🚞De Madrid a San Lorenzo de El Escorial: uma viagem de comboio até ao coração do poder de Filipe II de Espanha.

🇪🇸Próxima Estação: El Escorial. Sugestões e impressões pessoais de um passeio fotográfico pelas “cercanías” da capital espanhola: Escorial, meus caros, Escorial! Deixei para trás a movida e o salero de Madrid e fui em busca de um lugar mais recatado e calmo. Reservei um dia na minha visita a Madrid para visitar os arredores da Comunidade de Madrid. A minha opção recaiu sobre o histórico e pequeno município de San Lorenzo de El Escorial (também conhecido por  El Escorial de Arriba), situado a menos de 50 km a noroeste de Madrid. Há muito que queria conhecer o “Real Sitio de San Lorenzo de El Escorial”. E também havia outro motivo. Queria experimentar viajar de Comboio por Espanha. Trata-se de uma forma diferente de viajar, para quem não tem carro, e utiliza o transporte público nas suas itinerâncias. Porque não conhecer o Escorial, com recurso ao transporte ferroviário?

➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖

Os arredores de Madrid estão recheados de palácios e residências reais que tornam difícil a escolha do curioso pela história, do amante da arquitetura palaciana e aprendiz de viajante andarilho. São os casos dos palácios e pequenas residências reais do El Escorial, Casita del Príncipe, El Prado, Aranjuez, La Granja de San Ildefonso e de Rio Frio. A uma hora de Madrid, através da Linha Rosa (Línea C-3a) – que faz a ligação entre Aranjuez – Atocha – Sol- Chamartín – El Escorial – da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, chegamos à Estação El Escorial. É nesta pitoresca localidade dos arredores de Madrid, as Cercanías, que encontramos o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. A 50 Km [a noroeste] de Madrid, o viajante poderá sentir o ar puro da natureza, sempre acompanhado pela envolvência do magnifico Mosteiro del Escorial.

➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖ ➖➖➖

A cidade de Madrid é uma “das capitais mais vivas, barulhentas e dinâmicas da Europa”, refere Jan Morris na sua obra Espanha. Não passava de uma aldeia fortificada Muçulmana insignificante no centro da meseta castelhana, aquando das lutas entre seguidores do Islão e do Cristianismo. Na segunda metade do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, Filipe II de Espanha (do ramo espanhol da Dinastia dos Áustria – Habsburgos) faz dela a sua capital política e administrativa, símbolo da unidade de toda a Espanha, resgatando-a da sua quase banalidade bélica. Converte-a numa espécie de Brasília para Espanha. Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago aludindo à silhueta geográfica da Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a sua posição geográfica no interior de Espanha e da fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) e dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram-na, a fomentar a hegemonia e a consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica e o “coração” da Península Ibérica. maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias, superada por Londres e Berlim. Representa 20% da riqueza produzida pelo Reino de Espanha.

Gran Vía, com o majestoso edifício da Telefónica, é o coração de Madrid.

🚇 Entro no moderno e confortável metro de Madrid na carismática estação da Gran Vía, segundos os locais a  a praça da Espanha é conhecido como a Broadway madrilenha, com o altaneiro prédio da telefónica a fazer-me sombra. Trata-se do antigo edifício-sede da Compañía Telefónica Nacional de España (CTNE), construído entre 1926 e 1929, pelo arquiteto Ignacio de Cárdenas Pastor e muito assediado pelas forças franquistas durante o cerco de Madrid (de nov. 1936 até Mar. 1939). Para as forças republicanas que defendiam capital era fundamental para as comunicações da Segunda República Espanhola (1931-1939) e servia como posto de observação dos movimentos das forças nacionalistas. Já foi o maior edifício da capital espanhola, com quase 90 metros de altura. Por momentos, o aprendiz de viajante andarilho é transportado para outras latitudes, particularmente, para os Arranha-céus de Nova Iorque (EUA). O centro de Madrid é dominado por edifícios de betão modernos, novas urbanizações de grandes dimensões e os modernos arranha-céus dos poderosos bancos espanhóis, todos eles símbolos da Espanha Moderna.

Uma composição do Metro de Madrid #muéveteenMetro

Próxima Estação: Atocha. O ponto de partida é a estação de Atocha-Cercanías. Construída em 1851, esta estação ferroviária, localizada no centro de Madrid, foi a primeira estação que serviu a capital madrilena. O objetivo da sua construção era unir a capital espanhola Madrid a Aranjuez, onde se localizava o Palácio Real de Aranjuez. Mais tarde, tornou-se a principal estação ferroviária da capital e de toda a Espanha. Em 1892, foi alvo de remodelação com a construção de uma cobertura sobre a nave principal, desenhada pelo engenheiro Saint-James, com os expressivos 152 metros de largura, 48 de vão e 27 de altura, e é um dos edifícios arquitetónicos mais distintivos de Madrid. Há ligações ferroviárias para todas as regiões autónomas e cidades. Recebe mais de 15 milhões de passageiros/ano. Recentemente, na década de 80 e 90 do século XX, a estação foi renovada para acolher o comboio de alta velocidade – o AVE – e reforçar a oferta de serviço de passageiros, ficando dividida em três áreas distintas: Madrid-Puerta de Atocha, Madrid-Atocha Cercanías e Atocha Renfe.

Exterior da Estação de Atocha.

Apanho ao comboio das “Cercanías” que faz a ligação entre o centro de Madrid e a à área metropolitana. Viajo nas moderníssimas automotoras da Serie 462/3/4/5, de tração elétrica, construídas, em 2004, pelo consórcio Caf, Siemens, Bombardier y Alstom, fazem parte da frota da Renfe-Cercanías. Conhecidas como Civia, estes comboios da operadora Renfe, a congénere espanhola da CP, são um belo exemplo de conforto, rapidez, satisfação, eficiência energética e mobilidade nas grandes áreas metropolitanas. Estão dotados para levar 169 passageiros. São os comboios que fazem os serviços urbanos e suburbanos de Madrid. Com paragens frequentes e grande afluência de passageiros (ou viajeros), a viagem é agradável, calma e silenciosa, permitindo-nos apreciar o interior do material circulante e a paisagem envolvente.

Estação de Atocha – Tren Cercanías | Madrid

Na estação do Escorial tinha acabado de partir uma automotora a diesel, da serie 599 – o TDMD (Tren Diésel de Media Distancia) – e, construídas, em 2008, pela empresa basca CAF (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles), que integra a frota de material circulante que faz o serviço comercial de Media Distancia, isto é, o serviço regional em Espanha. Verifico, assim, que a frota da Renfe é bastante moderna, versátil e confortável. Algo impensável na realidade portuguesa onde a maioria do material circulante e as locomotivas chegam a ter mais de cinquenta anos. viajar, também, é comparar. Denota-se, aqui, o forte investimento da operadora pública ferroviária espanhola – a Renfe – na modernização do seu parque de locomotivas, automotoras e material circulante, aproveitando, assim, o máxima da infraestrutura ferroviária disponível: melhores tempos de viagem, mais destinos, segurança, fiabilidade, eficiência energética, etc). Ambas as automotoras, de tração elétrica e diesel, pertencem à frota – flota de Cercanías y Media Distancia de Renfe – da operadora Renfe. Esta curta viagem, pelos arredores de Madrid, apercebo-me da interoperabilidade ferroviária de Espanha, face ao nosso país. No transporte rodoviário e nas infraestruturas rodoviárias, Portugal está mais bem classificado a nível europeu, comparativamente à ferrovia — o que poderá não ser propriamente uma vantagem, quando se fala numa necessidade de alterar os modos de transporte. Em Espanha, é precisamente o contrário. É fácil circular, de comboio, de cidade em cidade. E para surpresa minha pelos arredores de Madrid. Se Portugal é o terceiro país europeu com o maior número de auto-estradas ou estradas internacionais (em quilómetros), a Espanha é o segundo país do Mundo com a maior rede ferroviária de Alta Velocidade: a AVE (Alta Velocidad Española). São mais de 3000 km de linha férrea. Mais do que a totalidade da rede ferroviária portuguesa (2 562 km). Enquanto em Portugal, o automóvel é rei, o Comboio de Alta Velocidade domina a paisagem na Península Ibérica. E os comboios são responsáveis por menos emissões de dióxido de carbono do que o automóvel. É uma questão de mudança de mentalidades. Talvez um dia possa viajar de Lisboa a Madrid num comboio de alta velocidade, ao invés das velhinhas, barulhentas e lentas automotoras diesel (Série 0351-0371 da CP) – as Allan – que fazem a ligação diária do Entroncamento a Badajoz. Agora imaginem se tivéssemos uma ferrovia a sério!? Sonhar não custa. E pior do que estamos, não ficamos!

Estação Ferroviária de Escorial: uma grande parte dos visitantes chega de comboio desde a capital madrilena.

Durante a viagem de comboio, entre as estações de Atocha e El Escorial, vendo desfilar a imensidão do planalto ermo castelhano e o aproximar dos contrafortes despedidos de vegetação exuberante da Sierra de Guadarrama, deparei-me com uma enorme Cruz. Fiquei intrigado com aquela enorme e fina estrutura vertical que se destacava na paisagem envolvente. Era impossível ficar indiferente. Mais tarde, quando regressei a Portugal, e após algumas pesquisas, apercebi-me de que se tratava da Cruz granítica que assinala o complexo do Valle de Los Caídos. Esta Cruz foi erguida, conjuntamente com uma enorme cripta granítica, numa cumeada da Sierra da Guadarrama, num dos lugares mais marcantes e sangrentos da Guerra Civil de Espanha (1936-1939): a Batalha de Guadarrama (1936). Esta obra complexa, dura e faraónica, à boa maneira de construir espanhola, pretendia exaltar a vitória do exército franquista e do antigo regime ditatorial de cariz fascista – o Franquismo – que vigorou entre 1939 e 1975 em Espanha, após a queda da II República Espanhola (1931-1939). É um monumento à própria Espanha: morte, fé, dureza e crença inabalável do ser espanhol. Durante dez longos e penosos anos, vinte mil prisioneiros de guerra republicanos, em regime de trabalhos forçados, escavaram e ergueram um enorme complexo funerário e religioso para os que tombaram ao serviço de Espanha durante o conflito introdutório à II Guerra Mundial: a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Mais tarde, Francisco Franco, o caudillo, mudou a narrativa da história, pretendendo que o monumento fosse em honra de todos os que pereceram, sejam nacionalistas ou republicanos, na Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Esta singular estrutura dista, aproximadamente, 15 km do Mosteiro do Escorial, se utilizarmos o transporte rodoviário, podendo, em dias soalheiros, ser vista da própria capital. Infelizmente, não consegui visitá-la. Já terei um motivo para regressar e contemplar, com o rigor historiográfico, este magnifica estrutura.

A Fachada frontal do Palácio do Escorial, com a estátua de San Lorenzo em destaque

Filipe II (1527-1598) era da família dos Habsburgos e uma das mais antigas e poderosas dinastias da Europa do seu tempo (e do Mundo). Além de herdar, do Imperador Carlos V (15559, vastos territórios e povos, Filipe II recebeu a convicção de que os soberanos Habsburgos deveriam defender e promover a fé católica e que esta era a principal obrigação da dinastia. Assim, no âmbito deste legado imperial, Filipe II idealizou o palácio do Escorial, nos arredores de Madrid. Inicialmente erguido em memória de Carlos I de Espanha (Imperador do Sacro Império Romano-Germânico (como Carlos V), simbolizando a obra monumental o compromisso dos Habsburgos (os Espanhóis) com a missão religiosa. Era também o Mausoléu dos Habsburgos. Recentemente, ao ler a obra Os Habsburgos: ascensão e queda de uma potência global (2021), de Martyn Rady, constatei que os cantos das fachadas que circundam o complexo monástico foram coroados com quatro torres, inspiradas pelo desenho do antigo castelo-fortaleza medieval de Hofburg (Viena), datado do século XIII, residência oficial e símbolo do poder dos Habsburgos (Ducado da Áustria). Pretendia, também reproduzir, o Templo de Salomão e imitar a grelha – La Parrilla – em que o santo padroeiro do Escorial, o mártir São Lourenço, foi “assado vivo” pelos romanos no século III. Foi o seu instrumento de tortura durante o seu martírio em Roma.

Estátua de D. Filipe II (I de Portugal), nascido a 21 de maio em Vallodolid a 1527 e faleceu a 13 de setembro de 1598 no Palácio do Escorial.

Na época do “Prudente“, a vila de El Escorial era um mísero e triste burgo no sopé da Serra de Guadarrama e nas proximidade de Madrid. O Palácio-mosteiro têm um enorme jardim e uma floresta de doze mil pinheiros bravos plantados no Monte Abantos. A paisagem era nua, ressequida na maior parte do ano, sob um céu sem nuvens. Era uma paisagem deserta e árida. A história contada por Martyn Rady (2021) sobre esta família peculiar é concisa mas bastante completa, profundamente informada, escrita com elegância e resulta numa leitura empolgante. Para quem cursou História e, precocemente, contabilizou-se com os Habsburgos é difícil ficar indiferente ao «espírito do lugar». Fundado por Felipe II, após uma promessa de erigir um Mosteiro em terras espanholas fruto da vitória dos “Tercios” espanhóis sobre os franceses na Batalha de Quintín (1557) dedicada a São Lourenço, mártir que foi torturado numa grelha em brasa. Real Sitio de San Lorenzo de El Escorial é um dos monumentos arquitetónicos de Espanha que mais exalta a grandeza do “Siglo de Oro Español” (Séc. XVI-XVII) e do poder desta real figura sobre os povos hispânicos, europeus e das mais variadas latitudes do globo terrestre. Este Palácio-Mosteiro espelha a arquitetura austera e sóbria, sem grandes ornamentos e preocupações estéticas, à semelhança da real figura que idealizou a sua construção. Podemos dizer, seguramente, que é um Monumento com muita personalidade. Foi construído entre 1563 e 1584, planeado por Juan Bautista de Toledo, após a morte deste, em 1567, as obras continuam com a direção do seu colaborador: o arquiteto real Juan Herrera (1530 – 1597). Com esta real obra, Herrera deu inicio ao estilo herreriano. Ainda hoje, na Monumental Fachada da Igreja de São Vicente de Fora (Lisboa), podemos admirar a beleza do seu risco arquitetónico. Por curiosidade, o Mosteiro tem a forma geométrica de uma “Parrilla”, isto é, de uma grelha, Ora, esta real construção foi sagrada em nome do mártir de São Lourenço. Um pormenor delicioso.

Palácio e jardins do Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial.

O Escorial não era apenas uma monumental residência real e um panteão fúnebre do ramo espanhol dos Habsburgos. Era composto por quatro mil quartos, dezasseis pátios e cento e sessenta quilómetros de corredores. Apenas um quarto do edifício era ocupado por aposentos reais. O resto era composto por uma basílica, um mosteiro com cinquentas monges jerónimos e uma escola de teologia. Era também um “reliquário” de Filipe II que totalizava 7422 peças, desde a Coroa de Espinhos de Cristo a fragmentos de várias partes do corpo de milhares de mártires cristãos. Há um episódio macabro para a maioria das pessoas, mas belo para os Espanhóis. Da vasta coleção de mártires de Filipe II destaca-se o episódio que envolveu uma relíquia sagrada da religião espanhola: o cadáver de um monge franciscano, Frei Diego de Alcalá, e o herdeiro do “Prudente, o infante D. Carlos (1545-1568), príncipe das Astúrias. Conta-se que o pequeno e frágil D. Carlos, filho de Filipe II e Maria Manuela de Portugal, foi curado de uma doença debilitante por se ter deitado ao seu lado no leito da sua cama o cadáver de Frei Diego, que foi propositadamente desenterrado da sua sepultura para esta cura milagrosa. Este episódio ocorreu em 1562 aquando de uma queda nas escadas que causou um traumatismo craniano ao príncipe das Astúrias Ainda hoje, o viajante poderá ver a armadura assimétrica deste infante Habsburgo espanhol na coleção de armas reais que se encontra no Palácio Real de Madrid.

