📷7 dias e 6 noites na Ilha da Berlenga…

📌À descoberta da Ilha da Berlenga…

Poucas ocasiões oferecem tantas oportunidades fotográficas como as férias de Verão. Como tal, decidi fazer algo diferente no longínquo Verão de 2015: um voluntariado num Projecto de várias instituições nacionais e europeias. O Voluntariado é,na minha opinião,uma das inúmeras formas de viajar, onde podemos enriquecer o nosso currículo académico,profissional e pessoal. E,claro, ajudar o próximo. Importa salientar que nas minhas deslocações, há sempre um motivo fotográfico, como tal, tirei uma semana para fazer uma escapadela fotográfica a uma das reservas naturais de Portugal, classificada como Reserva da Biosfera da UNESCO (2011).

RNBerlengas2015

Sempre tive curiosidade em ir à Ilha da Berlenga. Durante os Verões de infância e adolescência que contemplava a Ilha da Berlenga, desde Santa Cruz (Concelho de Torres Vedras). Dizia para mim: um dia irei lá. Sabia que eram umas ilhas ao largo de Peniche e, confesso, que sempre despertaram grande interesse. Já lá queria ter ido há algum tempo. Assim como quero ir aos Açores. Decidi-me de uma vez por todas a cumprir um desejo antigo.

DCIM116GOPRO
O “Berlenga” (UAM-675 c.1966)

Esqueçamos os barcos apinhados de turistas que cruzam o istmo de Peniche e a Ilha da Berlenga. Aventura que é aventura, tem de ter um meio de transporte  alternativo. Ora, para atingir a Ilha da Berlenga, onde me esperava uma semana intensa e entusiasmante, tive o privilégio de viajar  no “Berlenga”. Assim, de onda em onda vencemos esta pequena “epopeia marítima”. De realçar, que o Berlenga é um antigo pesqueiro adaptado pela Marinha Portuguesa para a rendição dos faroleiros entre a Nazaré e a Ilha da Berlenga. Foi assim que partimos para a nossa aventura rumo à Berlenga.

Berlengas2015-263
O Cabo Carvoeiro, ao largo da Península de Peniche, e a “Nau dos Corvos”.

Ao longo da viagem para a Ilha da Berlenga podemos observar a fauna, o património e o quadro físico da Costa Atlântica da Peninsula de Peniche. Na saída do Porto de Peniche podemos contemplar um dos principais complexos portuários de Pesca da Costa Portuguesa e as suas respectivas embarcações, bem como a Fortaleza de Peniche, o Cabo Carvoeiro, entre outros locais de interesses. Estes foram os que me despertaram especial atenção. O oceano atlântico, ao largo do cabo Carvoeiro, apresenta-se quase sempre agitado, difícil para os navegantes, pescadores e turistas que se aventuram, por exemplo, numa ida ao Arquipélago das Berlengas.

Localização

Berlenga

O arquipélago das Berlengas é constituído por um conjunto de ilhéus (a Berlenga Grande, as Estelas e os Farilhões) e situa‑se no litoral ocidental português, a cerca de 10 km da península de Peniche. Pertence administrativamente ao concelho de Peniche, distrito de Leiria. A Berlenga Grande é a maior ilha do arquipélago, com uma extensão de 80 hectares. Trata-se de uma Ilha de massa granítica e a única que pode ser visitável entre a Primavera e o Verão. De referir que a Reserva Natural das Berlengas compreende uma área muito vasta de reserva marinha situada na envolvente do arquipélago.

Panorama IlhaBerlenga2015
Panorâmica da Berlenga Grande ou Ilha da Berlenga

A Berlenga Grande, geomorfologicamente, apresenta a forma de um planalto no topo, sendo a sua costa de difícil acesso e constituída por arribas. Na costa Sudeste, existem diversas enseadas que constituem abrigos naturais (Grutas), por vezes coincidindo com a presença de pequenas praias. A travessia marítima para a ilha nem sempre é fácil, especialmente no Inverno, bem como a acostagem de embarcações.

Berlengas2015-242
Farol da Ilha da Berlenga

Para além das atrações patrimoniais e paisagísticas desta ilha atlântica, a Fauna e a Flora são únicas no mundo, isto é, espécies endémicas, devido à sua localização geográfica (Ilha, isolamento e meio ambiente singular). Assim, podemos encontrar algumas espécies marinhas e terrestres como, por exemplo, Corvos-marinhos, airo, pardelas, gaivota-de-pata-amarela, a largatixa de Bocage, entre outros. Salienta-se a existência da maior colónia de nidificação para a avifauna marinha (neste caso, as Pardelas) e ponto de passagem para um grande número de aves migradoras. Se dormir na ilha à noite poderá escutar o canto típico das Cagarras/Pardelas.

RumoBerlenga (21)
Gaivota-de-pata-amarela e respectivas crias
RumoBerlenga (36)
Apoio de campismo da Ilha da Berlenga
RumoBerlenga (15)
Forte de S.João Baptista

 O Arquipélago das Berlengas ao longo da História…

Situada numa região de intenso tráfego marítimo, o arquipélago das Berlengas sempre foi um local apelativo e ao mesmo tempo perigoso para a navegação. De facto, a ocupação humana da Ilha da Berlenga tem mais de dois mil anos como comprova a investigação arqueológica levada a cabo por Jacinta Bugalhão e Susana Lourenço.Comprovou-se, segundo o estudo citado anteriormente, que a Ilha da Berlenga era utilizada como fundeadouro para embarcações comerciais de médio e longo curso, nomeadamente aquelas que percorriam as rotas de ligação entre o Mediterrâneo e os territórios romanos atlânticos.

Berlengas2015Praia

A ilha da Berlenga Grande, ao largo da costa de Peniche, foi ocupada na primeira década do Século XVI, por uma comunidade de monges Jerónimos que ali fundará o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga, em 1502, para auxiliar os náufragos, por ordem do Venturoso, el-rei D.Manuel I (1495-1521).  Em virtude do isolamento, este arquipélago foi um refúgio de corsários e piratas, que assolavam a costa portuguesa, o que levou a comunidade monástica a abandonar a Ilha pelos constantes ataques. Mais tarde, no Século XVII, o monarca D.João IV (1640-1654) mandou edificar de uma fortaleza para complementar a defesa da costa e da cidadela de Peniche. Assim, sobre um ilhéu junto à enseada da Ilha foi construído o Forte de São João Batista

Panorama ForteBerlenga (2)
Ponte de alvenaria de acesso ao ilhéu onde se encontra o Forte de São João Baptista

Um dos mais conhecidos episódios desta Fortaleza nos anais da História de Portugal foi ataque da armada espanhola, comandada pelo almirante castelhano Diogo Ibarra que tinha por objetivo raptar a rainha D. Maria Francisca de Saboia na sua chegada a Portugal, à época do seu casamento com D. Afonso VI. Logrado o objectivo principal, em Junho de 1666, a armada espanhola decidiu atacar esta fortificação, tendo bombardeado durante dois dias, acabando o forte por ser tomado pelos castelhanos, após uma operação de desembarque anfíbio. A guarnição portuguesa, cerca de trinta soldados e oficiais, era comandada pelo Cabo Avelar Pessoa,que se notabilizou nesta Batalha, foram capturados e levados para Espanha.

RumoBerlenga (19)

Durante as Invasões Francesas,  o forte serviu de base para a Royal Navy para o patrulhamento e assédio à cidadela de Peniche, tendo sido posteriormente pilhada pelos franceses. No decorrer das lutas entre liberais e absolutistas (1828-1834) foi utilizada de base às tropas de D. Pedro IV para a conquista da fortaleza de Peniche, ocupada por forças miguelistas. Na 2ªMetade do Século XIX, esta fortificação acabou por ser abandonada. Já na década de 50 do séc. XX, a Fortaleza de São João Baptista foi restaurada pela então Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para uma posterior adaptação do espaço a pousada, servindo de abrigo a quem aí deseje pernoitar. Aliás, são estas as funções que hoje apresenta.

FarolDuqueBragança2015Berlenga

O farol Duque de Bragança, conhecido como farol da Berlenga, está instalado no planalto da Berlenga Grande, antes do acesso ao Trilho do Forte, no ponto mais alto da ilha. Entrou em funcionamento em 1842 durante o reinado de D. Maria II (1836-1853). Inicialmente, era alimentado por combustíveis naturais e fósseis (primeiro azeite e depois petróleo), sendo posteriormente electrificado em 1926. Desde 2000 e juntamente com as residências anexas funciona com energia solar. A torre tem uma altura máxima de 29 m e ainda mantém a presença de faroleiros, bem como dos respectivos vigilantes de apoio à reserva natural. Quando a energia eléctrica é desligada pelas 23h, a única luz que ilumina a Ilha provém deste Farol.

Berlengas2015-230

O Bairro de Pescadores ou Bairro Comandante Andrade e Silva (1991) foi edificado na década de 40 do Século XX pelo Capitão do Porto de Peniche, António de Andrade e Silva, para albergar a comunidade piscatória da Berlenga. Ainda hoje tem estas funções sociais,mas com o advento do turismo muitas delas foram ocupadas e  frequentadas por veraneantes.

