📌À descoberta de Castelo de Vide: roteiro fotográfico pela “Sintra do Alentejo”…

O Alentejo é uma antiquíssima região portuguesa valorizada pelo seu património natural e edificado. Para os amantes do turismo cultural, de natureza e do turismo militar, o Alentejo é uma boa opção de visita que combina actividades de lazer,natureza e culturais com o descanso. Durante o meu roteiro fotográfico pela região do Alto Alentejo, no sul de Portugal,  tive a oportunidade de visitar a vila de Castelo de Vide: a “Sintra do Alentejo”, em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede.

Castelo de Vide (5)
Muralhas da Vila de Castelo de Vide

Falavam-me de Marvão. Tens de ir visitar, Rafael. É um dos locais mais pitorescos de Portugal. Farto de ouvir relatos, de conhecidos e desconhecidos, decidi meter a mochila às costas e ir verificar com os meus próprios olhos. Todavia, não foi a vila fortificada de Marvão que cativou o meu olhar fotográfico. A menos de 10 km, do alto do Castelo de Marvão, deparei-me com um casario branco que reluzia no “verde” da Serra de São Mamede: Castelo de Vide. A Sintra do Alentejo. 

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Centro Histórico de Castelo de Vide – Estátua do monarca D.Pedro V (1837-1861)

Castelo de Vide é, para mim, um dos locais mais típicos e genuínos do nosso Portugal. O que despertou o meu interesse nesta experiência pessoal? Vejamos, a escadaria que desce pela Judiaria até à Fonte da Vila,as ruelas do Centro Histórico, o antigo burgo medieval, as inúmeras portas com arcos ogivais e a bela janela da torre de menagem do Castelo medieval. Sabia que o médico Garcia D`Orta, o legislador liberal Mouzinho da Silveira e o capitão de abril Salgueiro Maia eram naturais desta terra? De facto, uma terra com muitas estórias da nossa História.

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Aspecto da Judiaria de Castelo de Vide

A arrebatadora Judiaria de Castelo de Vide. Quem diria que esta vila alentejana carrega consigo memórias vivas e simbologias da intolerância religiosa, mas também elementos da vivência da tradição judaica no quotidiano local. Com a perseguição dos Judeus de Castela (Decreto de Alhambra – 1492), muitos procuram refúgio em Castelo de Vide. Das 15 familias judias existentes nesta localidade raiana, juntaram-se cerca de cinco mil judeus até ao final do século XV. Entre eles, os pais do médico Garcia D`Orta ou de Benedito Espinosa. Mais tarde, por motivos estratégicos e políticos, o “Venturoso” opta pela conversão em massa de Judeus: os cristão-novos. Muitos Serfaditas – Judeus Ibéricos – perseguidos pela Inquisição optam por fugir para o Norte da Europa, as colónias ibéricas do Novo Mundo (América), Magrebe (Marrocos) ou Oriente. (Goa).

Castelo de Vide - FonteVila (7)
Fonte da Vila – um dos monumentos Ex-Libris de Castelo de Vide

Se quiser saber mais sobre o legado histórico dos judeus em  Castelo de Vide, saliento a edição do passado dia 12 de junho do jornal Jerusalem Post inclui um artigo intitulado “Unspoiled Alentejo – Perfect for the art of doing anything” [trad: Alentejo não explorado – perfeito para a arte de não fazer nada”, resultado da press trip de um jornalista de Israel ao Alentejo, através da Agência de Promoção Turística do Alentejo. Mas, Castelo de Vide transporta uma herança pesada: a perseguição movida pela Inquisição aos Judeus. Tive oportunidade de visitar uma exposição sobre os instrumentos e métodos de tortura utilizados no tempo da Inquisição.

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Vista panorâmica do Castelo de Vide

Ao “saborear” as ruas e vielas do Alto Alentejo, sem mapas, entramos numa viagem pelo tempo,através de antigos burgos medievais que nos alimentam a alma de viajante. E sabe sempre bem ouvir um Bom Dia ou uma Boa Tarde de um habitante local a um forasteiro que visita a sua aldeia / vila raiana Alentejana, Até parece mal educado não falar. Porque o Homem quando viaja, adapta-se ao meio. O que fica na minha memória? Os sentidos, a gastronomia, a arquitectura,o anfiteatro natural, a história, entre outras coisas mais.

Viaje,mas devagar. Aventure-se Além do Tejo! E descubra-se.

Como chegar

A partir de Lisboa opte pela A12, via Ponte Vasco da Gama, e depois pela A6 até Évora (Elvas/Badajoz). Saia em Évoramonte. Siga na direção de Estremoz (N18). Se já se encontra na cidade de Estremoz (IP2) tome a direção de Portalegre/Castelo Branco. A partir da vila de Marvão opte pela N246 até Castelo de Vide.

Coordenadas GPS – 39º24’55.46″N | 7º27’20.04″O

Onde comer

Neste particular, a bochecha de porco preto do restaurante A Confraria, próximo do Centro Histórico de Castelo de Vide,  é uma excelente opção para degustar e petiscar a gastronomia da região do Alto Alentejo. A meu ver, com uma boa relação de preço/qualidade. Aqui podemos realizar provas de produtos regionais, provar os maravilhosos gelados confeccionados à taça e, se ainda não tiver satisfeito, os deliciosos crepes confeccionados com produtos regionais.

Restaurante “A Confraria”

Morada:
Rua de Santa Maria de Baixo, n.º 10
7320-137 Castelo de Vide

Telemóvel: 916 603 652
N.º de lugares: 26 c/ esplanada

Onde ficar

logo

Estação ferroviária de Beirã/Marvão
Largo da Alfândega,
7330-012 Beirã

Gestão e Reservas :
+351 963 340 221
Comunicação e Marketing :
+351 963 237 402
Email:
info@trainspot.pt

Para mais informações:

Roteiro pelos Castelos do Alto Alentejo

Turismo do Alentejo

Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos

Municipio de Castelo de Vide

Direção Regional de Cultura do Alentejo

Train Spot (Guest House)

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

Contact: oliraf89@gmail.com

📌À descoberta dos “Guerreiros de Pedra” do Alto Alentejo…

À descoberta dos Castelos do Alto Alentejo e da Linha do Tejo: 4 dias e 3 noites pela região do Alentejo.