Paisagem do Monte Abantos.

Na época do “Prudente“, a vila de El Escorial era um mísero e triste burgo no sopé da Serra de Guadarrama e nas proximidade de Madrid. O Palácio-mosteiro têm um enorme jardim e uma floresta de doze mil pinheiros bravos plantados no Monte Abantos. A paisagem era nua, ressequida na maior parte do ano, sob um céu sem nuvens. Era uma paisagem deserta e árida. A história contada por Martyn Rady sobre esta família peculiar é concisa mas bastante completa, profundamente informada, escrita com elegância e resulta numa leitura empolgante. Para quem cursou História e, precocemente, contabilizou-se com os Habsburgos é difícil ficar indiferente ao «espírito do lugar». É uma paisagem pictórica de Espanha, onde a Serra e o Mosteiro complementam-se mutuamente na paisagem envolvente. Em 1628, o flamengo Rubens pinta, quase romanticamente, esta paisagem desde o pico da “Sierra de Malagón”. De facto, para admiramos este espaço monástico, temos de subir aos montes das redondezas da vila de San Lorenzo de El Escorial. Os mais românticos podem imaginar, por exemplo, o pintor flamengo Rubens a debuxar a silhueta Herreriana do Escorial, sentado, nas suas eternas telas.  Ainda hoje, existe a Cruz de Rubens no topo. Para muitos Espanhóis, o Escorial ainda é a oitava maravilha do Mundo! Jan Morris (2016, p.22), na sua obra Espanha, comenta sobre o Escorial afirmando que: é um “pólo de emoções que esta grandiosa obra de fé e política representa (…) Um pólo orientador para a Espanha e para o Mundo”.

Mosteiro de San Lorenzo de Escorial e a vila homónima, vista do mirador de Abantos.

Os Espanhóis sabem o que é construir em escala e relacioná-la com o meio envolvente. As estruturas não estragam a paisagem. Dão-lhe um significado poético e romântico. São mestres na Arte Vertical e na estética retangular. Afinal, este país rima com Monumentalidade. Em todos os cantos de Espanha, desde os Romanos até aos Espanhóis, podemos admirar grandes e altas obras de alvenaria, tais como, o Aqueduto de Mérida, a ponte romana de Alcántara, o Castelo de Peñafiel, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Alcázar de Segóvia, o Mesquita de Córdoba, o Palácio Real de Madrid, a Catedral de Salamanca e, mais recentemente, a Basílica da Sagrada Família de Barcelona. Nada exprime melhor a força espiritual de Espanha do que as Catedrais. O povo espanhol é bom a fazer coisas grandes e robustas. Em todos os cantos de Espanha, desde os Romanos até Espanhóis, podemos admirar grandes e altas obras de alvenaria, tais como, o Aqueduto de Mérida, a Giralda de Sevilha, o Alcázar de Segóvia, o Palácio Real de Madrid, a Catedral de Salamanca e, mais recentemente, a Basílica da Sagrada Família de Barcelona. Nada exprime melhor a força espiritual de Espanha do que as suas monumentais construções verticais: as catedrais.

Paisagem fria e quase despedida do Monte Abantos. Ao fundo, na planura da Meseta Castelhana, ergue-se a cidade de Madrid com os seus icónicos Arranha-céus: o campus vertical.

Se Versalhes era o símbolo do poder absoluto (e do barroco) de Luís XV, o Escorial foi o prefácio do poder absoluto e do barroco europeu. O Escorial reflete a extensão do poder, da riqueza, influência cultural e a supremacia militar da Espanha durante o século XVI. Uma aventura monumental, artística, política e arquitetónica. Hoje, o Escorial é bem diferente do tempo de Felipe II. Todavia, não perdeu toda a sua monumentalidade e esplendor do poder, soberanamente, do seu mentor. Reina [ainda] majestosamente. Expressa o ideal político, espiritual e bélico do monarca Habsburgo, do ramo espanhol. Parte do Escorial de Filipe II perdeu-se aquando da sua morte. Afinal, são as pessoas que fazem os lugares. Quem percorrer os corredores do Escorial poderá sentir a presença da real figura de Filipe II, apesar de omnipresente. Nada exprime melhor o poder, político e religioso, de Filipe II do que o Escorial. Todavia, o peso simbólico e o esplendor deste magnifico obra real não desapareceu. Ainda hoje, incluindo eu, milhões de visitantes ficam fascinados com a sua monumentalidade. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1984.

No Monte Abantos, existe um poço de neve construído no tempo de Filipe II para refrescar as almas do Palácio do Escorial durante Verão, face ao calor tórrido da planura castelhana. Nos dias de hoje, inúmeras famílias espanholas fazem um passeio de inverno para ver a neve.

Considerações finais sobre a visita ao Paláacio-mosteiro do Escorial e impressões sobre Madrid.

O lema “Plus ultra”, isto é, a grandiosidade cosmopolita e imperial de Espanha está omnipresente. Era o mote de Carlos I de Espanha (V do Sacro Império Romano), senhor de domínios que incluíam boa parte da Europa e da América. Espanha teve uma rápida ascensão ao topo do Mundo. As contantes guerras e participações em conflitos europeus, nos séculos XVII e XVIII, mostraram a decadência política, económica e militar no contexto europeu. O povo espanhol, ainda hoje, sente nostalgia e melancolismo desses tempos idos. Porém, no campo das artes – literatura e pintura -, a Espanha floresceu com a prosa de Miguel de Cervantes e da pintura de Diego Velásquez. Hoje, a sua grandiosidade está patente nos na escala das suas Catedrais, claustros e na língua castelhana espalhada nos quatro cantos do Mundo. Este passeio é mais agradável durante o Inverno e na Primavera. Ainda, em Madrid, existe um edifício muito semelhante ao Escorial e construído, em 1958, em estilo herreriano durante o regime franquista (1936-1975): o Cuartel General del Ejército del Aire (Moncloa).

Senhores passageiros, próxima viagem…Madrid. É tempo de regressar! Até à vista, Escorial Monumental! Viajar é ir e voltar! Regressamos a Madrid com apontamentos e memórias fotográficas. España, me encanta!

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS FACEBOOKINSTAGRAM E NO PORTAL SAPO VIAGENS! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS, ONDE PODE REVER ESTE E OUTROS ARTIGOS DA NOSSA AUTORIA…

🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial da capital espanhola nos seguintes links:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece uma extensa informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a pesquisar e a organizar a sua próxima viagem a Espanha. Já o Web oficial de Turismo Madrid permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá encontrar o posto de turismo para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela cidade. Para mim, esta é a melhor forma de começar a visita a Madrid: a Plaza Mayor.

No caso especifico da localidade de San Lorenzo del Escorial, o leitor poderá consultar informações sobre o que fazer, o que visitar, saborear, onde dormir e como chegar a este “Ayuntamiento” dos arredores da capital madrilena, na página oficial do turismo local (Oficina de Turismo): https://www.sanlorenzoturismo.es/.

Para visitas ao Escorial, consulte os seguintes sítios web https://entradas.patrimonionacional.es/en-GB/informacion-recinto/1/san-lorenzo-del-escorial e https://www.patrimonionacional.es/visita/real-monasterio-de-san-lorenzo-de-el-escorial?language=en. Se tiver curiosidade em saber um pouco mais sobre o Palácio do Escorial [ou sobre Espanha], recomendo as seguinte monografias:

Gaya Nuño, J. A. (s.d.). El Escorial. Plus Ultra.

KAMEN, H. (2KAMEN, H. (2010). The Escorial: Art and Power in the Renaissance. Yale University Press. http://www.jstor.org/stable/j.ctt1npxf4

Morris, Jan. (2016), Espanha. Tinta-da-China.

Parker, Geoffrey (1978), Felipe II: la biografía definitiva. Planeta.

Rady, Martyn (2021). Os Habsburgos: ascensão e queda de uma potência global. Temas e Debates.

Existe um pacote turístico muito especial: o Tren de Felipe II. Este comboio histórico realiza-se entre Madrid (Príncipe Pío) e El Escorial. No pack “Imperial” (30€), os entusiastas ferroviários desfrutarão de uma viagem de comboio (50 min), um percurso pedestre pelo casco histórico da vila de San Lourenzo de El Escorial e uma visita guiada ao interior do Mosteiro de San Lorenzo de Escorial (no pacote ainda está incluída o transbordo rodoviário entre a estação de El Escorial e o Mosteiro). As visitas guiadas são acompanhada, segundo informações no site da empresa que explora este comboio histórico, por guias turísticos acreditados pela Comunidade Autónoma de Madrid.

Como chegar:

Saiba mais em: https://www.renfe.com/es/es/cercanias/cercanias-madrid/lineas

Quer saber mais sobre Madrid? Siga as redes sociais do Turismo de Madrid no InstagramFacebook e YouTube.

🔖Nota Informativa:

Esta viagem foi realizada em Janeiro de 2018 em Madrid. Escrita, com distanciamento e o rigor necessário, no mês de Setembro de 2021. Se quiser o roteiro de viagem elaborado pelo Blogue OLIRAF, o leitor poderá descarregar o seguinte documento: RoteiroMadrid2018. Se gostou, pode meter gosto e partilhar o artigo nas redes sociais. Não custa nada para si, ajuda-nos a crescer e a partilhar mais dicas, sugestões e crónicas de viagem.

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

✒️Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL©OLIRAF (2021)

📭 OLIRAF89@GMAIL.COM

📕Blogue OLIRAF associa-se à iniciativa “#EuFicoEmPortugal” e participa no segundo livro da Associação de Bloggers de Viagens Portugueses (ABVP).

✒️ Portugal é um país repleto de inúmeras maravilhas naturais, patrimoniais e humanas. Na impossibilidade de viajar, seja cá dentro e lá para fora, os Livros são ótimas escolhas para viajar sem sair do conforto do lar. 25 bloggers de viagem portugueses aceitaram este desafio, lançado pela ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, no âmbito da iniciativa #EuFicoEmPortugal.🇵🇹 Foi uma das formas encontradas por esta associação sem fins lucrativos para incentivar os seus associados a conhecer as “belezas menos exploradas do nosso país” e a dinamizar o turismo interno no nosso país, procurando criar conteúdos que levem os portugueses a viajar pelo Portugal, particularmente, em territórios de baixa densidade. O resultado dessas experiências deu origem ao segundo livro colaborativo da ABVP, editado pela Idioteque. E nós fomos uma das 25 estórias contempladas. Trata-se de um grito de resistência, e de resiliência e de manter viva essa nobre arte de praticar o ócio: o ato de viajar. É uma espécie de vá-para-fora-cá-dentro.

➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖

A INICIATIVA #EuFicoEmPotugal (ANTENA 1 | RTP PLAY)

A Associação de Bloggers de Viagem Portugueses (ABVP) é fundadora da iniciativa #euficoemportugal que promove experiências de viagens, únicas e diferenciadoras, em Portugal. Neste âmbito, durante o verão de 2020, dezenas de bloggers de viagem portugueses associados da ABVP lançaram-se numa campanha de divulgação do nosso país. Foi um contributo de todos aqueles que acreditam que as viagens têm o poder de mudar o mundo. Percorreram o país de norte a sul, de este a oeste, em todos os distritos e nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. Destas experiências de viagem resultou um podcast na rádio público – Antena 1 – em conversas de viagens com jornalista Tiago Alves.

➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖➖

Próximo Destino: Portugal. E se fosse desafiado, caro leitor-viajante, por 25 Bloggers de Viagem Portugueses a (re) descobrir o nosso país?

Depois do livro “Viagens de uma vida“, lançado em meados de 2020, a Associação de Bloggers de Viagem Portugueses (ABVP) promove o o segundo livro colaborativo, desta vez, com estórias e crónicas de viagem pelo território português, particularmente, em territórios de baixa densidade. Trata-se de um contributo, inspirado por 25 estórias de viagem, para dinamizar o Turismo em Portugal. Um dos sectores, e um dos motores económicos da economia portuguesa, mais atingidos pela pandemia da Covid-19. Na primeiro livro, como escreveu na badana do livro, Filipe Morato Gomes escreveu o seguinte: “Tal como nós, que o leitor se sinta inspirado para partir, explorar e ‘descobrir-se’”.  É o mote do presidente desta comunidade de bloggers nacionais.

Trata-se da segunda aventura no universo dos livros a cargo da ABVP. O livro surge de uma parceria entre a ABVP (Associação de Bloggers de Viagem Portugueses) e a Idioteque. A Idioteque abraça, novamente, este projecto editorial centrado nas melhores experiências de viagem vividas, por inúmeros bloggers de viagem associados da ABVP, em diversos territórios de baixa densidade de Portugal Continental e Ilhas. A obra é uma selecção de 25 textos, de 25 bloggers, com mais de 150 páginas de estórias e 50 fotografias ilustrativas que dão cor ao segundo livro colaborativo da ABVP. É o epílogo da iniciativa #EuFicoEmPortugal .

“Quanto mais viajo, mais tenho a certeza de viver num país extraordinário, com uma diversidade a todos os níveis notável” diz o autor do blogue Alma de Viajante. O livro é da ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses. O epilogo desta iniciativa e/ou a ideia do selo que está na capa do livro, tipo “um contributo para dinamizar o turismo em Portugal, numa altura tão especial como a que vivemos”.

Também Rui Barbosa Batista, fundador do blogue BornFreee e jornalista da LUSA, refere que “o livro não fala só de lugares”, mas de pessoas – “o maior património” – e experiências vividas por todo o território, de Trás-os-Montes ao Alentejo.

“A Idioteque não poderia passar ao lado desta iniciativa que visa reanimar o turismo português”, diz o editor, Manuel Andrade, que renova a parceria com a ABVP em nome do “lado mais profundo e quantas vezes telúrico e feérico do nosso maravilhoso país”, percorrido de norte a sul, de este a oeste e até às ilhas.

A capa deste livro foi decidida pela editora Idioteque e pela VASP © Créditos Idioteque

Sinopse

Neste livro, pela primeira vez 25 dos mais influentes bloggers de viagem nacionais juntaram-se para um objetivo concreto: com os seus textos promover o turismo em Portugal, atenuando o brutal impacto da pandemia no setor, com especial ênfase nos territórios de baixa densidade.

A obra é uma seleção de duas dezenas e meia de olhares e experiências muito diversificados sobre destinos espalhados pelo território português. Desce de Melgaço, onde um Outro Portugal começa, e segue em busca de histórias encantatórias como a da baleação na Ilha do Pico, apeando-se por várias páginas junto ao calor das gentes e dos sabores alentejanos, enquanto vai regando a narrativa com os ainda pouco conhecidos vinhos da Beira Interior. Passa também pelas minas abandonadas de São Domingos, acenando de caminho aos garranos no Gerês e levando-nos a conhecer os Castelos de Sintra, bem como os montes de Alvarenga, a lagoa de Óbidos, o rio Tejo ou a empreita em Loulé, entre outras inúmeras belezas, menos explorada.

Capa, lombada e verso do livro #EuFicoEmPortugal, com o presidente da ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, Filipe Morato Gomes, e editado pela Idioteque © Créditos Idioteque

Sobre a minha crónica de viagem: a lagoa de óbidos.

Existe uma região ainda por descobrir e está mesmo às “portas” de Lisboa. A região Oeste é onde estão as minhas raízes, particularmente, no concelho de Torres Vedras. Dai, a minha escolha afetiva ser uma experiência realizada nesta região bem portuguesa. A minha participação na iniciativa #EuFicoEmPortugal, traduziu-se, assim, numa crónica, escrita e fotográfica, sobre a Lagoa de Óbidos, um dos ex-libris naturais e paisagísticos de uma região muito particular: o Oeste.

Trata-se de uma crónica oestina com sabor a maresia. Há lugares fantásticos, perto de nós, mas longe da multidão. O concelho de Óbidos integra este leque restrito. Considerado um dos destinos nacionais mais turísticos, e não obstante a sua história secular, a verdade é que a vila se tem renovado ano após ano. Os eventos culturais multiplicam-se, de forma a atrair visitantes continuamente, desde os miúdos aos graúdos, e há acontecimentos para todos gostos.

O Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos (CILO), iniciativa liderada pela #LPNatureza, pretende que todas as pessoas usufruam de uma experiência de visitação para descoberta da Lagoa de Óbidos. Trata-se de um novo produto turístico, destinado a pequenos grupos, ideal para famílias, seguro, de conforto ou de aventura, que reúne natureza, cultura e bem-estar numa das mais belas paisagens do Oeste. Nesta crónica de viagem pretendi dar a conhecer a minha experiência [de um dia] no maior sistema lagunar costeiro de Portugal, bem como as suas memórias, património, vivências e objetos, devidamente contextualizados, são fundamentais para conhecer e compreender a história da Lagoa de Óbidos, integrantes do seu património e parte vital da identidade e comunidades locais desta região de Portugal. Estou grato por partilhar as suas memórias, fotografias, objetos e outros testemunhos deste lugar único que é património de todos nós. Foi um gosto colaborar e dar a conhecer um pouco da vossa paixão e divulgação do melhor que se faz em Portugal, ao nível da promoção do turismo de experiências, particularmente, na região Oeste de Portugal.

Excerto do livro #EuFicoEmPortugal, com a crónica de viagem pela Lagoa de ÓBIDOS, escrita pelo autor e blogger Rafael Oliveira © Créditos OLIRAF

Viajar não é apenas passear por países, lugares e paisagens exóticas. Viajar é conhecer. E não há nada que entusiasme mais um viajante do que partilhar com os outros aquilo que vivenciou. Não é um guia de viagem. Não é um Livro de Viagens. É um livro de muitas estórias de experiências em viagem. É isso que pode encontrar neste livro colaborativo da ABVP. Feito de viajantes conhecidos para viajantes anónimos. Para mim, escrever é uma necessidade. Ler é uma viagem. “Querer simplesmente escrever, como andar. A necessidade não é de escrever, mas de querer escrever. Tal como a necessidade não é de amar, mas de querer amar”, lê-se no road movie MOVIMENTO EM FALSO (1974), de Wim Wenders.

Com saudades de viajar? Nós também. Faça História partilhando a sua.

▶️ Livro #EuFicoEmPortugal apresentado em streaming a partir de Montalegre.

O Lançamento, com transmissão online (veja aqui o link), em jeito de conversa foi feito partir do Ecomuseu de Barroso – Espaço Padre Fontes, em Montalegre, um dos municípios retratados na obra. Estavam presentes as mesmas quatro pessoas do primeiro livro: os bloggers de viagem Filipe Mourato Gomes (Alma de Viajante), na qualidade de Presidente da ABVP, Rui Batista Barbosa (Bornfreee), autor do texto que se passa na região, e o representante da editora Idioteque. A moderação foi efetuada pelo jornalista Tiago Alves, da #Antena1. Face aos constrangimentos da pandemia Covid-19, o público não pode assistir presencialmente à apresentação do livro colaborativo da ABVP.

Eis a lista de Blogs/Autores que participaram no livro #EuFicoEmPortugal:

  • 23 Quilos à Justa – Soraia Deus e Pedro Moita
  • 100 Rota – Francisco Agostinho
  • 365 dias no mundo – Raquel Morgado e Tiago Pinto
  • A Crush On – Lígia Gomes
  • Alma de Viajante – Filipe Morato Gomes
  • Bornfreee – Rui Barbosa Batista
  • Carimba o Passaporte – Pedro Costa
  • Continuando à procura – Carla Ferreira
  • Contos Alfacinhas – Filipa Chatillon
  • Daniela Santos Araújo – Daniela Santos Araújo
  • Entre Vinhas – Madalena Vidigal
  • Explorandar – Diana Bencatel e Ricardo Mendes
  • Intrepid Jumpers – Diogo Frias e Filipa Frias
  • LikedPlaces – Maria Antónia Lopes
  • Lugares Incertos – Jorge Duarte Estevão
  • Marlene On The Move – Marlene Marques
  • Menina Mundo – Miriam Pina
  • OLIRAF – Rafael Carvalho de Oliveira
  • Passaporte no Bolso – Mónica Rodrigues Alves
  • Portugal de lés a lés (Hit the Road) – Jorge Montez
  • Sempre entre viagens – Inês Miranda
  • Travel Random Notes – Sónia Dias
  • Viajar entre viagens – Carla Mota e Rui Pinto
  • Viajário Ilustrado – Carlos Brum Melo e Ana Catarina Silva
  • Wandering Life – Catarina Leonardo

🛒 COMO ADQUIRIR A PUBLICAÇÃO #EuFicoEmPortugal?

O livro está com um design muito apelativo, recheado de estórias diferenciadoras, fotografias ilustrativas das experiências e de fácil leitura. São vários rostos, vários percursos e várias experiências Este livro dá a conhecer lugares únicos e extraordinários em Portugal, como as estórias de quem a viveu. Estará à venda nas principais livrarias portuguesas a partir do próximo dia 22 de junho, com o preço de capa de 15€. Por exemplo, na WOOK, o livro já se encontra em pré-venda e disponível para encomendas online. Como bibliófilo, amante de livrarias tradicionais e do comércio local, sugiro que procurem em livrarias alternativas – que tanto precisam da nossa ajuda -, como são o caso da Palavra de Viajante (Lisboa), da Livraria Esperança (Funchal) ou do Insensato | Café-Livraria (Tomar).

📚 Apoie e incentive os autores: adquira uma versão especial do livro.

Caso tenha interesse em receber uma cópia autografada (e personalizada) pelo autor do Blogue OLIRAF, teremos todo o gosto em enviar-lhe um exemplar por correio (via CTT, as moradas exclusivamente em Portugal Continental e Ilhas). Também posso entregar em mão (Lisboa, Torres Vedras e na Madeira). O preço do livro é de 15€ + portes de envio. O preço final ficará por 17€. Poderá, assim, recebê-lo comodamente em sua casa. Para tal, basta enviar-me um e-mail – oliraf89@gmail.com – com a quantidade de exemplares pretendida, o seu nome e a morada do domicilio. Importa referir que ao adquirir esta publicação está a ajudar os Membros da ABVP (Associação de Bloggers de Viagens Portugueses), onde me incluo, a criar, incentivar e a partilhar estórias de viagem em Portugal e no Mundo. Queremos, acima de tudo, chegar ao maior número possível de pessoas, promover a leitura e a viajar de uma forma mais sustentável.

NÃO PERCA AS MINHAS ESTÓRIAS, AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM e no SAPO VIAGENS! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

📝Nota Informativa:

O Blogue OLIRAF agradece o convite dos parceiros do projeto “Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos”, uma iniciativa Orçamento Participativo Portugal (OPP) que conta com o apoio da FCT e da Ciência Viva, e com a participação na sua execução da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, da Câmara Municipal de Óbidos e do Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania. Resta-me, também, agradecer as empresas de animação turística – Interdital – Natureza e Aventura e a Passa Montanhas – que dão a conhecer inúmeras experiências sustentáveis pela Lagoa de Óbidos.

Esta crónica de viagem foi efetuada no mês de Setembro de 2020 no terreno. Foi escrita em Março de 2021 durante o segundo confinamento no contexto da pandemia Covid-19.

Este artigo pode conter links afiliados.

🔗Para mais informações:

A ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses promove o desenvolvimento profissional dos bloggers de viagens e estimula a criação de relações éticas e transparentes com os leitores e com o mercado de viagens em Portugal. Organizamos palestras e workshops para capacitar os associados com ferramentas fundamentais para a melhoria contínua dos seus blogs; Encorajamos ações concertadas entre os bloggers de viagem que sirvam de exemplo e motivem os leitores a tornarem-se viajantes mais conscientes; Estimulamos a criatividade, o pensamento crítico e a produção de conteúdos originais e inspiradores dentro do segmento das viagens e turismo; Incentivamos a partilha de conhecimento e interação entre os bloggers, bem como a participação em eventos do setor. Artigos relevantes para os bloggers de viagem e os parceiros ligados à indústria do turismo.

O Blogue OLIRAF foi aceite, em Outubro de 2020, como membro Associado Colaborador da ABVP – Associação de Bloggers de Viagem Portugueses. Recentemente, o nosso projeto de escrita e fotografia de viagens teve oportunidade falar sobre o nosso nicho de mercado: o Turismo Militar ⚔️. Pode ler aqui, o nosso artigo no blogue da Associação.

Junte-se a esta comunidade digital que inspira as pessoas a viajar! Ética, formação e bom senso em viagem. É trazer o melhor do Jornalismo de Viagem para o Mundo Digital.

Caso tenha um blog de viagens, leia as perguntas frequentes e os benefícios dos associados, e verifique se o seu blog se enquadra nos pré-requisitos e está de acordo com o Código de Ética da ABVP. Se partilhar da nossa filosofia e dos nossos valores, associe-se agora! Se pondera e tem interesse em trabalhar em parceria com bloggers de viagens qualificados, entre em contacto!

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

 🖋️Texto: Rafael Oliveira  📸 Fotografia: Oliraf Fotografia 

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL©OLIRAF (2021)

 CONTACTO: OLIRAF89@GMAIL.COM

📌À descoberta de Sevilha (Espanha): três sugestões histórico-culturais para fotografar…

📷 Sevilha: pérola do Guadalquivir, jóia de Espanha. Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edificios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o  Archivo General de Indias, construído na 2.ªMetade do Século XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se nesta urbe colossal e monumental.

O viajante Washington Irving (1783-185) apelidava a região da Andaluzia o “Oriente Europeu”. E com razão. Os ecos da civilização islâmica estão um pouco por toda a parte nesta região e, em especial, na cidade de Sevilha. Se Lisboa deu Novos Mundos ao Mundo, Sevilha construiu o Novo Mundo. Deixo-vos, assim, três sugestões fotográficas para visitar na capital da região espanhola da Andaluzia:

📍Catedral Gótica e La Giralda de Sevilha

Lisboa-1-12Ah, a Giralda! O “Rincone” mais conhecido da capital da região da Andaluzia. Um hino à beleza arquitectónica  das civilizações Islâmica e Cristã. Que belos 104,1 metros de altura! Que verticalidade monumental!  Sabia que a Catedral de Sevilha é o maior templo gótico do Mundo? Sevilha tem a maior catedral do reino de Espanha e a maior catedral gótica do Mundo. É uma obra humanamente colossal e monumental. Daí, este templo-monumento ser considerado, desde 1987, Património Mundial da Unesco. A Catedral de Sevilha [e a sua torre-minarete] são uma autêntica aula de História sobre o legado islâmico desta cidade andaluza. A primeira foi construída entre 1401 e 1506. Já a segunda, construída entre 1184 e 1196, durante o período almóada de Sevilha. Nem o Terramoto de 1755 (Lisboa) desfigurou este templo-monumento. Uma prova da sua robutez construtiva e resiliência perene. Não deixe de subir as inúmeras rampas que dão acesso ao topo do antigo minarete islâmico e sinta-se um verdadeiro “almundem”, imaginando que está a anunciar as cinco chamadas diárias à oração. Pelo caminho, fique a conhecer a história deste minarete islâmico (adaptado a torre sineira no século XVI), através de um circuito expositivo com objectos alusivos à sua construção desta vertical obra. Após a visita, não deixe de conhecer o Pátio das Laranjeiras. Ah, a essência do al-Andalus! Visitar a Catedral e La Giralda é um belo exemplo da tolerância que reinava no antigo al-Andalus.

📍Jardins do Real Alcázar de Sevilha

Sevilha-3 copy

Real Alcázar de Sevilha é um dos mais antigos complexos palacianos do continente europeu. Construído no séc. VIII, sob alicerces romanos, pelos descendentes do profeta Maomé e, posteriormente, aumentado pelos reis cristãos de Castela. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1987. Nas 5.ª e 6.ª temporadas de GOT, é o cenário da exótica e exuberante Casa Martell, com as suas exóticas fontes e os jardins exuberantes do “Water Gardens of Dorne”. Os salões, os pátios e os jardins dão cor e forma à residência palaciana dos governantes do reino de Dorne: a cidade de Sunspear. O Patio de las Doncellas, a Sala de los Embajadores, Baños de Maria Padilla e os jardins são locais cinematográficos que nos transportam para a época do al-Andalus e para a beleza arquitectónica  da Civilização Islâmica na Península Ibérica. Um exemplo da mescla cultural entre muçulmanos e cristãos que deu origem a um estilo artístico: a arte mudéjar.

📍Ruínas da antiga cidade romana de Itálica

Sevilha-7Da ficção para a realidade. Localizada em Santiponce, nas proximidades de Sevilha, a antiga cidade romana de Itálica é um enorme complexo arqueológico de 10 ha. Foi a primeira cidade romana fundada na Península Ibérica pelos Romanos, no ano 206 a.C. Aqui nasceram os Imperadores Adriano e Trajano. Mas, o seu ex-libris é o antigo anfiteatro romano. Tinha uma capacidade para 25 mil espectadores, além dos dez a quinze mil habitantes de Itálica. A plateia deliciava-se com as gloriosas e sanguinárias lutas de gladiadores na arena. Ainda bem que as mentalidades mudaram. Todavia, as pedras ficaram para contar as estórias da História.  Durante a 7.ª temporada de GOT,  a “DragonPit” foi o local de encontro entre a rainha-mãe Cersei e a mãe dos Dragões Daenerys Targaryen, após uma entrada de assustadora beleza do grandioso Drogon. A escolha para visitar este local não foi feita ao acaso. Trata-se do terceiro maior anfiteatro da Roma Antiga, fora da Península Itálica.

Não deixe de fazer…

  • subir ao topo do Metropol Parasol (Plaza de La Encarnación) para contemplar uma das melhores vistas panorâmicas da cidade de Sevilha;
  • conhecer a História da América Espanhola no  Archivo General de Indias;
  • realizar um tour pela Plaza de La Maestranza;
  • percorrer os inúmeros palácios de Sevilha, tais como, Casa Palacio de las Dueñas, Casa de Pilatos, Palacio de la Condessa de Libreja, entre outros;
  • assistir a um espectáculo de Flamenco na Casa de la Memoria;
  • aventurar-se nos bairros tradicionais e sinta o “salero” da cidade de Sevilha: Triana, Santa Cruz, La Marcarena e Los Remedios;
  • conhecer o legado pictórico dos maiores mestres e de obras singulares do barroco espanhol (Pacheco, Zurbarán, Cano, El Greco, Ribera, Murrillo entre outros), no Museo de Bellas Artes de Sevilla;
  • ver o que resta das antigas muralhas da época Almóada (Bairro de Santa Cruz);
  • fazer um passeio de barco pelo rio Guadalquivir (ou na Plaza de España);
  • ver uma partida de futebol do Sevilha FC e Bétis de Sevilha.
  • compre uma recordação tradicional, por exemplo, um abanico sevilhano para oferecer à sua cara-metade.
NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

✈ Como chegar:

Através da aplicação Go Euro fiz uma comparação das companhias de transporte com melhor relação custo-tempo. Optei por viajar de autocarro para Sevilha com a empresa  rodoviária “low-cost” Flixbus, uma vez que já tenho experimentado o serviço desta empresa na minha escapadinha a Madrid (2018) O autocarro é moderno e com excelentes condições a bordo (Wi-fi & Ar Condicionado). A viagem de ida e volta ficou à volta de 50 €, onde optei por viajar à noite. Aqui está uma excelente opção para quem não queira pagar uma noite de estadia. Mas, não recomendo repetir, muitas vezes, esta experiência.  A partida é feita na estação do Oriente (Lisboa) com destino à Estación de autobuses de Sevilla (Plaza de Armas).

🏠 Onde ficar:

Em Sevilha existem inúmeras opções económicas de alojamentos, consoante o número de dias que irá ficar na capital espanhola. Bem perto do centro histórico de Sevilha, optei por ficar no Koisi Hostel Sevilla. Trata-se uma excelente opção para quem queira ficar no centro da cidade de Sevilha e ter acesso rápido a todas as actividades e locais culturais. Na minha opinião, os seus pontos fortes são a localização e o preço. Há inúmeras actividades, mas todas elas são pagas. O pequeno-almoço não está incluído, mas à sua volta está servido por óptimos cafés.

