Dinastia dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram a fomentar s consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica (e o “coração” da Península Ibérica). Em Madrid podemos destacar o famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746).

📍Sevilha (Andaluzia)

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Sevilha é uma autêntica  cidade-museu ao ar livre. Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edificios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o Archivo Geral das Indias, construido na 2.ªMetade do Século XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se aqui.

📍San Lorenzo de El Escorial (Comunidad  de Madrid)

Escorial (2)Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola, nomeadamente um passeio pelas cercanías de Madrid. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial nas proximidades do Monte Abantos? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Trata-se de um belo exemplar do estilo austero do arquiteto de Filipe II: Herrera. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. Aqui, a quase 50 Km de Madrid, o viajante poderá fazer uma caminhada pelos trilhos de natureza da Sierra de Guadarrama (e sentir o ar puro da natureza) sempre acompanhado pela envolvência monumental do Mosteiro del Escorial.

📍Valladolid (Castilla y León)

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Valladolid era uma perfeita desconhecida para mim. E acredito que também para muitos portugueses. Sabia que teve muita importância histórica entre os Reis Católicos e os Felipe (s) de Espanha. Felipe II de Espanha nasceu aqui. É uma cidade com imensa curiosidade histórica, seja na sua arquitectura urbana e religiosa. Quem diria que nesta cidade castelhana também existia um jardim – Campo Grande de Valladolid – para recreação dos seus habitantes, tal como em Lisboa. Ao final da tarde, podemos ver vários jovens a conviver, os mais idosos meter a conversa em dia, os mais traquinas nas suas fantasias e os mais graúdos a comer umas tapas. De facto, os Espanhóis sabem usufruir do espaço público. Cá para mim, só vão dormir a casa. Sabia que Cristóvão Colombo morreu, em 1506, nesta cidade?

📍Alburquerque (Extremadura)

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De Lisboa a Albuquerque são cerca de 270 quilómetros. De Marvão, cerca de 70 km. A vila de Alburquerque está entre a cidade de Badajoz e a vila de Valência de Alcântara, bem no centro da antiga província romana da Lusitânia, na actual comunidade autónoma espanhola da Extremadura. Não vem nos roteiros  turísticos ou guias de viagem tradicionais, como a cidade de Badajoz, mas não precisava de tal distinção para merecer uma visita. É aqui que encontramos um dos mais imponentes – e bem preservados – “Castillos” da região e de toda Espanha (segundo o guia que nos fez a visita guiada gratuita ao recinto), mas a riqueza não é apenas histórica e arquitectónica,mas também paisagística. Dentro do seu  pequeno, mas acolhedor, centro histórico e do recinto muralhado começamos logo por descobrir histórias, pedras e símbolos familiares, de origem portuguesa.

📍Salamanca (Castilla y León)

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Após atravessar a região do “Campo Charro”, entre Ciudad Rodrigo e os arredores de Tordesilhas, chegamos à monumental cidade de Salamanca. A arquitectura exterior e interior da Catedral Velha e Nova cativa o olhar de qualquer viajante. Aqui, podemos sentir a influência e a importância do poder religioso e temporal nas dinâmicas urbanas ao longo dos séculos. Para Miguel de Unamuno, a cidade de Salamanca “…Es una fiesta para los ojos y para el espíritu. Ver la ciudad como poso del cielo en la tierra de las aguas del Tormes.” Acima de tudo, a cidade de Salamanca é um museu ao ar livre em que se destacam a Catedral Nova e Velha, o Palácio de Monterrey, Convento e Igreja de las Agustinas ou a Casa das Conchas, já a chegar à Plaza Mayor. Do topo da torre da catedral nova, podemos contemplar a arquitectura monumental desta cidade de Castilla y León. Ao fundo, podemos ver a transição do Campo Charro para as Tierras de Campo. Há muitas razões para visitar a “Monumental” Salamanca,uma cidade com uma vivência surpreendente. A “Coimbra Espanhola” deixa muitas saudades por quem passa.

📍Granada (Andaluzia)

img_20161112_221341A vista do Mirador de San Nicolás é arrebatadora! E qual a razão? A Alhambra detém o nosso olhar de espanto. De facto, esta cidade andaluza, Granada, encanta e admira qualquer viajante que chega pela primeira vez e a contempla. Granada é o Alhambra, o bairro Albaicín e o El Generalife. Veja-se a singularidade da Acequia Real do El Generalife: um verdadeiro paraíso. Foi construído pelos sultões nazarís para refúgio do quotidiano cortesão da Alhambra de Granada. Tal como eles, fujo das “massas” de turistas que inundam o complexo fortificado do Alhambra. Afinal, trata-se do monumento mais visitado do Reino de Espanha. Quem diria? Foi uma bela surpresa contactar com a simplicidade desta “Horta Real” com as suas fontes, hortas e belos jardins que nos transportam para outras latitudes. O Éden podia ser aqui. Esta cidade andaluza transmite boas vibrações a qualquer forasteiro ou viajante andarilho. Há cidades que nos tocam a alma. Granada é uma delas. E aquele momento em que recebes a notificação que o Turismo de Espanha partilhou, e mencionou, a tua foto na sua página oficial do Instagram.

📍Ciudad Rodrigo (Castilla y León)

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Entre Portugal e Salamanca, esta praça de fronteira foi palco de inúmeras guerras entre Cristãos e Mouros (Renquista Cristã),  Portugueses e Castelhanos (Guerra de Sucessão entre partidários de Isabel, a Católia e os partidários de Joana, a Beltraneja) e, mais tarde, entre  Espanhóis e Franceses (Guerra da Independência).  Com inúmeros edificios civis, militares e religosos que contam muitas estórias da história desta cidade da província de Salamanca. Destacamos o Castelo Medieval e o seu recinto de muralhas, bem como a Catedral de Santa Maria. Todavia, o marco histórico que ficou gravado na nossa memória foi a Torre de las Campanas que é um testemunho dos cercos cruéis durante a Guerra Peninsular (1807-1814) efectuados pelas tropas francesas de Massena (1810) e as tropas Inglesas de Wellington (1812). Ainda hoje, o viajante poderá ver oas marcas das balas de canhão efectuada pela artilharia de campanha.

📍Córdoba (Andaluzia)

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Ir a Córdoba é realizar uma viagem no tempo (e com tempo). Um encontro entre o Ocidente e o Oriente. Ao percorrer as suas ruas e bairros históricos,o viajante tem uma noção nitida da convivência e cruzamento de influências milenares entre Judeus, Muçulmanos e Cristãos que habitavam o Al-Andalus. Sabia que a Ponte Romana de Córdoba, atravessa pelo rio Guadalquivir, foi um dos cenários de Game of Thrones em Espanha? Se é um fã (nático) da Série da HBO deve recorda-se da Ponte de Volantis. Esta cidade andaluza contém património histórico-cultural com o selo da UNESCO, nomeamente o centro histórico, a Mesquita-Catedral,  as ruinas arqueológicas do antigo palácio califal de Madinat al-Zahra e o bairro Judeu. Foi o berço da antiga capital califado Omíada (929-1031), fundada por Abd al-Rahman III. Experimente fazer a Rota Omíada e deixe-se surpreender pelo legado arquitectónico e cultural da civilização islâmica de Espanha: o Al-Andalus. Sabia que Carlos V de Habsburgo, o rei-itinerante, salvou esta obra de arte da civilização islâmica para contemplação de imensos curiosos da História?