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Castelo de Montemor-o-novo

Novo Roteiro, nova viagem. Confesso que já tomei o gosto de programar uma pequena viagem para um fim de semana prolongado. Se estava a pensar em ficar em casa, mudei de ideias. De facto, sugestões de “escapadinhas” turístico-militares não faltam em Portugal. O património natural e edificado estão em destaque nesta aventura de quatro dias pelo Alentejo, aproveitando o fim-de-semana prolongado de 10 a 13 de Junho, durante a qual realizei uma reportagem fotográfica para o blogue OLIRAF.

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Rua Direita em Estremoz

O Alentejo é uma antiquíssima região portuguesa valorizada pelo seu património natural e edificado. Para os amantes do turismo cultural, de natureza e do turismo militar, o Alentejo é uma boa opção de visita que combina actividades de lazer,natureza e culturais com o descanso. Nesta reportagem fotográfica sobre a região do Alto Alentejo, no sul de Portugal,  destacamos as “bonitas” vilas de  Évora-Monte, Castelo de Vide, Marvão e Belver, os “tesouros naturais ” como a Serra de São Mamede/Rio Tejo e, principalmente, a gastronomia alentejana.

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Ruínas do Palácio dos Alcaides em Montemor-o-Novo

Um elemento diferenciador na paisagem – o castelo: «Presentes de norte a sul do território português, os castelos e as cinturas de muralhas que serviram um dia para proteger vilas e cidades são, ainda hoje, testemunhos vivos de um dos períodos mais fascinantes e ricos da História de Portugal», como afirma o Historiador Miguel Gomes Martins no seu recente livro “Guerreiros de Pedra“. Trata-se de uma obra fundamental para a compreensão histórica e da arquitectura militar na Idade Medieval Portuguesa, dando-nos  a conhecer o quotidiano, os pormenores militares e acontecimentos mais marcantes que desempenharam na História de Portugal.

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Castelo de Arraiolos

Viajar na ignorância do passado histórico de um país ou de uma região deixa-nos impotentes de entender o «porquê» de qualquer facto ou gentes. Por exemplo, a importância do património edificado, neste caso, os castelos,  que contam a História de um país ou de um povo. Portugal, de facto, guarda grandes e pequenos tesouros que nos fascinam pela sua arquitectura, monumentalidade e paisagem.

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Vila de Arronches (Portalegre)

Em Portugal, o final do séc. XIII e princípio do séc. XIV foram marcados pelo Reinado de D. Dinis (1279-1325), caracterizada pela afirmação do poder régio e pela definição dos limites fronteira luso-castelhana, rectificada com o tratado de Alcanizes (1297). Trata-se da fronteira política mais antiga e estável do continente Europeu. Ao viajarmos pela raia portuguesa, verificamos a forte presença e cunho deste monarca lusitano. Com sentido de Estado excecional, um politico nato,D. Dinis promoveu o repovoamento das terras, da construção de muralhas e castelos, construção de uma marinha e do ensino universitário.

 

Marvão (19)

Sabem uma coisa? Nada como sair do quotidiano agitado de uma grande cidade. Deixar a rotina de um trabalhador-comum à frente do computador, pegar na máquina fotográfica, no mapa, no telemóvel e ir para o terreno. Ir fazer o trabalho de “campo” como costumo dizer. Para mim,o lugar de um fotógrafo é lá fora. Melhor ainda se o roteiro fotográfico implicar uma agenda ligada ao património histórico-cultural. Deixo-vos alguns dos locais que visitei neste roteiro fotográfico pelo Alentejo…

Évora-Monte

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Castelo de Évoramonte

Évora Monte é uma bonita vila alentejana do concelho de Estremoz, situada na vasta planície do Alentejo Central, erguendo-se noo cimo de uma colina com mais de 400 metros de altitude na parte mais ocidental da Serra d’Ossa. O Castelo e as muralhas foram mandadas construir por D. Dinis, em 1306, contando  com quatro portas principais: a Porta do Sol, a Porta do Freixo virada a poente e as Portas de S. Brás e de S. Sebastião, e que recebem o seu nome das ermidas dedicadas aos mesmos santos, situadas no exterior do Castelo. No Século XVI, com o objectivo de preparar o castelo para a arquitectura pirobalistica, as muralhas foram acrescentadas “torreões-canhoeiras” em locais estratégicos para a sua defesa.

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Paço de Évoramonte

O célebre Paço fortificado (apesar do seu aspecto bélico, era apenas usado para jornadas de caça)  com quatro torreões cilíndricos definindo um perímetro quadrangular, de eminente gosto italianizante, e decorado nos panos com nós pétreos, que lhe conferem particular carga simbólica. a meu ver, a lembrar a velha máxima da Casa de Bragança: Depois de vós, nós. Esta campanha palaciana foi dirigida por Francisco de Arruda em 1531, já com um longo currículo ao serviço da Casa Real Portuguesa, a mando de D.Teodósio. De facto, este paço é uma construção sem precedentes em Portugal e na arquitectura militar do Século XVI, sendo demonstrativo do poderio da Casa de Bragança, pela sua localização, grandeza e visibilidade a muitos quilómetros de distância.

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Assinale-se ainda um facto da História de Portugal a que se encontra ligada a vila: no n.º41 da Rua da Convenção foi assinada, em 26 de Maio de 1834, a célebre Convenção de Évoramonte, documento que consagrou o fim da fratricida Guerra Civil Portuguesa (1832-1834), entre partidários do Absolutismo e do Liberalismo. Na assinatura do documento estiveram os generais-duques de Saldanha e da Terceira, pelo lado de D.Pedro IV, e de João António de Azevedo e Lemos por D.Miguel.

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As ruas no interior do centro histórico de Évoramonte guardam a essência da época medieval, de tranquilidade e da tradição alentejana. Dentro das suas muralhas, reina a calma e a paz, bem como o seu paçoum dos raros castelos portugueses que alia características únicas: pelo conjunto arquitectónico que enquadra, pela excelência da paisagem que dele se pode desfrutar, mas também pela sua importância histórica.

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Aspecto parcial de Évoramonte, vista do paço.

Podemos observar a vasta paisagem da planície Alentejana, do topo do Torreão,  que emoldura esta pequena povoação histórica amuralhada do Alentejo Central. Se vai pela A6, em direção a Elvas/Badajoz, faça um desvio no seu itinerário de viagem e aproveite para visitar Évora-Monte. Não se vai arrepender. Palavra de Escuteiro (se não é adepto da velha máxima “uma imagem vale mil palavras”).