🍜 Onde comer:

Mercado de Triana (Bairro de Triana), é uma boa sugestão para saborear a gastronomia andaluza, com uma óptima relação custo-qualidade. Entre a Ponte de Triana e a Ponte de San Telmo, a calle Betis tem inúmeros restaurantes e tascas para saborear umas boas tapas, com um ambiente sereno que contagia qualquer um. Para quem quer um sítio calmo e com uma boa vista para a cidade de Sevilha, o Maria Trifulca é uma uma excelente escolha para os viajantes com um paladar mais exigente e que queiram um maior conforto. Todavia, a relação custo-qualidade não é a melhor. A Confitería La Campana (1885) é um marco gastronómico local. Aqui, o forasteiro pode saborear uns deliciosos bolos, chocolates tradicionais ou de um quente café con leche. É uma excelente escolha para tomar um pequeno-almoço sevilhano. E dizem que os reis de Espanha adoram!

🔗Para mais informações:

O website do Turismo de Espanha (Visit Spain) oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha,  permitindo descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Por outro lado, pode consultar, também, os sites do turismo oficial da região da Andaluzia ( e da cidade de Sevilha (Visitasevilla).

Uma escapadinha a Sevilha (ou uma roadtrip por Espanha) está nos seus planos? Se não, é melhor fazer uma lista de locais que tem de conhecer e organizar a agenda para descobrir esta cidade verdadeiramente cultural e vibrante. Poderá encontrar, por exemplo,  alguns artigos escritos por nós com dicas sobre o património histórico-cultural de Espanha.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros.  Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira  📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

 FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL©OLIRAF (2020)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

🌍OLIRAF Blogger Trips 2019: 12 Experiências, 12 Imagens 📷

📷 Foi uma década de grandes e exigentes desafios que termina. 2019 foi o ano que finaliza uma década recheada de sucessos pessoais e profissionais. Viajamos de Norte a Sul de Portugal, incluindo a Ilha da Madeira. Do Turismo Histórico-Militar ao Enoturismo. Dos locais turísticos aos pitorescos. Recordemos, então, o ano 2019 que termina. Gostamos de viajar, não porque gostamos de mostrar, mas porque nos dá prazer. Sempre com a curiosidade pela História e com a vontade de inventariar o Mundo e de catalogar as experiências. Para mais tarde, arquivar na nossa memória. Fomos um dos nove finalistas dos prémios Discoveries Awards (2019), patrocinado pela Via Verde, em parceria com o Município de Óbidos. Saímos da nossa zona de conforto – a fotografia de viagem – e arriscamos na categoria de Escrita; a Sapo Viagens, seleccionou uma das nossas fotos da aldeia histórica de Piodão, da rede social Instagram, para um artigo online; Recentemente, a convite da Culture Trip, falamos sobre a tendência do Turismo Militar e das ruínas do extinto Regimento de Artilharia de Costa. Leia aqui.

👨🏼‍🏫Conferência sobre Turismo Militar (Lisboa, Portugal)

20191201233936_IMG_9940
Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos © Créditos fotográficos: Carina Palma

 A convite da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos (APAC) realizei, no passado dia 2 de Dezembro de 2019, uma comunicação “O Turismo Militar como forma de preservação e salvaguarda do património histórico-militar: o caso do blogue OLIRAF” no âmbito do Ciclo de Conferências subordinado à temática: Novos Meios de Divulgação Patrimonial. Os Blogs, que decorreram no secretariado da APAC, respectivamente, entre 7 e 21 de Outubro, 4 e 18 de Novembro e 2 de Dezembro de 2019. Agradecemos a oportunidade por falar sobre o nosso projecto de escrita e fotografia de viagens e dar a conhecer a um público mais alargado. Deixo, aqui, o resumo da minha conferência.

🎖Discoveries Awards da Via Verde  (Óbidos, Portugal)

Fomos um dos três blogues finalistas da 2.ª edição do Discoveries Awards (2019), na categoria de Escrita de Viagens. Infelizmente, não ganhamos. Foi a primeira vez que saímos da nossa área de conforto, a fotografia, e apostámos na Escrita. No entanto, vamos continuar a inspirar as pessoas a ter Mundo, a dar a conhecer o nosso Portugal e a incutir o gosto pela História. Sabe sempre bem ver reconhecido a nossa paixão pela escrita e fotografia de Viagens, em especial, pela Via Verde. Parabéns aos nosso amigos Alexandre Anabela Narciso (do Blogue @vagamundos_pt). No final, quem ganhasse, pagava uma Ginginha de Óbidos. E assim foi! 🔝 (Re) leia aqui o nosso artigo sobre a Aldeia Histórica de Monsanto.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 imagens que reflectissem os lugares que mais gostei de conhecer. Esperamos inspirar os nossos leitores a conhecerem Portugal e a viajar mais pelo Mundo em 2020. Apesar da subjectividade visual reflectir uma escolha pessoal, deixo-vos o Best of das minhas Blogger Trips 2019. Eis a seleção de 12 imagens:

🏡Aldeia do Juízo (Pinhel, Guarda)

AldeiaJuizo (1)--3O quotidiano habitual de uma aldeia beirã chamada Juízo. Reza a lenda que um Juiz habitava nestas latitudes. Aqui, a vida corre sempre vagarosa. A essência desta aldeia do concelho de Pinhel (Guarda) reside neste pequeno grande pormenor: as gentes humildes, trabalhadoras e humanas. O dia tinha começado cedo na acolhedora e quente aldeia do Juízo, no concelho de Pinhel (Guarda). Por uma hora, o enigmático mentor das Casas do Juízo, José Guerra, guia-nos pela História Local e pelos pormenores do Juízo. Se tiver perdido, o próprio irá receber-vos com a sua alegria e simpatia que caraterizam as gentes trabalhadoras e humildes da região da Beira Alta. Através do passeio matinal pelas ruas desta aldeia beirã que ficamos a conhecer o seu percurso de vida e como a paixão pelo Juízo o levou a apostar num projecto de recuperação de casas antigas para fins turísticos. O objectivo é contrariar o Êxodo Rural e apostar no Turismo de Aldeia. No final, o visitante pode deliciar-se na Taberna do Juiz com os sabores e aromas gastronómicos da região da Beira Alta. Para mais informações, pode ler aqui.

🚂 Comboio Histórico do Douro (Régua, Norte)

ComboioHistórico

Comboios há muitos. Históricos, e a vapor, são casos raros na imensidão geográfica da ferrovia europeia. Todos os anos, a CP – Comboios de Portugal – faz as delicias de milhares de entusiastas dos caminhos de ferro em Portugal.  O Comboio Histórico do Douro percorre a centenária Linha do Douro, uma das mais antigas linhas ferroviárias de Portugal,  entre a Estação da Régua e do Tua, com paragem na aldeia do Pinhão. Realizar esta viagem, a meu ver, é recordar a importância dos caminhos-de-ferro durante a REvolução industrial Inglesa. Antes de haver veículos motorizados,  a única ligação com o progresso do mundo civilizado e com a política da burguesa e humana da cidade do Porto, era feita por estes “monstros mecânicos” .Eis uma forma diferente de conhecer o coração do Vinho generoso do Porto: a região do Alto Douro Vinhateiro. Se gosta de Turismo Ferroviário pode fazer o Comboio Histórico do Vouga (Aveiro) e visitar as instalações do Museu Ferroviário (Entroncamento). Para mais informações, poderá ler aqui.

💣Recriação Histórica do XV Cerco de Almeida (Guarda)

XVCercoAlmeidaAlma até Almeida! Na imagem, a recriação do “Assalto à Fortaleza” que decorreu nas Portas de São Francisco. De um lado, os Franceses. Do outro, os Ingleses, Portugueses e os Espanhóis. No XV Cerco de Almeida (2019), organizado pela Câmara Municipal de Almeida pelo Grupo de Reconstituição Histórica do Municipio de Almeida (GRHMA), com a  participação de centenas de recreadores de Espanha, França, Inglaterra e Portugal, podemos ver um Acampamento Histórico-Militar,  o mercado oitocentista, recriações de batalhas diurnas e nocturnas, desfiles militares e concertos e bailes oitocentistas, entre outras coisas.  A 28 de Agosto de 1810, as tropas do VI Corpo do Grand Armée, comandado pelo Marechal Ney, entram triunfalmente em Almeida, após a explosão do paiol do Castelo de Almeida. Estava, assim, conquistada a mais importante praça-forte entre os rios Douro e Tejo. Massena mostrara ao descendente de César e Alexandre, Napoleão Bonaparte que, em tantos anos, era possível a conquista de Portugal à frente de um temível e numeroso exército. Felizmente, tal não aconteceu. E porquê ? Os ingleses, aliados de longa tradição de Portugal, equiparam e comandaram o exército português que combateu valorosamente nas Guerras Peninsulares. E não esquecer as Linhas de Torres Vedras, bem como os heróis anónimos da Guerrilha Popular que foi quebrando o ânimo do inimigo jacobino…que submetera e saqueou o nosso país a ferro e fogo! O Regimento de Infantaria N.°23, liderado por Pedro Casimiro, do Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida (GRHMA) é um dos muitos rostos anónimos que dão cor,forma, ritmo e autenticidade às recriações Históricas da Guerra Peninsular (1807-1814) em Portugal. Afinal, foi em Almeida que tudo começou. Para mais informações, poderá ler aqui.

✈️ Sevilha (Andaluzia, Espanha)

Sevilha-3 copySevilha é uma autêntica cidade cinematográfica. Os filmes Lawrence of Arabia (1962), a saga Star Wars (2002), Reino dos Céus (2005) e, mas recentemente,a série Game of Thrones (2015) foram imortalizados pela indústria cinematográfica de Hollywood.Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D. Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edifícios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o Archivo Geral das Índias, construído na 2.ª metade do séc. XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se aqui. O Real Alcázar de Sevilha é um dos mais antigos complexos palacianos do continente europeu. Construído no séc. VIII, sob alicerces romanos, pelos descendentes do profeta Maomé e, posteriormente, aumentado pelos reis cristãos de Castela. Foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1987. Nas 5.ª e 6.ª temporadas de GOT, é o cenário da exótica e exuberante Casa Martell. Os salões, os pátios e os jardins dão cor e forma à residência palaciana dos governantes do reino de Dorne: a cidade de Sunspear. O Patio de las Doncellas, a Sala de los Embajadores, Baños de Maria Padilla e os jardins são locais cinematográficos que nos transportam para a época do al-Andalus e para a beleza arquitectónica  da Civilização Islâmica na Península Ibérica. Um exemplo da mescla cultural entre muçulmanos e cristãos que deu origem a um estilo artístico: a arte mudéjar.

💣Fam Trip pela Rota Histórica das Linhas de Torres  (Sobral, Oeste)

Linhas TVD - Sobral copy

“Atreva-se e Mude o seu destino, onde mudámos o de Napoleão!” é mote da Rota Histórica das Linhas de Torres para visitar e relembrar o mais barato sistema defensivo da História. Sabia que as Linhas de Torres Vedras foram declaradas Monumento Nacional em 2019? Para nós, as Linhas de TVD já o eram há imenso tempo! Estas Linhas Defensivas, construídas no contexto da III Invasão Francesa (1810-11), são demonstrativas da capacidade técnica da engenharia militar luso-britânica e da resiliência do povo português, em relação às fracas elites que dirigiam Portugal, desde o Brasil.  As caminhadas e o BTT são  um excelente mote para (re) descobrir uma rota histórica, aliando o prazer da actividade física à curiosidade histórica, bem como a contemplação da paisagem envolvente.  Quando estamos saturados da atividade quotidiana alfacinha, rumamos à região do Oeste para admirar e viajar pelos acontecimentos que fazem parte da História de Portugal: as linhas defensivas de Torres. Por exemplo, o Forte do Alqueidão é um dos melhores pontos paisagísticos para admirar o complexo sistema defensivo erguido a norte da península de Lisboa. Uma História de Fortes. E de vistas Fortes! Recentemente, em Outubro de 2019, foi lançada a Revista Invade da RHLT. Para saber mais informações, poderá ler aqui.

📲 Passeios da Instameet Lisboa (Barreiro, Portugal)

Instameet (Barreiro)O que é um Instameet? É um encontro de instagramers, de norte a sul do país, que pretendem dar a conhecer locais de uma cidade. A mentora Catarina Leornado organiza, desde Outubro 2019, com realização mensal, encontros entre instagramers para promover locais dos arredores da cidade Lisboa. Foi o caso do concelho do Barreiro, onde exploramos três rotas turísticas: a industrial (CUF), a de Arte Urbana (Vhils) e a Rota dos Moinhos de Vento e de Maré. Das três, o nosso destaque vai para os passadiços [de madeira] não existem apenas no Rio Paiva. No concelho do Barreiro existe um passadiço ribeirinho que percorre um “oásis” natural e arquitectónico, entre os antigos Moinhos da Maré e de Vento. É o caso do Moinho de Vento Nascente, um dos três moinhos eólicos da praia fluvial da Alburrica, edificados na segunda metade do século XIX. Hoje em dia, são o postal ilustrado da cidade do Barreiro. Há descoberta de uma das Rotas Turísticas do Barreiro: a Arte Urbana. Na imagem, um dos icónicos fotógrafos barreirenses: Augusto Cabrita. Para mais informações, poderá ler aqui.

🍷Open Day da Quinta do Gradil 2019 (Cadaval, Oeste)

QuintadoGradil (1)-1 copy

Quer passar um dia rodeado de História e de vinho? Ou um local tranquilo e ideal para escapar à rotina citadina? A uma hora de Lisboa, no coração da região Oeste de Portugal,a encontrámos uma antiga quinta rural que pertenceu ao Marquês de Pombal (1760). É a Quinta do Gradil. A arquitectura barroca e a cor amarela desta antiga residência nobre destacam-se, ao longo da EN115. na paisagem vitivinícola e rural.  A produção de vinho, segundo fontes documentais, remonta ao ano de 1854. A Quinta do Gradil conta com 120 hectares de vinha, tornando-a uma das maiores produtoras vitivinícolas da região de Lisboa. Com um clima fresco e temperado, a escassos 20 Km do Atlântico e a menos de 5 Km da bucólica Serra de Montejunto, é um bom mote para partir à descoberta dos seus Vinhos Brancos e Tintos. Tem como embaixadores os vinhos “Quinta do Gradil”, “Mula Velha” e “Castelo do Sulco”. Com uma forte tradição vitivinícola secular, a Quinta do Gradil é um dos ex-libris da região Oeste, só superada pela majestosa e deslumbrante beleza da Serra de Montejunto. Por trás de um grande produtor, há sempre uma grande vinho. Afinal, estamos numa das mais antigas propriedades agrícolas e dos principais marcos histórico-culturais do concelho do Cadaval. É uma Quinta com [uma magnifica] História! Brindemos a isso!

📍Núcleo Museológico da Artilharia de Costa da Madeira (Funchal)

BatariaAntiaéreaFunchal

Aproveitando as nossas férias natalícias na Ilha da Madeira, fomos para conhecer uma Bataria de Costa que irá integrar a futura Rota de Turismo Militar da Ilha da Madeira, promovida pela Zona Militar da Madeira (ZMM). O Núcleo Museológico da Bataria de Costa (Pico da Cruz),  integrada na unidade militar do exército português, o Regimento de Guarnição N.º3 (RG3), é um excelente exemplo da preservação e divulgação de uma antiga unidade militar de defesa costeira, ao contrário do que sucede em Portugal Continental. A sua construção, iniciada e finalizada em 1940, foi o resultado da débil insegurança marítima e a problemática falta de recursos materiais e estruturas de defesa costeira do Arquipélago da Madeira, mais concretamente, da cidade do Funchal. Face às lições apreendidas com os bombardeamentos  dos submarinos alemães U38 (1916) e (1917)- os icónicos e temidos U-boat da marinha imperial alemã – à cidade do Funchal, no contexto da I Guerra Mundial (1914-1918), as autoridades militares nacionais decidem a construção de uma Bataria de Costa no Pico da Cruz. Estas três “sentinelas de aço”, com material de origem alemã – peças Krupp 15 cm de Tiro Rápido –  zelaram pela segurança da população Funchalense durante a II Guerra Mundial. Afinal, o inimigo vinha do oceano! Além da visita ao Núcleo Museológico da Bataria de Costa, no futuro os turistas e visitantes locais poderão visitar a antiga Bataria Antiáerea do Pico do Bucho, artilhada com 4 peças Vickers 9,4 cm, e o Museu Militar da Madeira (Palácio de São Lourenço). Para mais informações, poderá ler aqui. fez emergir a problemática da defesa da ilha e as consequências económicas e sociais da insegurança daí resultantes.