📍Santigo de Compostela (Galiza)

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Se todos os caminhos vão dar a Roma, em Espanha, todos os caminhos vão dar a Santiago de Compostela. Quem não conhece, ou já percorreu, o caminho de Santiago? Localizada na Galiza, esta cidade é uma das capitais para os crentes que professam a religião cristã. Fruto do imenso e variado património edificado de cariz religioso, sendo o seu ex-libris a Catedral que, segundo a lenda, está sepultado o Apóstolo Santiago (Maior), um dos doze apóstolos mais próximos de Jesus Cristo, a cidade de Santiago de Compostela é património Mundial da Unesco. Anualmente, esta pequena cidade recebe centenas de milhares de peregrinos que percorrem o caminho de Santiago, vindos inúmeras latitudes do globo terrestre. Afinal, o caminho não é uma viagem, mas sim uma experiência de vida!

📍Mérida (Extremadura)

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O “Templo de Diana”, assim lhe chamou D.Bernabé Moreno de Vargas no século XVI, é um dos ex-libris da monumentalidade da antiga capital da província romana da Lusitânia (uma das três províncias da Hispânia): Emerita Augusta. Segundo a historiografia local, foi construído no final do século I a.C ou no inicio do século I d.C. Na 2.ªMetade do século XX, após escavações arqueológicas, constatou-se que este templo era dedicado ao culto Imperial. Durante o século XVI,aproveitando a estrutura, o Conde de los Corbos construiu uma residência palaciana que permitiu a sobrevivência da primitiva construção da época romana. Apesar das semelhanças arquitectónicas e de culto com o Templo Romano de Évora, o espaço envolvente não é muito harmonioso.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Para mais informações:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha,  permitindo descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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📌À descoberta de Madrid: dez experiências fotográficas de uma viagem à capital espanhola…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. Sugestões e impressões pessoais de um passeio fotográfico pelo “salero” da capital espanhola: Madrid, meus caros, Madrid!

A cidade de Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a sua posição geográfica no interior de Espanha e da fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) e dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram, a fomentar a hegemonia e a consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica e o “coração” da Península Ibérica.

Uma viagem pela História do património monumental edificado de Madrid. Vamos, assim, à descoberta das gentes e lugares da Madrid de “nuestros hermanos”. Neste roteiro fotográfico iremos visitar o “casco” antigo desta cidade. Os spots fotográficos, ou “rincones”, em destaque, nesta escapadinha fotográfica são o Museu do Prado, a Plaza Mayor, Catedral de Almudena, Puerta del Sol, Palácio Real de Madrid, Parque do Retiro, o Mosteiro do Escorial, entre outros. Para os amantes do turismo cultural, de natureza e de gastronomia, esta escapadinha é uma boa opção de visita que combina actividades de lazer e culturais, com o descanso. Eis as minhas dez sugestões fotográficas da capital espanhola:

1. Percorrer a cosmopolita e agitada Gran Vía.

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A “Broadway” de Madrid. Uma das melhores formas para conhecer a Gran Vía é deambular pela sua “Calle” que se estende entre a Plaza de España e a Calle de Alcalá. Ao percorrer a mesma, o peão poderá sentir a sua pequenez face ao tamanho de edifícios emblemáticos, tais como, da Telefónica, El Corte Inglês, Carrión e Metrópolis. Perca-se na agitação quotidiana de Madrid, aproveite para sentir o pulsar de uma das zonas favoritas para as actividades de comércio e de lazer da capital espanhola: o Callao. No Círculo de Bellas Artes poderá encontrar um “rooftop” com uma excelente panorâmica para a Gran Vía e para o emblemático edifício Metrópolis.

2. Visitar a “trilogia” de Museus do “Paseo de Arte”.

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Um Hino à História de Arte. Se França tem o Louvre, a Espanha tem o Prado. Visitar o Museu do Prado, é sinónimo de Bosch, Ticiano, El Greco, Maino, El Greco, Ribera, Velásquez, Goya, entre outros. A minha sala preferida foi a Sala 12 com obras da Monarquia Hispânica do pintor Diego Velásquez, onde podemos encontrar a famosa obras das “As Meninas”, pintado em 1656 no Alcázar de Madrid. Se for no Horário Gratuito (18h-20h), recomendo estar uma hora antes para evitar filas. Não é possível tirar fotos na maioria do espaço museológico, à excepção de certos locais.  No Museu Rainha Sofia contemplei a obra Guernica, um grande painel pintado por Pablo Picasso, em 1937, que mostra, nua e crua, a crueldade da Guerra Civil de Espanha (1936-1939). O Paseo del Arte – PradoReina Sofia e Thyssen – são três museus essenciais numa visita a Madrid (e a menos de 15€). E a Arte aqui tão perto!

3. Capturar as melhores vistas do “Casco Histórico de Madrid”.

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A Catedral de Almudena oferece aos visitantes uma das melhores vistas para o “Casco” Histórico e das Cercanías de Madrid. Por 6 € temos acesso ao Museu e à Cúpula da Catedral de Almudena, bem como a um dos melhores “rooftops” para apreciar a silhueta da arquitectura urbana da capital espanhola. São 360º de pura nostalgia pela Madrid dos Áustria e dos Bourbon, onde poderá ver a neve nos picos da Serra de Madrid (se for no Inverno), o Palácio Real de Madrid, Plaza de Espanha, entre outros edifícios e espaços icónicos da capital espanhola. Prepare a sua máquina fotográfica para captar as melhores vistas panorâmicas e o pulsar quotidiano de Madrid.

4. Passear pelos jardins de Madrid (Retiro, Sabatin, Campo del Moro).

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O que mais me surpreendeu em Madrid? A trilogia de grandes espaços verdes formados pelo Parque do Retiro, Jardins de Sabatin e Campo del Moro. São estes os principais “pulmões” da capital espanhola. Se quer fugir da agitação quotidiana e aproveitar o espaço público para lazer, faça como os madrilenos e passeie umas horas por estes jardins e contacte com inúmeras espécies arbóreas de todo o Mundo. No Parque do Retiro aproveite para andar de barco a remos no Lago Grande, visitar as exposições temporárias no Palácio Velázquez, a Estátua do Anjo Caido e de Afonso XIII e, a jóia da coroa, o pavilhão de Cristal, um dos raros exemplares da arquitetura de ferro de Espanha. Uma viagem ao lado romântico de Madrid.

5. Assistir ao render da Guardia Real na “Puerta del Principe”.

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O render da Guardia Real  é um dos momentos altos de uma visita a Madrid. Ocorre no  famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746). Pela manhã, e por inocência minha, deparei-me com a multidão de turistas que se concentrava na “Puerta del Principe”. Era o render da Guardia Real que se realiza entre as 10h e as 12h de Sábado. Uma experiência fotográfica fantástica e muito…real! Esto es Madrid!

6. Tirar uma foto junto à estátua ‘El Oso y el Madroño’ (Puerta del Sol).

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A “Puerta del Sol” é uma das praças mais afamadas e concorridas da capital de Madrid. De facto, pude comprovar isso mesmo. Central, Movimentada e Emblemática poderiam ser os adjectivos para a descrever o “ponto de encontro” da capital espanhola. Ao percorrer esta “plaza” poderá encontrar o famoso relógio da Casa dos Correos, onde todos anos,os madrilenos passam o Ano Novo e a placa do quilómetro zero das inúmeras estradas rodoviárias espanholas que partem de Madrid. Junto ao símbolo que representa o escudo da cidade (e do Atlético de Madrid) – a estátua ‘El Oso y el Madroño’ -, os turistas tiram milhares de fotografias todos os dias. Ao centro da “plaza” podemos encontrar a estátua equestre de Carlos III, monarca da Dinastia Bourbon, que no século XVIII fez uma série de melhorias e reformas nas infraestruturas da cidade, modernizando, assim, Madrid.