Vila de Alburquerque (Badajoz, Extremadura Espanhola)

PaisagemFronteiraRaiaAlentejo
Fronteira Luso-Espanhola

Passeando pelas cidades e vilas da região da Extremadura Espanhola (La Codosera ou Valência de Alcântara), fui descobrir uma vila que me impressionou pelo seu Castillo. Alburquerque, próximo de Badajoz, tem um património histórico-militar impressionante pela sua magnitude e importância, em virtude das constantes guerras e escaramuças travadas ao longo da História entre o Reino de Portugal e de Castela (posteriormente Reino de Espanha). A vida quotidiana, nestas pitorescas vilas, apesar de ficar tão perto da nossa fronteira é completamente diferente da que se vive em Portugal.

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Castillo de Alburquerque

O Castelo de Alburquerque (Castillo de Luna) é um dos castelos mais bem conservados de todo o Reino de Espanha. Contém uma História riquíssima sobre a importância estratégica do controlo das fronteiras na zona raia espanhola-portuguesa. Recomendo a visita ao interior da Torre de Menagem, a vista para Portugal e as animações turísticas no seu interior. E não se paga.

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Aspecto de uma Rua típica de Alburquerque

Wow…B-R-U-T-A-L! Foram as palavras quando deparei-me com este “Guerreirão de Pedra”. Nunca pensei que tivesse tanta História Lusitana nestas pedras. Vejamos, D. Afonso de Sanches, filho bastardo de D.Dinis foi o primeiro Senhor deste Castelo (andava chateado com o maninho D.Afonso IV). Inês de Castro esteve aqui, enquanto D.Pedro I estava em Ouguela. Mais tarde, durante quase dez anos foi uma praça-forte portuguesa durante a Guerra de Sucessão Espanhola (entre 1705-1715), só devolvida com o Tratado de Utrecht.

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Vila de Alburquerque, vista parcial.

Este “Castillo” vale pela paisagem que domina e pelo seu interior. Na minha opinião, um dos mais belos e bem conservados castelos de “Nuestros Hermanos”. Sim,porque, os Espanhóis não brincam em serviço quando se trata de proteger e promover o seu património histórico-cultural.

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Centro Histórico

Tive oportunidade de visitar este restaurante espanhol de cozinha de autor durante a minha visita ao Castillo de Luna. Recomendaram-me. E não fiquei desiludido. Tem uma boa relação custo/qualidade. Ideal para almoçar durante uma escapadinha a Espanha, antes de ir para Marvão. Saliento o Gazpacho de Tomate. Gastronomia Simples e elaborada que agrada ao paladar e é um “regalo” para os olhos. Por umas horas fui um súbdito português de Felipe VI de Bourbon, Rei de Espanha.

Fronteira de Marvão-Espanha (Porto Roque)

Panorama FronteiraPortoRoque
Bairro Residencial de Porto Roque

Na fronteira de Galegos, porta de entrada para quem vem do Reino de Espanha, existiu um importante polo residencial do concelho de Marvão: o bairro de Porto Roque. Inaugurado em 1972,  era constituído por 20 fogos e 16 edifícios com uma área coberta de 3450m2, em 20 hectares de terreno. Com a abolição das fronteiras, em 1993, e com a introdução do espaço Schengen foram desativados os serviços da Guarda Fiscal que funcionavam na fronteira de Galegos, tendo sido todo o património edificado entregue ao tempo, com poucas casas ocupadas e edifícios em avançado estado de degradação.

Marvão

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Vila-fortificada de Marvão

Pitoresca vila-fortaleza, situada em pleno interior da Serra de São Mamede, reflete  a adaptação do Homem ao meio ambiente durante milénios. A meu ver, Marvão conquista de imediato quem a vê,  no alto de um cabeço montanhoso, desde a estrada da fronteira de Porto Roque. É uma sentinela da fronteira, um belo exemplo da arquitectura-militar portuguesa.

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Castelo de Marvão

Um amante da História vê o Castelo de Marvão e a paisagem da Serra de São Mamede como testemunha do passado das lutas fronteiriças entre o Reino de Portugal e Castela (mais tarde, Reino de Espanha), sendo que a Guerra da Restauração (1640-1668) foi o zénite da importância bélica desta praça-fortificada. Mais tarde, os confrontos resumiram-se a ocupações pontuais de exércitos estrangeiros, como são exemplos, a Guerra de Sucessão Espanhola (1705-1715) e as Invasões Francesas (1807-1811).

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Vila de Marvão,vista Torre de Menagem

O Homem adapta-se ao meio. Aqui, em Marvão, a máxima da Geografia reflete a adaptação do ser humano à paisagem dominada pelo xisto,granito e quartzito em algo que combina o útil ao agradável, um cenário que é um regalo aos olhos e que, ao mesmo tempo, nos dá um dos produtos gastronómicos mais apreciados pelos alentejanos : o porco preto.  Ao contrário do litoral desenvolvido e povoado, no Alto Alentejo temos um interior despovoado, e tantas vezes esquecido. Todavia, a importância histórico-militar de Marvão parece fazer esquecer esse distanciamento, através do potencial turístico difícil de igualar.

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Rua de Marvão

Há um segredo bem guardado, perto da Vila de Marvão: TRAIN SPOT GUESTHOUSE Deixe-se capturar pela história e beleza da antiga estação de comboios de Marvão-Beirã . Garantimos que só se vai perder de encantos, pela História do Ramal de Cáceres e pela arquitectura industrial desta estação fronteiriça desactivada, que deu lugar a um projecto de alojamento local. É, seguramente, uma viagem pela História.

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Castelo de Vide

Castelo de Vide (5)

Falavam-me de Marvão. Tens de ir visitar, Rafael. É um dos locais mais pitorescos de Portugal. Farto de ouvir relatos, de conhecidos e desconhecidos, decidi meter a mochila às costas e ir verificar com os meus próprios olhos. Todavia, não foi a vila fortificada de Marvão que cativou meu olhar fotográfico. A menos de 10 km, do alto do Castelo de Marvão, deparei-me com um casario branco que reluzia na Serra de São Mamede: Castelo de Vide. A Sintra do Alentejo. 

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Estátua de  D.Pedro V

Castelo de Vide - Judiaria (1)

Castelo de Vide é, para mim, um dos locais mais típicos e genuínos do nosso Portugal. O que despertou o meu interesse nesta experiência pessoal? Vejamos, a escadaria que desce pela Judiaria até à Fonte da Vila,as ruelas do Centro Histórico, o antigo burgo medieval e a bela janela da torre de menagem do Castelo medieval.