Moinho da Maré de Corroios  (Seixal, Portugal)

MoinhodaMaré (Seixal)Visitar o Moinho da Maré de Corroios foi , para mim, vivenciar outras épocas. Épocas em que era utilizada a energia das marés pelo Homem para actividades de moagem (cereais). Edificado, no alvor do séc. XV, por iniciativa de Nuno Álvares Pereira, foi o primeiro dos 60 moinhos de moageiros que existiram ao longo do estuário do rio Tejo. Mais tarde, em 1404, foi doado ao frades carmelitas do Convento do Carmo de Lisboa, no âmbito do testamento do Santo Condestável. O zénite dos Moinhos da Maré foi séc. XVI. Os Descobrimentos exigiam enormes quantidades de trigo para alimentar as frotas que partiam para “dar novos Mundos ao Mundo”. O famoso “biscoito” era cozido duas vezes para aguentar a dureza dos mares. Quem disse que a História é uma seca? É tudo uma questão de descoberta e paixão pela constante curiosidade pelo Mundo que nos rodeia. Trata-se de uma actividade gratuita, mas com inscrição obrigatória, promovida pelo Posto de Turismo do Seixal para o público que queira conhecer um pouco da História do concelho da margem sul do Tejo. Para mais informações, leia aqui.

🎞Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s (Funchal)

Museu Vicentes copyEm pleno centro da cidade do Funchal, na Rua da Carreira, existem um emblemático edifício que alberga, desde 1865,  um dos estúdios fotográficos mais antigos do Mundo: o Atelier Vicente`s. Em Portugal apenas subsistem dois do séc.XIX: o já referido Atelier Vicente`s (Funchal) e a Casa-Estúdio Carlos Relvas (Golegã). Aberto, em 1982, o antigo Museu Vicentes, esteve fechado ao público, entre 2014 e 2019. Recentemente, em Julho de 2019, o antigo Museu Vicentes reabriu, com pompa e circunstância, para delicia dos amantes da história e arte fotográfica. Além de manter o estúdio fotográfico original do fotógrafo insular Vicente Gomes da Silva , a Exposição permanente conta com uma vasta e deliciosa coleção fotográfica de inúmeros fotógrafos, profissionais e amadores, madeirenses: João Francisco Camacho, Vicente Photographos e Perestrellos Photographos. É de salutar e louvar a recuperação deste património secular para a sociedade madeirense e para as comunidades de outras latitudes que visitam a Ilha da Madeira. O Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente`sé tutelado pela Direção Regional da Cultura e as coleções fotográficas estão depositadas e inventariadas pelo Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira (ABM). Contém uma extensa coleção de máquinas fotográficas, processos fotográficos, equipamentos ópticos, mobiliário de época, cenários e adereços, entre outras curiosidades, desde o séc. XIX e XX, materializando os anos de atividade da família de fotógrafos insulares: os Vicentes. Visitá-lo é reavivar a memória insular e a História da Fotografia no continente Europeu, imaginando como seria o quotidiano  e a vivência de um fotógrafo do séc. XIX.  Entre 1852 e 1978, as quatro gerações da familia Vicentes documentaram acontecimentos históricos da Ilha da Madeira e retrataram os habitantes, ilustres e menos ilustres, da sociedade madeirense, monarcas portugueses e europeus, presidentes ou aventureiros que passavam  por estas latitudes. Para mais informações, poderá ler aqui.

🏡Aldeia Histórica de Portugal – Piodão (Arganil, Coimbra)

Piodão (Arganil)E agora Piodão, a própria Aldeia! Percorra, demoradamente, as ruelas desta aldeia Histórica bem portuguesa e solte a curiosidade de fotógrafo-viajante que há em si! Deixe-se surpreender pelos pormenores das casas de xisto, das janelas azuis e pelas gentes locais. E se gosta de fazer Turismo de Aldeia, pode pernoitar na Casa da Padaria e ficar a conhecer as estórias de uma antiga professora primária que apaixonou-se por um antigo padeiro local. Surpreenda-se pela natureza exuberante e a orografia envolvente desta aldeia  de xisto, encaixada num vale da Serra do Açor. Para mais informações, pode ler aqui.

📌 Passeio pelo rio Tejo com a Tritejo (Tancos, Portugal)

Tritejo copyE se fosse visitar o Castelo de Almourol nas próximas férias? Já conhece um dos maiores bilhetes-postais ilustrados do nosso país? Em Maio, a convite da empresa de animação Turística Tritejo, fomos conhecer o concelho de Vila Nova da Barquinha.  Tivemos a oportunidade de (re) visitar um dos locais que faz parte da nossa história e identidade colectiva: o castelo de Almourol! Aqui, há História Que bela silhueta de pedra! Todos somos recolectores de alguma coisa, no meu caso, dos pequenos instantes do passado! Ah, se houvesse maneira de fixar na alma imagens destas! Deve dar “gozo” ver com frequência esta obra bélica. Apreciá-lo com mais tempo e contemplar a sua fascinante cintura de muralhas. Para mim, este Guerreiro de pedra medieval é a comunhão perfeita entre a Natureza e o Homem. Já conhece o “guerreiro de pedra” Templário?  Sabia que a única forma de chegar, é de barco? A @tritejo.insta é uma boa opção para fazer um passeio pelas serenas águas do rio Tejo e contemplar a paisagem envolvente deste exemplar da arquitetura militar templária. A Tritejo organiza passeios de barco, com recurso a energia solar, entre o cais de Tancos e o Castelo de Almourol. Para mais informações, poderá ler aqui.

✔️Quais os vossos destinos  [de viagem] para 2020?

Não temos destinos escolhidos para o próximo ano, visto que podem surgir outras prioridades. Mas, existe uma lista de destinos exóticos e fora dos roteiros tradicionais de turismo que gostaríamos de ir na próxima década: São Tomé e Príncipe (África), Teerão (Irão), Fez (Marrocos), Goa (Índia), Svaneti (Geórgia), Dubrovnik (Croácia) Londres (Inglaterra), Viena (Áustria), Cracóvia (Polónia) e Toscânia (Itália). Espero concretizar algumas destas viagens. Em Portugal, irei continuar a dar prioridade ao Turismo Militar e a dedicar-me à publicação de artigos sobre a região do Oeste e da Ilha da Madeira. Estou certo que irão surgir novos projectos aliciantes, outros destinos vão ganhar prioridade. Estou certo que irei fazer a melhor escolha para mim e que agradem aos leitores do nosso blogue. Acima de tudo, deixo um conselho: façam poucas viagens, mas que sejam intensas e generosas em experiências. Viagem, mas devagar. Observem bem, com atenção, os pormenores e o ambiente que vos rodeia. E olhem o outro!

Desejo a todos os leitores as maiores felicidades a nível pessoal e profissional. Há sempre uma forma diferente e irreverente de ver Portugal e o Mundo que nos rodeia. Votos de um excelente 2⃣0⃣2⃣0⃣ com realizações pessoais e profissionais, bem como muitas viagens por Portugal e pelo Mundo! Afinal de contas, o importante é ter MUNDO!

Rafael Carvalho de Oliveira

Começa o ano a viajar com o Blogue OLIRAF 🌍 Se não tiver ideias para uma evasão, férias ou escapadinhas de fim-de-semana, o leitor pode sempre procurar um especialista. Na dúvida, escolha o blogue OLIRAF! Temos um país imenso, com lugares imensos para desbravar. Um pouco por todo o país existem lugares e regiões que merecem uma visita mais atenta. Pelo país fora, e pelo estrangeiro, há muito património histórico-cultural para visitar ao longo da nova década. Meta-se à estrada e siga as nossas sugestões fotográficas que inspiram a alma de viajante adormecida que há em cada um de nós!

📝Nota Informativa:

O Blogue OLIRAF agradece os convites que chegaram por parte de parceiros, empresas de animação turística e entidades de turismo para conhecer as suas experiências e o património histórico-cultural a eles associado, de acordo com os nossos critérios editoriais. Foi um gosto colaborar e dar a conhecer um pouco da vossa paixão e divulgação do melhor que se faz em Portugal, ao nível da promoção do turismo de experiências.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros.  Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2019)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📌 À descoberta de Monsanto: um olhar fotográfico da “Aldeia mais portuguesa de Portugal”.

📷 Majestosa, forte e alta. São três adjectivos que utilizo para descrever esta aldeia-monumento da região Centro de Portugal. Para mim, a aldeia histórica de Monsanto é a aldeia-rainha do Turismo Português.  Afinal, não há terra igual no nosso país! Trata-se da aldeia com maior consagração nacional, a comprovar estão os prémios de “Aldeia mais Portuguesa de Portugal” (1938), uma das doze Aldeias Históricas de Portugal e, mais recentemente, uma das finalistas da categoria de aldeia-monumento das 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal?

📍Monsanto, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Portugal.

As Aldeias Históricas de Portugal são, na sua grande maioria, antigas povoações fortificadas localizadas junto à raia, isto é, junto à fronteira luso-espanhola. Monsanto, na ciência geográfica, é um Icelbergue, ou seja, um “monte-ilha” resultante dos agentes erosivos. Esta aldeia portuguesa é conhecida e apreciada pelas suas características singulares histórico-culturais e geográficas. Uma viagem curta, mas vivida intensamente. Monsanto é sempre uma boa surpresa para um viajante ocasional.

Monsanto
Gravura do Castelo de Monsanto in Livro das Fortalezas, Duarte d`Armas, c.1509, ANTT

Localizada no Municipio de Idanha-a-Nova, situada a meio caminho entre Penha Garcia e Castelo Branco, esta é uma das doze Aldeias Históricas de Portugal🇵🇹.  Há lugares que despertam o nosso espírito de viajante andarilho existente em cada um de nós. Ícone turístico da região da Beira Baixa, a Aldeia Histórica de Monsanto é uma experiência pelo património edificado e natural, bem como da autenticidade das suas gentes locais. Era uma ambição antiga que nunca se satisfazia como se aquela vontade [de viajar] acumulada por muitos anos nunca mais se fartasse  Monsanto mais do que uma aldeia, a meu ver, é um geomonumento.

A Igreja Matriz (ou de São Salvador) recebe-nos à entrada da “aldeia mais portuguesa” de Portugal. O viajante está em Monsanto. Aqui, o casario  granítico confunde-se com os “caos” de penedos que descem a encosta que observo atentamente. De facto, não é muito diferente do que  o escudeiro  ao serviço de El`Rei D.Manuel I  (1495-1521) desenhou nos princípios do século XVI. Por momentos, senti-me na pele Duarte D’Armas que desenhou este “guerreiro de pedra” na suas errâncias pela fronteira luso-castelhana.

img_20181105_200742_3441062676411.jpgMonsanto, uma aldeia portuguesa. Sabia que foi considerada a “Aldeia mais Portuguesa” de Portugal, em 1938, na vigência do regime Estado Novo? A réplica do Galo de Prata na Torre de Lucano (ou do Relógio) é uma evidência do passado desse concurso, organizado e desenvolvido pelo Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), liderado por António Ferro. Este organismo tinha como objectivo a promoção da coesão nacional e do restauro das “tradições”, através, de concursos, discursos e guias de viagem. Através dos conceitos centrais – popular, o povo, a aldeia e a tradição – o Estado Novo (1933-1974) procurava instituir um universo simbólico que facilitasse a imposição da ideologia política do Salazarismo: a construção de uma identidade nacional.

monsanto (1)A Aldeia era o cenário perfeito para acções de propaganda da raça portuguesa ancestral. Simbolizava o reduto da nação portuguesa – antiga, rural, prestígio do núcleo familiar e da moral, trabalhadora, tradicional, pobre, cristã, honrada e genuína, isto é, o refúgio material e imaterial da conservação, desde tempos remotos, do modo de viver das comunidades, através da história, folclore, artesanato, da religião, sabedoria popular e do património edificado, em oposição ao Portugal cosmopolita e urbano. A política do regime Salazarista, enquanto sistema totalitário e fascista, pretendia evitar, a todo o custo, a “Proleitarização” dos Campos, isto é, defender a coesão nacional face ao massivo êxodo rural para as cidades em busca de novas oportunidades de vida.

 

img_20181107_202518_160-794935924.jpgO miradouro natural, junto ao Forno Comunitário, faz parar curiosos desde a subida do centro da aldeia ao topo da fortificação bélica local. É a parte mais antiga e o ponto mais alto da aldeia. O castelo fica situado num lugar íngreme e de difícil acesso. Nas minhas itinerâncias, a busca da curiosidade dos lugares leva-me sempre a subir a um ponto elevado. Não me fatigo. Nada me emociona que o deslumbramento da revelação de uma paisagem. Após a conquista por D.Afonso Henriques aos Sarracenos, a aldeia de Monsanto foi doada aos Templários. O Castelo de Monsanto foi construído no decurso do século XII pelo mítico Gualdim Pais (1157-1195), grão-mestre da Ordem do Templo em Portugal.

img_20181107_200751_771-2139980262.jpgEste “guerreiro de pedra” foi adaptado à morfologia do meio em que está inserido: as muralhas e a alcáçova fortificada serpenteiam ao sabor das enormes fragas e penedos graníticos. Hoje em dia restam pouco vestígios da torre de menagem. A sua missão era proteger a fronteira leste do Reino de Portugal, em conjunto com os castelos de Penha Garcia e Segura, face às investidas bélicas do Reino de Leão e Castela, visto que, durante a Idade Média, esta zona era muito vulnerável, instável e pouco povoada. Para tal, os primeiros reis da Dinastia Afonsina concederam-lhe Carta de Foral em 1174, 1190 e em 1217. Com um panorama visual 360º, do topo do castelo destacam-se a barragem Marechal Carmona e, ao fundo, o pequeno castelo de Penha Garcia. Para mim, um cenário à medida da Série da HBO “Game of Thrones”!  É difícil transmitir sensações perante esta paisagem singular capaz de deixar qualquer um 💯 fôlego.

monsanto (3)Segundo uma famosa a lenda medieval do cerco ao Castelo de Monsanto, os sitiados enganaram os castelhanos alimentando uma vitela com o pouco cereal que tinham. Julgando que os monsantinos estavam cheios de mantimentos, as tropas castelhanas decidiram levantar o cerco. A Festa de Santa Cruz, em Maio, honra a memória deste episódio da história local. À saída do recinto muralhado, ergue-se o antigo povoado primitivo em redor do Campanário, à esquerda, e da  Capela de São Miguel, à direita. A partir do século XV, os monsantinos instalam-se, progressivamente, na actual aldeia. Trata-se de um belo exemplar da arquitectura românica. Infelizmente, hoje, em ruínas. Mas, estas não deixam de ter o seu mistério. Afinal, as ruínas são o símbolo da passagem do tempo.  Nas proximidades, o viajante curioso poderá visualizar a Torre do Pilão e as respectivas sepulturas antropomórficas. Aqui, o viajante poderá sentir que o tempo não está aprisionado em sólidas muralhas de granito.

img_20181107_202113_845-1045289407.jpgSensivelmente a 758 metros de altitude, a alma de viajante andarilho, tal como o geógrafo Orlando Ribeiro, foi esmagada pelo paisagem envolvente. Monsanto não é apenas uma lição de História. É, também, uma lição de Geografia. De facto, as ciências geográficas e históricas caminham juntas. Ninguém fica indiferente aos inúmeros penedos e blocos graníticos que emergem do planalto da Beira Baixa: são os inselbergue ou montes-ilha. Estas formas de relevo esculpidas com mestria pela acção da natureza, através, dos agentes de erosão (ventos e chuva). A Rocha granítica, neste caso, mais resistente fica à superfície terrestre. Os blocos graníticos exemplificam a força “bruta” da Natureza e a fragilidade do ser humano. Continência aos agentes erosivos! O viajante alarga os horizontes da memória e geográficos. O espanto da novidade a qualquer instante. Natureza exuberante e surpreendente. A experiência directa, e não a leitura de livros, tornou-se no modo de conhecer o mundo real. Uma na forma de olhar o Mundo. É um território de natureza bruta. A largueza dos horizontes abre-nos para a eterna novidade do Mundo.