7. Caminhar pelas Cercanías de Madrid (San Lorenzo de Escorial).

Escorial (2)

Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. A 50 Km de Madrid, o viajante poderá sentir o ar puro da natureza, sempre acompanhado pela envolvência do magnifico Mosteiro del Escorial.

8. Contemplar a Plaza Mayor: a Madrid dos Áustrias.

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A Plaza Mayor de Madrid é o “coração” da capital Espanhola.  Das suas portas, as “Calles” são as “artérias” para descobrir os bairros históricos de Madrid, como por exemplo,  as ruelas e vielas de La Latina. Construída na primeira metade do Séc. XVII (1617), durante o “Sieglo de Oro”, no reinado de Filipe III de Espanha (1598-1621). A traça uniforme desta praça é da autoria do arquiteto Juan Gómez de Mora. Ao longo dos séculos, foi cenário de coroações reais, autos-de-fé, touradas e paradas militares séculos. Aqui, o viajante poderá viajar no tempo e sentir-se na Madrid dos Áustrias. De facto, ao chegarmos a este local, podemos dizer, com toda a segurança, o viajante está em Madrid.

9. Viajar no tempo pelo Palácio Real de Madrid.

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Gosta de viajar no Tempo? Sim, então, tem de visitar o Palácio Real de Madrid foi, para mim, uma  viagem pela História da Dinastia dos Bourbons. Trata-se de um dos maiores Palácios Reais da Europa. Ao percorrermos os seus salões, podemos comprovar a sua dimensão, a riqueza artística e a decoração efectuada ao longo de quase três séculos pela Dinastia Bourbon, fundada por Felipe V (neto de Luís XIV). Após a visita, poderá visitar a impressionante colecção da Armería Real, onde podemos visualizar o espólio de armas desde Carlos V a Felipe IV. Obrigatório. Atenção: apresentar passaporte ou B.I para entrar e as mochilas (de grande volume) guardam-se num cacifo à parte.

10. Apreciar um “Sunset” no jardim do Templo de Debod.

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Luz. A Luz de Madrid. Na minha opinião, uma das experiências fotográficas que mais gostei de viver na cidade de Madrid. Junto aos Jardins do Templo Debod (oferecido a Espanha, em 1972, pelas autoridades egípcias para evitar que ficasse submerso durante as obras da barragem de Assuão, podemos apreciar um dos belo pôr-do-sol e fotografar o espaço envolvente, onde emergem as silhuetas das pessoas, o espelho de água do património local e as vibrações da animação proporcionada pelos acordes um músico amador. Por questões de segurança, não foi possível visitar o interior deste templo egípcio do século II.a.C, dedicado ao culto aos deuses Amón e Isis.

Não deixe de fazer…

  • comprar umas antiguidades no mercado mais castiço de Madrid: o El Rastro;
  • uma escapadinha às cidades de Toledo, Segóvia, Ávila e Alcalá de Henares;
  • uma selfie na estátua de Ernest Hemingway na Plaza de Toros de las Ventas;
  • ver a bandeira de grandes dimensões na Plaza de Colón;
  • um tour pelo Estádio Santiago Barnabéu (Real Madrid);
  • visitar uma das maiores feiras de turismo do Mundo (Fitur);
  • ver a iluminação nocturna da fonte da Plaza Cibeles.
Não perca as minhas aventuras e olhares fotográficos no Instagram! Um encontro com a História, ao sabor das imagens…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial da capital espanhola nos seguintes links:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha. Já o Web oficial de Turismo Madrid  permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela cidade. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Madrid: a Plaza Mayor.

Se quiser o roteiro de viagem elaborado pelo Blogue OLIRAF, o leitor poderá descarregar aqui: RoteiroMadrid2018.

✈ Como chegar:

Através da aplicação Go Euro fiz uma comparação das companhias de transporte com melhor relação custo-tempo. Optei por viajar de autocarro para Madrid com a Flixbus. O Autocarro é moderno e com excelentes condições a bordo (Wi-fi & Ar Condicionado). A viagem de ida e volta foi de 50 €, onde optei por viajar à noite. Aqui está uma excelente opção para quem não queira pagar uma noite de estadia. A partida é feita na estação de Sete-Rios, com passagem no Oriente, com destino à Estación de autobuses de Madrid (Estacion Sur). Chegado a Madrid, o viajante poderá adquirir um bilhete de MetroBus (12,20 € por dez viagens + 2,5 € pelo cartão) e apanhar a rede do Metro de Madrid na Estação de Méndez Álvaro.

🏠 Onde ficar:

Em Madrid existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar na capital espanhola. Bem perto da Plaza Mayor (Calle Mayor) e da Estação de Atocha (Calle Atocha), o Cat´s Hostel (Madrid) é uma excelente opção para quem queira ficar no centro da cidade de Madrid. Na minha opinião, os seus pontos fortes são a localização e o preço. Há inúmeras actividades, mas todas elas pagas. O pequeno-almoço deveria ser incluído, mas por 2€ pode tomar (uma opção económica em Madrid). O Hall do Hostel é um pátio Árabe. Razoável para quem queira ficar mais do um fim-de-semana.

🍜 Onde comer:

O El Meson de la Cervezaé uma boa sugestão para fugir ao turístico mercado de San Miguel (mas não dispensa uma visita para saborear a gastronomia madrilena e pelo ambiente que contagia qualquer um). Para quem quer um sítio calmo com uma boa relação custo-qualidade é uma excelente escolha. Já a Cerveceria Plaza Mayor é um típico velho bar de Madrid. Para quem queira apreciar o movimento quotidiano e desfrutar de um bom Bocadillo de calamares, este espaço é uma excelente opção na relação custo-qualidade. A San Ginés, a Chocalateria das Chocalaterias de Madrid. Entrar na San Ginés (1894) é saborear a tradição de comer uns Churros com Chocolate. Optei por levar um “recuerdo” de Madrid, nomeadamente uma caixa de chocolates com laranja. É uma excelente escolha para tomar um pequeno-almoço tradicional para quem visita Madrid

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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 Fotografia✈︎Viagens✈︎Espanha © OLIRAF (2018)

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🌎 OLIRAF Blogger Trips 2017: 12 fotos, 12 olhares 📷

📷 Foi um ano de grandes e exigentes desafios. O ano 2017, para mim, foi um ano satisfatório a todos os nível pessoal, profissional e académico. Em virtude, da boleia da minha nomeação nos BTL Blogger Awards 2017, nomeado para a categoria de melhor blogue de fotografia de viagens, tive oportunidade de experienciar o que é a vida de um verdadeiro traveller, storyteller e fotógrafo de viagens. Considero-me um sortudo. Cruzei-me com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global». Não fico admirado com a noticia de Portugal ter sido eleito “Melhor Destino do Mundo” nos World Travel Awards. Lisboa é o “Melhor Destino para City Break” e a Ilha da Madeira “o Melhor Destino Insular”. de facto, o nosso país está na Moda!