O que fica na minha memória? Os sentidos, a gastronomia, a arquitectura ,o anfiteatro natural, a história, entre outras coisas mais. Mas, Castelo de Vide transporta uma herança pesada: a perseguição movida pela Inquisição aos Judeus. Tive oportunidade de visitar uma exposição sobre os instrumentos e métodos de tortura utilizados no tempo da Inquisição.

Castelo de Vide - Sintra Alentejo  (2)
Centro Histórico de Castelo de Vide, vista da Torre de Menagem
Ao “saborear” as ruas e vielas do Alto Alentejo, sem mapas, entramos numa viagem pelo tempo,através de antigos burgos medievais que nos alimentam a alma de viajante. E sabe sempre bem ouvir um Bom Dia ou uma Boa Tarde de um habitante local a um forasteiro que visita a sua aldeia / vila raiana Alentejana, Até parece mal educado não falar. Porque o Homem quando viaja, adapta-se ao meio.
Castelo de Vide - FonteVila (7)
Fonte da Vila
 Se quiser saber mais sobre o legado histórico dos judeus em  Castelo de Vide, saliento a edição do passado dia 12 de junho do jornal Jerusalem Post inclui um artigo intitulado “Unspoiled Alentejo – Perfect for the art of doing anything” [trad: Alentejo não explorado – perfeito para a arte de não fazer nada”, resultado da press trip de um jornalista de Israel ao Alentejo, através da Agência de Promoção Turística do Alentejo.

Belver

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Aspecto Geral do Castelo e da Torre de Menagem de Belver

Belver. Uma motivação antiga. Há muito tempo que “cogitava” para visitar esta aldeia,  com quase mil habitantes (censos 2001),  e o seu “guerreiro de pedra”.que domina a paisagem em redor. Para mim, esta “Sentinela do Tejo” é um dos mais belos castelos medievais de Portugal. Não tanto pela sua arquitectura militar, de planta circular, com capela no interior, mas pela sua envolvente paisagística. Pela localização estratégica,num altaneiro morro sobranceiro ao Tejo, este Castelo foi o primeiro a ser construído no séc. XII pela Ordem do Hospital, reinava D. Sancho I. O seu objectivo era prevenir novas incursões muçulmanas a norte do Tejo, quando este rio era a fronteira entre duas civilizações: a cristã e a muçulmana.

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Panorama do Vale do Tejo,vista da Torre de Menagem do Castelo de Belver.

Para além da visita ao Castelo de Belver, recomendo uma visita ao Museu do Sabão, nas proximidades do centro da aldeia. O projecto museológico está numa antiga Escola Primária do Estado Novo recuperada do abandono, no qual através de uma experiência interactiva – física e visual, podemos fazer uma viagem pelo tempo sobre este produto de primeira necessidade, bem como da memória colectiva dos Saboeiros de Belver.

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Museu do Sabão (Belver)

A poucos quilómetros da aldeia de Belver, tive a oportunidade conhecer o Alamal, localizado no concelho de Gavião, no Alto Alentejo, com a sua praia fluvial pitoresca e com uma envolvente paisagística do Rio Tejo/Castelo de Belver ímpar. Mais tarde,  fiquei a dormir no Alamal River Club. Trata-se de uma unidade de alojamento local (ex-Inatel), recentemente recuperada por um jovem casal, a  Catarina e o Henrique. Destaco a  qualidade do projecto turístico, situado numa área com enormes potencialidades dos amantes do turismo ligado a actividades de natureza, cultura e desportos náuticos .

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Quinta do Alamal, onde se insere o Alamal River Club

Um dos ex-libris da Praia do Alamal, para além da excelente praia fluvial, são os passeios de barco no Tejo organizados pelo Carlos do Bar/Restaurante da Praia do Alamal. Recomendo um passeio para contemplar as belas paisagens do Vale do Tejo. No meu caso particular,optei por realizar um passeio, em ritmo de treino, de canoagem (6€/hora).

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Praia Fluvial do Alamal

O melhor do Alentejo não está no GPS…

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Castelo da Amieira do Tejo

A Região do Alentejo, neste caso, o Alto Alentejo,  é um destino turístico de excelência em Portugal continetal: a Serra de São Mamede, o Castelo de Marvão, Belver ou o centro histórico de Castelo de Vide, por exemplo. Os lugares que descrevo neste roteiro de viagem ao Alto Alentejo são os muitos pontos altos do percurso que fiz pelas estradas desta região. Mas o melhor mesmo do Alentejo são as suas paisagens monótomas, o património histórico-militar, as suas gentes e a sua gastronomia intocada pelos alentejanos que sabem que têm aí a sua maior riqueza.

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Convido-vos a irem lá, constatar o quanto são cativantes estes locais de que já sabíamos a existência. Mas, acima de tudo, aproveitem para explorar um território obscuro que existe em cada um de nós. O espírito de viajante. Viagem,por favor! Recorro a uma frase da obra O Principezinho para explicar a essência desta mini-descoberta pelo Alto Alentejo: este roteiro foi fruto de muito trabalho. Foi uma busca feita com fé, com o coração e um trabalho feito com paixão. “Só com o coração se pode ver bem. O essencial é invisível aos olhos”.

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Miradouro do Castelo de Almourol (N118)

Informações

Orçamento para estes dois dias: aproximadamente 200 euros por pessoa (para despesas de refeições, gasolina e entradas nos monumentos).

Mês escolhido: Junho.

Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 20 euros por pessoa.

Horários Monumentos: das 10h às 12h30 min e das 14h às 17h (Encerram às segundas-feiras, às terças-feiras da parte da tarde, no último fim-de-semana de cada mês e nos feriados de 1 Janeiro, Domingo de Páscoa, 1.ºde Maio e 25 de Dezembro. Custo (2 €).

Como ir…

CasteloBelver (1)
Para visitar Belver pode ir de Comboio (CP-Regional), desde o Entroncamento.

Lisboa-Estremoz

A partir de Lisboa opte pela A12, via Ponte Vasco da Gama, e depois pela A6 até Évora (Elvas/Badajoz). Saia em Évoramonte. Siga na direção de Estremoz (N18).