2018_0428_135837001039201416.jpgMonsanto não se resume ao velho e singelo castelo templário. Após uma prolongada e saborosa visita ao recinto muralhado do Castelo de Monsanto, e pelas vistosas paisagens envolventes, a visita continua numa inocente exploração dos sentidos. Descubro a casa do médico Fernando Namora que, entre 1944 e 1946, praticou medicina na aldeia de Monsanto. Construída em 1931, uma placa assinala a presença deste vulto da cultura literária portuguesa do século XX. Este escritor português amava a autenticidade e a solidão do Mundo Rural, ao contrário das vivências citadinas. O próprio sentia-se um “estrangeiro na cidade”. Estou certo que uma parte da sua obra literária foi inspirada e escrita nesta aldeia bem portuguesa. Veja-se o caso da obra “Nave de Pedra” (1975).

monsanto (2)À porta de uma casa de Monsanto encontro uma idosa tecendo e que saboreava a azáfama quotidiana de forasteiros que vêm visitar a sua singela aldeia. De súbito, ocorro-me a citação de um grande pensador e intelectual da nossa História, o Padre António Vieira (1608-1697):  “Somos o que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas duramos.” Os meus olhos depararam-se num objecto com características e formas peculiares. Perguntei-lhe na minha ignorância o que era. Respondeu-me: uma Marafona. Trata-se de uma Cruz de madeira vestida com aspecto de boneca (sem olhos, sem orelhas e nariz) com os trajes típicos da região de Monsanto, associada a cultos de fertilidade, utilizada para afastar o perigo das trovoadas e participa nos desfiles da festa da Divina Santa Cruz, no dia 3 de Maio. No final, optei por comprar a dita “Marafona” e pedi ainda a autorização para captar uma foto para levar como recordação. Um belo exemplo da tradição, identidade e folclore que faz desta aldeia uma das doze Aldeias Históricas do Centro de Portugal. Será que esta tradição irá perder-se? Interrogo-me. Só o tempo o dirá.

monsanto (4)A singularidade da sua localização num complexo rochoso, e construída no seio de um “caos” imenso de blocos de granito, a aldeia histórica de Monsanto, no concelho de Idanha-a-Nova, ganhou em 1938 o Galo de Prata e a designação da “aldeia mais portuguesa de Portugal”. Gente simples ocuparam penedos graníticos para vincar a dureza da vida quotidiana nestas latitudes. As pedras e o Homem. O Adufe e a Música. Os Horizontes e as suas Histórias. O Coração sentimental de Portugal. Coordenadas do tempo e do espaço em uma extensão sem precedentes. E um museu a céu aberto à História de Portugal e da Geografia Física. Presença e força que ditam a essência e singularidade da sua povoação. O Adufe e a Marafona são exemplo disso. Neste “Monte Santo” houve uma comunidade milenar que, ao longo dos milénios, soube adaptar-se ao meio envolvente.

Nas redondezas da aldeia histórica de Monsanto, não deixe de visitar:

  • a povoação raiana e as minas de Segura;
  • as termas de Monfortinho;
  • o Parque Nacional do Tejo Internacional;
  • o núcleo museológico do Paleozóico;
  • o Castelo e os moinhos etnográficos de Penha Garcia;
  • a povoação espanhola de Alcántara e o seu ex-libris: a Ponte Romana;
  •  o conjunto fortificado da aldeia histórica de Idanha-a-Velha.

Apesar de não ter nascido com passaporte de turista, como dizia o escritor Alves Redol, fui construindo uma paixão pela viagem. Viajar é aprender com o olhar. Estou no Centro de Portugal. Facto. Mas, há um dia da nossa vida que temos de descobrir um “Centro” que nos conduza pelo caminho das nossas fraquezas em busca de certezas. Monsanto é um belo exemplo da adaptação do Homem ao meio. Segundo Ernest Hemingway, a cidade de “Paris é uma Festa”. Já, para mim, Monsanto é uma Evasão. Aqui, existe uma harmonia entre o ser humano e a natureza. Durante as minhas viagens, tal como Fernando Namora, afasto-me da profissão para que o viajante possa emergir dentro de mim.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial desta vila do Alto Minho nos seguintes links:

O website do Turismo da Região Centro oferece informação actualizada sobre a imensa do Centro de Portugal, sendo a melhor opção para começar a planear uma viagem à região. Recomendo, também, a consulta do sitio digital das Aldeias Históricas de Portugal, visto que permite descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros. Importa salientar que poderá pesquisar no site do Município de Idanha-a-Nova para saber mais informações e dicas para fazer e planear o seu roteiro pela aldeia histórica de Monsanto.

Monsanto está localizada a cerca de 25km a nordeste de Idanha-a-Nova. A estrada nacional N239 faz a ligação de Idanha a Monsanto num percurso com uma duração de cerca de 45m de carro. Se vem de Lisboa ou do Porto pela A1, deverá sair para a A23 na saída de Abrantes/Torres Novas. Na A23 saia pela saída de Alcains/Penamacor e siga as indicações para Idanha-a-Nova.

Coordenadas GPS: 40.0454776, -7.2296209

Ler mais em:

CASTELO-BRANCO, Salwa El-Shawan (ed.) ; BRANCO, Jorge Freitas (ed.). Vozes do Povo: A folclorização em Portugal. New edition [online]. Lisboa: Etnográfica Press, 2003 (generated 24 janvier 2019). Available on the Internet: Capítulo 9. O concurso “A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal” (1938) >.

Documentário  “A ALDEIA MAIS PORTUGUESA DE PORTUGAL” realizado por António de Meneses (1938).

NOÉ, Paula – Os castelos da Ordem do Templo em Portugal. Lisboa: SIPA, 2016.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2019)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📷Roteiro Fotográfico pelo Reino de Espanha: as minhas sugestões para evasões histórico-culturais…

📷 El viajero en el país de Cervantes e Velásquez. O Reino de Espanha é um dos países mais turísticos e belos do Mundo. Amo Espanha como sempre amei Portugal. Para mim, tal como Ernest Hemingway, um dos meus países preferidos para realizar uma escapadinha cultural. Sugestões e impressões pessoais para um roteiro fotográfico pela essência do património histórico-cultural de “nuestros hermanos”. Sinta e viva o “salero” hispânico!

Com uma superfície de 504800 km² e quase 50 milhões de pessoas, a Espanha é um dos paises mais montanhosos do continente Europeu, depois da Suiça, conferindo uma dinâmica de paisagem que alterna entre cordilheiras, vales fluviais e vastos planaltos. Trata-se do país ideal para sugerir uma roadtrip ditada pela Geografia e História. Estas conferem uma singularidade própria e uma riqueza paisagística cheia de oportunidades de evasão! Pela minha experiência académica, profissional e pessoal, o Reino de Espanha tem dezenas de cidades e vilas que são merecedoras de uma visita sem pressa e para apreciar o que as rodeia. Deixo-vos,assim, 13 sugestões fotográficas para visitar no país de “nuestros hermanos”:

📍Salúncar do Guadiana (Andaluzia)

bloggertrip-algarve-funriversaluncarguadianaSalúncar do Guadiana: uma terra de fronteira. Situada nas margens do Guadiana, esta vila singela recebeu José Saramago, o nosso Nobel da Literatura (1998), esteve nestas paragens, em 1980, no âmbito da sua Viagem a Portugal. Deixo-me surpreender pela singularidade do casario branco de Salúncar do Guadiana e do seu “Guerreiro de Pedra” – o Castillo de San Marcos – que domina a paisagem envolvente. Esta pequena urbe nasceu da necessidade do controlo e vigilância do transporte de bens alimentares (trigo, azeite e mel) e de minério (ouro,prata e cobre), através do rio Guadiana, pelas  ocupações humanas sucessivas que a usavam na transição entre as rotas comerciais do Mediterrâneo e do Atlântico. Se tiver um lado mais radical, o leitor poderá aventurar-se na travessia do rio Guadiana na “ÚNICA TIROLINA TRANSFRONTERIZA DEL MUNDO”, pode ler-se na empresa limitezero.com. A paisagem arrebatadora entre Salúncar do Guadiana e Alcoutim – as duas vilas gémeas do rio Guadiana -, como afirmou José Saramago, permite viver esta experiência devagar e com tempo. Aventure-se. E surpreenda-se!

📍Ponte de Alcántara (Extremadura)

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é espanhapontealcantara-2.jpg

A majestosa e monumental Ponte Romana de Alcántara atravessa as serenas águas do rio Tejo. Trata-se de uma verdadeira atração turística e uma das razões de ter ido a estas latitudes. O cenário arquitetónico é um dos mais belos “rincones” emblemáticos dae toda a Extremadura Espanhola. Aqui, o viajante pode recuar até ao passado e imaginar as legiões romanas, hordas de povos bárbaros, mouros, castelhanos, portugueses e franceses pisaram estas pedras e passaram o rio Tejo rumo ao nosso país.  Para mim, está ponte não é uma passagem. É uma viagem através do tempo. Há pontes que são verdadeiras obras de arte que impõem respeito e admiração!

📍Olivenza (Extremadura)

Olivenza (2)

Olivenza mantém a essência de Olivença. Trata-se de uma agradável e pitoresca cidade fronteiriça da raia luso-espanhola. Para quem percorre o seu “casco histórico”, como referem os “nuestros hermanos” aos seus centros históricos. O viajante não fica indiferente à escala do seu património edificado de origem portuguesa. De facto, ao percorrermos a raia luso-espanhola descobrimos dezenas de antigos castelos medievais, de menor e maior escala. Todavia, o que realmente impressiona ao viajante é a Torre de Menagem de Olivenza mandada construir por Dom João II em 1488. É mais alta da fronteira, com cerca de 40 metros, sendo acessível por 17 rampas até ao topo. Daqui, contemplamos a monumentalidade de Olivenza, o demonstra a sua importância histórica, política e militar para o antigo Reino de Portugal, face a Castela. Afinal, foram mais de cinco séculos como território de Portugal. Com quase doze mil habitantes (2016), esta vila da Extremadura Espanhola, nas proximidades de Badajoz, é um ponto de (re) encontro entre as culturas portuguesa e espanhola. Afinal de contas, Olivença personifica duas faces da mesma moeda. Para muitos, “Olivença é filha de Espanha, neta de Portugal”.

📍Madrid (Comunidad  de Madrid)

Madrid (2)

A monárquica Madrid é a maior e mais povoada urbe da Península Ibérica e umas das maiores cidades europeias. Fundada nos meados do Século XVI, durante o “Sieglo de Oro”, por Filipe II de Espanha (Dinastia dos Áustria). Até ai, a maior cidade da “Jangada de Pedra”, como refere o Nobel da Literatura José de Saramago à Península Ibérica, era Lisboa. Mais tarde, em meados do Século XIX, esta foi suplantada por Madrid como a cidade mais importante da Península Ibérica. De facto, a posição central na Peninsula Ibérica foi vital para a fixação da corte dos Áustrias (Séc. XVI-XVII) na pequena urbe castelhana. Mais tarde, a Dinastia dos Bourbons (Séc. XVIII) ajudaram a fomentar s consolidação desta cidade como a “cabeça” da Monarquia Hispânica (e o “coração” da Península Ibérica). Em Madrid podemos destacar o famoso Palácio Real de Madrid, antiga residência real da Dinastia Bourbon, construído pelo neto de Luís XIV, Felipe V de Bourbon (1700-1746).

📍Sevilha (Andaluzia)

Lisboa-1-12

Sevilha é uma autêntica  cidade-museu ao ar livre. Com o rio Guadalquivir aos seus pés, a capital da Andaluzia preserva um importante legado patrimonial-cultural do Reino de Espanha. Sabia que Carlos V de Habsburgo e Isabel de Portugal, filha de D.Manuel I, casaram-se nestas latitudes? E que a descoberta do Novo Mundo fomentou o crescimento da cidade, em virtude do seu porto ser servido pelo rio Guadalquivir? Afinal, esta cidade andaluza não é apenas o berço do Flamenco. O seu património histórico-cultural revela-nos a importância e a sua beleza secular. Edificios como a Torre del Oro, o Archivo General de las Indias, a Catedral e a Giralda de Sevilha, o Palácio real de Sevilha, a Plaza de Espanã  e, mais recentemente, o Metropol Parasol são visitas obrigatórias. Todavia, o Archivo Geral das Indias, construido na 2.ªMetade do Século XVI, impressionou-me pela sua dimensão. Afinal, uma boa parte da documentação histórica – “burocrática” – do Império Espanhol encontra-se aqui.

📍San Lorenzo de El Escorial (Comunidad  de Madrid)

Escorial (2)Deixe para trás a agitação urbana de Madrid e faça uma pausa nos arredores da capital espanhola, nomeadamente um passeio pelas cercanías de Madrid. Porque não conhecer o Mosteiro de San Lorenzo do Escorial nas proximidades do Monte Abantos? A uma hora de Madrid, através da Linha C-3 da Renfe Cercanías, em pleno coração da Serra de Guadarrama, encontra-se o majestoso San Lorenzo de El Escorial, pensado pelo Rei Filipe II de Espanha, no século XVI, para comemorar a vitória na Batalha de San Quitín, ocorrida a 10 de Agosto de 1557, contra os franceses. Trata-se de um belo exemplar do estilo austero do arquiteto de Filipe II: Herrera. Suba ao mirador de Abantos para apreciar uma panorâmica do Mosteiro e, ao fundo, da malha urbana de Madrid. Aqui, a quase 50 Km de Madrid, o viajante poderá fazer uma caminhada pelos trilhos de natureza da Sierra de Guadarrama (e sentir o ar puro da natureza) sempre acompanhado pela envolvência monumental do Mosteiro del Escorial.

📍Valladolid (Castilla y León)

Valladolid (172)

Valladolid era uma perfeita desconhecida para mim. E acredito que também para muitos portugueses. Sabia que teve muita importância histórica entre os Reis Católicos e os Felipe (s) de Espanha. Felipe II de Espanha nasceu aqui. É uma cidade com imensa curiosidade histórica, seja na sua arquitectura urbana e religiosa. Quem diria que nesta cidade castelhana também existia um jardim – Campo Grande de Valladolid – para recreação dos seus habitantes, tal como em Lisboa. Ao final da tarde, podemos ver vários jovens a conviver, os mais idosos meter a conversa em dia, os mais traquinas nas suas fantasias e os mais graúdos a comer umas tapas. De facto, os Espanhóis sabem usufruir do espaço público. Cá para mim, só vão dormir a casa. Sabia que Cristóvão Colombo morreu, em 1506, nesta cidade?

📍Alburquerque (Extremadura)

AlburquerqueBadajozExtremadura (3)

De Lisboa a Albuquerque são cerca de 270 quilómetros. De Marvão, cerca de 70 km. A vila de Alburquerque está entre a cidade de Badajoz e a vila de Valência de Alcântara, bem no centro da antiga província romana da Lusitânia, na actual comunidade autónoma espanhola da Extremadura. Não vem nos roteiros  turísticos ou guias de viagem tradicionais, como a cidade de Badajoz, mas não precisava de tal distinção para merecer uma visita. É aqui que encontramos um dos mais imponentes – e bem preservados – “Castillos” da região e de toda Espanha (segundo o guia que nos fez a visita guiada gratuita ao recinto), mas a riqueza não é apenas histórica e arquitectónica,mas também paisagística. Dentro do seu  pequeno, mas acolhedor, centro histórico e do recinto muralhado começamos logo por descobrir histórias, pedras e símbolos familiares, de origem portuguesa.