Poucos sabem ser irreverentes e contar as suas experiências de viagem. É preciso ter muita vontade, coragem, motivação e tempo para escrever as nossas aventuras, neste caso, fotográficos. A minha nomeação para o passatempo da Navigator “Arround the World in 80 pages” é um exemplo. Sorte? Não, é apenas a ponta do icebergue do trabalho que não é visível. Ao longo deste ano, definimos como prioridade conhecer a região do Alentejo. Na minha opinião, um dos locais ainda genuínos do nosso país. Ao contrário do que gostaríamos, este ano não fizemos muitas incursões ao estrageiro, à excepção da visita à pitoresca vila luso-espanhola de Olivença. Alguns locais foram verdadeiras descobertas pessoais, outras foram confirmações das nossas expectativas…de viagem.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 melhores imagens de 2017. Apesar da subjectividade visual, uma escolha pessoal, espero que gostem. Deixo-vos,assim, o Best of das minhas Blogger Trips de 2017:

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  Aldeia de Monsaraz (Alentejo): o blogue OLIRAF foi nomeado para a 4ªEdição dos BTL BLOGGER TRAVEL AWARDS (BTL), considerados os “Óscares” dos Blogues de Viagens em Portugal, na categoria de “Fotografia de Viagem”. Depois de ter sido nomeado nos últimos dois anos (2016 e 2017), o meu projecto pessoal de fotografia e escrita de viagens continua a ser um incentivo para escrever e viajar pelas estórias da História. Confesso que esta nomeação foi um incentivo e uma promoção da minha paixão pela fotografia e pelo gosto da História, em consonância com o prazer de viajar. Há milhões de blogues por esse Mundo fora. Mais do que ser conhecido, é ver reconhecido a nossa paixão.

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 Évora, um olhar fotográfico: entre Março e Setembro de 2017, tive oportunidade de viver, trabalhar e viajar pelo Alentejo, designadamente na milenar Évora. Na sua obra “Viagem a Portugal”, o escritor José Saramago escrevia: “O viajante está em Évora.[…] Em Évora há, sim, uma atmosfera que não se encontra em outro qualquer lugar; Évora tem, sim, uma presença constante de História nas suas ruas e praças, em cada pedra ou sombra; Évora logrou, sim, defender o lugar do passado sem retirar espaço ao presente.” Ao longo de seis meses, viajei e visitei inúmeras cidades, vilas e aldeias desta região bem portuguesa, com a minha pequena máquina fotográfica Fujifilm X-T10. Contactei com o imenso património natural, edificado e, acima de tudo, com as gentes, igualmente com os seus problemas. À série de fotografias que resultou da minha experiência, todas a cores, optei por criar um Álbum Fotográfico Alentejo – Olhares Fotográficos“.

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 Cais Palafítico da Carrasqueira:  é uma engenhosa e criativa solução da comunidade piscatória da Carrasqueira (Comporta, Alcácer do Sal) para resolver o problema de acesso aos barcos durante a baixa-mar. As estacas de madeira penetram no sapal e estendem-se como os “tentáculos de um polvo” até ao estuário do Sado. Neste porto piscatório, os barcos atracam e no passadiço circulam as redes, os apetrechos, pescado e, mais recentemente, inúmeros turistas e curiosos para captar fotograficamente o espaço e o meio envolvente. Trata-se de um dos ex-líbris turisticos do concelho de Alcácer do Sal.

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 Vila de Olivença: é uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos, o viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

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 Ponte da Ajuda (Elvas): este exemplar da arquitectura manuelina – militar e civil – era o único meio de comunicação, no rio Guadiana, entre Elvas e Olivença. Dai, a sua destruição no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714). Há projectos para a sua reconstrução, mas em virtude das querelas fronteiriças entre Portugueses e Espanhóis, tal não foi possível ainda. Assim, entre 1709 a 2001, quem quisesse visitar Olivenza, teria de passar a fronteira do Caia em Badajoz. Actualmente, o viajante pode transpor, sem qualquer dificuldade, o território português, graças à nova ponte da Ajuda, em betão armado e sem qualidade estética da anterior, construída e financiada integralmente pelo Governo de Portugal.

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 Rota do Mármore (Vila Viçosa): o projecto da Rota do Mármore do Anticlinal de Estremoz é uma forma diferente de conhecer uma das mais antigas e produtivas superfícies de extração de mármores do nosso país: a a região do Alentejo. Trata-se de um belo exemplo do aproveitamento turístico, de cariz industrial e patrimonial, das pedreiras onde se extrai o “ouro branco”: o mármore. Através de uma visita guiada, o viajante poderá contactar com lugares invisíveis, com os valores históricos, culturais e patrimoniais dos concelhos que compõem a região do Anticlinal de Estremoz (Alandroal, Borba, Estremoz, Sousel e Vila Viçosa). Além da promoção desta rocha ornamental e o património edificado a ela associado, por exemplo o Palácio Ducal de Vila Viçosa, um dos valores desta rota turística é promover a típica gastronomia local e as belezas naturais que lhe dão cor e forma.

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 Museu Militar de Elvas: trata-se de um dos mais importantes museus bélicos de Portugal Continental, onde podemos contactar com um acervo histórico-militar com mais de três séculos. Visitei este espaço museológico (situado nas antigas instalações do Regimento de Infantaria 8) durante o Encontro Nacional de Veículos Militares Antigos, onde podemos visualizar os veículos e carros de combate que pertenciam ao Exército e que foram recuperadas pela Associação Portuguesa de Veiculos Militares (APVM). A maioria faz parte do nosso imaginário (Chaimite, Berliet-Tramagal, UMM, Unimogs,etc), especialmente para os apaixonados por temas bélicos, visto que muitas delas ajudaram a escrever as páginas da História de Portugal.

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 Castelo Medieval de Beja: um dos mais belos “guerreiros de pedra” da região do Alentejo. Destaca-se a imponente torre de Menagem Medieval do Castelo de Beja. Trata-se da maior de Portugal com quase 40 metros de altura. Daqui, contemplamos a  paisagem em redor e os campos de cereais, o que demonstra a  importância histórica, política e militar desta cidade milenar, fundada pelos Romanos (Pax Julia).Através deste exemplo, podemos comprovar que as fortalezas medievais eram formas de ostentação social, económica,militar e de autoridade dos seus senhores. É obra!

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 Regimento de Artilharia de Costa: localizada na Fonte da Telha, a 6ªBataria foi desactivada em 1999. Depois disso, a grande maioria dos quartéis onde funcionavam as instalações militares desta unidade do exército português ficaram entregues ao tempo e a si próprios. Há uma excepção: a 6ªBataria da Raposa. Aqui, a Associação dos Amigos da Artilharia de Costa, o ajudante Castanheira e dois praças do Exército Português mantêm viva a memória e em bom estado de conservação uma das estruturas de artilharia em Portugal. Na imagem inicial, temos um antigo artilheiro Fernando Limão do RAC, junto de uma das três peças “Vickers” C. 23.4 cm da “Raposa”.

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 Luís Martins (Évora):  Nas nossas cidades, vilas ou aldeias de Portugal, há sempre uma figura que se destaca no meio do reboliço do quotidiano habitual e fazem parte do imaginário popular das mesmas. Postais vivos que identificam um território. São o rosto do imaginário popular.  O “Beato Salú” é um exemplo. Esta figura carismática deambula pelas ruas e vielas do centro histórico da cidade de Évora. Encarnou uma missão divina, diz ele. Na minha opinião, um Santo Popular. Como afirmou Padre António Vieira: “Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros.”

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 Silverbox Studio (Lisboa): Silverbox nasceu pela mão de um jovem casal Rute e Filipe. Ambos nutrem uma paixão pela arte fotográfica e, em especial, pelo processo de colódio húmido. Trata-se de um processo fotográfico muito utilizado na 2ªMetade do Século XIX por fotógrafos profissionais e amadores, entre os quais, o português Carlos Relvas. Sim, o pai do republicano José Relvas. Este estúdio fotográfico fora do comum, tem a fusão das técnicas fotográficas da segunda metade do século XIX com a estética do século XXI. O objectivo deste estúdio lisboeta é trazer de volta o ritual de ir ao fotógrafo e de fazer um retrato individual ou de grupo,à semelhança dos nossos antepassados.

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 Passatempo Navigator “Arround the World in 80 pages”fui uma das 80 Histórias seleccionadas, pela primeira vez, para integrar e dar cor ao livro “Around the World in 80 pages”, um passatempo do Grupo Navigator.  Esta segunda edição do Navigator Around the World in 80 Pages recebeu mais de 1350 histórias submetidas online. Este passatempo de viagens tem como objectivo premiar as melhores histórias em Inglês e as fotografias dos viajantes nacionais e estrangeiros que concorrem. Após uma profunda reflexão das melhores estórias da História e fotografias do portefólio  de viagens referentes ao ano de 2016, optei por concorrer com três fotografias que davam cor ao texto da minha viagem a Granada (Andaluzia,Espanha): Be a Time Traveller in Granada Heritage”.  Esta escolha, a meu ver, reflectiu a minha paixão pela literatura e fotografia de viagens, bem como a curiosidade pelo legado da civilização islâmica na Península Ibérica: o Al-Andalus.

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E foi assim o meu ano de blogger amador. Mais do que uma viagem pelas estórias da nossa história, foi uma “panóplia” de experiências pessoais e colectivas que podem ser partilhadas digitalmente,mas que devem ser vividas na primeira pessoa. É isso que convido o leitor do blogue OLIRAF a fazer: viver estas experiências. Não haverá melhor sensação do que sair da nossa “zona de conforto”?

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2017)

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🌏“Be a Time Traveller in Granada Heritage”: one of the 80 finalists of “Navigator Around the World in 80 pages” Global Writing Contest

O autor do blogue OLIRAF – Rafael Oliveira – foi uma das 80 Histórias seleccionadas, pela primeira vez, para integrar e dar cor ao livro “Around the World in 80 pages”, um passatempo do Grupo Navigator. Já, neste corrente ano, o blogue foi nomeado, pelo segundo ano consecutivo (2016 e 2017), para a 4ªEdição dos BTL BLOGGER TRAVEL AWARDS (BTL), considerados os “Óscares” dos Blogues de Viagens em Portugal, na categoria de “Fotografia de Viagem”. Depois de ter sido nomeado nos últimos dois anos (2016 e 2017), o autor do blogue OLIRAF volta a ser contemplado com uma nomeação na segunda edição do Navigator Around the World in 80 Pages, concurso que recebeu mais de 1350 histórias submetidas online. Este passatempo de viagens tem como objectivo premiar as melhores histórias em Inglês e as fotografias dos viajantes nacionais e estrangeiros que concorrem. Após uma profunda reflexão das melhores estórias da História e fotografias do portefólio  de viagens referentes ao ano de 2016, optei por concorrer com três fotografias que davam cor ao texto da minha viagem a Granada (Andaluzia,Espanha): Be a Time Traveller in Granada Heritage”.  Esta escolha, a meu ver, reflectiu a minha paixão pela literatura e fotografia de viagens, bem como a curiosidade pelo legado da civilização islâmica na Península Ibérica: o Al-Andalus.

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Dear Rafael,

Your text was selected from over 1300 stories, for its inspiring tone and originality, and will be published in a travel book, that you will later receive.
Navigator would like once more to thank you for sharing your stories with us, and for taking the time to participate.

As you might be already aware, your story “Be a Time Traveller in Granada Heritage…” was one of the 80 finalists who will be privileged to have their story published in a book called “Navigator Around the World in 80 pages”.

Besides offering you the book, Navigator will also send you a small present as a way of thanking you for your participation and for your amazing story.

One of 80 finalists of the Navigator Around the World in 80 Pages 2016 – Global Writing Contest.

Congratulations!

Quem é a Navigator?

A The Navigator Company é, desde fevereiro de 2016, a nova marca herdeira do património do ex-grupo Portucel Soporcel. Trata-se de uma conceituada marca de papel de escritório, líder no segmento premium.

O que é o  “Navigator Around the World in 80 pages” Global Writing Contest?

Os “Navigator Around the World in 80 Pages” foram criados em 2015 para reconhecer e premiar a criatividade dos apaixonados por viagens, tendo como objectivo final, desafiar a contar as suas experiências e partilhar as suas melhores fotografias. São inspirados, tal como o sugestivo nome do concurso indica, no romance clássico de Aventuras de Júlio Verne. Assim, a Navigator pretende motivar  mais participações e alargar a diversidade de nacionalidades envolvidas no passatempo, ao mesmo tempo que reforça o papel como o melhor veículo para exprimir emoções e experiências, definindo “Volta ao Mundo em 80 Páginas” como uma referência mundial entre os concursos de escrita”.

Quais os prémios?

O júri desta competição mundial de escrita é composto por escritores/bloggers de viagens (entre eles o viajante Gonçalo Cadilhe) e representantes do grupo Navigator. Os vencedores são eleitos pelos júris do concurso – Kristin Addis, Dylan Lowe, António Quirino Soares, Gonçalo Cadilhe, Ricardo Ferreira e António Redondo – entre os 80 finalistas, cujas histórias e fotografias serão publicadas num livro, juntamente com uma ilustração exclusiva. No total, o passatempo tem 10 000 € em vouchers de viagem para contemplar as melhores histórias. Assim, o grande vencedor receberá um voucher de viagem no valor de 2 500 €,o segundo receberá um voucher de viagem no valor de 1 500 € e os restantes seis (3º ao 8º premiado),um voucher no valor de 1 000 €. Há ainda uma prémio para a melhor fotografia: uma máquina fotográfica Nikon D5500 (DSRL). Já as 80 histórias dos autores finalistas seleccionados irão ver as suas aventuras e fotografias publicadas num livro, juntamente com uma  ilustração exclusiva de um Urban Sketchers.

Como concorrer? 

A segunda edição do Navigator Around the World in 80 Pages recebeu mais de 1350 histórias submetidas online, provenientes de mais de 65 países de todo o Mundo. Já a 3ª edição dos “Navigator Around the World in 80 pages” decorre até 31 de Dezembro de 2017 e estão abertas ao público em geral, seja ele de nacionalidade portuguesa ou estrangeira. Podem concorrer as pessoas com mais de 18 anos, sejam eles cidadãos portugueses ou estrangeiros. Para tal, os concorrentes terão de escrever uma pequena experiência pessoal em viagem – uma história em Portugal ou no Estrangeiro – até ao máximo de 2500 caracteres,  acompanhada das três melhores fotografias que dão corpo e cor à sua aventura! De seguida, deverão submeter em www.navigatoraroundtheworld.com. O prazo para as submissões termina a 31 de Dezembro de 2017.

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Be a Time Traveller in Granada Heritage…

“(…) Granada is a peculiar city of Spain. It is one of the most visited destinations for travellers in this country, although the preferred cities to visit are Barcelona or Madrid. With almost the total land surface area and population of Portugal, Andalusia is one of Spain’s largest and most touristic regions. For me, it is one of the most beautiful of this country. But that is just my opinion. To wander through its avenues, streets and alleys is to let ourselves be captivated by its magic step-by-step. And feel the essence of the material and immaterial splendour of Al-Andalus.  As we walk through the streets of Granada, with only a map of the Historic Centre and with the sense of orientation grasped since our days in the scouts, the city soon conquers us, increasing our resolve to explore further. After crossing the long Gran Via de Colón, we reach the Porta de Elvira. From here, I begin to climb step by step the Albaicín Quarter to one of the belvederes most frequented by travellers on a visit to Granada: the Mirador de San Nicolás. I am looking for a free space to sit on the wall that faces the Alhambra, so that I can tranquilly contemplate this magnificent example of Islamic architecture in Spain and, in my view, on an international level. For me, this is one of the must visit landmarks in this city. This ancient fortified complex of palaces of the Nazrid Dynasty leaves nobody unmoved. There’s something magical about those stones. Nobody is can remain indifferent faced with this spectacle, be it night or day, despite all the books, reports, photographs and videos that we have seen. However, most travellers who visit only see part of the city of Granada.  After contemplating the contours of the Alhambra on the horizon, my heart began to accelerate with so much emotion, given the magnificence of this unique Islamic fortification. No one, whether a traveller, tourist or even a poet, is immune to the fascination of this ancient Islamic fortification. Now I see Boabdil’s sadness. If there are places that seem to have been conjured from a dream, there is no doubt that Granada is one of them. There is an Andalusia that everyone knows and another one that only lets itself be unveiled by those who enter this region, willing to let themselves be challenged by its singular beauty. Granada enchants and amazes any visiting traveler who contemplates it for the first time. Granada is the Alhambra, the neighbourhood of Albaicín and the Generalife. This Andalusian city conveys good vibes to any stranger or hiker. A Carmen on Earth.”