Estremoz-Albuquerque-Marvão

Se já se encontra na cidade de Estremoz (IP2) tome a direção de Arronches/Monforte, pela N369, até à fronteira de Espanha (Aldeia da Esperança)

Em Espanha opte pela estrada BAV-5004 em direção a La Codosera e depois pela BA-008 e EX-110 que vai dar a Albuquerque.

De Albuquerque a Valencia de Alcântara seguir pela EX-110. De Valencia Alcântara até Marvão seguir pela N-521 e, em Portugal, por N246-1 e depois virar para a N359 (Beirã/Marvão)

Marvão-Castelo de Vide – Gavião

A partir da vila de Marvão opte pela N246 até Castelo de Vide. Depois continue pelo IP2 até Gavião-Belver. Saia em Gavião (EN118). Alamal River Club (N244) – Barragem de Belver.

Belver – Gavião

Se pretender ir de Gavião para Belver ou Mação, deverá seguir pela EN118 até Alvega, seguir pela EN358 de Alvega até Mouriscas e pela EN3 de Mouriscas até Mação e prosseguir até Belver e inverso.

Onde ficar:

Belver (4)

No que toca ao alojamento, optei pelo D.Dinis Low Cost Hostel, em Estremoz, o GuestHouse Train Spot, em Marvão (Beirã), e o Alamal River Club, em Gavião, localizado próximo de Belver. Os dos últimos,a  meu ver, são os ideias para quem gostar do conceito de viajar com tempo e com calma (Turismo de Natureza, Lazer e Cultural). De referir que os alojamentos contam com serviço pequeno almoço, à excepção do D.Dinis Low Cost Hostel.

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Onde Comer:

Neste particular, a bochecha de porco preto do restaurante A Confraria, em Castelo de Vide, o gazpacho do restaurante El Fogon de Santa Maria, em Alburquerque (Espanha) e as migas do restaurante Sabores de Marvão, na aldeia da Beirã-Marvão, contam-se entre os petiscos e sugestões durante uma visita ao Alto Alentejo – uma região que não nos convence apenas pela paisagem,mas também pelo paladar.

Alentejo (1)

Viaje,mas devagar. Aventure-se Além do Tejo! E descubra-se.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2016)

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📷 Roteiro fotográfico pelo Reino de Marrocos…

🌏Viajar é uma experiência pessoal. Há oportunidades que nunca se devem desperdiçar. Concordo. Marrocos era um sonho e fui torná-lo em algo palpável para mim. E como tinha curiosidade, decidi não desperdiçar a oportunidade de me juntar à 5.ªViagem de Estudo ao Reino de Marrocos, que decorreu entre 25 de Março a 2 de Abril de 2015, organizada pelo Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR) e aberta a toda a comunidade académica da FCSH/NOVA, antigos alunos e demais convidados. Porque, para mim, o verbo Ir é o melhor remédio terapêutico…
BlogOLIRAF
Ao longo desta viagem, obtive conhecimento científico, momentos de aprendizagem e enriquecimento pessoal,tais como, a observação de grandes formações rochosas, paisagens, formas de ocupação humana e o património edificado de origem portuguesa. As visitas de estudo ou os programas de voluntariado são uma excelente forma de conhecer locais de Portugal ou no Estrangeiro com um grupo de académicos/amigos que nos proporcionam trocas de experiências pessoais, académicas e profissionais.  E, claro, é uma forma “barata” de viajar. Apesar do pouco tempo que temos para contemplar e apreciar os locais em que se para ao longo dos trajectos, é uma boa forma de promover o contacto com o “outro”.
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Esta viagem a  Marrocos proporcionou-me o contacto com lugares exóticos incríveis, com habitantes genuínos, com paisagens em constante mutação a cada quilómetro, a cidades fantásticas, com património de oriegem portuguesa e o contacto com a civlização muçulmana.  Locais como a Mesqueita de Koutoubia em Marraquexe, a fortaleza de El-Jadida,  a Skala du Port de Essaouira,  as ruinas romanas de Volubilis, das ruelas  azuis de Chefchaouen, a Ksar de Aït Benhaddou em Ouarzazate, de todo o ambiente da Praça Jemaa El-Fnaa e, claro, das Dunas de Erg Chebbi no Deserto do Saara.
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No Total, foram nove dias de viagem com 3270 km de autocarro que me permitiu partir em busca da essência de África, das suas gentes, paisagens, da sua cultura, experiências e memórias de um pais africano, de origem muçulmana sunita,  com uma extensão territorial quase cinco vezes superior à de Portugal e com 30 milhões de Habitantes.

📌Dia 1 – 25 Março  de 2015: Lisboa / Tânger (via Algeciras)

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Vista parcial do rochedo de Gibraltar

Tendo o Estreito de Gibraltar como pano de fundo, após a saída do ferry-boat do complexo portuário de Algeciras, o porto da cidade de Tânger emerge sumptuosa num ponto fulcral do continente africano, onde inúmeras civilizações, culturas e povos que ali se cruzam durante milénios. Em menos de uma hora de viagem, estamos noutro continente: o africano.

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Vista parcial do Porto Internacional de Tânger

📌Dia 2 – 26 Março  de 2015:  Tânger / Meknes

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Cidade de Chefchaouen: o azul do céu e do casario azul

Rumo a Meknes, com paragens por Chefchaouen e Volubilis. Chefchaouen  presenteia-nos com as suas cores azuis turquesa na maioria das suas casas e na antiga medina. De facto, é uma cidade muito fotogénica. Para quem vem da Europa, na minha opinião, esta é a cidade ideal para se ambientar nas ruelas de Marrocos e para aqueles que querem explorar as Montanhas do Rife. De seguida, as ruínas romanas de Volubilis (UNESCO World Heritage) não são só uma cidade em si, é também a paisagem que a circunda. Uma cidade antiga que só se pode  compreender o seu valor patrimonial e arqueológico pela sua importância no contexto paisagístico.

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Ruínas Romanas de Volubilis

📌 Dia 3 – 27 Março – Meknes / Merzouga

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Já imaginaram pisar neve e a areia do deserto no mesmo dia? Sim, foi possível no trajecto entre a cidade Imperial de Meknes ( que infelizmente só percorri as ruelas da medina à noite). Ao longo deste trajecto até Merzouga percorremos inúmeras aldeias, vilas e cidades de Marrocos, com paisagens de cortar a respiração e locais isolados longe de qualquer lugar.  Todavia, o melhor estava guardado para ao fim: a viagem 4×4 até Merzouga.