📍Salamanca (Castilla y León)

fuji-x-t10-55

Após atravessar a região do “Campo Charro”, entre Ciudad Rodrigo e os arredores de Tordesilhas, chegamos à monumental cidade de Salamanca. A arquitectura exterior e interior da Catedral Velha e Nova cativa o olhar de qualquer viajante. Aqui, podemos sentir a influência e a importância do poder religioso e temporal nas dinâmicas urbanas ao longo dos séculos. Para Miguel de Unamuno, a cidade de Salamanca “…Es una fiesta para los ojos y para el espíritu. Ver la ciudad como poso del cielo en la tierra de las aguas del Tormes.” Acima de tudo, a cidade de Salamanca é um museu ao ar livre em que se destacam a Catedral Nova e Velha, o Palácio de Monterrey, Convento e Igreja de las Agustinas ou a Casa das Conchas, já a chegar à Plaza Mayor. Do topo da torre da catedral nova, podemos contemplar a arquitectura monumental desta cidade de Castilla y León. Ao fundo, podemos ver a transição do Campo Charro para as Tierras de Campo. Há muitas razões para visitar a “Monumental” Salamanca,uma cidade com uma vivência surpreendente. A “Coimbra Espanhola” deixa muitas saudades por quem passa.

📍Granada (Andaluzia)

img_20161112_221341A vista do Mirador de San Nicolás é arrebatadora! E qual a razão? A Alhambra detém o nosso olhar de espanto. De facto, esta cidade andaluza, Granada, encanta e admira qualquer viajante que chega pela primeira vez e a contempla. Granada é o Alhambra, o bairro Albaicín e o El Generalife. Veja-se a singularidade da Acequia Real do El Generalife: um verdadeiro paraíso. Foi construído pelos sultões nazarís para refúgio do quotidiano cortesão da Alhambra de Granada. Tal como eles, fujo das “massas” de turistas que inundam o complexo fortificado do Alhambra. Afinal, trata-se do monumento mais visitado do Reino de Espanha. Quem diria? Foi uma bela surpresa contactar com a simplicidade desta “Horta Real” com as suas fontes, hortas e belos jardins que nos transportam para outras latitudes. O Éden podia ser aqui. Esta cidade andaluza transmite boas vibrações a qualquer forasteiro ou viajante andarilho. Há cidades que nos tocam a alma. Granada é uma delas. E aquele momento em que recebes a notificação que o Turismo de Espanha partilhou, e mencionou, a tua foto na sua página oficial do Instagram.

📍Ciudad Rodrigo (Castilla y León)

Ciudad Rodrigo (38)

Entre Portugal e Salamanca, esta praça de fronteira foi palco de inúmeras guerras entre Cristãos e Mouros (Renquista Cristã),  Portugueses e Castelhanos (Guerra de Sucessão entre partidários de Isabel, a Católia e os partidários de Joana, a Beltraneja) e, mais tarde, entre  Espanhóis e Franceses (Guerra da Independência).  Com inúmeros edificios civis, militares e religosos que contam muitas estórias da história desta cidade da província de Salamanca. Destacamos o Castelo Medieval e o seu recinto de muralhas, bem como a Catedral de Santa Maria. Todavia, o marco histórico que ficou gravado na nossa memória foi a Torre de las Campanas que é um testemunho dos cercos cruéis durante a Guerra Peninsular (1807-1814) efectuados pelas tropas francesas de Massena (1810) e as tropas Inglesas de Wellington (1812). Ainda hoje, o viajante poderá ver oas marcas das balas de canhão efectuada pela artilharia de campanha.

📍Córdoba (Andaluzia)

Fuji X-T10 (113)

Ir a Córdoba é realizar uma viagem no tempo (e com tempo). Um encontro entre o Ocidente e o Oriente. Ao percorrer as suas ruas e bairros históricos,o viajante tem uma noção nitida da convivência e cruzamento de influências milenares entre Judeus, Muçulmanos e Cristãos que habitavam o Al-Andalus. Sabia que a Ponte Romana de Córdoba, atravessa pelo rio Guadalquivir, foi um dos cenários de Game of Thrones em Espanha? Se é um fã (nático) da Série da HBO deve recorda-se da Ponte de Volantis. Esta cidade andaluza contém património histórico-cultural com o selo da UNESCO, nomeamente o centro histórico, a Mesquita-Catedral,  as ruinas arqueológicas do antigo palácio califal de Madinat al-Zahra e o bairro Judeu. Foi o berço da antiga capital califado Omíada (929-1031), fundada por Abd al-Rahman III. Experimente fazer a Rota Omíada e deixe-se surpreender pelo legado arquitectónico e cultural da civilização islâmica de Espanha: o Al-Andalus. Sabia que Carlos V de Habsburgo, o rei-itinerante, salvou esta obra de arte da civilização islâmica para contemplação de imensos curiosos da História?

📍Santigo de Compostela (Galiza)

Silves-1-46

Se todos os caminhos vão dar a Roma, em Espanha, todos os caminhos vão dar a Santiago de Compostela. Quem não conhece, ou já percorreu, o caminho de Santiago? Localizada na Galiza, esta cidade é uma das capitais para os crentes que professam a religião cristã. Fruto do imenso e variado património edificado de cariz religioso, sendo o seu ex-libris a Catedral que, segundo a lenda, está sepultado o Apóstolo Santiago (Maior), um dos doze apóstolos mais próximos de Jesus Cristo, a cidade de Santiago de Compostela é património Mundial da Unesco. Anualmente, esta pequena cidade recebe centenas de milhares de peregrinos que percorrem o caminho de Santiago, vindos inúmeras latitudes do globo terrestre. Afinal, o caminho não é uma viagem, mas sim uma experiência de vida!

📍Mérida (Extremadura)

Mérida_MuseoRomano-1-3

O “Templo de Diana”, assim lhe chamou D.Bernabé Moreno de Vargas no século XVI, é um dos ex-libris da monumentalidade da antiga capital da província romana da Lusitânia (uma das três províncias da Hispânia): Emerita Augusta. Segundo a historiografia local, foi construído no final do século I a.C ou no inicio do século I d.C. Na 2.ªMetade do século XX, após escavações arqueológicas, constatou-se que este templo era dedicado ao culto Imperial. Durante o século XVI,aproveitando a estrutura, o Conde de los Corbos construiu uma residência palaciana que permitiu a sobrevivência da primitiva construção da época romana. Apesar das semelhanças arquitectónicas e de culto com o Templo Romano de Évora, o espaço envolvente não é muito harmonioso.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Para mais informações:

O website do Turismo de Espanha – Visit Spain – oferece informação atualizada sobre o destino Espanha. É a melhor opção para começar a planear uma viagem a Espanha,  permitindo descarregar mapas e um conjunto de informações sobre os transportes públicos, locais de interesse, museus, gastronomia, entre outros.

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📌À descoberta do F(O)LIO – Festival Literário Internacional de Óbidos: uma viagem literária e fotográfica pela vila-rainha da região Oeste.

📷 Bela e singela. São dois adjectivos para descrever esta vila medieval da região Centro de Portugal. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Sabia que o  seu castelo medieval foi eleito, em 2007, uma das 7 maravilhas de Portugal? Afinal, não há terra igual no nosso país! 

Entre 27 de Setembro a 7 de Outubro de 2018 ocorreu o FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. À boleia da minha nomeação como finalista da 1.ºEdição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 tive um excelente motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos. Segundo o jornal Britânico The Guardian, esta vila literária é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”. É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

img_20181008_080745_641-1453401165.jpg

Esta vila-museu é um marco  histórico-cultural e paisagístico incotornável do Centro de Portugal, em especial, da identidade da região Oeste. El-Rei Dom Dinis (1261-1325) resolveu dar à sua jovem esposa D.Isabel de Aragão (1271-1336), em 1281, como dote a mais bela jóia da Estremadura: Óbidos. As rainhas dispunham, assim, de “casa própria”, de rendimentos, terras e,acima de tudo, de espaços para recreio e lazer, na sua grande maioria, por doação régia. Esta vila medieval esteve até 1833 inserida no património da Casa das Rainhas.  Ainda hoje, o viajante poderá comprovar o impacto do mecenato régio em inúmeros edificios que dão forma ao património edificado desta localidade. Com a implantação do regime liberal, a Casa das Rainhas foi extinta, por decreto de 18 de Março de 1834, pelo rei D. Pedro IV,  sendo o seu património, bens e rendas integrados no Estado Português.

img_20181009_085705_425-1846960023.jpg

Em Óbidos, as fotografias saem sempre bem e cheias de tonalidades cromáticas. As suas muralhas, castelo e o seu casario transportam-nos, através de uma máquina do tempo, até ao imaginário da época medieval! Enfim, esta vila do Centro de Portugal é, na minha subjetiva opinião, um belo e singelo relato literário para viajantes do tempo. O tempo da História. Da nossa História. É uma das mais ricas e perfeitas jóias da arquitectura militar da Estremadura. O Castelo de Óbidos e as suas muralhas adjacentes, segundo o arquitecto Raul Lino (1879-1974), são “um dos exemplares mais perfeitos da fortaleza medieval portuguesa”. Durante muito tempo, esta maravilhosa, singela e pitoresca vila de Portugal, esteve nas mãos dos Mouros, que tinham pelo local uma especial e justificável predileção. Todavia, o primeiro monarca do Reino de Portugal, em 1148, Dom Afonso Henriques, conquista esta fortificação aos Mouros. De seguida, o monarca ordenou a construção de uma cintura de muralhas erguida em volta do casario medievo e dos principais pontos estratégicos – as torres e as ameias – que vigiavam o litoral atlântico. Em 1195, o rei Dom Sancho I atribuiu a primeira Carta de Foral a Óbidos.

img_20181011_083534_227990401453.jpg

“O FOLIO é uma festa literária em Óbidos, Portugal”, podemos ler na página do Instagram do @foliofestival. Na minha minha opinião, este festival é um ponto de encontro de amantes da literatura, cujo enfoque são tertúlias literárias entre escritores e leitores com pontos de vista diferentes e irreverentes. Podemos afirmar, e confirmar, que este Festival Literário é um dos principais eventos de promoção da cultura literária em Portugal. Afinal, Óbidos, desde 2015, é a Vila Literária de Portugal consagrada pela UNESCO. Ao longo da Rua Direita, uma das ruas mais características e castiças de Óbidos, os amantes literários bucólicos e nostálgicos poderão encontrar e deparar-se, a cada passo, com inúmeros alfarrabistas, livrarias e diversas actividades relacionadas com a arte de bem escrever, bem como vestígios de civilizações romanas e islâmicas.

2018_0817_151957002079747747.jpg

“Amor de Perdição” em plena vila Medieval de Óbidos! Perdi-me neste imenso oceano Literário, em especial pela decoração da Livraria do Mercado. Situado na Rua Direita, este espaço original é um dos pontos mais procurados por turistas e viajantes literários, ocupando um antigo quartel de bombeiros. No seu interior podemos encontrar inúmeras estantes de livros feitas com caixas de frutas reaproveitadas, bem como um pequeno Mercado Biológico. Trata-se, a meu ver, do espaço ideial para comprar um livro usado ou novo de editores independentes.

img_20181015_184249_708-1962259849.jpg

A programação deste festival literário conta com uma vasta programação cultural e literária o que, por vezes, torna-se dificil optar pelas melhores apresentações de livros, debates e tertúlias entre escritores. Foi o caso da conversa sobre o Revisionismo Histórico entre José Pacheco Pereira e Fernando Rosas, organizada pela editora Tinta-da-China, que contou com imensa afluência do público. Afinal de contas, estes dois Historiadores são um dos maiores vultos da Historiografia e da Política do pós-25 de Abril em Portugal. Fernando Rosas, por exemplo, afirmou que o Historiador é um ser subjectivo e isso relecte-se no objecto de estudo. Já Pacheco Pereira, citando Max Weber, confessou que quem escreve História tem de ter uma certa empatia com o objecto de estudo. O debate teve lugar na Casa Tinta-da-China, com moderação de Bárbara Bulhosa, em que estava exposta um conjunto de retratos de escritores portugueses “Retratos 1970-2018”, tais como Sofia de Mello Breyner, António Lobo Antunes ou Valter Hugo Mãe, da autoria do fotógrafo Alfredo da Cunha.

Não deixe de fazer…

  • caminhar no areal da Foz do Arelho e na Lagoa de Óbidos;
  • fotografar um dos mais incónicos edificios religiosos da região Oeste: o Santuário do Senhor Jesus da Pedra;
  • assitir aos grandes eventos temáticos, tais como, Óbidos Vila Natal, Mercado Medieval e Festival do Chocolate;
  • conhecer  um dos maiores vultos da Arte Portuguesa, nomeadamente a colecção de pintura barroca de Josefa d’Óbidos (1630 – 1684) no Museu Municipal;
  • provar a famosa e saborosa Ginginha de Óbidos;
  • visitar a cidade das Caldas da Rainha;
  • ficar uma noite na Pousada do Castelo de Óbidos;
  • explorar os inúmeros encantos e recantos da vila medieval, em especial, as inúmeras livrarias que se situam ao longo da Rua Direita;
NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

Para mais informações:

FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos

ÓBIDOS – Turismo do Centro de Portugal

Câmara Municipal de Óbidos

Posto de Turismo:
Telefone: 262 959 231
E-mail: posto.turismo@cm-obidos.pt

✈ Como chegar:

Localizada a cerca de 80 quilómetros de Lisboa, a vila de Óbidos goza de bons acessos rodoviários (A8) e ferroviários (Linha do Oeste). A partir da capital portuguesa, a viagem  de Automóvel demora aproximadamente uma hora. É a melhor relação custo-tempo. Deverá optar pela A8  em direcçao a Leiria, até à saida 15 (Óbidos). Nos arredores, existem parques de estacionamento, junto ao Posto de Turismo, que são pagos. Se optar pelo Comboio, a Comboios de Portugal (CP) efectua o percurso entre Lisboa e as Caldas da Rainha (Linha do Oeste), com paragens na Estação de Óbidos. A viagem dura aproximadamente duas horas. Todavia, a estação encontra-se um pouco afastada, a cerca de 1,5 km, do centro histórico da vila, sendo a melhor entrada do lado norte da muralha medieval (Porta da Cerca). Poderá, também, apanhar um autocarro que faz o percurso Lisboa – Óbidos.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📝Blogue OLIRAF finalista da 1.ªEdição dos Prémio Latitudes Viagens & Vantagens da Via Verde.

✏︎ O Blogue OLIRAF, Alma de Viajante, Uma Foto Uma História, Contramapa e Porto Envolto  são os finalistas do Prémio Viagens & Vantagens. Esta é a primeira edição de uma iniciativa conjunta Via Verde e projeto Óbidos Vila Literária, que tem como objetivo eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs), com temas de turismo e viagens, publicados sobre Portugal. A equipa do Viagens & Vantagens seleccionou, entre 13 candidaturas analisadas, os melhores trabalhos que mostrem os destinos nacionais de forma única e com o cunho pessoal do blogger.
Em Junho de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens na 1.ª Edição do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens, uma iniciativa da Via Verde e do projeto Óbidos Vila Literária para eleger e premiar os melhores trabalhos de literatura digital (blogs) com temas de turismo e viagens publicados sobre Portugal. Para este concurso literário da Via Verde, optei por concorrer com um artigo sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira, localizado nas proximidades da Aldeia da Comporta (Alentejo). Para mim, ser um dos cinco finalistas, é uma enorme satisfação e realização pessoal, visto que dá uma maior motivação para continuar a inspirar e a publicar artigos de viagens sobre o nosso país.