Trilhos e Percursos pedestres…

O carreiro dos Cações e o carreiro do Mosteiro quase separam a ilha da Berlenga em dois ( em virtude de uma uma falha geológica), a ilha Velha e a Berlenga. Existem dois trilhos que permitem visitar cada um destes lados da ilha. A circulação fora destes trilhos é proibida para proteger e conservar a frágil  fauna e flora desta ilha atlântica. O Ponto de partida e chegada é o cais junto ao Bairro dos Pescadores, tem uma extensão aproximada de 2 km e uma duração de uma hora. O grau de dificuldade é fácil, mas a subida para o Farol e descida do Forte  apresentam alguma dificuldade.

berlenga-1
Créditos Imagem ©️ Projecto LIFE Berlengas

Trilho da Ilha Velha…

Este percurso pedestre permite observar o coberto vegetal e as espécies da avifauna patentes na Ilha da Berlenga. Ao longo deste, podemos observar paisagens fantásticas, com penhascos íngremes, tendo como pano de fundo o oceano.

RumoBerlenga (6)
Dica: não saia dos Trilhos, pois pode perturbar e colocar o património natural em perigo. Pode arriscar a ser “alvo” de voos picados pelas gaivotas na protecção das suas crias.
DCIM116GOPRO
Trilho da Ilha Velha

 Trilho da Berlenga…

Este trilho pedestre permite aceder ao património histórico construído da Ilha da Berlenga, nomeadamente o forte de São João Baptista e ao Farol Duque de Bragança. O trilho de acesso ao forte apresenta dificuldade elevada, pelo seu acentuado desnível. Aconselha-se a levar calçado apropriado às condições do terreno.

RumoBerlenga (10)
Os Ilhéus das Estelas e Farilhões
RumoBerlenga (9)
Planalto da Ilha da Berlenga
ACTIVIDADES
Durante a visita ou estadia na Ilha da Berlenga, depende do número de horas/dias que queira ficar, é possível efectuar diversas actividades lúdicas ligadas à natureza e desporto, tias como,  a visita à grutas, snorkeling, canoagem, mergulhos, caminhadas, observação de aves, entre outras.
ALOJAMENTO
É possível pernoitar na Ilha da Berlenga. Existem três possibilidades: no apoio de campismo (C.M.Peniche – Posto de Turismo), na Pousada do Forte S. Julião Baptista (Associação de Amigos das Berlengas) ou no Restaurante Mar e Sol.
Aconselha-se a quem quiser pernoitar na ilha a levar lanternas e mantimentos, água doce incluída. Na ilha existe apenas um minimercado com produtos essenciais. A eletricidade é cortada à 1 hora da manhã. A torneira de água doce comunitária está aberta entre às 9 e 11 h da manhã todos os dias.
CAMPISMO
Depois de ter encerrado [em 2020] devido às restrições da pandemia Covid-19, a área de campismo ocasional da ilha das Berlengas, ao largo de Peniche, reabriu no Verão de 2024. Tem lotação limitada a 33 campistas, divididos por 14 espaços; os campistas estão limitados a uma permanência de cinco noites seguidas ou 10 interpoladas. Estas limitações devem-se aos efeitos do turismo sobre as espécies e habitats naturais sensíveis, tendo em conta a pequena dimensão terrestre do arquipélago. A autarquia de Peniche cobra uma taxa por cada noite aos campistas de 20,60 euros para duas pessoas,  29,90 euros para três pessoas e de 39,20 euros para quatro pessoas, na mesma tenda.
PREÇOS
O barco de ida para a ilha, o Cabo Avelar Pessoa, da empresa Viamar, faz viagens de 12€ por pessoa (a reserva pode ser feita por telefone e é pago perto do porto de embarque em Peniche) e o preço de volta para Peniche num dia diferente é de 7€ no mesmo barco (pago no barco). O bilhete fica mais barato caso a pessoa vá e volte no mesmo dia.

Para visitar as grutas das Berlengas, são 5€ por pessoa, dependendo da companhia marítimo-turística que detenha o barco. Já a visita ao Forte é gratuita.

➡️ BERLENGAS-PASS | REGISTO OBRIGATÓRIO ⬅️

A plataforma BerlengasPass permite-lhe agendar a sua visita ao Arquipélago das Berlengas.
É obrigatório, desde 1 de Junho de 2022, registar-se online e a pagar a taxa turística que permite conhecer a Ilha da Berlenga, ao largo de Peniche, em segurança. A licença poderá ser obtida na plataforma Berlengas-Pass, bem como o pagamento da taxa de acesso e permanência na ilha.

TRANSPORTE

O acesso terrestre à ilha da Berlenga está condicionado pela sua capacidade de carga, estipulada em 550 visitantes/dia (através da Portaria n.º 355/2019, de 22 de maio) a permanecer em simultâneo na área terrestre da ilha da Berlenga, minimizando os efeitos da visitação sobre os habitats e as espécies em presença. Em virtude deste facto, o Ministério do Ambiente decretou, a partir de Abril de 2022, a cobrança de uma taxa diária para os turistas que queiram conhecer a Ilha da Berlenga. A taxa turística tem um custo de três euros por dia e por pessoa e dá acesso à área terrestre da ilha da Berlenga (Portaria n.º 19/2022, de 5 de janeiro, Diário da República). Os visitantes maiores de 6 anos e menores de 18 anos e os visitantes a partir de 65 anos pagam 50 % do valor da taxa, ou seja, 1,5 €. Os habitantes da Ilha (e trabalhadores) e de Peniche estão isentos.

A viagem é feita de barco, desde o Porto de Peniche, tendo a viagem a duração de uma hora. Os barcos de passageiros funcionam de Maio a Setembro, fora desse período não existe transporte regular. O Barco “Cabo Avelar Pessoa” é o transporte marítimo regular com maior capacidade de carga e de passageiros. Há também diversas embarcações os Marítimo-Turística (Barco Julius, Rumo ao Golfinho, TGV, etc) que levam entre 40 a 10 passageiros que permitem o acesso à ilha de uma forma cómoda e mais rápida.
RumoBerlenga (47)

A ilha da Berlenga é um dos mais conhecidos destinos turísticos na região Oeste de Portugal durante a época de Verão. De facto, a visita a esta Ilha vale pela viagem, a vista de Peniche/Cabo Carvoeiro, a visita as Grutas  e pela visita ao Forte da Berlenga, por exemplo. Foi das melhores experiências vividas que já fiz e está tão perto da costa Portuguesa que merecia um maior interesse pelos nossos concidadãos. Todavia, não recomendo visitar no “Querido Mês de Agosto”, em virtude de ser muito solicitada pelos turistas portugueses e estrangeiros.

A gastronomia e a experiência da viagem. A História e as paisagens. Os Pescadores e os Faroleiros. Convido-vos a irem lá, confirmar o quanto é maravilhoso este local. Mas, sobretudo, aproveitem para acampar ou alugar uma casa para “saborear” e sentirem o verdadeiro espírito da Berlenga. Não se esqueça de levar comprimidos para o enjoo durante a viagem. Depois, não digam que avisei.

Durante a minha estadia na Ilha, repetia esta frase: Estou na Ilha da Berlenga. Era uma constatação intensa. Senti-a muitas vezes quando olhava,do topo do Farol Duque de Bragança, os barcos apinhados de turistas rumo ao Continente (Peniche). Ali, foi onde senti estas palavras de forma mais libertadora. Havia uma estranha serenidade a “entranhar-me” a alma.

Se gosta de fotografia, vai ficar encantado com o cenário, sobretudo antes do sol se pôr, mas evite viver a experiência somente através da objectiva da sua câmara fotográfica ou do ecrã do telemóvel. Há que sair da nossa zona de conforto. E descobrir o nosso “true self”. De facto, há lugares que incentivam as nossas capacidades técnicas, criativas e naturais do verdadeiro fotógrafo-viajante dentro de cada um de nós.

Para mais aventuras fotográficas, pode encontrar-me nas redes sociais em OLIRAF FOTOGRAFIA .

Viaje,mas devagar. E Aventure-se na região Oeste!

Bibliografia

ALVES, F. et al (1989) Os cepos de âncora em chumbo descobertos em águas portuguesas – contribuição para uma reflexão sobre a navegação ao longo da costa atlântica da Península Ibérica na Antiguidade. In O Arqueólogo Português, série IV. Vol. 6/7.
ALVES, F. (1994) Os dois cepos de âncora em chumbo pré-romanos da ilha Berlenga. Relatório. Lisboa: Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática
BANDEIRA, L. (1984) “Berço Manuelino” recuperado ao largo das Berlengas. In Série Arqueológica, vol. 1, Museu do Mar. Cascais: Câmara Municipal de Cascais.
BUGALHÃO, J. & LOURENÇO, S. (2001) Ilha da Berlenga, Bairro dos Pescadores: relatório dos trabalhos arqueológicos. Relatório interno. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia
DIOGO, A. (1999) Ânforas provenientes de achados marítimos na costa portuguesa. In Revista Portuguesa de Arqueologia, 2:1. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia.
FERREIRO LOPEZ, M. (1988) La campaña militar de Cesar en el año 61. In MENAUT, G. ed., Actas del 1º Congreso Peninsular de Historia Antigua. Santiago de Compostela: Universidad de Santiago de Compostela.
SANTOS, J. (1994) As Berlengas e os Piratas. Lisboa: Academia de Marinha
TRINDADE, J. (1985) Memórias Históricas. Lisboa: INCM/Câmara Municipal de Óbidos.

Webgrafia

Natural.pt | Câmara Municipal de Peniche – Ilha da Berlenga | Visit Portugal

Monumentos Berlengas Turismo do Centro | ICNF – Reserva Natural das Berlenga

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL © OLIRAF (2016)

📩 CONTACT: OLIRAF89@GMAIL.COM

📷 Roteiro fotográfico pelo Reino de Marrocos…

🌏Viajar é uma experiência pessoal. Há oportunidades que nunca se devem desperdiçar. Concordo. Marrocos era um sonho e fui torná-lo em algo palpável para mim. E como tinha curiosidade, decidi não desperdiçar a oportunidade de me juntar à 5.ªViagem de Estudo ao Reino de Marrocos, que decorreu entre 25 de Março a 2 de Abril de 2015, organizada pelo Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR) e aberta a toda a comunidade académica da FCSH/NOVA, antigos alunos e demais convidados. Porque, para mim, o verbo Ir é o melhor remédio terapêutico…
BlogOLIRAF
Ao longo desta viagem, obtive conhecimento científico, momentos de aprendizagem e enriquecimento pessoal,tais como, a observação de grandes formações rochosas, paisagens, formas de ocupação humana e o património edificado de origem portuguesa. As visitas de estudo ou os programas de voluntariado são uma excelente forma de conhecer locais de Portugal ou no Estrangeiro com um grupo de académicos/amigos que nos proporcionam trocas de experiências pessoais, académicas e profissionais.  E, claro, é uma forma “barata” de viajar. Apesar do pouco tempo que temos para contemplar e apreciar os locais em que se para ao longo dos trajectos, é uma boa forma de promover o contacto com o “outro”.
valedodraa2015
Esta viagem a  Marrocos proporcionou-me o contacto com lugares exóticos incríveis, com habitantes genuínos, com paisagens em constante mutação a cada quilómetro, a cidades fantásticas, com património de oriegem portuguesa e o contacto com a civlização muçulmana.  Locais como a Mesqueita de Koutoubia em Marraquexe, a fortaleza de El-Jadida,  a Skala du Port de Essaouira,  as ruinas romanas de Volubilis, das ruelas  azuis de Chefchaouen, a Ksar de Aït Benhaddou em Ouarzazate, de todo o ambiente da Praça Jemaa El-Fnaa e, claro, das Dunas de Erg Chebbi no Deserto do Saara.
subindoatlas
No Total, foram nove dias de viagem com 3270 km de autocarro que me permitiu partir em busca da essência de África, das suas gentes, paisagens, da sua cultura, experiências e memórias de um pais africano, de origem muçulmana sunita,  com uma extensão territorial quase cinco vezes superior à de Portugal e com 30 milhões de Habitantes.

📌Dia 1 – 25 Março  de 2015: Lisboa / Tânger (via Algeciras)

gibraltar2015
Vista parcial do rochedo de Gibraltar

Tendo o Estreito de Gibraltar como pano de fundo, após a saída do ferry-boat do complexo portuário de Algeciras, o porto da cidade de Tânger emerge sumptuosa num ponto fulcral do continente africano, onde inúmeras civilizações, culturas e povos que ali se cruzam durante milénios. Em menos de uma hora de viagem, estamos noutro continente: o africano.

tangermedporto
Vista parcial do Porto Internacional de Tânger

📌Dia 2 – 26 Março  de 2015:  Tânger / Meknes

chefchaouen2015
Cidade de Chefchaouen: o azul do céu e do casario azul

Rumo a Meknes, com paragens por Chefchaouen e Volubilis. Chefchaouen  presenteia-nos com as suas cores azuis turquesa na maioria das suas casas e na antiga medina. De facto, é uma cidade muito fotogénica. Para quem vem da Europa, na minha opinião, esta é a cidade ideal para se ambientar nas ruelas de Marrocos e para aqueles que querem explorar as Montanhas do Rife. De seguida, as ruínas romanas de Volubilis (UNESCO World Heritage) não são só uma cidade em si, é também a paisagem que a circunda. Uma cidade antiga que só se pode  compreender o seu valor patrimonial e arqueológico pela sua importância no contexto paisagístico.

archaeological-site-of-volubilis
Ruínas Romanas de Volubilis

📌 Dia 3 – 27 Março – Meknes / Merzouga

palhaneveifrane

Já imaginaram pisar neve e a areia do deserto no mesmo dia? Sim, foi possível no trajecto entre a cidade Imperial de Meknes ( que infelizmente só percorri as ruelas da medina à noite). Ao longo deste trajecto até Merzouga percorremos inúmeras aldeias, vilas e cidades de Marrocos, com paisagens de cortar a respiração e locais isolados longe de qualquer lugar.  Todavia, o melhor estava guardado para ao fim: a viagem 4×4 até Merzouga.

errachidia-%d8%a7%d9%84%d8%b1%d8%b4%d9%8a%d8%af%d9%8a%d8%a9

📌Dia 4 – 28 Março – Merzouga / Zagora

desertoshaaramerzougacamelosEm Merzouga, a aldeia das dunas, a paisagem fica reduzida a duas cores: o castanho-avermelhado das areias e o azul do céu. É um pequeno oásis sariano próximo das Dunas de Erg Chebbi. Estas imponentes Dunas são as mais espectaculares de Marrocos. Situada na zona sudeste, a sul de Erfoud, perto da fronteira da Argélia, são também muitas vezes chamadas de Dunas de Merzouga. Este  “mar” de areia tem as dunas mais altas de Marrocos, chegando a atingir  quase os 250m de altitude. merzouga2015erbchebbidunas

📌Dia 5 – 29 Março – Zagora / Marrakesh

valedodraapalmeiral
Vale do Draa (Zagora)

Partida de Zagora, com o Vale do Draa ao fundo, rumo à cidade imperial de Marraquexe. Pelo meio a subida do Alto Atlas com paragem no Col du Tichka (a 2260metros de altitude), uma visita ao Ksar de Ait-Ben-Haddou (Ouarzazate) – African World Heritage (UNESCO) – e, finalmente, apreciar um magnifico “sunset” e uma noitada na praça mais animada de África: a Jemaa El-Fnaa.

ksariatbenhaidoiun
Ksar de Ait-Ben-Haddou (Ouarzazate)

📌Dia 6 – 30 Março – Marrakesh / Marrakesh

marrocos2015-1135
Jemaa El-Fnaa

A cidade de ocre: Marraquexe. Aqui, chegamos à verdadeira essência de Marrocos. Passei o tempo a deambular pelas ruelas do “enorme” Souk e antiga medina de Marraquexe, uma visita à farmácie berbere, pela antiga escola corânica Medersa Ben Youssef, Mesquita de Koutoubia, Praça Jemaa El-Fnaa e finalmente, a visita aos jardins da casa do pintor francês Jacques Majorelle (1886-1962) e ao museu berbere no seu interior. Este último, recomendo.

marrocos2015-985
Arquitectura Urbana de Marraquexe

📌Dia 7 – 31 Março – Marrakesh / El-Jadida

essaouiraportobarcosfaina
Porto de Essaouira

Os Portugueses que, de 1415 a 1550, erigiram em solo marroquino as fortalezas que hoje são o nosso testemunho nestas latitudes. Para as gentes do Magrebe, os nossos antepassados não eram estranhos..De facto, os muçulmanos ou “mouros” estiveram quase cinco séculos e meio no território que hoje é Portugal (Gharb Al-Andalus). No fundo, somos duas faces de uma mesma moeda.

panorama-eljadidaescala
Baluartes e muralhas de El Jadida: a antiga fortaleza portuguesa de Mazagão

📌Dia 8 – 1 Abril – El-Jadida (Via Tânger)/ Cadiz

asilah_porta_babalhomar
Centro Histórico de Arzila

Os últimos dois dias da viagem foram efectuados junto à zona litoral do Marrocos Atlântico, onde podemos visitar inúmeras cidades com património de origem portuguesa, tais como, Esaouira, Safi, El-Jadida e Arzila. Na minha opinião, as mais interessantes são Essaouira – pela cidade em si – e El-Jadida pelo património arquitectónico-militar lusitano edificado.

asilahstreets
Arquitectura Urbana de Arzila

📷Este Roteiro Fotográfico pelo Reino de Marrocos permitiu-me deambular e divagar por lugares exóticos incríveis, cheios de belezas naturais, cidades imperiais fantásticas ou  o contacto com o  património de origem portuguesa. Apesar de ser um país que está tão perto de Portugal, as pessoas ainda têm algum desconhecimento e receio de vir até cá.

essaouiramarrocos

O custo para os participantes desta viagem de estudo rondou os 650 euros, sem contar com as despesas extras, por exemplo, as famosas compras no Souk de Marraquexe ou na farmácia Berbere.  De referir, que o preço incluiu a viagem em autocarro de turismo, a viagem de ferry (Algeciras/Tânger e Tânger/Algeciras), hotel (com pequeno almoço e jantar) e seguro de viagem, pelo que a única despesa diária não incluída era o almoço. Já lá queria ter ido há algum tempo.

argantreecabrassuz

O caminho faz-se geografando. O supremo modo de viajar ė a caminhada. Infelizmente, a urgência dos tempos modernos só esporadicamente deixa experimentar esta sensação. Decidi-me de uma vez por todas cumprir desejos. Marrocos foi o primeiro.Nesta reportagem fotográfica aparece apenas uma pequena fracção do que vi, conheci e vivi…

soulerfoudrissani

P.S: em certos momentos, o passaporte é a sua prova de vida, guarde-o num sitio seguro. Se for a Marrocos, o leitor terá de possuir um passaporte com validade superior a 90 dias a contar da data de entrada no Reino de Marrocos.

👤 Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2015)

Contact: oliraf89@gmail.com

 

OLIRAF nomeado para melhor “Blogue de Fotografia de Viagens” pela BTL Blogger Travel Awards 2016

 

selo foto

BTL Blogger Travel Awards 2016

Caríssimos leitores,

A 28ª edição da BTL – Feira Internacional de Turismo – realiza-se entre os dias 02 a 06 de março, no Parque das Nações, em diversos pavilhões da FIL.É a maior feria de turismo em Portugal. Paralelamente ao evento, irá decorrer a  3ªedição dos BTL Blogger Travel Awards que vai eleger os melhores blogues portugueses nas categorias: Melhor Blogue de Viagens Pessoal, Melhor Blogue de Viagens Profissional, Melhor Blogue de Fotografia de Viagens.

De resto, o blog “OLIRAF” concorre nas seguintes categorias:

  • Melhor blogue de fotografia de viagens
  • Melhor blogue de viagens eleito pelo público

 

banner-475x70px

 

Um sonho tornado realidade!

Obrigado à BTL – Feira Internacional de Turismo Lisboa/Portugal pela nomeação do meu blogue para a categoria de “Melhor Blogue de Fotografia de Viagens”.

É um privilégio estar entre os melhores blogues de viagens em Portugal. A maioria são blogues de profissionais e eu sou um simples amador que, todavia, gosta do que faz. É gratificante ter “feedback” e sermos reconhecidos.

Em suma, não poderia estar mais contente com o a nomeação do meu projecto “OLIRAF” pela BTL, um hino ao que é viajar por Portugal e pelo Mundo através de imagens com muita História! Julgo que com esta nomeação irei ter mais responsabilidade em mãos, o que me irá obrigar a trabalhar ainda mais para arranjar e a procurar novos conteúdos que venham ao encontro dos meus gostos pessoais e do público.

Assim, venho humildemente pedir o vosso voto. Basta aceder a este link ou ao botão abaixo, procurar o meu nome “OLIRAF” ou “oliraf”) e votar. As votações terminam no próximo dia 4 de Março.

12764777_10207256864134040_7425273292959781308_o

A entrega dos prémios da BTL Blogger Travel Awards será no dia 5 de Março entre as 16h e as 17:30 no  auditório 3 do pavilhão 3 da FIL.

Há muitos outros blogs de viagem de qualidade escritos por viajantes portugueses. Que o ano de 2016 seja um ano repleto de coisas boas para a blogosfera de viagens em Portugal!

Não tenho palavras para descrever o momento. Juntos podemos dar mais cor a este prémio!

OBRIGADO! Bem Hajam! Hoje e sempre…

Se só descobriu o blog  agora…

OLIRAF lost in Lisboa

Deixo uma seleção de cinco textos com os assuntos mais populares deste blog…

  1. AS FORTIFICAÇÕES DE ORIGEM PORTUGUESA EM MARROCOS…
  2. Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…
  3. ALDEIA HISTÓRICA DE CASTELO MENDO: PEDRAS COM HISTÓRIA…
  4. BATALHA DO VIMEIRO: ADEUS, JUNOT
  5. UMA AVENTURA RUINOSA PELA 2ª BATERIA DA PAREDE (REGIMENTO DE ARTILHARIA DA COSTA

E o Mundo aqui tão próximo de nós…

btl2016-1

#‎btl‬ ‪#‎btl2016‬ ‪#‎bloggertravelawards‬ ‪#‎melhorblogue‬ ‪#‎bloguepreferido‬ ‪#‎opublicoescolhe‬

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

All works ©Rafael Oliveira (OLIRAF)

Contact: oliraf89@gmail.com

 

📷Fotografar em Lisboa: um olhar da Mouraria…

Caro leitor/a,

Com este post apresento um novo conceito para o blog: a fotografia em ambiente urbano. A oportunidade de fotografar o Martim Moniz e o Bairro da Mouraria surgiu no âmbito de um Workshop de Fotografia de Viagem, organizado pela RESTART e pelo fotógrafo profissional de viagens, Nuno Lobito, no Verão de 2015. Desafiamos-lo,desta vez, com um roteiro para desvendar o melhor de Lisboa, neste caso, uma tarde bem disposta neste bairro  que ,para mim, é um dos mais interessantes da capital.

_MG_2097

No Bairro da Mouraria, onde se insere a praça do Martim Moniz, sentimos África, o Médio Oriente ou até mesmo a Ásia. Há uma  mescla de mar de gente na labuta quotidiana. Aqui, estamos em Portugal, mas também sentimos o MUNDO, embrenhado nas ruas, na língua, nos costumes. Tudo concentrado neste bairro.

_MG_2114 2

Em tempos idos, este bairro no centro da capital lisboeta era sinónimo de má fama. Todavia, e com o passar dos anos, passou a ser um destino obrigatório para quem queira conhecer projetos culturais e espaços de restauração na cidade de Lisboa. Lisboa, de facto, está na moda.

_MG_2029 (Edição_Logo)

O Multiculturalismo de Lisboa…

Após a conquista de Lisboa por D.Afonso Henriques, em 1147, uma grande parte da população islâmica optou pela fuga para o Norte de África (Magrebe) e para as cidades próximas da al-Ushbuna (الأشبونة), topónimo árabe da cidade de Lisboa, que ainda estavam sob domínio muçulmano. Todavia uma parte da comunidade islâmica ficou confinada à Mouraria, mantendo os seus costumes sob protecção régia. Ao longo da história da urbe lisboeta, esta área sempre foi um pólo dinamizador do crescimento urbano, cultural e populacional. Assim, os habitantes da Mouraria são descendentes «directos» da população que residia em Lisboa antes da (re)conquista cristã e os actuais são a força viva da faceta do multiculturalismo secular desta cidade,onde vivem tantos negros, brancos como amarelos.

_MG_1952 2

FOTOGRAFAR AS GENTES DO BAIRRO

A poucos passos da praça Martim Moniz, podemos encontrar um Mundo verdadeiramente desconhecido. Será que estamos em Portugal? Sim, estamos na Mouraria. As fotografias feitas às gentes do bairro parecem ter sido registadas em vários locais do mundo, tal é multiplicidade de raças e credos neste bairro lisboeta. Antes de fotografar as gentes anónimas visíveis peça sempre a autorização,mas sem estragar o “momento”.

OlharesMourairaMulticulturalismo

_MG_2045 2 (logo)

_MG_2054 2

_MG_2035 2

UMA DAS MELHORES VISTAS DE LISBOA…

O remate final. Por sugestão de um amigo, vim até este “spot”: o restaurante bar ‘Topo’ Para acedermos ao mesmo, temos de subir o elevador do Centro Comercial do Martim Moniz até ao 6ºandar. Ao chegarmos ao “Topo” deparamo-nos com uma assombrosa vista panorâmica sobre a paisagem urbana de Lisboa. Dali avistamos o Castelo de São Jorge logo ali à frente, a praça Martim Moniz, o miradouro da Graça e da Senhora do Monte.  Se quer ver um “Sunset” ou um Sol de Inverno, a hora fantástica é pelas 17h30/18h.

IMG_20160220_141355_1[1]

O bar-restaurante “Topo” é um espaço ao ar livre, num ambiente moderno, de bom gosto e com boa música (tem DJ ao vivo). O forte do bar são os cocktails. Se quiser algo sem álcool opte pela ‘pineapple and lime’ (€4,50). É d-i-v-i-n-a-l.  Para mim, que vivo há alguns em Lisboa, esta foi uma das surpresas mais interessantes da cidade. De facto, nunca conhecemos a 100% os cantos da nossa urbe.

IMG_20160220_140507[1]

Porque não aproveitar um sábado, um domingo ou uma folga durante a semana para descobrir o ambiente e a essência da praça e deste bairro? Vá, siga os meus conselhos e desfrute do “sabor” da vida e do que a nossa cidade de Lisboa tem para lhe oferecer.

_MG_2106 2

E o Mundo aqui tão próximo de nós…

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com 

📌Uma aventura “ruinosa” pelo Forte de Alpena…

Esta reportagem fotográfica, que agora publicamos no blog OLIRAF sobre a Bataria de Alpena (Trafaria), uma  antiga unidade militar do Exército Português, que se encontra em ruínas. É um exemplo do estado a que chegou muito do património militar do antigo Regimento de Artilharia de Costa (RAC). Refere-se a uma época muito interessante da nossa história militar contemporânea, diga-se, pouco falada e estudada. Este artigo sobre uma bateria de artilharia de costa é uma das muitas estórias que esta época ainda tem para contar.

BateriaAlpena1893 (3)

Como sabem, neste blog temos prestado alguma atenção a questões relativas ao extinto Regimento de Artilharia de Costa RAC), seja ao nível das considerações histórico-militares, patrimoniais ou fotográficas. Não pretendemos apenas focar as nossas atenções em património comum, tais como, mosteiros, castelos, palácios, casas nobres, entre outras. Há também outras construções e outros tipos de “monumentos” que igualmente merecem a nossa atenção, como são o caso das construções militares do ex-RAC.

Procuramos, através deste Projecto documental-fotográfico, desta forma denunciar e catalogar algumas construções bélicas, que testemunham a falta de atenção de que o património arquitectónico tem sido alvo ao longo de várias gerações e, no caso particular, do extinto Regimento de Artilharia de Costa (RAC).

IMG_20160123_140639Deixo-vos um conjunto de imagens que  foram capturadas no passado mês de Janeiro durante uma incursão pela “outra margem” do Tejo, nomeadamente à localidade da Trafaria, no concelho de Almada.  O local visitado é o antigo forte de Alpena. Como o nome indica, está localizado nas proximidades da arriba fóssil da Costa da Caparica e da Trafaria. Deparamo-nos com uma excelente, e estratégica, vista para a foz do estuário do rio Tejo.
Apanhei o ferry-boat da Transtejo – Eborense – que faz a ligação entre o cais fluvial de Belém, Porto Brandão e a Trafaria. É um passeio agradável e podemos visualizar a paisagem ribeirinha de Lisboa. Recomendo.

Fui acompanhado de um amigo. Em virtude de ser um local de difícil acesso e remoto, a cerca de 1 km do centro da Trafaria, aconselha-se a levar alguém. Neste caso, fui acompanhado por amigo que me acompanham nas minhas aventuras fotográficas.  mas um pouco remoto. O próprio captou-me  em alguns momentos desta “epopeia” ruinosa.

O local é muito frequentado aos Sábados e Domingos pelos amantes da modalidade de paintball. Como tal, aconselhamos a ir relativamente cedo para visualizar nas “calmas” este património sem a necessidade de se tornar um “alvo a abater”.

Forte de Alpena: breve resenha histórico-militar…

O Forte ou bataria de Alpena, pelo que pude obter em fontes documentais e electrónicas, foi uma estrutura militar construída nos finais do Século XIX (1893) e integrava o sistema de fortificações do Campo Entrincheirado de Lisboa, nomeadamente, os redutos da Raposeira Grande e Raposeira Pequena. Ficou operacional em 1901-1902. Situa-se, a menos de 1 km do Monte da Raposeira (Trafaria,Almada), nas proximidades de uma outra unidade militar: a 5ªBataria da Raposeira. Ambas foram integradas na frente marítima de Defesa de Lisboa. A guarnição destas unidades militares alojava-se numa outra edificação – o quartel da Trafaria, inaugurada em 1905, pelo monarca D. Carlos (1889-1908).

BateriaAlpena1893

Ao longo da 1ªMetade do Século XX, incluindo na 1ªGuerra Mundial, estas estruturas foram apetrechadas com artilharia de maior calibre usado na época como,por exemplo, canhões Krupp de 28 cm, para uma eficaz defesa do Campo Entrincheirado de Lisboa e,como já vimos, da frente maritima da Costa da Caparica e do estuário do Tejo. Em caso de conflito, era umas das fortificações que estava na primeira linha de fogo contra alvos anfíbios e aéreos.

BateriaAlpena1893 (13)
No ano de 1940, o Governo Português, através do Comando da Artilharia da Defesa Antiaérea de Lisboa, encara com carácter de urgência o estudo da defesa antiaérea de Lisboa. Em caso de necessidade numa 3ª fase, as Baterias AA seriam instaladas para defesa das posições de Artilharia de Costa, como era o caso desta fortificação. Contava com 12 “ninhos” de artilharia onde podiam ser instaladas baterias de costa ou antiaéreas para uma completa defesa da zona costeira e da cidade de Lisboa.
BateriaAlpena1893 (9)
Com o final da 2ªGuerra Mundial, em virtude do Plano Barron, perdeu a sua função militar, sendo a sua artilharia desmantelada e tornou-se um sistema de paióis anexos à 5ª Bateria da Raposeira RAC e pertencia ao , Em 1961 foram efectuadas obras de construção de novos paióis pela DSFOM. Actualmente, com a desactivação do RAC, este complexo bélico foi abandonado pelo Exército e deixado entregue ao vandalismo.
BateriaAlpena1893PaisagemExteriorFozdoRioTejo
Estas estruturas militares têm uma posição geográfica e paisagística que podiam ser valorizadas, por exemplo, para algo ligo ao turismo militar.

Ao percorrermos estas estruturas fortificadas podemos visualizar uma excelente perspectiva sobre a Arriba Fósil da Costa da Caparica, das praias, do Forte do Búgio, da foz do Rio Tejo, da Serra de Sintra e da costa sul de Lisboa.  Vale a pena ir. De acordo com a concepção de defesa de costa abordada, a bateria de Alpena surge como resultado de uma necessidade urgente da guerra internacional, cujos reflexos se fizeram sentir também em Portugal. A sua missão principal era a da defesa da capital portuguesa e da frente marítima do estuário do Tejo, especificamente do  porto  de Lisboa. Deveria actuar contra unidades navais.

BateriaAlpena1893 (11)

Em termos de instalações, o complexo militar era constituído por uma Porta d’ Armas, a norte e a sul por um Portão de Viaturas, vários edifícios subterrâneos, todos eles interligados por um sistema de corredores, túneis e guaritas de vigilância. Era uma espécie de linha maginot em miniatura.

O Tempo é algo que não volta atrás…

Em Portugal temos inúmeros locais esquecidos pelo Homem/Estado. Entregues ao tempo…que não volta para trás. Ao percorrer estas ruinas, sinto-me uma espécie de intermediário entre os artilheiros que fizeram uma parte da sua vida neste complexo militar. Infelizmente, o nosso pais, ao contrário de «Nuestros Hermanos», não sabe preservar o seu património, neste caso, o militar.

BateriaAlpena1893 (4)

 A Artilharia de Costa (RAC) tem razões para ter esperanças renovadas no que toca  à preservação histórico-militar, em Portugal. Recentemente, nos finais do ano de 2015,nasceu a Associação dos Amigos da Artilharia de Costa que vivamente saudamos e, quem sabe, no futuro possamos vir  colaborar no trabalho que se propõem a desenvolver. Ao longo do ano de 2016, irei realizar mais uma “epopeia” pelas ruínas da 5ªBataria da Raposeira (Trafaria) e da 6ªbataria da Raposa (Fonte da Telha),ambas do Grupo Sul do RAC, onde irei captar o interior dos espaços subterrâneos que fazem deste local, um património ímpar que deveria, e merecia, ser preservado e posto ao serviço da população local.

Para mais informações:

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011 Disponível na internet URL:http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039

MACHADO, M. (22 de Dezembro de 2008). Os Últimos Disparos do “Muro do Atlântico” Português. Obtido em Fevereiro de 2011, de http://www.operacional.pt: http://www.operacional.pt/os-ultimos-disparos-do-%E2%80%9Cmuro-doatlantico%E2%80%9D-portugues/

MASCARENHAS, Catarina de Oliveira Tavares – Da defesa à contemplação da paisagem : intervir no lugar do Forte e da 7ª Bateria do Outão no contexto da Arrábida. – Lisboa : FA, 2014. Tese de Mestrado.

COSTA, António José Pereira da – A cidadela de Cascais e a Defesa da Costa Marítima do Guincho ao Estoril. In: “Boletim do AHM”, Lisboa, vol. 63 (1998 – 1999), pgs. 37 – 98.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2016)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com

📷Resumo de 2015: 12 locais, 12 fotos…

Ex.mos Leitores,

Foi um ano de grandes desafios. Facto. O ano 2015, para mim, foi um ano fantástico a todos os nível pessoal, profissional e académico. Tive a oportunidade de me cruzar com pessoas e gentes de diversas latitudes. De facto, estamos cada vez mais numa «aldeia global».

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Em 2015 passei por inúmeros novos locais e revisitei outros tantos, tais como, Espanha e Marrocos. Em especial, destaco Marrocos, pois tive a oportunidade de visitar o Deserto do Shaara e ver um nascer do Sol: B-R-U-T-A-L. No nosso país tive a oportunidade de me aventurar nas ruínas bélicas abandonadas do Regimento Artilharia de Costa (RAC), pela paisagem natural da Ilha da Madeira  e das Berlengas, bem como do conjunto edificado da cidade do Porto.

«NÃO SE NASCE VIAJANTE. APRENDE-SE A VIAJAR.»

«(…) Como qualquer outra técnica ou conjunto de instrumentos mentais. Adquire-se a manha. Ganha-se o gosto. A vida errante é um processo gradual. Destinos óbvios a conhecer e outros a evitar. Bagagem e o que deve ir nela. Dinheiro e como transportá-lo. Como gastá-lo. Perceber o que se come, onde se dorme. Quando prosseguir viagem. Saber sorrir.»

© 2014 – Gonçalo Cadilhe

Após estas «saborosas» palavras do viajante Gonçalo Cadilhe constatei que as oportunidades devem ser agarradas e não devemos desperdiça-las. O simples facto de viajar tornar-nos mais atentos e valoriza o que temos de melhor no nosso mundo, continente, país, região,cidade, aldeia e a nossa casa. Porque quando chegamos a casa depois de uma viagem de milhares de quilómetros não somos a mesma pessoa. De facto, uma viagem tem o tónico ideal para nos realizarmos como seres, seja a nível espiritual, lúdico ou académico.

Como forma de celebrar o ano que chega ao fim, decidi seleccionar as 12 melhores imagens de 2015. Apesar da subjectividade visual, escolha do próprio autor das imagens, espero que gostem…

Eis as 12 «melhores» fotografias das minhas aventuras fotográficas do ano 2015:

Janeiro

 

Paisagem Alentejana (Ferreira do Alentejo, Portugal)

Sobreiro

[Aspecto de um sobreiro no Alentejo], Ferreira do Alentejo, Beja, Jan. 2015

Fevereiro

 

Vila de Óbidos (Caldas da Rainha, Portugal)

RuaDireita

[Aspecto da Rua Direita da Vila Medieval de Óbidos], Óbidos, Caldas da Rainha, Fev. 2015

Março

 

2.ª Bataria da Parede (Cascais, Portugal)

RACParede (12)

[Aspecto das Instalações e Peças de Artilharia da 2ªBataria do RAC], Parede, Cascais, Mar. 2015

Abril

 

Deserto do Shaara (Merzouga, Marrocos)
Merzouga2015ErbChebbiDunas

[Nómada  do Deserto], Dunas de Erb Chebbi, Merzouga, Marrocos, Abr. 2015

Maio

 

Vila de Campo Maior  (Alentejo, Portugal)

CampoMaiorIgrejaMatriz

[Igreja Matriz de Campo Maior], Campo Maior, Alentejo. Maio. 2015

Junho

 

Dia de Base Aberta no Montijo (BA6) – (Samouco, Portugal)

EH-101 MERLIN_BA6_Montijo

[Voo de Treino da Esquadra 751 – “Pumas”
Agusta-Westland EH-101 Merlin], BA6, Montijo, Jun.2015

Julho

 

Bairro da Mouraria (Lisboa, Portugal)

OlharesMourairaMulticulturalismo

[Retrato de Criança], Bairro da Mouraria, Lisboa, Jul. 2015

Agosto

 

Ilha da Berlenga (Peniche, Portugal)

RumoBerlenga (36)

[Aspecto da Aldeia piscatória e praia do Carreiro do Mosteiro],  Ilha Velha, Arquipélago das Berlengas,  Portugal, Ago. 2015.

Setembro

 

Castelo de Palmela ( Palmela, Portugal)

CasteloPalmelaPaisagem

[Paisagem Natural de Palmela], Centro Histórico, Palmela, Set. 2015

Outubro

 

Mosteiro de Alcobaça (Leiria, Portugal)

ClaustroMosteirop&b

[Aspecto exterior do Claustro do Mosteiro de Alcobaça], Alcobaça, Leiria, Out. 2015

Novembro

 

Cidade do Porto (Portugal)

CentroHistóricoPorto

[Paisagem Urbana do Porto], Centro Histórico & Ribeira, Porto, Nov. 2015

Dezembro

 

Ilha da Madeira (Portugal)

Portela670mPaisagem

[Paisagem Madeirense], Miradouro da Portela (670 m), Concelho Machico, Dez. 2015.

«Aprendi que viajar não era procurar mas sim encontrar»

Miguel Sousa Tavares

Espero que tenha gostado da selecção de imagens para a galeria de 2015. Siga o meu conselho, faça férias, cá dentro! Portugal espera por si…

Agradecemos toda a sua colaboração e simpatia. Dedico as minhas fotografias aos meus amigos e todas as pessoas que cruzaram comigo em 2015. Ajudam-me com os vossos gostos. comentários e sugestões.  Continuemos amigos em 2016. Hoje e sempre!

Resta-me desejar um Próspero Ano Novo a todos vós!

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com 

📌À descoberta do Porto: um roteiro fotográfico pela cidade invicta 📷

Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…

Na minha incursão ao Norte de Portugal, tirei dois dias para fotografar uma das mais belas cidades de Portugal Continental: a cidade do Porto. Qual o resultado? O resultado é um mosaico riquíssimo de beleza e variedade paisagística urbana e cultural. Siga-me nesta aventura passo a passo, onde poderá visualizar os meus «spots» favoritos e saber um pouco da história destes locais, através das minhas imagens.

CMP_AvenidadosAliados

A cidade do Porto e o rio Douro são duas constantes, que de mãos dadas, sob um céu nublado, nos acompanham permanentemente. De facto, nesta cidade milenar os edifícios são marcados por uma arquitectura civil e religiosa de diversas épocas – Romana, Medieval, Renascença, Barroca, Neoclássica e Contemporânea.
A intensa procura comercial e do investimento estrangeiro no vinho desta região assim determinou a tomada deste gesto político. Os ingleses procuravam vinho nestas paragens, como alternativa aos vinhos franceses, por exemplo, da região de Bordéus. O Tratado de Methuen ajudou ao fomento comercial e económico desta região.

Porto9

Farto da rotina do trabalho? Precisa de Inspiração para um trabalho académico? Ou simplesmente quer conhecer uma cidade Portuguesa? E sem gastar muito? Então, faça uma «City break». No meu caso, parti à aventura pela cidade de que dá o nome a Portugal: a cidade do Porto.

1. Centro Histórico do Porto

O Centro Histórico do Porto, a área mais antiga da cidade do Porto, foi classificado como Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1996. Nele se encontra o testemunho das origens medievais da cidade, num conjunto urbano granítico que apresenta uma imagem de rara beleza em diversos estilos arquitectónicos.

CentroHistóricoPorto

 

Percorrer a pé as típicas ruelas deste núcleo é deparar em cada passo com um monumento de valor incontestável, a reconhecida hospitalidade das gentes da cidade e uma panorâmica deslumbrante sobre o casario e sobre o rio Douro. A descoberta do centro histórico faz-se de muitas formas e daqui partem múltiplos caminhos que conduzem às restantes zonas da cidade. A pé, de autocarro, de eléctrico, de mota, de funicular, de carro, de barco ou de metro…

RitaSantos-261

2. Caves do Vinho do Porto (Gaia)

A Região do Douro é, numa palavra, vinho. Vinho e Vinha. Como em qualquer região de Portugal, os Durienses participaram na História de Portugal. Portugal começou aqui. Foi aqui. Influenciaram-na e por ela foram condicionados. Ajudaram a consolidar a nacionalidade (espanhóis, contra os exércitos franceses e nas lutas liberais ao longo do Século XIX), por inúmeras vezes e, claro, deram o seu contributo para os descobrimentos marítimos com as suas famosas «tripas».

AdegaSandeManPortoExteriorMuseu

O centro histórico do Porto e a margem do rio Douro do lado de Gaia, onde ficam as famosas caves do Vinho do Porto estão classificados Património Mundial. Visitar as caves do vinho do Porto e provar o vinho no seu ambiente peculiar. A partir da Ribeira, podemos atravessar a pé a ponte D. Luís e ver deste lado, uma das mais bonitas vistas sobre o Porto. E ainda se pode passear no teleférico de Gaia, que sobe e desce deste lado do rio, para apreciar uma bela vista do Jardim do Morro.

AdegaSandeManPorto

O Vinho do Porto faz-se numa região demarcada. Demarcar significa dar identidade. É um produto singular, com personalidade e identidade, fruto da capacidade e da relação do Homem e o Meio. A Forma e o feitio. Segundo Jaime Cortesão, o Douro «é o mais belo e mais doloroso monumento ao trabalho do povo português», in António Barreto, Douro: Rio, Gente e Vinho (2014).

Porto6

3. Miradouro da Serra do Pilar e Jardim do Morro

Portugal-1-37

A Estação de Metro do Jardim do Morro é ideal para contemplar a cidade do Porto, a partir de Gaia. Dali podemos  subir até ao Mosteiro da Serra do Pilar ou ao Jardim do Morro para visualizarmos uma paisagem urbana exemplar e única.

RitaSantos-397

4. Igrejas e Conventos da Cidade do Porto

RitaSantos-047

Vale a pena perder um pouco do seu tempo para sentir  a magnificência do «poder da pedra granítica»   destes edifícios eclesiásticos, muitos em estilo barroco, onde  espera-nos o interior com talha dourada e as paredes o exteriores revestidas com fabulosos azulejos. Se quiser ter uma vista panorâmica sobre o centro histórico do Porto, pode subir a torre dos clérigos,por cerca de 3 €.

Igreja do Carmo-1-2

5. Centro Português de Fotografia (C.P.F)

RitaSantos-050

O Centro Português de Fotografia (CPF) foi um organismo criado e inserido na orgânica do extinto Ministério da Cultura, em 1997, pelo Decreto-Lei n.º160/97 de 25 de Junho, com sede na antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, onde agregou os diversos espólios fotográficos do Arquivo de Fotografia do Porto e de Lisboa. Esta instituição referência para o panorama arquivístico e cultural nacional surgiu em virtude da «cultura fotográfica começava então a reanimar-se pelo aparecimento de escolas de fotografia, festivais e galerias que recuperavam fotógrafos “malditos” ou afastados no regime salazarista e divulgavam a obra de importantes fotógrafos internacionais.» [1]

CellPhoneDez2015 1273

Hoje em dia é uma unidade orgânica da Direcção-Geral de Arquivo (DGARQ). As Competências deste «Arquivo Nacional da Fotografia Portuguesa» visam divulgar o conhecimento do património fotográfico que custodia, bem como a sua salvaguarda, tratamento arquivístico e a valorização do espólio fotográfico. De salientar, que o CPF é a autoridade, dentro da DGLAB, que elabora os respectivos instrumentos de descrição e pesquisa – orientações normativas – para a documentação fotográfica, de acordo com as orientações da Direcção Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas. [2]  Este arquivo conta com cerca de 2 milhões de documentos fotográficos, com importantes fundos e colecções de personalidades, fotógrafos, empresas particulares, casas fotográficas, entre outras.

6. Jardim das Virtudes e do antigo Palácio de Cristal

RitaSantos-090

O Palácio de Cristal foi inaugurado em setembro em 1865 pelo rei D. Luís, para receber a Exposição Internacional do Porto. Em 1951, durante a vigência, do Estado Novo foi demolido para dar lugar ao actual Pavilhão Rosa Mota. Hoje em dia, os jardins são o único legado deste património. A partir daqui, podemos apreciar uma bela vista sobre a cidade do porto e o rio Douro.

RitaSantos-108

7. Passeio da Foz do Porto até ao Castelo do Queijo

RitaSantos-406

Um passeio pela Foz é uma boa sugestão se pretende caminhar e observar belas vistas sobre o mar e para apreciar o pôr do sol num final de tarde solarengo. Ao longo do percurso entre a Pérgola e o Forte do Castelo do Queijo, pode sempre parar para nas dezenas de  café e esplanadas nas proximidades  para relaxar ou saborear a gastronomia local.

CasteloQueijoFoz2015

E a citação da viagem:

«(…) A fotografia desenvolve-se em consonância com uma das actividades mais características da actualidade: o turismo. Pela primeira vez na história, um largo sector da população sai regularmente do seu meio habitual por curtos períodos de tempo . E parece bem pouco natural passear sem levar a câmera fotográfica. A fotografia será a prova indiscutível de que a viagem foi feita, de que o programa se cumpriu e de que as pessoas se divertiram.».

in SONTAG, Susan (2012) – Ensaios sobre Fotografia. Lisboa: Quetzal, pp.16-17

Locais que deve ainda visitar…

  • visitar a Casa do Infante, junto à Ribeira
  • admirar a vista noctura do Miradouro do Jardim do Morro (Gaia)
  • de dia ou à noite, passear pela rua Galeria de Paris e adjacentes, perto da Torre dos Clérigos e Livraria Lello.
  • Mercado do Bulhão
  • Museu Serralves e Soares dos Reis
  • Casa da Música
  • provar uma francesinha, uma das especialidades do Porto
  • provar os peixes frescos e mariscos, ou os bolinhos de bacalhau
  • conhecer um pouco da frente marítima do Porto
  • Passeio no Parque da Cidade

Como chegar:

CellPhoneDez2015 348

A compra da viagem foi com um mês de antecedência na companhia low-cost irlandesa Ryanair e custou, sensivelmente, 30 €.  A ida foi 20 € e a vinda por 10 €. Se comparamos com o meio de transporte ferroviário, o avião tem uma melhor relação custo/tempo. Demoramos cerca de 40 minutos até ao Porto, ao contrário das quase 3h no comboio.

CellPhoneDez2015 365

Cartão Andante (24h/7 €)

Onde ficar:

CellPhoneDez2015 758

Rivoli Cinema Hostel (15 €/Noite + Peq.almoço incluído)

Onde Comer:

CellPhoneDez2015 421

Restaurante A Tasquinha  – Rua do Carmo, Nº23,Porto (10 €/Refeição)


Não deixe de visitar alguns miradouros e monumentos da cidade do Porto. A Estação de São Bento é ideal para iniciar o percurso pelo centro histórico do Porto. Esta contém um átrio forrado a azulejos com alguns acontecimentos que fizeram a história de Portugal. Um pouco mais à frente fica a Sé do Porto, a não perder, onde é possível avistar uma excelente panorâmica sobre o douro, as caves do vinho do Porto e Gaia. Deste ponto, podemos descer umas escadinhas e ruas medievais até à Ribeira do Porto, que contém restauração e locais pitorescos, e onde podemos admirar a Ponte Luís (Gustavo Eiffel, 1889) e, de seguida, subir para o Miradouro do Convento da Serra do Pilar onde poderemos admirar uma bela vista sobre o Centro Histórico do Porto. Bem próximo do Centro Histórico do Porto, pode subir à Igreja dos Clérigos e visitar o Centro Português de Fotografia (CPF) na antiga Cadeira da Relação da Cidade do Porto.

Porto8

Na minha opinião, a cidade invicta pode ser um ponto de partida para conhecer a região do Douro Vinhateiro, conhecidas pela sua beleza, imponência e pela agricultura tradicional, bem como de outras cidades como a Régua, por exemplo. E o que levo desta viagem? Apenas recordações. Com elas,  o Mundo deixa de estar «lá fora» para passar a estar «dentro» das fotografias. Então, vai seguir o meu conselho? Faça uma «city break»…e deixe-se surpreender por Portugal! Enjoy it.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com 

 


FONTES

[1] In História do Centro Português de Fotografia http://www.cpf.pt/historia.htm

[2] In Guia de Fundos e Colecções Fotográficos 07, DGARQ, CPF, 2007,p.8

🌏Le maroc que J´aime: Chefchaouen…

Marrocos é um país pitoresco que por estar tão perto de Portugal e ser tão exótico merece uma visita de qualquer viajante andarilho. Estreei-me na região do Magrebe (Marrocos) em 2013. E sabem uma coisa? Nenhum homem pisa e olha a mesma cidade duas vezes.  As ruas são as mesmas, mas o homem não! E sempre que volto a este reino islâmico (sunita), faço com o mesmo entusiasmo, empenhamento e divertimento com o que fiz pela primeira vez. E espero voltar sempre que puder, seja em trabalho ou em férias,mas sempre com prazer. No total, são duas vezes, duas experiências sempre diferentes. Além de Portugal, é o país onde me sinto mais à vontade, ou seja, mais em casa. É por isso que escrevo este artigo na primeira pessoa. Este é o relato da minha experiência de viagem entre Portugal e Marrocos.
tangermedporto
Aspecto do porto de Tânger: nas proximidades de Chefchaouen

Para quem nunca pôs o pé fora do continente europeu, como foi o meu caso em 2013, entrar em Marrocos é mais ou menos como descobrir um novo mundo ou ser transportado para uma nova dimensão. Não é preciso sequer ver os minaretes das mesquitas que rasgam o horizonte para perceber que se está num país islâmico. Basta ouvir o canto “hipnótico” amplificado pelos altifalantes das mesquitas guiando os fiéis para a oração. Como dizia o poeta Fernando Pessoa: “primeiro estranha-se, depois entranha-se…”

marrocos2015-101
Paisagem Humanizada do Rife (Marrocos)

Com a publicação deste artigo – Le maroc que J´aime – acabo de iniciar um conjunto de crónicas sobre a minha experiência de viagem pelo Reino de Marrocos. Assim, irei mensalmente falar aos leitores sobre as diversas cidades marroquinas por onde tive oportunidade de visitar e, claro, fotografar.

marrocos2015-111
Cenas quotidianas de uma aldeia no Rife de Marrocos

Le Maroc que J´aime: Chefchaouen…

Nesta viagem propomos mais que uma simples visita, sugerimos uma aventura pela cidade azul inserida nas Montanhas do Rife. Um viajante que percorra Marrocos tem que passar OBRIGATORIAMENTE por esta cidade. No meu caso, serviu de paragem para almoço antes de mais de cinco horas de viagem até ao destino final do segundo dia de viagem por Marrocos: a cidade imperial de Meknès.

chefachouenmarketstreet
Mercado de rua em pleno centro histórico da cidade
 O que dizer sobre Chefchaouen? Bem, em primeiro lugar, esta cidade do Norte de Marrocos é única e bastante singular. E Porquê? Apresenta cores azuis turquesa na maioria das suas casas e na sua antiga medina antiga. De facto, é uma cidade muito fotogénica. Para quem vem da Europa, na minha opinião, esta é a cidade ideal para se ambientar com Marrocos e para aqueles que querem conhecer as Montanhas do Rife.
chefchaouenstreeets

Em Chefchaouen pode explorar a cidade pelas ruelas e descobrir pontos únicos, interagir com os locais e almoçar num dos imensos restaurantes, fazer compras no souk local e adquirir artesanato local com padrões tipicos da região. Esta cidade, sem termos de comparações, faz-me lembrar a nossa alfama com as ruelas.

marrocos42
O Azul é uma constante

Importa salientar que não irei recomendar nenhum restaurante nem local. Deixo isso ao critério de cada viajante. E porquê? Na minha opinião, quando partimos em viagem procuramos a busca das gentes, dos locais e paisagens que fazem a essência de uma determinada país ou cidade.

chefchaouencat

 Mergulhar no espaço interior desta cidade é descobrir um labirinto de ruas azuis, num anil que aguça a curiosidade de qualquer visitante. O sobe e desce é constante , as crianças que passam a correr, os homens nos seus ofícios tradicionais, as mulheres de cabeça coberta fazem parte do retrato e da minha memória fotográfica.

gatochefchaouen
Gato: um companheiro habitual nas visitas a esta cidade do Rife.

Chefchaouen pode ser um ponto de partida para conhecer a região  das Montanhas do Rife, conhecidas pela sua beleza, imponência e pela agricultura tradicional, bem como de outras cidades como Tânger, Tétouan e Fez,por exemplo.

spices_chefchaouen
Spice (s) do Souk de Chefchaouen

Viajar é um caminho, em que a cada passo estamos a descobrir verdadeiramente quem somos, o que fomos e o que queremos ser. Se ainda não tem as suas férias  marcadas, Chefchaouen seria uma boa opção para mergulhar em África!

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03

Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia•Viagens•Portugal © OLIRAF (2015)

Contact: oliraf89@gmail.com

📌À descoberta do Regimento de Artilharia da Costa: a 2ª Bateria da Parede…

Num instante… o Património! 

A seguinte reportagem fotográfica centra-se nas ruínas da antiga unidade militar do Regimento de Artilharia de Costa (RAC); a 2ªBataria da Parede, localizada em Cascais. De modo a possibilitar ao leitor um conhecimento da importância histórica, estratégica e bélica da Bataria da Parede, considerada ex-libris de artilharia de costa em Portugal, optou-se por realizar breve introdução do Regimento de Artilharia de Costa (RAC), do Plano Barron, a ela subjacente, e uma análise descritiva e pormenorizada sobre o património da 2ªBataria da Parede.

A razão da escolha desta Bateria de Artilharia de Costa deveu-se à sua localização geográfica, à riqueza da sua construção arquitetónica, ao papel que desempenhou na defesa na barra de Lisboa e da Linha de Costa do Estoril, sendo considerada um ex-libris da defesa costa de Portugal.

O que era o Regimento de Artilharia de Costa (RAC)?

O Regimento de Artilharia de Costa (RAC) ffoi uma unidade militar criada pelas Forças Armadas Portuguesas, nomeadamente, o Exército Português, após a 2ªGuerra Mundial, através do Plano luso-britânico – o Plano Barron (1939).

RACParede (6)

A sua missão era assegurar a defesa da linha de costa de acesso aos portos de Lisboa e de Setúbal.  Tínhamos ,assim, uma força especializada em impedir o desembarque de uma força convencional apoiadas por unidades navais, nas imediações dos estuários do Tejo e do Sado. As construções decorreram entre 1944 e 1958, estando operacionais corria o ano 1958.

RACParede (4)

O RAC baseava-se em fortificações de betão armado com baterias fixas localizadas estrategicamente ao longo das costa da Península de Setúbal – Grupo Sul – e da Linha do Estoril – Grupo Norte. Era constituído por um posto de comando, situado em Oeiras, por 8 Batarias com 36 peças de artilharia  naval pesada de origem alemã (Krupp)  e inglesa (Vickers) de diversos calibres (152mm e 234mm) com alcance considerável para a época. Esta unidade militar foi desativada em 1998.

LauraExpo-150

A 2ª Bataria da Parede, situada no Alto da Parede, concelho de Cascais, nas proximidades de Lisboa, pertencia ao Grupo Norte – 1ª Bataria de Alcabideche, 3ª da Bataria da Lage (Oeiras) e 4ªBataria do Forte do Bom Sucesso (Belém) – do Regimento de Artilharia de Costa (RAC). O Grupo Sul era o responsável pela defesa da entrada da foz do Rio Tejo e da Linha de Costa do Estoril, em conjunto com a 5ªBataria da Trafaria e Alpena.  A construção desta unidade militar de defesa da costa sadina iniciou-se entre 1944 e ficou operacional em 1954. O material que compunha a Bataria da Parede, sendo do mais moderno da época em que foi implementada, eram 3 baterias de Vickers 152mm, de fabrico inglês, de médio alcance (10 – 20 km), com os aquartelamentos para o pessoal e respectivo depósito de munições, bem como de um conjunto de bunkers. Importa salientar que as mesmas nunca participaram em situações de conflito, sendo utilizadas, apenas, para exercícios de fogo real.

RACParede (5)

Em certos países, como Gibraltar ou Malta, as autoridades preservam e promovem  o seu património militar para fins turísticos e culturais. Na minha opinião, o Turismo Militar seria um bom exemplo a ser seguido para as nossas baterias do antigo regimento de artilharia de costa (RAC), pois parte delas estão ao abandonadas há décadas num estado deplorável, sendo cada vez mais urgente garantir que a Bateria da Parede, não tenha o mesmo destino. Segundo noticias do ano 2014, o município de Cascais irá executar, em concordância com o Ministério da Defesa, um projecto para este espaço com beneficiação de obras de conservação e beneficiação de equipamentos necessários à sustentação económica de um futuro espaço museológico: o Museu Militar de Artilharia de Costa.  A Bataria da Parede assim o merece.

RACParede (3)

Nos nossos dias, os canhões da «memória» estão calados pelo Homem e em decomposição pelo tempo. Na memória persistem as estruturas, a arquitectura e a vista deslumbrante que se tem das baterias para a Linha do Estoril. Ao longo do ano de 2015, irei realizar mais uma aventura ruinosa pelas ruínas da 5ªBataria da Trafaria (Grupo Sul), onde irei captar o interior dos espaços subterrâneos que fazem deste local, um património impar que deveria, e merecia, ser preservado e posto ao serviço da população local.

Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material nos seguintes artigos e links:

Nuno Valdez dos Santos – “Campo Entrincheirado”, in Dicionário da História de Lisboa, direcção de Francisco Santana e Eduardo Sucena. Lisboa: Carlos Quintas & Associados, 1994: pp. 208-209

EMERECIANO, Jaime – A Artilharia na Defesa de Costa em Portugal. Lisboa: Academia Militar, Dissertação Mestrado em Ciências Militares, especialidade de Artilharia, 2011

Disponível na internet URL:http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/7247

Bateria do Outão e Forte Velho do Outão – SIPA: Sistema Informação para o Património Arquitectónico. [Em linha]. [Consultado em 30 Dez. 2014]. Disponível na  internet URL: <http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25039

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com 

Dia Aberto da Base Aérea do Montijo (BA6) – 2015

No dia 28 de Junho de 2015, ocorreu o Dia Aberto da Base Aérea N°6 Montijo para toda a comunidade civil e cidadãos portugueses. Este evento anual surge para comemorar o dia que a Força Aérea Portuguesa se tornou, em paralelo com a Marinha e o Exército, um ramo independente, a 1 de Julho de 1952. Por isso, celebra-se o 63° aniversário. Mais detalhes na página oficial do evento em www.forçaaérea.pt .

Importa salientar que duas das competências do Órgão de Natureza Cultural da Força Aérea Portuguesa é:

e) Promover a cultura aeronáutica, incluindo a divulgação de eventos ou relatos histórico-aeronáuticos;

f) Divulgar os eventos internos e mensagens de interesse para a população militar e civil;

Base Aérea Nº 6 Montijo

Situada na Margem Sul do Rio Tejo, na península do Montijo, a Base Aérea N.º 6 (BA6) ocupa uma grande área territorial pertencente aos concelhos de Montijo e de Alcochete, ambos do distrito de Setúbal.

Missão

Garantir a prontidão das Unidades Aéreas e o apoio logístico-administrativo de unidades e órgãos nelas sediados mas dependentes de outros comandos, bem como a segurança interna e a defesa imediata.

Base Áerea Nº6 Montijo_PlacaBase

Atualmente, a BA6  conta para o desempenho da sua missão com as frotas Lockheed C-130 H / H-30 Hercules, Esquadra 501 – “Bisontes” para a execução de missões de Transporte; EADS C-295M , Esquadra 502 – “Elefantes” , para efetuar missões de Transporte, Vigilância Marítima e Busca e Salvamento; Marcel-Dassault Falcon 50Esquadra 504 – “Linces” , para o transporte aéreo especial (por exemplo de altas entidades do Estado ou de órgãos vitais); e helicópteros Agusta-Westland EH-101 Merlin , Esquadra 751 – “Pumas” ,  para Transporte, Busca e Salvamento e Vigilância e Reconhecimento. Nas instalações da BA6, a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (1992) que opera helicópteros Westland Lynx MK95, recebe apoio logístico desta Unidade.

Aproveito para deixar algumas fotografias dos  bastidores do Dia Aberto da Base Aérea do Montijo (BA6):

Agusta-Westland EH-101 Merlin

EH-101 MERLIN_BA6_Montijo
Voo de Treino da Esquadra 751 – “Pumas” Agusta-Westland EH-101 Merlin [Portugal] Transporte, Busca e Salvamento e Vigilância e Reconhecimento

Aeronave EADS C-295M

C-295_BA6_Montijo
Aeronave EADS C-295M da Esquadra 502 “Elefantes” Funções: Vigilância e Reconhecimento, Transporte Aéreo e Busca e Salvamento. Base Aérea do Montijo (BA6) Aviação Militar / Transporte Militar ‪#‎fapfotododia‬ All Works @ OLIRAF (2015)

Lockheed C-130 H / H-30 Hercules

C130H__Esquadra501Bisontes

 Marcel-Dassault Falcon 50

 

Falcon

Westland Lynx MK95

 

Base Áerea Nº6 Montijo 201

Para mais informações:

Página Oficial da Força Aérea Portuguesa. [Em linha]. [Consultado em 30 Junho. 2015]. Disponível na  internet URL: < http://www.emfa.pt/www/index >

Página Oficial da Base Aérea N.º6. [Em linha]. [Consultado em 30 Junho. 2015]. Disponível na  internet URL: < http://www.emfa.pt/www/unidade-19-base-aerea-n-6 >

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

Follow me: @oliraffotografia on Instagram | Oliraf Fotografia on Facebook

Fotografia✈︎Viagens✈︎Portugal © OLIRAF (2015)

📩 Contact: oliraf89@gmail.com