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📌Dia 4 – 28 Março – Merzouga / Zagora

desertoshaaramerzougacamelosEm Merzouga, a aldeia das dunas, a paisagem fica reduzida a duas cores: o castanho-avermelhado das areias e o azul do céu. É um pequeno oásis sariano próximo das Dunas de Erg Chebbi. Estas imponentes Dunas são as mais espectaculares de Marrocos. Situada na zona sudeste, a sul de Erfoud, perto da fronteira da Argélia, são também muitas vezes chamadas de Dunas de Merzouga. Este  “mar” de areia tem as dunas mais altas de Marrocos, chegando a atingir  quase os 250m de altitude. merzouga2015erbchebbidunas

📌Dia 5 – 29 Março – Zagora / Marrakesh

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Vale do Draa (Zagora)

Partida de Zagora, com o Vale do Draa ao fundo, rumo à cidade imperial de Marraquexe. Pelo meio a subida do Alto Atlas com paragem no Col du Tichka (a 2260metros de altitude), uma visita ao Ksar de Ait-Ben-Haddou (Ouarzazate) – African World Heritage (UNESCO) – e, finalmente, apreciar um magnifico “sunset” e uma noitada na praça mais animada de África: a Jemaa El-Fnaa.

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Ksar de Ait-Ben-Haddou (Ouarzazate)

📌Dia 6 – 30 Março – Marrakesh / Marrakesh

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Jemaa El-Fnaa

A cidade de ocre: Marraquexe. Aqui, chegamos à verdadeira essência de Marrocos. Passei o tempo a deambular pelas ruelas do “enorme” Souk e antiga medina de Marraquexe, uma visita à farmácie berbere, pela antiga escola corânica Medersa Ben Youssef, Mesquita de Koutoubia, Praça Jemaa El-Fnaa e finalmente, a visita aos jardins da casa do pintor francês Jacques Majorelle (1886-1962) e ao museu berbere no seu interior. Este último, recomendo.

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Arquitectura Urbana de Marraquexe

📌Dia 7 – 31 Março – Marrakesh / El-Jadida

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Porto de Essaouira

Os Portugueses que, de 1415 a 1550, erigiram em solo marroquino as fortalezas que hoje são o nosso testemunho nestas latitudes. Para as gentes do Magrebe, os nossos antepassados não eram estranhos..De facto, os muçulmanos ou “mouros” estiveram quase cinco séculos e meio no território que hoje é Portugal (Gharb Al-Andalus). No fundo, somos duas faces de uma mesma moeda.

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Baluartes e muralhas de El Jadida: a antiga fortaleza portuguesa de Mazagão

📌Dia 8 – 1 Abril – El-Jadida (Via Tânger)/ Cadiz

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Centro Histórico de Arzila

Os últimos dois dias da viagem foram efectuados junto à zona litoral do Marrocos Atlântico, onde podemos visitar inúmeras cidades com património de origem portuguesa, tais como, Esaouira, Safi, El-Jadida e Arzila. Na minha opinião, as mais interessantes são Essaouira – pela cidade em si – e El-Jadida pelo património arquitectónico-militar lusitano edificado.

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Arquitectura Urbana de Arzila

📷Este Roteiro Fotográfico pelo Reino de Marrocos permitiu-me deambular e divagar por lugares exóticos incríveis, cheios de belezas naturais, cidades imperiais fantásticas ou  o contacto com o  património de origem portuguesa. Apesar de ser um país que está tão perto de Portugal, as pessoas ainda têm algum desconhecimento e receio de vir até cá.

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O custo para os participantes desta viagem de estudo rondou os 650 euros, sem contar com as despesas extras, por exemplo, as famosas compras no Souk de Marraquexe ou na farmácia Berbere.  De referir, que o preço incluiu a viagem em autocarro de turismo, a viagem de ferry (Algeciras/Tânger e Tânger/Algeciras), hotel (com pequeno almoço e jantar) e seguro de viagem, pelo que a única despesa diária não incluída era o almoço. Já lá queria ter ido há algum tempo.

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O caminho faz-se geografando. O supremo modo de viajar ė a caminhada. Infelizmente, a urgência dos tempos modernos só esporadicamente deixa experimentar esta sensação. Decidi-me de uma vez por todas cumprir desejos. Marrocos foi o primeiro.Nesta reportagem fotográfica aparece apenas uma pequena fracção do que vi, conheci e vivi…

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P.S: em certos momentos, o passaporte é a sua prova de vida, guarde-o num sitio seguro. Se for a Marrocos, o leitor terá de possuir um passaporte com validade superior a 90 dias a contar da data de entrada no Reino de Marrocos.

👤 Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2015)

Contact: oliraf89@gmail.com

 

📷Resumo de 2015: 12 locais, 12 fotos…

Ex.mos Leitores,

Foi um ano de grandes desafios. Facto. O ano 2015, para mim, foi um ano fantástico a todos os nível pessoal, profissional e académico. Tive a oportunidade de me cruzar com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global».

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Em 2015 passei por inúmeros novos locais e revisitei outros tantos, tais como, Espanha e Marrocos. Em especial, destaco Marrocos, pois tive a oportunidade de visitar o Deserto do Shaara e ver um nascer do Sol: B-R-U-T-A-L. No nosso país tive a oportunidade de me aventurar nas ruínas bélicas abandonadas do Regimento Artilharia de Costa (RAC), pela paisagem natural da Ilha da Madeira  e das Berlengas, bem como do conjunto edificado da cidade do Porto.

«NÃO SE NASCE VIAJANTE. APRENDE-SE A VIAJAR.»

«(…) Como qualquer outra técnica ou conjunto de instrumentos mentais. Adquire-se a manha. Ganha-se o gosto. A vida errante é um processo gradual. Destinos óbvios a conhecer e outros a evitar. Bagagem e o que deve ir nela. Dinheiro e como transportá-lo. Como gastá-lo. Perceber o que se come, onde se dorme. Quando prosseguir viagem. Saber sorrir.»

© 2014 – Gonçalo Cadilhe

Após estas «saborosas» palavras do viajante Gonçalo Cadilhe constatei que as oportunidades devem ser agarradas e não devemos desperdiça-las. O simples facto de viajar tornar-nos mais atentos e valoriza o que temos de melhor no nosso mundo, continente, país, região,cidade, aldeia e a nossa casa. Porque quando chegamos a casa depois de uma viagem de milhares de quilómetros não somos a mesma pessoa. De facto, uma viagem tem o tónico ideal para nos realizarmos como seres, seja a nível espiritual, lúdico ou académico.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 melhores imagens de 2015. Apesar da subjectividade visual, escolha do próprio autor das imagens, espero que gostem…

Eis as 12 «melhores» fotografias das minhas aventuras fotográficas do ano 2015:

Janeiro

 

Paisagem Alentejana (Ferreira do Alentejo, Portugal)

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[Aspecto de um sobreiro no Alentejo], Ferreira do Alentejo, Beja, Jan. 2015

Fevereiro

 

Vila de Óbidos (Caldas da Rainha, Portugal)

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[Aspecto da Rua Direita da Vila Medieval de Óbidos], Óbidos, Caldas da Rainha, Fev. 2015

Março

 

2.ª Bataria da Parede (Cascais, Portugal)

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[Aspecto das Instalações e Peças de Artilharia da 2ªBataria do RAC], Parede, Cascais, Mar. 2015

Abril

 

Deserto do Shaara (Merzouga, Marrocos)
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[Nómada  do Deserto], Dunas de Erb Chebbi, Merzouga, Marrocos, Abr. 2015

Maio

 

Vila de Campo Maior  (Alentejo, Portugal)

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[Igreja Matriz de Campo Maior], Campo Maior, Alentejo. Maio. 2015

Junho

 

Dia de Base Aberta no Montijo (BA6) – (Samouco, Portugal)

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[Voo de Treino da Esquadra 751 – “Pumas”
Agusta-Westland EH-101 Merlin], BA6, Montijo, Jun.2015

Julho

 

Bairro da Mouraria (Lisboa, Portugal)

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[Retrato de Criança], Bairro da Mouraria, Lisboa, Jul. 2015

Agosto

 

Ilha da Berlenga (Peniche, Portugal)

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[Aspecto da Aldeia piscatória e praia do Carreiro do Mosteiro],  Ilha Velha, Arquipélago das Berlengas,  Portugal, Ago. 2015.

Setembro

 

Castelo de Palmela ( Palmela, Portugal)

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[Paisagem Natural de Palmela], Centro Histórico, Palmela, Set. 2015

Outubro

 

Mosteiro de Alcobaça (Leiria, Portugal)

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[Aspecto exterior do Claustro do Mosteiro de Alcobaça], Alcobaça, Leiria, Out. 2015

Novembro

 

Cidade do Porto (Portugal)

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[Paisagem Urbana do Porto], Centro Histórico & Ribeira, Porto, Nov. 2015

Dezembro

 

Ilha da Madeira (Portugal)

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[Paisagem Madeirense], Miradouro da Portela (670 m), Concelho Machico, Dez. 2015.

«Aprendi que viajar não era procurar mas sim encontrar»

Miguel Sousa Tavares

Espero que tenha gostado da selecção de imagens para a galeria de 2015. Siga o meu conselho, faça férias, cá dentro! Portugal espera por si…

Agradecemos toda a sua colaboração e simpatia. Dedico as minhas fotografias aos meus amigos e todas as pessoas que cruzaram comigo em 2015. Ajudam-me com os vossos gostos. comentários e sugestões.  Continuemos amigos em 2016. Hoje e sempre!

Resta-me desejar um Próspero Ano Novo a todos vós!

Nota importante [👤]

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Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

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🌏Le maroc que J´aime: Chefchaouen…

Marrocos é um país pitoresco que por estar tão perto de Portugal e ser tão exótico merece uma visita de qualquer viajante andarilho. Estreei-me na região do Magrebe (Marrocos) em 2013. E sabem uma coisa? Nenhum homem pisa e olha a mesma cidade duas vezes.  As ruas são as mesmas, mas o homem não! E sempre que volto a este reino islâmico (sunita), faço com o mesmo entusiasmo, empenhamento e divertimento com o que fiz pela primeira vez. E espero voltar sempre que puder, seja em trabalho ou em férias,mas sempre com prazer. No total, são duas vezes, duas experiências sempre diferentes. Além de Portugal, é o país onde me sinto mais à vontade, ou seja, mais em casa. É por isso que escrevo este artigo na primeira pessoa. Este é o relato da minha experiência de viagem entre Portugal e Marrocos.
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Aspecto do porto de Tânger: nas proximidades de Chefchaouen

Para quem nunca pôs o pé fora do continente europeu, como foi o meu caso em 2013, entrar em Marrocos é mais ou menos como descobrir um novo mundo ou ser transportado para uma nova dimensão. Não é preciso sequer ver os minaretes das mesquitas que rasgam o horizonte para perceber que se está num país islâmico. Basta ouvir o canto “hipnótico” amplificado pelos altifalantes das mesquitas guiando os fiéis para a oração. Como dizia o poeta Fernando Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se…”

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Paisagem Humanizada do Rife (Marrocos)

Com a publicação deste artigo – Le maroc que J´aime – acabo de iniciar um conjunto de crónicas sobre a minha experiência de viagem pelo Reino de Marrocos. Assim, irei mensalmente falar aos leitores sobre as diversas cidades marroquinas por onde tive oportunidade de visitar e, claro, fotografar.

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Cenas quotidianas de uma aldeia no Rife de Marrocos

Le Maroc que J´aime: Chefchaouen…

Nesta viagem propomos mais que uma simples visita, sugerimos uma aventura pela cidade azul inserida nas Montanhas do Rife. Um viajante que percorra Marrocos tem que passar OBRIGATORIAMENTE por esta cidade. No meu caso, serviu de paragem para almoço antes de mais de cinco horas de viagem até ao destino final do segundo dia de viagem por Marrocos: a cidade imperial de Meknès.

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Mercado de rua em pleno centro histórico da cidade
 O que dizer sobre Chefchaouen? Bem, em primeiro lugar, esta cidade do Norte de Marrocos é única e bastante singular. E Porquê? Apresenta cores azuis turquesa na maioria das suas casas e na sua antiga medina antiga. De facto, é uma cidade muito fotogénica. Para quem vem da Europa, na minha opinião, esta é a cidade ideal para se ambientar com Marrocos e para aqueles que querem conhecer as Montanhas do Rife.
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Em Chefchaouen pode explorar a cidade pelas ruelas e descobrir pontos únicos, interagir com os locais e almoçar num dos imensos restaurantes, fazer compras no souk local e adquirir artesanato local com padrões tipicos da região. Esta cidade, sem termos de comparações, faz-me lembrar a nossa alfama com as ruelas.

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O Azul é uma constante

Importa salientar que não irei recomendar nenhum restaurante nem local. Deixo isso ao critério de cada viajante. E porquê? Na minha opinião, quando partimos em viagem procuramos a busca das gentes, dos locais e paisagens que fazem a essência de uma determinada país ou cidade.

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 Mergulhar no espaço interior desta cidade é descobrir um labirinto de ruas azuis, num anil que aguça a curiosidade de qualquer visitante. O sobe e desce é constante , as crianças que passam a correr, os homens nos seus ofícios tradicionais, as mulheres de cabeça coberta fazem parte do retrato e da minha memória fotográfica.

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Gato: um companheiro habitual nas visitas a esta cidade do Rife.

Chefchaouen pode ser um ponto de partida para conhecer a região  das Montanhas do Rife, conhecidas pela sua beleza, imponência e pela agricultura tradicional, bem como de outras cidades como Tânger, Tétouan e Fez,por exemplo.

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Spice (s) do Souk de Chefchaouen

Viajar é um caminho, em que a cada passo estamos a descobrir verdadeiramente quem somos, o que fomos e o que queremos ser. Se ainda não tem as suas férias  marcadas, Chefchaouen seria uma boa opção para mergulhar em África!

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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🌏Marraquexe, a cidade-coração de Marrocos…

Salaam alaikum. Nenhum homem pisa a mesma cidade duas vezes. As ruas não são as mesmas, tão pouco o mesmo homem!

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Depois de «andar às voltas» em linha recta por lugares tão diferentes como Chefchaouen, Ifrane, Merzouga, Zagora, finalmente a conhecida Marraquexe. Perto de nós pela geografia, Marrocos fica longe de tudo. Em pouco mais de umas horas «aterramos» num mundo desconhecido.Depois de deixar a mala no Hotel Oudaya não resisti em sentir a essência da Marraquexe de Delacroix: a Praça Jemaa El Fna e ouvir o chamamento para a oração da noite. Sem palavras!

MARRAQUEXE: a cidade de destino estava próxima. Sentia-se o caótico trânsito com os carros,motas e bicicletas em constante movimento. Calor Abafado. E um magnifico fim de tarde, onde o pôr-do-sol é o prenúncio de uma bela noite na maior praça de África: a Jemaa El Fna. 

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O segundo dia em Marraquexe começou cedo. E da varanda do meu quarto senti, pela primeira vez em muito tempo, um calor diferente do que estou habituado a viver. Quente e doce. Depois de tomar um pequeno-almoço reforçado, parti rumo à aventura em Marraquexe com várias visitas programadas: Jemaa El Fna, Souk Marraquexe, Escola Corânica Medersa Ibn Youssef, Pharmacie Berbere e Jardim Majorelle.

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Marraquexe é uma das quatro “cidades imperiais”. Na foto, podemos ver a Mesquita de Koutoubia, um dos símbolos desta cidade, além da Praça Jemaa-el-Fana e da antiga Medina. Salienta-se a Beleza do Interior da Mesquita que pude comprovar do exterior com inúmeras naves. Infelizmente, só está aberta a crentes islâmicos.

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No meio da agitação da Medina de Marraquexe, encontra-se um oásis:a antiga escola corânica Medersa Ibn Youssef. Um local espiritual para fugir ao rebuliço do quotidiano habitual e ao calor da cidade de ocre. Para mim, Marraquexe é onde tudo acontece…uma cidade que mexe com qualquer viajante.

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A Praça Jemaa El Fna é outro dos pontos obrigatórios numa visita a esta cidade muçulmana. É praça mais movimentada de Marraquexe e um grande circo a céu aberto. O Coração de África é neste local. Respira-se. Vive-se. Inspira-se. África. Diria que a cereja no topo do Bolo são barracas de comida e o reboliço da montagem das tendas.

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Perder-se no Souk de Marraquexe é abrir a boca de espanto. De facto, para quem gosta de aventura e de explorar becos e vielas é aconselhável. Para os menos aventureiros, o souk torna-se um labirinto e, por vezes, é necessário um Guia. E foi esse o caso do meu Grupo. Também é importante, pois o guia dá indicações sobre os melhores sítios para comprar e,claro, regatear. Antes de viajar, vejam os inúmeros programas que aparecem na programação do canal National Geographic, especialmente o Burlar Turistas de Marraquexe.

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Depois da visita ao Souk de Marraquexe, seguiu-se a hora de almoço. Optei por almoçar num dos inúmeros restaurantes com vista panorâmica para a Praça Jemma El Fna. De salientar, que paga-se 10 Dirhams (1€) pela taxa de utilização da restauração com vista panorâmica para a referida praça. De seguida, optou-se por um programa diferente: visitar o famoso Jardim Majorelle e o Musée Berbère com uma colecção riquíssima sobre a Cultura Berbere.

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A arquitectura de Marrakech é surpreendente com as milhares de parabólicas no topo dos terraços, bem como a imponência das montanhas do Alto Altas como pano de fundo. Poucas viagens oferecem tantas oportunidades fotográficas como uma viagem a Marrocos. De facto, a experiência da viagem permite-nos contactar com um mosaico riquíssimo de beleza e variedade paisagística urbana e cultural.

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A experiência de «mergulhar» no centenário souk da cidade, deambulando pelas inúmeras e estreitas ruelas da antiga medina com personagens vestidas de djellabas, constantes motorizadas a cruzar-se no nosso caminho, burros que passam carregados com mercadorias e,de seguida, entrar numa loja onde nos oferecem um chá de menta enquanto fazemos compras exóticas. E, claro, o prazer de regatear um produto.

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O meu olhar «fotográfico» perdeu-se nesta cidade imperial que proporciona experiências sem fim. Na minha opinião, Marraquexe oferece uma das melhores experiências para conhecer e sentir o pulsar da agitação de África e do misticismo da Civilização Muçulmana.

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Marraquexe. Cidade de influências  culturais africanas, berberes, andaluzes, muçulmanas e europeias, onde podemos sentir na atmosfera colorida e exótica a essência desta cidade marroquina. É engraçado voltar para casa. Tudo têm a mesma cara, o mesmo cheiro. Nada muda. Nos damos conta de que quem mudou, fomos nós…

Shukran Marrocos!

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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