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Resta-me agradecer à Navigator, e ao júri, a escolha da minha estória para figurar no livro do concurso “Around the World in 80 Pages”. É com agrado que vejo surgir mais concursos por parte de empresas do sector do Turismo, e não só deste sector, que  promovem a curiosidade e a paixão pela escrita e fotografia de viagens. A meu ver, é sempre uma excelente iniciativa. Espero que o meu exemplo que sirva de inspiração para continuar a escrever e a partilhar as vossas experiências e relatos pessoais de viagem à volta do mundo!

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 Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2017)

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📌 À descoberta de Olivença: um ponto de (re)encontro da cultura portuguesa e espanhola…

 Olivença é uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos, o viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

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Por facilidade geográfica, vou ao Reino de Espanha uma ou duas vezes por ano, fazer uma “visita de estudo”, encher o depósito do carro, comprar caramelos, realizar uma blogger trip, etc. A “minha” Espanha é sobretudo a Andaluzia, com raras incursões pela Galiza, Extremadura e raríssimos desvios por Castela. Ir a Espanha,tornou-se um hábito como ir passear ao Porto. Nunca fez parte dos meus planos visitar Olivença. Após realizar a Rota do Mármore (Vila Viçosa), no âmbito das Jornadas Europeias do Património, decidi fazer uma incursão a Espanha. Antes de entrar no território de “nuestros hermanos”, vindo de Elvas, opto por fazer uma paragem num peculiar marco de fronteira: a histórica Ponte da Ajuda.

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Este exemplar da arquitectura manuelina – militar e civil – era o único meio de comunicação, no rio Guadiana, entre Elvas e Olivença. Dai, a sua destruição no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714). Há projectos para a sua reconstrução, mas em virtude das querelas fronteiriças entre Portugueses e Espanhóis, tal não foi possível ainda. Assim, entre 1709 a 2001, quem quisesse visitar Olivenza, teria de passar a fronteira do Caia em Badajoz. Actualmente, o viajante pode transpor, sem qualquer dificuldade, o território português, graças à nova ponte da Ajuda, em betão armado e sem qualidade estética da anterior, construída e financiada integralmente pelo Governo de Portugal.

Porquê a escolha da (des)conhecida vila de Olivenza? 

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São muitos, e todos eles merecedores de atenção, os “Castillos” existentes ao longo da fronteira luso-espanhola, bem como em todo o Reino de Espanha. Há centenas deles. Isto se acrescentarmos também as fortalezas que entretanto se fundiram no seio da arquitectura militar medieval, nomeadamente Ciudad Rodrigo, Badajoz, entre outras. A vila de Olivença está próxima das cidades de Badajoz e de Elvas, bem no centro da antiga província romana da Lusitânia, na actual comunidade autónoma espanhola da Extremadura. Não vem nos roteiros  turísticos ou guias de viagem tradicionais, como a cidade de Badajoz, mas não precisava de tal distinção para merecer uma visita. É aqui que encontramos um dos maiores e preservados “Castillos” da região fronteiriça luso-espanhola. Todavia, a riqueza não é apenas histórica e arquitectónica, mas também paisagística. Dentro do seu acolhedor centro histórico, começamos logo por descobrir histórias, pedras e símbolos familiares, de origem portuguesa.

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Sem recurso a mapas,  uma vez que o posto do Turismo estava fechado (a famosa siesta de nuestros hermanos), aproveitei para “mergulhar” em pleno coração da vila e nas artérias do “Casco Histórico”, onde, no meio do mesmo, ergue-se a silhueta do imponente Castillo de Olivenza. Ao percorrermos as ruas encontramos vários edifícios com arquitectura manuelina e placas toponímicas, em azulejo, com os nomes em português e castelhano, inúmeras chaminés alentejanas misturadas com portas e janelas cobertas de grades de ferro forjado espanhol. Constatamos, através destes exemplos, que Olivenza é fusão de cultura luso-espanhola, fruto de uma longa história secular de ocupação portuguesa e espanhola.  De facto, este é um  lugar para (re) encontrar-se.

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A vida quotidiana, nestas pitorescas vilas, apesar de ficar tão perto da nossa fronteira é completamente diferente do que se vive em Portugal. Durante o percurso pedonal no centro histórico e nos arrabaldes da vila,  apercebo-me da importância histórico-militar desta localidade fronteiriça. De facto, o Castillo de Olivenza revela a razão da sua existência: praça fortificada para as constantes guerras, querelas politicas e escaramuças travadas ao longo da História entre o Reino de Portugal e de Castela e Leão (posteriormente Reino de Espanha).

Um pouco de História…

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O Castelo Medieval de Olivença, vulgo “Ciudadella”, é um excelente testemunho da herança do património edificado pelos portugueses. A meu ver, o que mais impressiona é a monumentalidade e a escala da sua “Ciudadela”. Mandado construir, em 1306, pelo rei D.Dinis (1279-1325), no seguimento da afirmação fronteiriça face ao reino de Castela com a assinatura do Tratado de Alcanises (1297), que, em 1298, outorgou foral à povoação portuguesa. Mais tarde, em 1335, no reinado de D.Afonso IV (1325-1357), as obras foram retomadas com a exporpiração de casas em redor da povoação, tendo em vista a sua edificação do conjunto fortificado constituído por um traçado rectangular e dotado de uma imponente torre de menagem de planta quadrada, seguindo o modelo dos antigos acampamentos romanos (quadrilátero). No fim de cada eixo, abriam-se as portas de São Sebastião (Norte), dos Anjos (Sul), da Graça (Poente) e de Alconchel (Leste). As portas de Sul e Lestes possuem torres semi-circulares, conservando, ainda hoje, os apoios de matacão e os buracos para a tranca para fechar a porta. Ao todo, o castelo era constituído por 14 torres com 3 metros de largura e 12 de altura. É obra!

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Gravura do Castelo e vila de Olivença, Livro das Fortalezas, Duarte d`Armas, c.1509, ANTT

Através da gravura de Duarte d`Armas, um escudeiro da Casa Real que ao serviço de D. Manuel I (1495-1521) registou as inúmeras fortalezas da fronteira luso-espanhola, entre Castro Marim e Caminha, munido de papel e pena (podemos afirmar, sem cometer anacronismos, que era uma espécie de “urban sketcher” do século XVI). O Castelo de Olivença não foi excepção. Através da gravura de podemos comprovar a existência da muralha medieval que envolve a vila e no centro, em grande plano, o castelo e a torre de menagem. Note-se, ao fundo, a cidade de Badajoz e as diversas atalaias que completavam o sistema defensivo de Olivença. No canto da muralha, à esquerda, encobertas pelo terreno, o leitor poderá ver as figuras de Duarte d` Armas e do seu ajudante, respectivamente a cavalo e a pé.

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Todavia, o que realmente impressiona ao viajante é a Torre e Menagem de Olivença mandada construir por Dom João II (1481-1495), em 1488, para afirmar a  autoridade do “Príncipe Perfeito” face aos Reis Católicos de Castela, Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Com uma carga simbólica, esta é a torre medieval mais alta da fronteira, com cerca de 40 metros, sendo acessível por 17 rampas até ao topo. Segundo o arquiteto João de Sousa Campos (2013, pp.66), o “acesso ao adarve da torre em Olivença é feito, à maneira da Giralda de Sevilha, com rampas que eram também praticáveis por muares. Para além da mesquita/catedral andaluza, conhecemos esta solução árabe em alguns outros minaretes, como é o caso do de Safi, em Marrocos.” Daqui, contemplamos a  paisagem em redor e a monumentalidade da vila de Olivença, o que demonstra a sua importância histórica, política e militar para o antigo Reino de Portugal, face a Castela. Afinal, foram mais de cinco séculos como território de Portugal. Através deste exemplo, podemos comprovar que as fortalezas medievais eram formas de ostentação social, económica,militar e de autoridade dos seus senhores.

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Durante a Guerra da Restauração (1640-1668) ,a vila de Olivença foi palco de diversas escaramuças e cercos durante os 28 anos em que durou esta guerra de independência. As muralhas medievais foram reforçadas por revelins e baluartes adaptados às novas exigências e estratégias de combate, obras desenhadas pelo padre jesuíta Cosmander. Em caso de assédio ao território nacional, Olivença estava na primeira linha das operações contra os Castelhanos, mas estava num plano secundário face à importância das fortificações abaluartadas de Juromenha e Elvas. Em 1657, as tropas castelhanas comandadas pelo Duque de San Germán conquistaram a vila ao Reino de Portugal. Mais tarde, em 1668, Olivença foi devolvida a Portugal com a assinatura das Pazes de Lisboa (1668).

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Durante a Guerra de Sucessão Espanhola, em 1709, Olivença foi novamente palco de escaramuças, um facto comprovado pela destruição da Ponte da Ajuda pelas tropas de Felipe V de Bourbon. Em Maio de 1801, o exército espanhol conquista “pacificamente” a vila fronteiriça de Olivença. Conhecida como a “Guerra das Laranjas”, como afirmou o historiador e comunicador José Hermano Saraiva, um simples ramo de uma laranjeira foi única vitima desta Guerra, visto que o “primeiro-ministro” Manuel de Godoy ofereceu à rainha Maria Sofia. Perdia-se, para sempre, a Vila de Olivença. Todas as outras vilas conquistadas foram devolvidas ao Reino de Portugal. E foi, assim, que começou a “eterna” Questão de Olivença. Sabia que Manuel de Godoy (1767-1851), o príncipe da paz, era Conde de Évora-Monte em Portugal? Uma das muitas curiosidades da nossa História que tive oportunidade de comprovar ao visitar o património edificado na vila fronteiriça de Olivença.

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A Igreja de Santa Maria Madalena é um dos testemunhos vivos de um dos períodos mais fascinantes e ricos da História de Portugal: os descobrimentos. Segundo o Turismo de Olivença, a Igreja de Santa Maria Madalena é considerada o ex-libris da vila de Olivenza. E, pelo exterior, apercebemos-nos desta atribuição. Trata-se de uma das mais belas obras arquitectónicas e estéticas da arte manuelina, tipicamente portuguesa, logo a seguir ao Mosteiro dos Jerónimos. Datada da primeira metade do séc. XVI, foi mandada construir para servir de residência e local de culto aos Bispos da praça norte-africana de Ceuta. Em 2012, foi eleita “O Melhor Recanto de Espanha 2012” num passatempo promovido pela petrolífera espanhola Repsol.

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No exterior, destacam-se falsas ameias, pináculos, gárgulas e a porta principal, com uma portada atribuída a Nicolau de Chanterene, artista francês que em Portugal, além de outras obras, notabilizou-se ao serviço dos monarcas lusitanos, por exemplo, na criação da sublime porta do Mosteiro dos Jerónimos. O interior, rico em azulejos e motivos decorativos marítimos, divide-se por três naves com oito colunas que parecem evocar as amarras de uma embarcação e remeter para a época dos Descobrimentos Portugueses. Infelizmente, não pude visitar o interior, uma vez que estava fechada. Ainda hoje, este edifício religioso secular é visitado por centenas de curiosos que deslocam-se propositadamente a esta vila da extremadura espanhola para contemplar o seu interior.

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Deambulando pelas ruas, o viajante depara-se com um portal invulgar. Trata-se do singular portal em estilo manuelino do Palácio dos Duques do Cadaval, localizado no actual edifício do Ayuntamento. Ainda hoje, este portal é o símbolo identificativo desta vila extremenha. Num olhar mais atento, o viajante pode identificar a Esfera Armilar e Cruz de Cristo, ambas símbolos das aventuras ultramarinas dos Portugueses durante os séc. XV e XVI. Ainda nas proximidades, a Praça de Espanha é um locais onde podemos encontrar e usufruir de um belo espaço de lazer e convívio, onde existe calçada típica portuguesa a dar forma e cor. Quem disse que só existe calçada portuguesa no Rio de Janeiro?

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Confesso que já tinha saudades de realizar uma incursão pela raia luso-espanhola. Infelizmente, gostava de ter tido mais tempo e mais calma. E, claro, meditar sobre o que vi e vivi. Acima de tudo, o acto de viajar, como sempre, é olhar e (re)encontrar-se com a História. Ao sair deste marco fronteiriço, vem-me à cabeça a seguinte questão: Olivença é de Portugal ou de Espanha? Olivença sempre foi alvo de muita incompreensão e discussões,  opiniões e vontades, mas também sempre nela, se detiveram olhares, gostos e admiração. Amiúde a questão de quem pertence, o viajante ao percorrer as suas artérias constata que os monumentos são portugueses. Mas, as gentes são espanholas. E agora? Dizem que o tempo resolve tudo. Embora às vezes não se resolva de acordo com os nossos interesses. Olivenza mantém a essência de Olivença. Estórias da História que o tempo apagou…ou teima em não apagar. Urge, nos dias de hoje, encontrar as semelhanças e não as diferenças, procurando um diálogo de culturas e de convivência.  Olivenza mantém a identidade de cinco séculos de História ligados ao Reino de Portugal. Acima de tudo, esta vila é sentimentalmente portuguesa. Sempre.

O que pode fazer:

1. Se gosta de fotografia de paisagem, o melhor será subir ao topo da Torre de Menagem e contemplar o meio envolvente. Daqui poderá avistar Elvas, Juromenha e Alconchel;

2. Comprar caramelos nas inúmeras lojas locais;

3. A caminho de Olivença poderá visitar as ruínas da ponte manuelina da Ajuda;

4. Visitar o Castelo de Alconchel, a poucos quilómetros de Olivença;

5. Sugerimos uma visita ao Museu Papercraft, junto à Ciudadela, o único museu de papel de Espanha e da Europa.

✈︎ Como ir:

Desde Portugal chega-se a Olivenza, através de Elvas (A6) até à fronteira da Ponte da Ajuda, já em Espanha, opta pela EX-105. Se quiser ir a Badajoz, poderá optar pela EX-107e de seguida ir a Olivenza. De uma forma geral, de Elvas a Olivenza são, sensivelmente, 25 minutos para percorrer uma média de 30 quilómetros em estradas regionais luso-espanholas. Durante esta viagem, optamos por realizar uma paragem técnica na Ponte da Ajuda para fotografar o belo exemplar edificado e a natureza envolvente.

🌏 Para mais informações:

Página Oficial do Turismo de Espanha (Spain.info)

Página Oficial do Turismo Extremadura

Página Oficial do Ayuntamiento de Olivenza

MARTINS, Miguel Gomes (2016). Guerreiros de Pedra: castelos, muralhas e guerra de cerco em Portugal na Idade Média. Lisboa: Esfera dos Livros.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Espanha © OLIRAF (2017)

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📌 À descoberta de Salamanca: um dos belos postais de Espanha…

Uma experiência fotográfica pelo património monumental de “castiça” cidade de Castilla y León.

Salamanca é um autêntico museu ao ar livre. Com o rio Tormes aos seus pés, esta cidade de Leão e Castela preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Jacques Le Goff afirmou que a cidade como a conhecemos nasceu na Idade Média. De facto, a cidade medieval não rompeu com os modelos de arquitetura e urbanismo da Antiguidade grega e romana. Foi, aliás, com base neles que muitas cidades se ergueram na Idade Média. E a monumental Salamanca segue este paradigma.

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El viajero en el país de Cervantes…

Após atravessar a região do “Campo Charro”, entre Ciudad Rodrigo e Salamanca, chegamos à Monumental cidade de Salamanca. A arquitectura exterior e interior da Catedral Velha e Nova cativa o olhar de qualquer viajante. Aqui, podemos sentir a influência e a importância do poder religioso e temporal nas dinâmicas urbanas ao longo dos séculos.

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Há muitas razões para visitar a “Monumental” Salamanca,uma cidade com uma vivência surpreendente. A “Coimbra Espanhola” deixa muitas saudades por quem passa. Adorei esta viagem pela história, cultura e arquitectura do Siglo de Oro Español (1492-1659). Colón, Ribera y Cervantes são figuras ominipresentes por esta região de Castilla y León. Se gostava do Barroco, com esta viagem, fiquei a gostar ainda mais. Recomendo.

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A Universidade de Salamanca (em espanhol: Universidad de Salamanca) é uma instituição de ensino superior pública. É a universidade mais antiga daquele país e a quarta fundada na Europa, posterior somente às universidades de Bolonha, Oxford e Paris. Com mais de 35 000 alunos, a Universidade de Salamanca é, hoje, uma das instituições universitárias mais prestigiadas da Europa, atraindo estudantes de toda a Espanha e de todo o mundo de língua castelhana, em especial, estudantes da América Latina. Há uma importante ligação aos povos sul-americanos, em virtude de aqui se terem formados muitos alunos/elites que posteriormente fundaram as Universidades no Novo Mundo ou Nova Espanha. Em suma, esta universidade é a mais antiga instituição universitária da Península Ibérica e da Europa, fundada em meados do Século XIII por Fernando III de Leão e Castela, à semelhança de Oxford, Cambridge, Paris, Bolonha e Modena.

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O convento de Santo Estevão – Ordem dos Dominicanos – foi um dos pioneiros na expansão espanhola na América do Sul. O prior Diego de Deza travou amizade com Cristóvão Colombo e intercedeu junto dos Reis Católicos para a consumação da ideia do genovês. De facto, os Dominicanos foram grande protectores dos indígenas nos primeiros tempos da brutalidade colonial castelhana na primeira metade do Século XVI. 

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A tradição do “Marquelo”: o Mariquelo era originariamente um membro de uma família abastada, los Mariquelos, que devia subir cada ano à torre da Catedral Nova de Salamanca, em agradecimento a Deus, pelos poucos danos e sem vitimas mortais durante o terramoto de 1755. Ainda hoje, a tradição persiste. Quem diria…

Em poucos km², nunca vi tanta Monumentalidade. De facto, o Reino de Espanha é um dos países da Europa, e do Mundo, com maior percentagem de Monumentos e sítios classificados pela UNESCO.

Porquê visitar a cidade de Salamanca?

Embora seja afamada pelo seu sol, a sua cultura de praia e pela vida noturna, à Espanha não falta diversidade cultural, paisagística e gastronómica. Com as suas montanhas cobertas de neve, regiões agrestes e remotas, reservas naturais  luxuriantes e trilhos costeiros escarpados. É também um dos países com maior número de sítios classificados como património mundial da UNESCO.

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O esplendor da arquitectura barroca de Alberto Churriguera: a agitação diurna da Plaza Mayor de Salamanca. É, sem dúvida, uma das melhores de Espanha. Esta emblemática e majestosa praça deixa qualquer viajante sem palavras. Felipe V, neto de Luís XIV, mandou-a construir em voto de agradecimento pelo apoio da cidade aos Bourbon, durante a Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714). É o “coração” desta cidade de Castilla y León.

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A partir daqui, o movimento diurno e nocturno vai dinamizar as artérias circundantes de Salamanca. Há entrada, junto ao mercado, temos uma cabeça de um Touro. Eram nestas praças, como em toda a Espanha, que se realizavam os espectáculos de diversão das massas: as touradas e os Autos-de-Fé. Na sua decoração, podemos ver diversos medalhões com figuras importantes da história de Espanha: Cervantes, Carlos V, Santa Teresa, entre outros.

fuji-x-t10-55De uma forma geral, esta cidade surpreendeu-me. Que experiência fantástica de viagem pelos Archivos de Salamanca e Valladolid. Visitar, contactar e conhecer novas culturas, permite-nos sermos pessoas mais instruídas. Tenho pena de não ter efetuado o programa académico Erasmus nesta cidade-universitária. Para Miguel de Unamuno, a cidade de Salamanca “…Es una fiesta para los ojos y para el espíritu.r la ciudad como poso del cielo en la tierra de las aguas del Tormes.” “…Salamanca que enhechiza la voluntad de volver a ella a todos los que la apacibilidad de su vivienda han gustado.”, dizia o escritor-viajante Miguel de Cervantes.

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✈︎ Como ir:

Desde Portugal chega-se a Salamanca, através da A1 e da A23 até à fronteira de Vilar Formoso e, já em Espanha, opta pela autovía A-62. Pode optar pelo Autocarro Avanza Bus ou ir na sua própria viatura. De uma forma geral, de Lisboa a Salamanca são, sensivelmente, cinco horas para percorrer uma média de 500 quilómetros em Auto-Estrada. Durante esta viagem, optamos por realizar diversas paragens técnicas – duas em duras – em estações de serviço em Portugal e almoçar em Ciudad Rodrigo.

🏠Onde ficar:

Exe Hall 88 Apartahotel: este Apart Hotel é o ideal para conhecer a cidade monumental de Salamanca (a cerca de 10 minutos da cidade a pé) e um ponto-de-partida para visitar a região do Campo Charro. No interior de cada quarto, existeuma mini-cozinha para cozinhar. E tem um excelente restaurante-bar para desfrutar, por exemplo, de uma boa partida de Futebol. Para quem quer viajar de autocarro, esta unidade hoteleira fica em frente à principal estação rodoviária da cidade.

🍜 Onde comer:

O restaurante Oroviejo – Gastro-bar Salamanca, cozinha tradicional muito elogiado no Tripadvisor, está instalado perto da monumentalidade do “casco” do centro histórico de Salamanca. Perfeito para quem procura uma refeição num ambiente tranquilo, apesar da agitação das ruas. Para beber, recomendo uma cerveja Alhambra Reserva 1925. E para comer, nada como umas Tapas de Patatas Bravas. Um restaurante com boa comida espanhola. Saborosa. Recomendo as Albondigas Pollo e acompanhadas com Patatas Oroviejo . Uma delicia. Trata-se de um bom exemplo de cozinha de chefe acessível a todas as carteiras.

🌏 Para mais informações:

Página Oficial do Turismo de Espanha (Spain.info)

Página Oficial de Turismo de Castilla y León

Página Oficial Turismo de Salamanca

Turismo Provincia de Valladolid

Old City of Salamanca (UNESCO)

Nota importante [👤]

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linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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