Prémio Viagens e Vantagens

Parabéns, é finalista!

Temos o prazer de informar que é um dos finalistas ao Prémio Latitudes Viagens & Vantagens.

PARABÉNS!

Convidamo-lo/a a estar presente na cerimónia de entrega de prémios que decorrerá durante o festival FOLIO, em Óbidos, a 7 de outubro, pelas 17H00, na Casa José Saramago, onde serão anunciados o 1º Prémio e Menção Honrosa.

O evento será igualmente uma ótima oportunidade para reunir todos os bloggers de viagem candidatos num momento descontraído e de troca de experiências.

Ficamos honrados por poder contar com a sua presença.

Até lá,

A equipa do Viagens & Vantagens

O que é o Viagens & Vantagens ?

Com esta iniciativa,a  Via Verde, em parceria com a Óbidos Cidade Criativa da Literatura Unesco, promovem um concurso literário “Prémio Viagens & Vantagens”, cujo intuito é a promoção do turismo e a literatura de viagens em Portugal. Destina-se, assim, a premiar os melhores trabalhos publicados, entre 1 de Julho de 2017 e 30 de Junho de 2018, por autores de literatura digital, cujo o tema seja o turismo na vertente das viagens, promovendo o conhecimento cultural e social do destino Portugal e inspirando os leitores a partir à descoberta do país! Segundo Franciso Sequeira Esteves, responsável pelo programa Viagens & Vantagens da Via Verde, aquando do lançamento do prémio, a “ideia é proporcionar aos bloggers a oportunidade de conhecerem ainda melhor os destinos nacionais”.

Quais os Prémios?

O primeiro classificado terá direito a escolher 12 programas de lazer Viagens & Vantagens (máximo de €150 por programa), entre os mais de 70 que estão disponíveis na página Viagens & Vantagens, no site da Via Verde. O prémio da Menção Honrosa receberá três programas de lazer, do mesmo valor individual (€150 por programa).

Ao usufruir dos programas de lazer da Via Verde, os vencedores do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens terão novas oportunidades de viajar por Portugal, e dando assim a conhecer através dos seus blogs o melhor do nosso país, bem como a partilhar as experiências no segmento Descobrir Portugal do site da Via Verde, promovendo os seus contéudos e respetivos blogues junto dos utilizadores diários da Via Verde.

FasePromocionaisBlogue (3)

O Júri do Prémio Latitudes Viagens & Vantagens 2018 é constituído No próximo dia 7 de outubro, às 17H, no FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos, designadamente, na Casa José Saramago, os finalistas saberão o veredicto final do Júri constituido por um representante da Brisa – Via Verde, um representante do Turismo de Portugal (Centro de Portugal) e um membro do projeto Óbidos Vila Literária.

Será, assim, um bom motivo para (re) descobrir o património edificado e o pulsar quotidiano de uma das mais singelas e belas vilas medievais do nosso país: Óbidos, localizada na região Oeste. Segundo o jornal Britânico The Guardian, a vila literária de Óbidos é referida como uma das 10 melhores cidades do livro do mundo: “Óbidos is a beautiful, historic hilltop town with a wall that encloses a compact medieval centre filled with cobbled streets and traditional houses. The town – just over an hour north”.É graticante estar nestas LATITUDES, em especial, numa região bem familiar: o Oeste.

Quem acompanha, assiduamente, o blogue Oliraf sabe que tentamos aliar o melhor da arte fotográfica ao melhor da escrita de viagem, através das estórias da História. No fundo, o objetivo último é levar o leitor a viver as experiências dos lugares que tiver oportunidade de conhecer, ao sabor das imagens e da escrita. De qualquer forma, ser finalista é uma excelente oportunidade para celebrarmos a paixão por viajar e pela literatura de viagens em Portugal.

Folio

E o vencedor foi…

“Contramapa”, de Diana Guerra, com o artigo intitulado “Rio de Onor, uma das sete aldeias maravilha de Portugal”. Segundo Francisco Esteves, diretor do programa Viagens & Vantagens, da Via Verde, “aquele que maior curiosidade suscitou em visitar o destino que é descrito”. O blog premiado foi distinguido entre cinco finalistas: “Alma de Viajante” (com uma viagem à Mina de S. Domingos), “Uma Foto, Uma História…” (com uma visita os bosques de Bragança), “Oliraf” (que partilhou a visão sobre o Cais Palafítico da Carrasqueira) e “Porto Envolto” (que levou o leitor à Aldeia da Pena), que recebeu uma menção honrosa.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

✏️À Conversa com a Hostelsclub: a primeira entrevista do blogue OLIRAF

📷 Deixo-vos a primeira entrevista do Blogue OLIRAF. Foi com gosto que aceitei o convite da Hostelsclub para falar um pouco da essência do meu projecto de escrita e fotografia de viagens. Para mais informações poderão consultar a entrevista aqui.

HostelsClubEntrevistaBanner

Um blog sobre a História de Portugal sob a objetiva de Rafael, um fotógrafo amador.

1. Olá Rafael. OLIRAF é o nome do blog… Pode explicar como surgiu a ideia do nome e da criação do blog?

OLIRAF, deriva de Rafael Oliveira. A ideia do nome para o blogue, de cariz mais pessoal, surgiu durante uma conversa, em 2008, com o meu amigo Vítor Fernandes (http://www.vifer-arte.com/), um artista plástico de Carnaxide, que aconselhou-me a criar um pseudónimo para a minha recente faceta artística, designadamente, a arte fotográfica. Em relação à criação do blogue OLIRAF surge no contexto da minha Licenciatura em História na FCSH-UNL, onde tinha o objetivo de fotografar e escrever sobre os diversos Castelos de Portugal Continental. Um pouco à semelhança do escudeiro real de D.Manuel I (1469-1521), Duarte d`Armas, que foi incumbido de registar e desenhar os inúmeros “Guerreiros de Pedra” ao longo da fronteira luso-espanhola. Ainda hoje, munido de uma máquina fotográfica, procuro materializar esta ideia. Por outro lado, o interesse pela História e Geografia são notórios no meu olhar fotográfico. E são elas que dão um contexto e a essência à minha visão do que é a realidade à minha volta. As minhas deslocações, sejam elas em trabalho, em contexto académico ou em férias, tem sempre um propósito fotográfico.

2. O seu blog tem como objetivo aproximar a História de Portugal ao leitor, pelas suas fotos. Quer explicar melhor o sentimento que quer mostrar às pessoas?

«Um olhar da História pela objectiva de um fotógrafo amador.» Esta frase resume a essência do meu blogue pessoal. Procuro aproximar a História e a Fotografia do leitor e levá-lo a vivê-la na primeira pessoa, lado a lado com as minhas experiências de viagem, partindo de terras e locais mais ou menos conhecidos pela maioria dos portugueses. De facto, o blogue percorre Portugal de Norte a Sul em busca de cidades e vilas que guardam e contam as marcas da nossa História e do nosso património natural e edificado. Aborda temáticas diversificadas, tais como, o património histórico-cultural, a paisagem, a gastronomia, o enoturismo as gentes que, de alguma forma, têm relação com o meu percurso de vida profissional e pessoal. Acima de tudo quero incentivar as pessoas a viajar pelos locais com História e a conhecer as gentes locais, fora dos locais turísticos. Através das palavras de Robert Baden-Powell, o fundador do Escutismo, procuro a minha inspiração: “(…) Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.» É esta filosofia que quero passar as pessoas. Serem felizes. Aliás, as viagens são o melhor investimento pessoal, uma espécie de “currículo oculto”.

3. Diz ser um fotógrafo amador mas já recebeu alguns prémios pelas suas fotos e escrita. Que tal a sensação do seu trabalho ser reconhecido mesmo com pouca formação?

Sou um auto-didacta na fotografia, logo, a minha aprendizagem baseou-se na natural pulsão de representar a realidade. Tenho desenvolvido actividade profissional na área da gestão e tratamento documental de coleções de fotografia. Actualmente, dedico uma parte do meu tempo na investigação histórica e documental de acervos fotográficos. Citando um dos meus fotógrafos preferidos, Carlos Relvas, considero-me um fotógrafo amador, visto que, amo a arte fotográfica. É mais nesse sentido. Acima de tudo, tento ser profissional, ter paixão e honestidade quando elaboro um trabalho fotográfico ou artigo de viagem. Sim, é um facto que já recebi diversas nomeações e menções honrosas. Em Julho de 2015, tive a oportunidade de participar num Passatempo de Fotografia de Viagem, organizado pela Revista HAPPY WOMAN, Em virtude de ter ganho o prémio final, fiz um Workshop de Fotografia de Viagem, promovido pela RESTART, com o fotógrafo de viagens Nuno Lobito. Por exemplo, fui nomeado na categoria de Blogue de Fotografia Viagens nos BTL Blogger Travel Awards 2017 (2016 e 2017) e fui uma das 80 Histórias da 2ª Edição da Navigator Around the World in 80 Pages book. Confesso que é gratificante ver reconhecido o meu projeto fotográfico como Blogger Amador de fotografia e escrita de viagens. Sem eles, não teria tanta visibilidade, respeito, exigência e feedback que estou a ter neste momento. Esta entrevista é um exemplo. Importa salientar que, para criar um blogue de viagens, é preciso muita persistência, dedicação e acreditar nas nossas capacidades pessoais e intelectuais.

4. Quando pensa fazer uma reportagem fotográfica de algo sobre Portugal, como é que escolhe? Baseado em gostos pessoais ou em possíveis gostos dos leitores?

Na escolha de uma reportagem fotográfica procuro sempre visitar um lugar que nunca fui. Todavia, por motivos profissionais, sou “obrigado” a conhecer algumas regiões e cidades de Portugal, como foi o caso da minha ida, durante seis meses, para um projeto arquivístico numa instituição da cidade de Évora. No fundo, as minhas viagens são motivadas pelo gosto pessoal, ou seja, lugares com muita História, paisagens de tirar o fôlego e pelo conhecimento das pequenas estórias das gentes locais. Afinal, são as pessoas que fazem os lugares. São estas as três principais motivações para viajar. De seguida, opto por contactar com o que já foi escrito por diversos blogues de viagens, onde não pretendo repetir a mesma informação. Acima de tudo, procuro ser o mais genuíno e inovador possível. Em relação a possíveis gostos dos leitores, nunca organizo as minhas viagens em função dos leitores. Todavia, procuro receber algumas informações e dicas de locais que interessem ao público e que possa conciliar com o meu gosto de ser viajante do tempo.

5. Para finalizar, quais são os projetos que tem em mente para o futuro?

Vejamos, o futuro constrói-se com aquilo que aprendemos no passado e o que fazemos no presente. Palavra de Historiador. Neste momento, pretendo dar mais ênfase ao projeto fotográfico e apostar na escrita de viagens, através da diversificação de conteúdos, temas e países a viajar. Como aprendiz de viajante andarilho, citando o geógrafo Orlando Ribeiro, tenho muito a aprender e a conhecer em viagem. Para mim, as viagens são o melhor investimento de valorização pessoal. É uma espécie de “currículo oculto”. Em breve, consoante a minha actividade profissional, pretendo ir a Itália e aos Açores. Mas, o meu grande sonho é visitar a antiga colónia portuguesa de Goa (Índia). A Índia é um Mundo dentro do Mundo. E quem sabe, no futuro, contar as minhas peripécias e experiências de viagem em livro.

O que é a Hostelsclub?

Hostelsclub é um sistema de reservas online em mais de 35.000 instalações no mundo inteiro. O “target” é especialmente viajantes independentes, mochileiros e estudantes, onde a sua missão é ajudar a obter soluções económicas em termos de alojamento em diversas latitudes. Trabalham principalmente hostels como acomodação, mas também oferecem outros tipos de alojamento, como por exemplo, hotéis *, hotéis **, campings, casas de hóspedes, B&B, entre muitos outros. A título de curiosidade, recentemente juntámo-nos com a Ryanair, a maior companhia aérea de baixo custo na Europa, o que significa que agora muitas pessoas podem beneficiar de acomodação e dos bilhetes de avião visitando apenas um site! Além disso, os clientes também podem obter descontos especiais se forem estudantes Erasmus ou se tiverem o nosso cartão de membro – um cartão gratuito que garante desconto entre 5% a 40% em cada reserva feita no Hostelsclub.com.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈PORTUGAL© OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

Bloggers Open World Awards da Momondo (2018): o blogue OLIRAF nomeado na categoria “Blog”…

Open World Awards – blogs que abrem o mundo…

Este ano, em Março de 2018, resolvi inscrever o meu projecto de escrita e fotografia de viagens nos Momondo Bloggers Open World Awards (2018) na categoria de “Blog” no concurso da plataforma de viagens Momondo! Há dezenas de blogs que abrem mundo a concurso, incluindo os ‘tubarões’ da blogsfera de viagens no nosso país.

Na última semana, recebi a seguinte mensagem de correio electrónico:

“Olá Rafael Carvalho de Oliveira,

A fase de votação online para os Bloggers’ Open World Awards da @momondo já começou e tu estás na corrida para chegar à final!

És, agora, responsável por espalhar a mensagem com os teus seguidores e assegurar que eles votam em ti – e podes fazê-lo partilhando o link:

https://www.momondo.pt/content/bloggers-open-world-award?blog_id=86

Após cumprir o critério minimo  de participação, o público irá eleger os blogues mais votados que  farão parte do lote final de  finalistas avaliados pelo júri. E o meu projecto está entre os eleitos.

Preciso,neste momento, da vossa preciosa ajuda para continuar a inspirar e a motivar as pessoas (e os leitores) a viajar pela História! VOTEM para o blogue OLIRAF passar à próxima fase e ser um dos finalistas da IIª Edição dos Prémios MOMONDO 2018.

Como votar?

Momondo

1) Clicar neste link  da votação, onde poderá visualizar o logotipo e o link do nosso blogue;

2) Inserir o primeiro e último nome e o e-mail (atenção 1 voto = E-mail). Depois de aceitar os Termos & Condições, clique em enviar;

3 ) Confirmar o voto através de um e-mail enviado pela Momondo na vossa Caixa de Correio eletrónico.

As votações…

Os 10 participantes mais votados pelo público e até 2 nomeados pela momondo serão os finalistas e serão avaliados pelo júri que escolherá o vencedor de cada categoria. O segundo classificado de cada categoria será o mais votado pelo público. As votações públicas estão abertas até ao próximo dia 18 de abril.

Aqui fica o link para votarem nos Momondo Open World Award.

Categoria Blog: Votar aqui

unnamed

Categoria “Blog”…

Segundo a Momondo, a “categoria BLOG é para os blogs pessoais de viagem. Aqui a qualidade da escrita é fundamental – deve ser interessante, informativa, e o estilo coerente e próprio. Mas o aspecto do teu blog também é muito importante – deve ser apelativo e tornar a leitura e navegação fácil e intuitiva; o aspecto deve estar alinhado com o conceito geral do blog.” Em virtude de ter concorrido, e ter sido nomeado,em diversos concursos de bloggers de viagens em Portugal, tais como, os BTL Blogger Awards (2016 e 2017) e no “Navigator Around the World in 80 pages” Global Writing Contest, decidi tentar a minha sorte na categoria que premia os bloggers que inspiram a viajar, através das palavras, isto é, através da escrita de viagens.

O que é a Momondo?

A momondo é um website de viagens gratuito e inspirador que compara milhões de voos, hotéis e carros de aluguer. Segundo a filosofia da marcar, o objetivo é “que todos deviam poder viajar o Mundo”, promovendo a curiosidade e a mente aberta para conhecer um mundo diversificado, contribuindo, assim, para a tolerância e o respeito pelo outro. A sua missão é oferecer “uma visão geral das opções de viagem disponíveis no mercado, sem adicionar taxas.”

Quem acompanha o blogue Oliraf sabe que tento aliar o melhor da arte fotográfica ao melhor da escrita de viagem, através da História dos lugares. De facto, o objetivo final é levar o leitor a viver as experiências dos lugares que tiver oportunidade de conhecer, ao sabor das imagens.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2018)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM