📌À descubierta de Alburquerque: uma vila (des)conhecida da Extremadura Espanhola…

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📝 Viajar em Espanha é cada vez mais sinónimo de visitar duas cidades: Madrid ou Barcelona. É um “crime” ainda não termos visitado estas fascinantes cidades espanholas, dizem-me alguns amigos. Basta, abrir uma página web, uma imagem ou um guia de viagens para perceber a importância de não termos caído em tentação. Eu não gosto de ir aos locais turísticos ditos “obrigatórios”. Ainda não me sinto preparado e não tenho a mencionada “pressão de ir”. De facto, pela minha experiência académica, profissional e pessoal, o Reino de Espanha tem dezenas de cidades e vilas que são merecedoras de uma visita sem pressa e para apreciar o que as rodeia. Alburquerque foi a primeira incursão em terra de “nuestros hermanos”.

Porquê a escolha da (des)conhecida vila de Alburquerque? 

São muitos, e todos eles merecedores de atenção, os “Castillos” existentes ao longo da fronteira luso-espanhola, bem como em todo o Reino de Espanha. Há centenas deles. Isto se acrescentarmos também as fortalezas  que entretanto se fundiram no seio da arquitectura militar medieval, nomeadamente Ciudad Rodrigo, Badajoz, entre outras.

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Panorâmica da Vila de Alburquerque, vista do castelo.

De Lisboa a Albuquerque são cerca de 270 quilómetros. De Marvão, cerca de 70 km. A vila de Alburquerque está entre a cidade de Badajoz e a vila de Valência de Alcântara, bem no centro da antiga província romana da Lusitânia, na actual comunidade autónoma espanhola da Extremadura. Não vem nos roteiros  turísticos ou guias de viagem tradicionais, como a cidade de Badajoz, mas não precisava de tal distinção para merecer uma visita. É aqui que encontramos um dos mais imponentes – e bem preservados – “Castillos” da região e de toda Espanha (segundo o guia que nos fez a visita guiada gratuita ao recinto), mas a riqueza não é apenas histórica e arquitectónica,mas também paisagística. Dentro do seu  pequeno, mas acolhedor, centro histórico e do recinto muralhado começamos logo por descobrir histórias, pedras e símbolos familiares, de origem portuguesa.

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Centro Histórico de Alburquerque

Após uma transição serena da planície alentejana e da Serra de São Mamede, deparo-me ao longo do meu roteiro solitário pelo Alto Alentejo com a sinalética da estradas. Indica-nos que já estamos em Espanha. Nesta aventura de aprendiz de historiador, fotógrafo e viajante andarilho, citando Orlando Ribeiro, apercebo-me que a paisagem, a ocupação humana e a gastronomia é a mesma. Só a língua não.  As pitorescas vilas de La Codosera e Valência de Alcântara prende-me o olhar, todavia não me despertam a minha curiosidade fotográfica. Talvez, porque não era esse o objectivo desta incursão à tierra de nuestros hermanos. Alburquerque era o objectivo.

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Calle do Centro Histórico de Alburquerque

Aventurei-me por esta vila histórica da raia luso-espanhola, com quase seis mil habitantes (2014), localizada nas proximidades da Sierra de San Pedro. Sem recurso a mapas da vila, uma vez que o Posto do Turismo estava fechado (a famosa siesta de nuestros hermanos), aproveitei para “mergulhar” em pleno coração medieval da Vila de Alburquerque, onde, no alto de um monte rochoso, ergue-se o imponente Castillo de Luna. A vida quotidiana, nestas pitorescas vilas, apesar de ficar tão perto da nossa fronteira é completamente diferente do que se vive em Portugal. Durante o percurso pedonal no centro histórico e nos arrabaldes da vila,  apercebo-me da importância histórico-militar desta localidade fronteiriça. De facto, o Castillo de Luna revela a razão da sua existência: praça fortificada para as constantes guerras, querelas politicas e escaramuças travadas ao longo da História entre o Reino de Portugal e de Castela e Leão (posteriormente Reino de Espanha).

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Castillo de Luna

Um pouco de História…

O Castelo Medieval de Alburquerque foi erguido entre os séculos XIII e XV, tomando a denominação de Castillo de Luna, em virtude de Álvaro de Luna, Mestre da Ordem Militar de Santiago e Condestável do Reino de Castela e Leão, ter residido uma parte da sua vida neste “guerreiro de pedra”. Esta localidade está próxima da fronteira de Portugal, entre Valencia de Alcántara e Badajoz, sendo um aliciante local de poder bélico e estratégico ao longo da história. Em 1166, Fernando II de Castela e Leão concede-o à Ordem de Santiago. Em 1184, as forças muçulmanas recuperam o Castelo. Todavia, em 1217, a localidade e o castelo voltavam, de vez, para as mãos dos cristãos.

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Escudo de Armas do Senhor de Alburquerque

Durante a visita ao interior do Castelo de Alburquerque (Castillo de Luna) deparei-me com a razão da sua importância estratégica: “vigilante”  da fronteira luso-espanhola. Nunca pensei que tivesse tanta presença lusitana nestas pedras. Vejamos, D. Afonso de Sanches, filho bastardo de D.Dinis foi o primeiro Senhor deste Castelo (andava chateado com o maninho D.Afonso IV). Inês de Castro esteve aqui, enquanto D.Pedro I estava em Ouguela. Em 1580, Alburquerque teve um papel crucial na conquista de Portugal, visto que uma parte do grosso das forças terrestres de Filipe II de Espanha invadiu Portugal por estas latittudes. Durante a Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1714), a praça-forte  era uma ambição antiga da Coroa Portuguesa e uma das localidades raianas da Extremadura Espanhola e Galiza – Albuquerque, Badajoz, Baiona, La Guardia, Tui, Valença de Alcântara e Vigor – reivindicadas por D. Pedro II para aderir à causa do arquiduque Carlos da Áustria, futuro Carlos III, contra o duque de Anjou, futuro Felipe V de Bourbon. Entre 1705 e 1715, esta praça-fortificada esteve nas mãos das tropas portugueses, sendo devolvida a Espanha, com o Tratado de Utrecht (11713-715)Ainda hoje,  à entrada do Castelo, podemos ver os baluartes em estilo Vauban feito pela guarnição e engenheiros militares portugueses. Mais tarde, durante a Guerra de Independência Espanhola (1808-1814), foi saqueado pelo temido Grande Armeé de Napoleão Bonaparte, após a defesa heróica da população local. Com a “fratricida”Guerra Civil Espanhola, este Monumento Nacional (1924) foi parcialmente destruído e recuperado anos mais tarde. De facto, o Castillo de Alburquerque é um conjunto de pedras com muitas estórias da História…

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A Torre de Menagem é datada do século XV (1445), mandada construir por Álvaro de Luna, Mestre da Ordem Militar de Santiago.

Este “Castillo” vale pela paisagem que domina e pelo seu interior. Na minha opinião, um dos mais belos e bem conservados castelos de “Nuestros Hermanos”. Sim,porque, os Espanhóis não brincam em serviço quando se trata de proteger e promover o seu património histórico-cultural. Recomendo a visita ao interior da Torre de Menagem, a vista panorâmica para Portugal (Campo Maior e Marvão) e as animações turísticas para os jovens “guerreiros”, organizados por um grupo de jovens locais.

Testemunhos e pequenas testemunhas de uma longa História Secular. Marca e marcos da nossa memória e identidade. Portugal e Espanha  são duas faces diferentes de uma mesma moeda: a Península Ibérica, citando uma obra de José Saramago “A Jangada de Pedra“. Em breve irei disponibilizar mais roteiros, artigos, dicas  e fotografias de viagem no Reino de Espanha. Para já podem “deliciar-se” com as da pitoresca vila fronteiriça de Alburquerque.

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✈ Como chegar:

PaisagemFronteiraRaiaAlentejo

Estremoz-Albuquerque-Marvão

Se já se encontra na cidade de Estremoz (IP2) tome a direção de Arronches/Monforte, pela N369, até à fronteira de Espanha (Aldeia da Esperança); Em Espanha opte pela estrada BAV-5004 em direção a La Codosera e depois pela BA-008 e EX-110 que vai dar a Albuquerque. De Albuquerque a Valencia de Alcântara seguir pela EX-110. De Valencia Alcântara até Marvão seguir pela N-521 e, em Portugal, por N246-1 e depois virar para a N359 (Beirã/Marvão).

🍜 Onde comer:

Neste particular, a minha recomendação vai para o restaurante El Fogon de Santa Maria, situado entre o Castillo de Luna e da Igreja de Santa Maria do Castillo, em pleno coração medieval da vila de Alburquerque. O gazpacho é uma excelente escolha para dias quentes. Já a sobremesa…divinal. Para além da paisagem e do património, a gastronomia da extremadura espanhola conquistou-me pelo paladar.

🏠 Onde ficar:

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Um exemplo de recuperação do património edificado ferroviário: Train Spot Guesthouse (Beira).

A Train Spot Guesthouse é uma unidade de Turismo em Espaço Rural, localizada na aldeia da Beirã (Marvão), no concelho do Alto Alentejo. Trata-se de um bom exemplo da recuperação do património edificado ferroviário do séc. XIX. A antiga estação ferroviária de Marvão/Beirã era a “porta de saída” para a Espanha (Ramal de Cáceres). Classificada cmo imóvel de interesse público, ainda hoje,  esta antiga estação da Linha do Leste conta com fantásticos azulejos que ilustram as mais belas cenas quotidianas, património monumental e as tradições da região do Alentejo e de Portugal  Pernoite aqui, envolvido pela exuberante fauna e flora do Parque Natural da Sera de S.Mamede, e faça a sugestiva experiência aventureira de percorrer uma antigo ramal ferroviário, entre as estações de Marvão-Beirã e Castelo de Vide, entregue ao tempo, com a Rail Bike Marvão.

Estação ferroviária de Beirã/Marvão, Largo da Alfândega
7330-012 Beirã – Marvão
Telefone: +351 245992112
Para mais informações e reservas, envia e-mail para railbikemarvao@gmail.com ou ligue para 912 987 639

🔗Para mais informações:

Aqui poderá encontrar, por exemplo, extensa documentação e dicas sobre o património material e imaterial  nos seguintes links:

Roteiro Fotográfico pelo Alto Alentejo (OLIRAF)

Portal oficial de Turismo de Espanha

Official site of Extremadura Tourist Department (Spain)

Ayuntamiento Alburquerque

Spainisculture.com (Alburquerque)

Horário de visita (s) ao Castillo de Luna
Horario. Turnos de visita. INVIERNO (de noviembre a mayo) De lunes a domingo y festivos: Mañana: 11:00 h, 12:00 h y 13:00 h. Tarde: 16:00 h y 17:00 h
HORARIO
Turnos de visita
INVIERNO (de noviembre a mayo)
De lunes a domingo y festivos:
Mañana: 11:00 h, 12:00 h y 13:00 h
Tarde: 16:00 h y 17:00 h

VERANO (de junio a octubre)
De lunes a domingo y festivos:
Mañana: 11:00 h, 12:00 h y 13:00 h
Tarde: 17:00 h y 18:00 h

Para grupos es necesario realizar reserva previa en la oficina de turismo.

TARIFA
Gratuito.

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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🏛️Palácio dos Marqueses de Fronteira: um belo exemplar da arquitectura residencial barroca do Século XVII…

📜’𝕴𝖓𝖛𝖆𝖉𝖊 𝖆 𝕳𝖎𝖘𝖙ó𝖗𝖎𝖆’. Férias em Lisboa? Há sempre um motivo fotográfico para descobrir no “caos” e na rotina da urbe lisboeta. Visitar este Palácio é reavivar a História e a Arte em Portugal a cada passo que damos neste exemplar arquitectónico barroco. Para além da sua arquitectura que nos fascina, nada como aventurar-nos num jardim de buxo que nos guia pelas belezas e mistérios dos Marqueses de Fronteira. Deixe-se surpreender pela exaltação artística da arquitetura e riqueza azulejar barroca à portuguesa.

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📌À descoberta do Castelo de Évora Monte: uma aldeia monumento que nos surpreende…

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Évora Monte é uma bonita vila alentejana do concelho de Estremoz, situada na vasta planície do Alentejo Central, erguendo-se no cimo de uma colina com mais de 400 metros de altitude na parte mais ocidental da Serra d’Ossa. O Castelo e as muralhas foram mandadas construir por D. Dinis, em 1306, contando  com quatro portas principais: a Porta do Sol, a Porta do Freixo virada a poente e as Portas de S. Brás e de S. Sebastião, e que recebem o seu nome das ermidas dedicadas aos mesmos santos, situadas no exterior do Castelo. No Século XVI, com o objectivo de preparar o castelo para a arquitectura pirobalistica, as muralhas foram acrescentadas “torreões-canhoeiras” em locais estratégicos para a sua defesa.

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O célebre Paço fortificado (apesar do seu aspecto bélico, era apenas usado para jornadas de caça)  com quatro torreões cilíndricos definindo um perímetro quadrangular, de eminente gosto italianizante, e decorado nos panos com nós pétreos, que lhe conferem particular carga simbólica. a meu ver, a lembrar a velha máxima da Casa de Bragança: Depois de vós, nós. Esta campanha palaciana foi dirigida por Francisco de Arruda em 1531, já com um longo currículo ao serviço da Casa Real Portuguesa, a mando de D.Teodósio. De facto, este paço é uma construção sem precedentes em Portugal e na arquitectura militar do Século XVI, sendo demonstrativo do poderio da Casa de Bragança, pela sua localização, grandeza e visibilidade a muitos quilómetros de distância.

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Assinale-se ainda um facto da História de Portugal a que se encontra ligada a vila: no n.º41 da Rua da Convenção foi assinada, em 26 de Maio de 1834, a célebre Convenção de Évoramonte, documento que consagrou o fim da fratricida Guerra Civil Portuguesa (1832-1834), entre partidários do Absolutismo e do Liberalismo. Na assinatura do documento estiveram os generais-duques de Saldanha e da Terceira, pelo lado de D.Pedro IV, e de João António de Azevedo e Lemos por D.Miguel.

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As ruas no interior do centro histórico de Évoramonte guardam a essência da época medieval, de tranquilidade e da tradição alentejana. Dentro das suas muralhas, reina a calma e a paz, bem como o seu paçoum dos raros castelos portugueses que alia características únicas: pelo conjunto arquitectónico que enquadra, pela excelência da paisagem que dele se pode desfrutar, mas também pela sua importância histórica.

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Podemos observar a vasta paisagem da planície Alentejana, do topo do Torreão,  que emoldura esta pequena povoação histórica amuralhada do Alentejo Central. Se vai pela A6, em direção a Elvas/Badajoz, faça um desvio no seu itinerário de viagem e aproveite para visitar Évora-Monte. Não se vai arrepender. Palavra de Escuteiro (se não é adepto da velha máxima “uma imagem vale mil palavras”). A vista, só por si, vale bem a visita neste local, mas a pacatez da vila e a simpatia dos habitantes, fazem desta vila perfeita para uma escapadinha no Alentejo.

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Actualmente, a região do Alentejo é um dos destinos mais procurados pelos turistas e viajantes estrangeiros, o que revela a excelência cultural e gastronómica. Os lugares que descrevo neste artigo é um dos muitos pontos altos do roteiro de viagem que fiz pelas estradas desta região portuguesa: À DESCOBERTA DOS “GUERREIROS DE PEDRA” DO ALTO ALENTEJO. De facto, o interior alentejano nunca deixa de me surpreender. Não bastava Evoramonte ser um dos ex-libris, com o seu castelo, as suas muralhas, o casario típico, o seu gaspacho e as suas gentes acolhedoras… e ainda nos oferece uma exuberante vista para a planície alentejana…

Para mais informações:

Castelo de Evoramonte

38.7717361,-7.7159429 (ver no mapa)
Evoramonte
Tipo: Castelo
Telefone: +351 268 950 025
Horário: 10h00-13h00 / 14h00-17h00
Dia de encerramento: 2ª feira, 3ª feira de manhã e no 2º fim de semana de cada mês. Feriados 1 Jan. Domingo de Páscoa, 1 Maio, 25 Dezembro e 3 de Junho

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

linhagraficaALL-oliraf-03💻  Texto: Rafael Oliveira 🌎 Fotografia: Oliraf Fotografia 📷

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📌À descoberta dos “Guerreiros de Pedra” do Alto Alentejo…

À descoberta dos Castelos do Alto Alentejo e da Linha do Tejo: 4 dias e 3 noites pela região do Alentejo.

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Castelo de Montemor-o-novo

Novo Roteiro, nova viagem. Confesso que já tomei o gosto de programar uma pequena viagem para um fim de semana prolongado. Se estava a pensar em ficar em casa, mudei de ideias. De facto, sugestões de “escapadinhas” turístico-militares não faltam em Portugal. O património natural e edificado estão em destaque nesta aventura de quatro dias pelo Alentejo, aproveitando o fim-de-semana prolongado de 10 a 13 de Junho, durante a qual realizei uma reportagem fotográfica para o blogue OLIRAF.

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Rua Direita em Estremoz

O Alentejo é uma antiquíssima região portuguesa valorizada pelo seu património natural e edificado. Para os amantes do turismo cultural, de natureza e do turismo militar, o Alentejo é uma boa opção de visita que combina actividades de lazer,natureza e culturais com o descanso. Nesta reportagem fotográfica sobre a região do Alto Alentejo, no sul de Portugal,  destacamos as “bonitas” vilas de  Évora-Monte, Castelo de Vide, Marvão e Belver, os “tesouros naturais ” como a Serra de São Mamede/Rio Tejo e, principalmente, a gastronomia alentejana.

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Ruínas do Palácio dos Alcaides em Montemor-o-Novo

Um elemento diferenciador na paisagem – o castelo: «Presentes de norte a sul do território português, os castelos e as cinturas de muralhas que serviram um dia para proteger vilas e cidades são, ainda hoje, testemunhos vivos de um dos períodos mais fascinantes e ricos da História de Portugal», como afirma o Historiador Miguel Gomes Martins no seu recente livro “Guerreiros de Pedra“. Trata-se de uma obra fundamental para a compreensão histórica e da arquitectura militar na Idade Medieval Portuguesa, dando-nos  a conhecer o quotidiano, os pormenores militares e acontecimentos mais marcantes que desempenharam na História de Portugal.

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Castelo de Arraiolos

Viajar na ignorância do passado histórico de um país ou de uma região deixa-nos impotentes de entender o «porquê» de qualquer facto ou gentes. Por exemplo, a importância do património edificado, neste caso, os castelos,  que contam a História de um país ou de um povo. Portugal, de facto, guarda grandes e pequenos tesouros que nos fascinam pela sua arquitectura, monumentalidade e paisagem.

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Vila de Arronches (Portalegre)

Em Portugal, o final do séc. XIII e princípio do séc. XIV foram marcados pelo Reinado de D. Dinis (1279-1325), caracterizada pela afirmação do poder régio e pela definição dos limites fronteira luso-castelhana, rectificada com o tratado de Alcanizes (1297). Trata-se da fronteira política mais antiga e estável do continente Europeu. Ao viajarmos pela raia portuguesa, verificamos a forte presença e cunho deste monarca lusitano. Com sentido de Estado excecional, um politico nato,D. Dinis promoveu o repovoamento das terras, da construção de muralhas e castelos, construção de uma marinha e do ensino universitário.

 

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Sabem uma coisa? Nada como sair do quotidiano agitado de uma grande cidade. Deixar a rotina de um trabalhador-comum à frente do computador, pegar na máquina fotográfica, no mapa, no telemóvel e ir para o terreno. Ir fazer o trabalho de “campo” como costumo dizer. Para mim,o lugar de um fotógrafo é lá fora. Melhor ainda se o roteiro fotográfico implicar uma agenda ligada ao património histórico-cultural. Deixo-vos alguns dos locais que visitei neste roteiro fotográfico pelo Alentejo…

Évora-Monte

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Castelo de Évoramonte

Évora Monte é uma bonita vila alentejana do concelho de Estremoz, situada na vasta planície do Alentejo Central, erguendo-se noo cimo de uma colina com mais de 400 metros de altitude na parte mais ocidental da Serra d’Ossa. O Castelo e as muralhas foram mandadas construir por D. Dinis, em 1306, contando  com quatro portas principais: a Porta do Sol, a Porta do Freixo virada a poente e as Portas de S. Brás e de S. Sebastião, e que recebem o seu nome das ermidas dedicadas aos mesmos santos, situadas no exterior do Castelo. No Século XVI, com o objectivo de preparar o castelo para a arquitectura pirobalistica, as muralhas foram acrescentadas “torreões-canhoeiras” em locais estratégicos para a sua defesa.

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Paço de Évoramonte

O célebre Paço fortificado (apesar do seu aspecto bélico, era apenas usado para jornadas de caça)  com quatro torreões cilíndricos definindo um perímetro quadrangular, de eminente gosto italianizante, e decorado nos panos com nós pétreos, que lhe conferem particular carga simbólica. a meu ver, a lembrar a velha máxima da Casa de Bragança: Depois de vós, nós. Esta campanha palaciana foi dirigida por Francisco de Arruda em 1531, já com um longo currículo ao serviço da Casa Real Portuguesa, a mando de D.Teodósio. De facto, este paço é uma construção sem precedentes em Portugal e na arquitectura militar do Século XVI, sendo demonstrativo do poderio da Casa de Bragança, pela sua localização, grandeza e visibilidade a muitos quilómetros de distância.

Évora-Monte (7)

Assinale-se ainda um facto da História de Portugal a que se encontra ligada a vila: no n.º41 da Rua da Convenção foi assinada, em 26 de Maio de 1834, a célebre Convenção de Évoramonte, documento que consagrou o fim da fratricida Guerra Civil Portuguesa (1832-1834), entre partidários do Absolutismo e do Liberalismo. Na assinatura do documento estiveram os generais-duques de Saldanha e da Terceira, pelo lado de D.Pedro IV, e de João António de Azevedo e Lemos por D.Miguel.

Évora-Monte (9)

As ruas no interior do centro histórico de Évoramonte guardam a essência da época medieval, de tranquilidade e da tradição alentejana. Dentro das suas muralhas, reina a calma e a paz, bem como o seu paçoum dos raros castelos portugueses que alia características únicas: pelo conjunto arquitectónico que enquadra, pela excelência da paisagem que dele se pode desfrutar, mas também pela sua importância histórica.

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Aspecto parcial de Évoramonte, vista do paço.

Podemos observar a vasta paisagem da planície Alentejana, do topo do Torreão,  que emoldura esta pequena povoação histórica amuralhada do Alentejo Central. Se vai pela A6, em direção a Elvas/Badajoz, faça um desvio no seu itinerário de viagem e aproveite para visitar Évora-Monte. Não se vai arrepender. Palavra de Escuteiro (se não é adepto da velha máxima “uma imagem vale mil palavras”).

Vila de Alburquerque (Badajoz, Extremadura Espanhola)

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Fronteira Luso-Espanhola

Passeando pelas cidades e vilas da região da Extremadura Espanhola (La Codosera ou Valência de Alcântara), fui descobrir uma vila que me impressionou pelo seu Castillo. Alburquerque, próximo de Badajoz, tem um património histórico-militar impressionante pela sua magnitude e importância, em virtude das constantes guerras e escaramuças travadas ao longo da História entre o Reino de Portugal e de Castela (posteriormente Reino de Espanha). A vida quotidiana, nestas pitorescas vilas, apesar de ficar tão perto da nossa fronteira é completamente diferente da que se vive em Portugal.

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Castillo de Alburquerque

O Castelo de Alburquerque (Castillo de Luna) é um dos castelos mais bem conservados de todo o Reino de Espanha. Contém uma História riquíssima sobre a importância estratégica do controlo das fronteiras na zona raia espanhola-portuguesa. Recomendo a visita ao interior da Torre de Menagem, a vista para Portugal e as animações turísticas no seu interior. E não se paga.

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Aspecto de uma Rua típica de Alburquerque

Wow…B-R-U-T-A-L! Foram as palavras quando deparei-me com este “Guerreirão de Pedra”. Nunca pensei que tivesse tanta História Lusitana nestas pedras. Vejamos, D. Afonso de Sanches, filho bastardo de D.Dinis foi o primeiro Senhor deste Castelo (andava chateado com o maninho D.Afonso IV). Inês de Castro esteve aqui, enquanto D.Pedro I estava em Ouguela. Mais tarde, durante quase dez anos foi uma praça-forte portuguesa durante a Guerra de Sucessão Espanhola (entre 1705-1715), só devolvida com o Tratado de Utrecht.

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Vila de Alburquerque, vista parcial.

Este “Castillo” vale pela paisagem que domina e pelo seu interior. Na minha opinião, um dos mais belos e bem conservados castelos de “Nuestros Hermanos”. Sim,porque, os Espanhóis não brincam em serviço quando se trata de proteger e promover o seu património histórico-cultural.

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Centro Histórico

Tive oportunidade de visitar este restaurante espanhol de cozinha de autor durante a minha visita ao Castillo de Luna. Recomendaram-me. E não fiquei desiludido. Tem uma boa relação custo/qualidade. Ideal para almoçar durante uma escapadinha a Espanha, antes de ir para Marvão. Saliento o Gazpacho de Tomate. Gastronomia Simples e elaborada que agrada ao paladar e é um “regalo” para os olhos. Por umas horas fui um súbdito português de Felipe VI de Bourbon, Rei de Espanha.

Fronteira de Marvão-Espanha (Porto Roque)

Panorama FronteiraPortoRoque
Bairro Residencial de Porto Roque

Na fronteira de Galegos, porta de entrada para quem vem do Reino de Espanha, existiu um importante polo residencial do concelho de Marvão: o bairro de Porto Roque. Inaugurado em 1972,  era constituído por 20 fogos e 16 edifícios com uma área coberta de 3450m2, em 20 hectares de terreno. Com a abolição das fronteiras, em 1993, e com a introdução do espaço Schengen foram desativados os serviços da Guarda Fiscal que funcionavam na fronteira de Galegos, tendo sido todo o património edificado entregue ao tempo, com poucas casas ocupadas e edifícios em avançado estado de degradação.

Marvão

Panorama CasteloMarvão
Vila-fortificada de Marvão

Pitoresca vila-fortaleza, situada em pleno interior da Serra de São Mamede, reflete  a adaptação do Homem ao meio ambiente durante milénios. A meu ver, Marvão conquista de imediato quem a vê,  no alto de um cabeço montanhoso, desde a estrada da fronteira de Porto Roque. É uma sentinela da fronteira, um belo exemplo da arquitectura-militar portuguesa.

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Castelo de Marvão

Um amante da História vê o Castelo de Marvão e a paisagem da Serra de São Mamede como testemunha do passado das lutas fronteiriças entre o Reino de Portugal e Castela (mais tarde, Reino de Espanha), sendo que a Guerra da Restauração (1640-1668) foi o zénite da importância bélica desta praça-fortificada. Mais tarde, os confrontos resumiram-se a ocupações pontuais de exércitos estrangeiros, como são exemplos, a Guerra de Sucessão Espanhola (1705-1715) e as Invasões Francesas (1807-1811).

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Vila de Marvão,vista Torre de Menagem

O Homem adapta-se ao meio. Aqui, em Marvão, a máxima da Geografia reflete a adaptação do ser humano à paisagem dominada pelo xisto,granito e quartzito em algo que combina o útil ao agradável, um cenário que é um regalo aos olhos e que, ao mesmo tempo, nos dá um dos produtos gastronómicos mais apreciados pelos alentejanos : o porco preto.  Ao contrário do litoral desenvolvido e povoado, no Alto Alentejo temos um interior despovoado, e tantas vezes esquecido. Todavia, a importância histórico-militar de Marvão parece fazer esquecer esse distanciamento, através do potencial turístico difícil de igualar.

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Rua de Marvão

Há um segredo bem guardado, perto da Vila de Marvão: TRAIN SPOT GUESTHOUSE Deixe-se capturar pela história e beleza da antiga estação de comboios de Marvão-Beirã . Garantimos que só se vai perder de encantos, pela História do Ramal de Cáceres e pela arquitectura industrial desta estação fronteiriça desactivada, que deu lugar a um projecto de alojamento local. É, seguramente, uma viagem pela História.

Marvão (12)

Castelo de Vide

Castelo de Vide (5)

Falavam-me de Marvão. Tens de ir visitar, Rafael. É um dos locais mais pitorescos de Portugal. Farto de ouvir relatos, de conhecidos e desconhecidos, decidi meter a mochila às costas e ir verificar com os meus próprios olhos. Todavia, não foi a vila fortificada de Marvão que cativou meu olhar fotográfico. A menos de 10 km, do alto do Castelo de Marvão, deparei-me com um casario branco que reluzia na Serra de São Mamede: Castelo de Vide. A Sintra do Alentejo. 

Castelo de Vide - Estátua D.PedroV (2)
Estátua de  D.Pedro V

Castelo de Vide - Judiaria (1)

Castelo de Vide é, para mim, um dos locais mais típicos e genuínos do nosso Portugal. O que despertou o meu interesse nesta experiência pessoal? Vejamos, a escadaria que desce pela Judiaria até à Fonte da Vila,as ruelas do Centro Histórico, o antigo burgo medieval e a bela janela da torre de menagem do Castelo medieval.

O que fica na minha memória? Os sentidos, a gastronomia, a arquitectura ,o anfiteatro natural, a história, entre outras coisas mais. Mas, Castelo de Vide transporta uma herança pesada: a perseguição movida pela Inquisição aos Judeus. Tive oportunidade de visitar uma exposição sobre os instrumentos e métodos de tortura utilizados no tempo da Inquisição.

Castelo de Vide - Sintra Alentejo  (2)
Centro Histórico de Castelo de Vide, vista da Torre de Menagem

Ao “saborear” as ruas e vielas do Alto Alentejo, sem mapas, entramos numa viagem pelo tempo,através de antigos burgos medievais que nos alimentam a alma de viajante. E sabe sempre bem ouvir um Bom Dia ou uma Boa Tarde de um habitante local a um forasteiro que visita a sua aldeia / vila raiana Alentejana, Até parece mal educado não falar. Porque o Homem quando viaja, adapta-se ao meio.

Castelo de Vide - FonteVila (7)
Fonte da Vila

 Se quiser saber mais sobre o legado histórico dos judeus em  Castelo de Vide, saliento a edição do passado dia 12 de junho do jornal Jerusalem Post inclui um artigo intitulado “Unspoiled Alentejo – Perfect for the art of doing anything” [trad: Alentejo não explorado – perfeito para a arte de não fazer nada”, resultado da press trip de um jornalista de Israel ao Alentejo, através da Agência de Promoção Turística do Alentejo.

Belver

Belver (11)
Aspecto Geral do Castelo e da Torre de Menagem de Belver

Belver. Uma motivação antiga. Há muito tempo que “cogitava” para visitar esta aldeia,  com quase mil habitantes (censos 2001),  e o seu “guerreiro de pedra”.que domina a paisagem em redor. Para mim, esta “Sentinela do Tejo” é um dos mais belos castelos medievais de Portugal. Não tanto pela sua arquitectura militar, de planta circular, com capela no interior, mas pela sua envolvente paisagística. Pela localização estratégica,num altaneiro morro sobranceiro ao Tejo, este Castelo foi o primeiro a ser construído no séc. XII pela Ordem do Hospital, reinava D. Sancho I. O seu objectivo era prevenir novas incursões muçulmanas a norte do Tejo, quando este rio era a fronteira entre duas civilizações: a cristã e a muçulmana.

Belver (13)
Panorama do Vale do Tejo,vista da Torre de Menagem do Castelo de Belver.

Para além da visita ao Castelo de Belver, recomendo uma visita ao Museu do Sabão, nas proximidades do centro da aldeia. O projecto museológico está numa antiga Escola Primária do Estado Novo recuperada do abandono, no qual através de uma experiência interactiva – física e visual, podemos fazer uma viagem pelo tempo sobre este produto de primeira necessidade, bem como da memória colectiva dos Saboeiros de Belver.

Belver (1)
Museu do Sabão (Belver)

A poucos quilómetros da aldeia de Belver, tive a oportunidade conhecer o Alamal, localizado no concelho de Gavião, no Alto Alentejo, com a sua praia fluvial pitoresca e com uma envolvente paisagística do Rio Tejo/Castelo de Belver ímpar. Mais tarde,  fiquei a dormir no Alamal River Club. Trata-se de uma unidade de alojamento local (ex-Inatel), recentemente recuperada por um jovem casal, a  Catarina e o Henrique. Destaco a  qualidade do projecto turístico, situado numa área com enormes potencialidades dos amantes do turismo ligado a actividades de natureza, cultura e desportos náuticos .

Belver (3)
Quinta do Alamal, onde se insere o Alamal River Club

Um dos ex-libris da Praia do Alamal, para além da excelente praia fluvial, são os passeios de barco no Tejo organizados pelo Carlos do Bar/Restaurante da Praia do Alamal. Recomendo um passeio para contemplar as belas paisagens do Vale do Tejo. No meu caso particular,optei por realizar um passeio, em ritmo de treino, de canoagem (6€/hora).

Belver (6)
Praia Fluvial do Alamal

O melhor do Alentejo não está no GPS…

Amieira do Tejo - Castelo&Vila (2)
Castelo da Amieira do Tejo

A Região do Alentejo, neste caso, o Alto Alentejo,  é um destino turístico de excelência em Portugal continetal: a Serra de São Mamede, o Castelo de Marvão, Belver ou o centro histórico de Castelo de Vide, por exemplo. Os lugares que descrevo neste roteiro de viagem ao Alto Alentejo são os muitos pontos altos do percurso que fiz pelas estradas desta região. Mas o melhor mesmo do Alentejo são as suas paisagens monótomas, o património histórico-militar, as suas gentes e a sua gastronomia intocada pelos alentejanos que sabem que têm aí a sua maior riqueza.

CasteloÉvoraMonte (1)

Convido-vos a irem lá, constatar o quanto são cativantes estes locais de que já sabíamos a existência. Mas, acima de tudo, aproveitem para explorar um território obscuro que existe em cada um de nós. O espírito de viajante. Viagem,por favor! Recorro a uma frase da obra O Principezinho para explicar a essência desta mini-descoberta pelo Alto Alentejo: este roteiro foi fruto de muito trabalho. Foi uma busca feita com fé, com o coração e um trabalho feito com paixão. “Só com o coração se pode ver bem. O essencial é invisível aos olhos”.

Almourol (2)
Miradouro do Castelo de Almourol (N118)

Informações

Orçamento para estes dois dias: aproximadamente 200 euros por pessoa (para despesas de refeições, gasolina e entradas nos monumentos).

Mês escolhido: Junho.

Preço médio da refeição: Se for em restaurante, com entrada, prato, copo de vinho e sobremesa, pagam aproximadamente 20 euros por pessoa.

Horários Monumentos: das 10h às 12h30 min e das 14h às 17h (Encerram às segundas-feiras, às terças-feiras da parte da tarde, no último fim-de-semana de cada mês e nos feriados de 1 Janeiro, Domingo de Páscoa, 1.ºde Maio e 25 de Dezembro. Custo (2 €).

Como ir…

CasteloBelver (1)
Para visitar Belver pode ir de Comboio (CP-Regional), desde o Entroncamento.

Lisboa-Estremoz

A partir de Lisboa opte pela A12, via Ponte Vasco da Gama, e depois pela A6 até Évora (Elvas/Badajoz). Saia em Évoramonte. Siga na direção de Estremoz (N18).

Estremoz-Albuquerque-Marvão

Se já se encontra na cidade de Estremoz (IP2) tome a direção de Arronches/Monforte, pela N369, até à fronteira de Espanha (Aldeia da Esperança)

Em Espanha opte pela estrada BAV-5004 em direção a La Codosera e depois pela BA-008 e EX-110 que vai dar a Albuquerque.

De Albuquerque a Valencia de Alcântara seguir pela EX-110. De Valencia Alcântara até Marvão seguir pela N-521 e, em Portugal, por N246-1 e depois virar para a N359 (Beirã/Marvão)

Marvão-Castelo de Vide – Gavião

A partir da vila de Marvão opte pela N246 até Castelo de Vide. Depois continue pelo IP2 até Gavião-Belver. Saia em Gavião (EN118). Alamal River Club (N244) – Barragem de Belver.

Belver – Gavião

Se pretender ir de Gavião para Belver ou Mação, deverá seguir pela EN118 até Alvega, seguir pela EN358 de Alvega até Mouriscas e pela EN3 de Mouriscas até Mação e prosseguir até Belver e inverso.

Onde ficar:

Belver (4)

No que toca ao alojamento, optei pelo D.Dinis Low Cost Hostel, em Estremoz, o GuestHouse Train Spot, em Marvão (Beirã), e o Alamal River Club, em Gavião, localizado próximo de Belver. Os dos últimos,a  meu ver, são os ideias para quem gostar do conceito de viajar com tempo e com calma (Turismo de Natureza, Lazer e Cultural). De referir que os alojamentos contam com serviço pequeno almoço, à excepção do D.Dinis Low Cost Hostel.

Marvão (16)

Onde Comer:

Neste particular, a bochecha de porco preto do restaurante A Confraria, em Castelo de Vide, o gazpacho do restaurante El Fogon de Santa Maria, em Alburquerque (Espanha) e as migas do restaurante Sabores de Marvão, na aldeia da Beirã-Marvão, contam-se entre os petiscos e sugestões durante uma visita ao Alto Alentejo – uma região que não nos convence apenas pela paisagem,mas também pelo paladar.

Alentejo (1)

Viaje,mas devagar. Aventure-se Além do Tejo! E descubra-se.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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📌À descoberta da Ribeira do Cavalo: uma praia longe da multidão…

Situada no encontro da foz do Rio Tejo com o Oceano Atlântico, Lisboa é uma cidade com uma longa e forte tradição marítima, sendo a única capital europeia com praias atlânticas.

Panorama Sesimbra2015Julho
Vila de Sesimbra @ OLIRAF (2016)

Ir à praia em Lisboa, a meu ver,  torna-se um caso complicado na altura de fugir à confusão dos banhistas da Costa da Caparica ou da Linha de Cascais. Por isso, é imprescindível escolher um local mais sossegado para retemperar as energias e evitar a confusão.

Praia da Ribeira do Cavalo…

Com mais de duas dezenas de praias com Bandeira Azul, a costa de Lisboa oferece variadas escolhas para a prática de desportos náuticos ou ir a banhos. Todavia, a Costa de Sesimbra tem uma das mais belas praias de Portugal, em virtude do seu lado selvagem, das águas límpidas e calmas.

Panorama RibeiraCavalo
Trilho Pedestre ® OLIRAF (2016)

Na península de Setúbal, entre o Cabo Espichel e a Vila de Sesimbra, no concelho de Sesimbra, fica uma das mais belas praias de Portugal: a Praia da Ribeira do Cavalo. Pela sua localização geográfica ímpar, entre o azul turquesa do oceano e o verde das escarpas, esta praia não conta com diversos serviços de apoio, como um nadador-salvador no período de época balnear. O areal tem dimensões razoáveis para a prática balnear. Apesar de pouco movimentada, visite-a pela manhã e usufrua deste pequeno paraíso, sem estar nas costas do Mediterrâneo ou do Sudeste Asiático. Na minha opinião, é um dos melhores locais para fazer Snorkeling ou dar umas braçadas. A praia da Ribeira do Cavalo deveria ser considerada “Reserva Natural de Tranquilidade”.

Panorama PraiaRibeiraCavalo
Praia da Ribeira do Cavalo ® OLIRAF (2016)

Em Suma, a praia da Ribeira do Cavalo é um paraíso exótico e único que está, sensivelmente, a 40 km da cidade de Lisboa. Seja responsável, divirta-se e respeite a harmonia Natureza!

Como ir…

A partir de Lisboa opte pela A2 (Algarve), via Ponte 25 de Abril,  em direcção a Setúbal. De seguida, saia em Fogueteiro (Rio Sul). Siga na direção da Vila Sesimbra (N310). Após a chegada a Sesimbra, siga para o fim do pontão do porto de abrigo. No final, irá encontrar uma estrada de terra batida – o “Centrão” – que dá acesso a um caminho pedestre que nos leva à Praia do Ribeiro do Cavalo. São cerca de 20 minutos em trilho pedestre, com um nível de dificuldade médio/dificil. Não é aconselhado levar crianças e idosos.

O que levar…

Como se trata de uma zona natural e selvagem,  é vital fazer uma mochila com o necessário para o seu dia na praia. Leve calçado confortável para caminhas, uma vez que o trilho é íngreme e ainda são umas dezenas de metros até ao paraíso. E não se esqueça do saco do lixo!

Coordenadas GPS: Latitude 38.432620 | Longitude -9.129870

Não deixe de…

  • passear ao longo da praia;
  • dar um mergulho no Oceano Atlântico;
  • fazer Snorkeling / Mergulho;
  • Almoçar e provar o peixe e o marico na Vila de Sesimbra;
  • Visitar o Castelo de Sesimbra.

Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes.

Nota importante [👤]

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💻 Texto: Rafael Oliveira 📷 Fotografia: Oliraf Fotografia 🌎

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📌À descoberta de Lisboa: um percurso fotográfico em 35 mm 📷

Sabia que Lisboa foi eleita recentemente com o prémio Travel Media Awards 2016  para a categoria de ‘Best City or Short Break Destination’, isto é, a melhor cidade para fazer estadias de curta duração. É um facto. Lisboa está na moda. E para quem “deambula” pela urbe alfacinha, poderá comprovar este facto com os milhares de turistas que afluem à capital portuguesa.

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Praça do Comércio

Viajar é uma das actividades mais apreciadas pelo “homo sapiens”. A hipótese – que durante largos anos pertencia exclusivamente às elites burguesas – de conhecer diferentes locais, absorver diferentes culturas, provar diferentes sabores, conviver com diferentes pessoas, fascina grande parte dos habitantes terrestres. Contudo, o trabalho, os elevados custos associados e a rotina familiar não permitem que as viagens aconteçam com a frequência que desejamos. Aprendi que é importante aproveitar ao máximo cada uma. Não deixe que as suas viagens terminem no dia em que tem regresso marcado para casa. E porque não começa pela sua própria cidade? No meu caso, adoro perder-me por Lisboa. Esta cidade está sempre a surpreender-me a cada avenida, praça, rua, ruela, beco, etc.

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Cais das Colunas, Lisboa.

Num instante de tempo e de luz…o património arquitectónico e humano da cidade de Lisboa emerge. Tira uma tarde e parte à descoberta da tua cidade, neste caso, foi Lisboa.  Fotografa, e acima de tudo contempla, os bonitos cenários que a cidade oferece.

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Haverá melhor forma de despertar a consciência cultural do património edificado que temos em nós? Nada como gastar “rolo” pela cidade que me viu nascer. E pela qual sou apaixonando desde “cachopo”.

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Perante o limite das 24 ou 36 exposições em filme fotográfico, há que escolher bem o que se fotografa. Pensar o assunto. E depois “click”. A Fotografia Urbana, a meu ver, ajuda-nos a preparar para um futura viagem ao estrangeiro. E na minha opinião, a cidade de Lisboa é uma excelente opção para começar a “treinar”. Simplesmente. Por vezes, as pessoas “atrapalham” as fotografias de paisagem urbana ou natural. Mas, com o tempo vamos percebendo que são as pessoas que dão vida às cidades e não obstruem a vista ou a fachada de um qualquer monumento que nos impressiona.

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Está na hora de usar a máquina fotográfica, o telemóvel, o tablet… para captar imagens inéditas do Património Cultural. Fontes, igrejas, palácios, casas ou ruas podem servir de inspiração e a descobrirem a riqueza patrimonial da cidade de Lisboa. Aproveite os dias de sol que se avizinham e fotografe o seu (ou os seus) monumento ou sítio favorito em Lisboa.

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A História de Portugal escreve-se também através do seu património e arquitectura urbana e, neste aspecto, Lisboa guarda tesouros que nos “enfeitiça” pelo seu esplendor e monumentalidade. Aventure-se por esta Lisboa. Multicultural. Terra de marinheiros-viajantes. Adoro as virtudes desta cidade…”É uma casa portuguesa, com certeza!” Este post poderá ser uma fonte de inspiração para um passeio de um dia,  fim-de-semana ou mesmo para umas férias.

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A Documentação fotográfica apresentada pertence, na sua maioria, ao espólio fotográfico de OLIRAF.

Máquina: Yashica 3x Super 2000
Rolo: Kodak/ Fugifilm 35 mm
Formato: 10 x15 cm

Fotografia•Analógica © OLIRAF (2016)

Descubra-se, descobrindo a sua sua cidade…

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📷 Roteiro fotográfico pela Rota do Românico…

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Escapadinha à descoberta da Rota do Românico: três dias e duas noites pela região do Vale do Sousa, Tâmega e Douro.

Rota do Românico (13)
Igreja de São Gens de Boelhe, Penafiel

À “boleia” da minha nomeação para os BTL Blogger Travel Awards 2016, a responsável do Enoturismo da Quinta da Aveleda, S.A, A Dr.ª Chantal Guilhonato, convidou-me a visitar a Quinta e a região na qual esta se insere. Assim, após várias trocas de e-mails, agendamos a minha visita para 23 a 25 de Abril. Nesta “roadtrip”de três dias, em que realizei quase 1500 km, tive a oportunidade de visitar a região de Entre-o-Douro-e-Minho. Tratou-se de uma experiência em que tomei contacto com a natureza, a gastronomia local e o património histórico-cultural da Rota do Românico, delimitado geograficamente, pelos vales do Sousa, Douro e Tâmega.

Rota do Românico p&b (7)

Esta escapadinha fotográfica, durante a qual o tempo variou entre o nublado e céu limpo, mas o suficiente para contemplar a beleza natural e o património histórico-cultural edificado desta região do Norte de Portugal. Este roteiro fotográfico apenas mostra uma pequena fração do que pude vivenciar e o que se pode encontrar na Rota do Românico pelos concelhos de Paredes, Penafiel, Amarante e Celorico de Basto. Espero que o mesmo, sirva para aguçar o paladar e a motivá-lo a visitar esta região. Através da consulta dos principais pontos de interesse da Rota do Românico, inclui paragens no Centro Histórico de Amarante, na Aldeia de Quintadona, Quinta da Aveleda (Penafiel) e na cidade de Guimarães (não necessariamente por esta ordem). São cenários dominados por aldeias, cidades e serras capazes de garantir uma experiência de viagem ímpar.

PaisagemDouroTâmega

Na minha opinião pessoal, apesar de Portugal de ser um país com um território relativamente pequeno, cerca de 90.000 km2, é fácil perdermos uns dias ou uma semana a explorá-lo e ainda assim não ter tempo suficiente para desfrutar de tudo o que nos oferece. Há que sair da nossa “zona de conforto”. Porque não  encontrar o nosso “true self”? Há que experienciar e não apenas viver. Quando realizamos uma viagem, seja em Portugal, na Europa ou no Mundo, voltamos sempre com pequenas ou grandes estórias para contar à nossa família, amigos ou colegas de trabalho. E voltamos sempre com boa energia.

Dia 1 – Roteiro pela Rota do Românico (23 de Abril)

Rota do Românico (1)
A antiga linha ferroviária do Tâmega cedeu lugar a uma ecopista que faz a delicia  aos amantes da modalidade de BTT

A Região Norte  é uma das mais antigas regiões de Portugal e uma das mais densamente povoadas, desde os primórdios do Condado Portucalense. De facto, uma boa parte da nobreza e das ordens religiosas derivaram desta região e, ajudaram, a fomentar a futura formação do reino de Portugal e a consolidação deste com a (re) conquista cristã aos Mouros.

Pela Rota do Românico… 

Rota do Românico (7)

A Rota do Românico permite compreender as antigas raízes da organização da propriedade no Norte de Portugal  e da importância das instituições eclesiásticas e senhoriais no povoamento, defesa e fixação das populações ao longo dos tempos, em especial, durante a Idade Média. De facto, ao percorrer o património militar e religioso desta rota, verificamos a influência da nobreza local/senhorial e das ordens religiosas na sua edificação.

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Torre do Vilar, Vale do Sousa, Lousada

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Mosteiro de Salvador de Travanca, Vale do Tâmega, Amarante.

Locais como o Castelo de Arnoia, o Mosteiro de Travanca, Mosteiro do Salvador de Paços de Sousa, entre outros de interesse turístico e cultural dos concelhos de Celorico de Basto, Amarante, Paredes e Penafiel estiveram em destaque neste primeiro dia.

Rota do Românico (2)
O Castelo de Arnoia, concelho de Celorico de Basto, é o único “Guerreiro de pedra” da Rota do Românico.

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Mosteiro do Salvador de Paços de Sousa, Penafiel, Porto.

Na Aldeia de Quintadona…

Aldeia Quintadona (5)

Aldeia Quintadona (8)
Aspecto de uma Rua da Aldeia de Quintadona

Situada na Freguesia de Lagares, concelho de Penafiel, é uma das Aldeias de Portugal. Apresenta potencialidades turísticas em meio rural, em virtude de estar bem preservada, tendo uma beleza e arquitectura singulares. Trata-se de uma Aldeia de Xisto situada numa região dominada pela pedra granítica. É um bom exemplo da dinâmica do Espaço Rural, apesar da sua proximidade dos grandes centros urbanos da área metropolitana do Porto.

Aldeia Quintadona (1)
Janela tipica da Aldeia

Aldeia Quintadona (9)

Dia 2 – Visita à Quinta da Aveleda (24 de Abril)

Quinta da Aveleda (15)
Aspecto da Casa Senhorial

Finalmente, o motivo que nos levou até aqui. Aveleda. Quinta da Aveleda. Para muitos amantes de Baco, o vinho da Aveleda encontra-se entre os melhores vinhos verdes de Portugal e do Mundo. O Blogue Oliraf Fotografia foi gentilmente convidado a visitar a Quinta da Aveleda com a seguinte frase: “Se a sua objectiva o levar até Penafiel, teríamos o maior prazer em o receber na Quinta da Aveleda.”

Quinta da Aveleda (12)

Tive a oportunidade de realizar uma visita guiada, com uma guia turística, a jovem Renata Figueiredo. Explica-me, passo-a-passo, os principais pontos de interesse do jardim botânico, das casas de campo e a importância histórica da Quinta da Aveleda. A meu ver, o que mais me impressionou foram a quantidade de espécies botânicas existentes no jardim e a importância social e de lazer que estes tiveram na história local e nacional. Sabia que o príncipe herdeiro, filho de D.Carlos I, D. Luís Filipe de Bragança, e o seu aio, Mouzinho de Albuquerque (o herói de Chaimite) almoçaram, em Outubro de 1901, numa das mesas existentes do jardim botânico? Este pormenor histórico, marcou-me a minha visita. Cenas de Historiador.

Quinta da Aveleda (1)
Adega Velha, que dá nome à famosa aguardente aqui produzida.

Para além do vinho verde, a Quinta da Aveleda também é conhecida pelos jardins (em estilo Inglês),pelo seu património histórico-cultural, pelas compotas e queijos que fazem as delícias dos seus visitantes.

Quinta da Aveleda (5)
Os vinhos Quinta da Aveleda e Casal Garcia Rosé.

Se já conhece o vinho, porque não visitar a Quinta que lhe dá o nome? Uma excelente sugestão para quem gosta de Enoturismo.

Dia 3 –  Roteiro Histórico pelo Centro Histórico de Amarante e de Guimarães (25 de Abril)

Amarante

Amarante (6)
Centro Histórico de Amarante

O Centro Histórico da Cidade de Amarante, distrito do Porto, apaixona qualquer amante da arte fotográfica. Trata-se de uma cidade onde a magnificência do granito não intimida, antes convida a um passeio pelo centro histórico. Atravessa-se a pé pela belíssima ponte granítica de São Gonçalo, padroeiro da cidade, com mais de 200 anos, sobre o rio Tâmega. Esta ponte reconstruída no reinado de D.Maria I, finalizada em 1791, em conjunto com a Igreja e o Convento de São Gonçalo, é o “ex-libris” da cidade amarantina. Tive a oportunidade de visitar o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso (a entrada custa 1 €) e admirar algumas suas obras modernistas. Infelizmente, uma parte da coleção estava na Exposição na Galeria do Grand Palais em Paris. Aproveite a visita ao Centro Histórico para conhecer os inúmeros cafés, esplanadas e confeitarias que servem os célebres doces conventuais amarantinos, como os foguetes, as lérias e as brisas.

Amarante (5)
Ponte de São Gonçalo – Século XVIII

No Contexto das Guerras Napoleónicas, em especial da Guerra Peninsular (1807-1814), a Defesa da Ponte de Amarante foi um dos episódios mais marcantes da IIªInvasão do Grande Armée de Napoleão Bonaparte, comandando, desta vez, pelo General Soult. As forças francesas lutaram com os milicianos, ordenanças e voluntários civis das forças do Brigadeiro Silveira, entre 18 de Abril a 2 de Maio de 1809, pela posse desta ponte estratégica que ligava a região do Douro ao Minho (Régua-Guimarães) e da região de Trás-os-Montes (Porto-Vila Real-Chaves). Tratou-se de uma vitória estratégica dos Portugueses em retirada para Trás-os-Montes,apesar da vitória dos Franceses.

Amarante (1)
Igreja e Convento de São Gonçalo de Amarante

Guimarães

“Aqui nasceu Portugal”. Há lugares que respiram História. Quem chega à Praça do Toural, não pode ficar indiferente a estas palavras. De facto, é a frase que todo o vimaranense tem orgulho de proferir, conta um transeunte local que tive oportunidade de abordar durante a minha “visita-relâmpago” ao Centro Histórico de Guimarães.

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Largo do Toural

O Centro Histórico de Guimarães encontra-se classificado, desde Dezembro de 2001, como património mundial da UNESCO. Ao percorrermos as ruas e as ruelas do centro histórico compreendemos a razão da sua distinção. Confesso que já tinha saudades de deambular pelas ruelas sem mapa e seguir ao sabor da arquitectura do local.

Panorama LargoOliveiraGuimarães
Largo da Oliveira vs Monumento da Batalha do Salado

A cada passo respiramos História. Afinal, a cidade de Guimarães é conhecida por ser o “berço” fundador da nacionalidade e identidade Portuguesa. De facto, foi aqui que tiveram lugares os principais acontecimentos políticos e militares (a Batalha de São Mamede, em 1128, entre as hostes de D.Afonso Henriques e da sua Mãe, D.Teresa) que, mais tarde, levariam à independência do Condado Portucalense face ao Reino de Leão, ocorrida em 1139.

Panorama CasteloGuimarães
Castelo de Guimarães

Em Síntese, a Rota do Românico surpreendeu-me pelo imenso património histórico-cultural e pela variedade paisagística que nos oferece. A meu ver esta região Norte de Portugal ainda tem mais encanto por três razões: boa gente, boa comida e bom vinho.

Foi possível comprovar o que estudei nos bancos da Universidade, durante a minha Licenciatura em História (com algumas cadeiras de Geografia pelo meio), com a experiência do trabalho de campo. De facto, a experiência pessoal ajuda a comprovar a informação que nos foi ensinada na Universidade, acompanhando, assim, o nosso processo de saber e aprendizagem ao longo da vida.

 Ao percorrer as aldeias e as paisagens da região do Românico, recordo-me do romance A Cidade e as Serras, a última obra do escritor Eça de Queirós. A temática Campo versus Cidade está sempre presente ao longo desta obra. De vez em quando, gosto de retemperar a alma e adquirir novos horizontes para enfrentar os novos desafios que enfrento no caos urbano da cidade de Lisboa. Porque, para mim, ir é o meu verbo preferido…

Onde ficar e comer…

Casa Valxisto – Country House

Casa Valxisto (170)

 Como chegar a Quintandona (Casa Valxisto)

Rua Padres da Agostinha, n.º 233

4560-195 – Freguesia de Lagares Penafiel
(GPS: 41.135686, -8.377872)

Solar Egas Moniz – Charming House

Solar Egas Moniz (1)

Como chegar a Paços de Sousa (Solar Egaz Moniz)

Morada: Rua dos Monges Beneditinos, n.º 158, Paço de Sousa, 4560-380 Penafiel, Portugal Tlm: + 351 962 168 254

Para direcções veja a página Localização ou aceda directamente ao google maps.

Coordenadas GPS: Latitude:  41°10’2.40″N  | Longitude:   8°20’34.09″O

WineBar Casa da Viúva

Aldeia Quintadona (4)
Nas proximidades da Casa Valxisto, o Winebar Casa da Viúva é um espaço que combina arquitectura rústica da Aldeia de Quintadona com uma elegante decoração. Aqui podemos provar um bom vinho da região e pestiscar umas belas tapas.

No blogue www.oliraf.wordpress.com iremos abordar mais à frente a visita à Quinta da Aveleda, Aldeia de Quintadona, Rota do Românico e aos Centros Históricos de Guimarães e Amarante, onde poderá seguir as minhas dicas de viagem, do que fazer e comer neste locais. De facto, em Portugal existem experiências fundadas na História. Resta ao leitor descobrir com ou sem as minhas dicas. O importante é ir…vivê-las.

Resta agradecer o convite efectuado pela Quinta da Aveleda,S.A, ao Solar Egas Moniz e a Casa Valxisto, bem como à Império das Malas pela trolley Pepe Jeans que utilizei nesta viagem. Muito Obrigado! Bem Hajam!

Para mais aventuras fotográficas, pode encontrar-me nas redes sociais em OLIRAF FOTOGRAFIA .

Viaje,mas devagar. E Aventure-se na região Norte de Portugal, em especial, pela da Rota do Românico!

Fontes

DAVEAU, Suzanne, Portugal Geográfico, Edições João Sá da Costa, 1ªEdição,Lisboa,1995

GASPAR, Jorge – O retorno da paisagem à Geografia. Revista Finisterra, ano XXXVI, vol. 72, p. 83-99. Lisboa, 2001.

MEDEIROS, Carlos Alberto, Geografia de Portugal – Ambiente Natural e Ocupação Humana, Uma Introdução, Ed. Estampa, 5ª Edição, Lisboa, 2000,

RIBEIRO, Orlando, Portugal o Mediterrâneo e o Atlântico, Colecção «Nova Universidade», Sá

da Costa, 4ª Edição, 1986.

RIBEIRO, Orlando – Paisagens, Regiões e Organização do Espaço, Revista Finisterra, ano XXXVI, vol. 72, p. 27-35. Lisboa, 2001.

MATTOSO, José (dir.), História de Portugal, vol. II – A Monarquia Feudal (1096-1480), coord. de José Mattoso, Lisboa, Círculo de Leitores, 1993

RAMOS, Rui (coord.), História de Portugal, I Parte – Idade Média, 6ª ed., Lisboa, Esfera dos Livros, 2010.

MARTINS, Miguel Gomes – Guerreiros de Pedras. Lisboa: Esfera dos Livros, 2016.

Para mais informações:

 

Rota do Românico

Turismo do Porto e Região Norte de Portugal

Nota importante [👤]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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📷7 dias e 6 noites na Ilha da Berlenga…

📌À descoberta da Ilha da Berlenga…

Poucas ocasiões oferecem tantas oportunidades fotográficas como as férias de Verão. Como tal, decidi fazer algo diferente no longínquo Verão de 2015: um voluntariado num Projecto de várias instituições nacionais e europeias. O Voluntariado é,na minha opinião,uma das inúmeras formas de viajar, onde podemos enriquecer o nosso currículo académico,profissional e pessoal. E,claro, ajudar o próximo. Importa salientar que nas minhas deslocações, há sempre um motivo fotográfico, como tal, tirei uma semana para fazer uma escapadela fotográfica a uma das reservas naturais de Portugal, classificada como Reserva da Biosfera da UNESCO (2011).

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Sempre tive curiosidade em ir à Ilha da Berlenga. Durante os Verões de infância e adolescência que contemplava a Ilha da Berlenga, desde Santa Cruz (Concelho de Torres Vedras). Dizia para mim: um dia irei lá. Sabia que eram umas ilhas ao largo de Peniche e, confesso, que sempre despertaram grande interesse. Já lá queria ter ido há algum tempo. Assim como quero ir aos Açores. Decidi-me de uma vez por todas a cumprir um desejo antigo.

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O “Berlenga” (UAM-675 c.1966)

Esqueçamos os barcos apinhados de turistas que cruzam o istmo de Peniche e a Ilha da Berlenga. Aventura que é aventura, tem de ter um meio de transporte  alternativo. Ora, para atingir a Ilha da Berlenga, onde me esperava uma semana intensa e entusiasmante, tive o privilégio de viajar  no “Berlenga”. Assim, de onda em onda vencemos esta pequena “epopeia marítima”. De realçar, que o Berlenga é um antigo pesqueiro adaptado pela Marinha Portuguesa para a rendição dos faroleiros entre a Nazaré e a Ilha da Berlenga. Foi assim que partimos para a nossa aventura rumo à Berlenga.

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O Cabo Carvoeiro, ao largo da Península de Peniche, e a “Nau dos Corvos”.

Ao longo da viagem para a Ilha da Berlenga podemos observar a fauna, o património e o quadro físico da Costa Atlântica da Peninsula de Peniche. Na saída do Porto de Peniche podemos contemplar um dos principais complexos portuários de Pesca da Costa Portuguesa e as suas respectivas embarcações, bem como a Fortaleza de Peniche, o Cabo Carvoeiro, entre outros locais de interesses. Estes foram os que me despertaram especial atenção. O oceano atlântico, ao largo do cabo Carvoeiro, apresenta-se quase sempre agitado, difícil para os navegantes, pescadores e turistas que se aventuram, por exemplo, numa ida ao Arquipélago das Berlengas.

Localização

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O arquipélago das Berlengas é constituído por um conjunto de ilhéus (a Berlenga Grande, as Estelas e os Farilhões) e situa‑se no litoral ocidental português, a cerca de 10 km da península de Peniche. Pertence administrativamente ao concelho de Peniche, distrito de Leiria. A Berlenga Grande é a maior ilha do arquipélago, com uma extensão de 80 hectares. Trata-se de uma Ilha de massa granítica e a única que pode ser visitável entre a Primavera e o Verão. De referir que a Reserva Natural das Berlengas compreende uma área muito vasta de reserva marinha situada na envolvente do arquipélago.

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Panorâmica da Berlenga Grande ou Ilha da Berlenga

A Berlenga Grande, geomorfologicamente, apresenta a forma de um planalto no topo, sendo a sua costa de difícil acesso e constituída por arribas. Na costa Sudeste, existem diversas enseadas que constituem abrigos naturais (Grutas), por vezes coincidindo com a presença de pequenas praias. A travessia marítima para a ilha nem sempre é fácil, especialmente no Inverno, bem como a acostagem de embarcações.

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Farol da Ilha da Berlenga

Para além das atrações patrimoniais e paisagísticas desta ilha atlântica, a Fauna e a Flora são únicas no mundo, isto é, espécies endémicas, devido à sua localização geográfica (Ilha, isolamento e meio ambiente singular). Assim, podemos encontrar algumas espécies marinhas e terrestres como, por exemplo, Corvos-marinhos, airo, pardelas, gaivota-de-pata-amarela, a largatixa de Bocage, entre outros. Salienta-se a existência da maior colónia de nidificação para a avifauna marinha (neste caso, as Pardelas) e ponto de passagem para um grande número de aves migradoras. Se dormir na ilha à noite poderá escutar o canto típico das Cagarras/Pardelas.

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Gaivota-de-pata-amarela e respectivas crias

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Apoio de campismo da Ilha da Berlenga

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Forte de S.João Baptista

 O Arquipélago das Berlengas ao longo da História…

Situada numa região de intenso tráfego marítimo, o arquipélago das Berlengas sempre foi um local apelativo e ao mesmo tempo perigoso para a navegação. De facto, a ocupação humana da Ilha da Berlenga tem mais de dois mil anos como comprova a investigação arqueológica levada a cabo por Jacinta Bugalhão e Susana Lourenço.Comprovou-se, segundo o estudo citado anteriormente, que a Ilha da Berlenga era utilizada como fundeadouro para embarcações comerciais de médio e longo curso, nomeadamente aquelas que percorriam as rotas de ligação entre o Mediterrâneo e os territórios romanos atlânticos.

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A ilha da Berlenga Grande, ao largo da costa de Peniche, foi ocupada na primeira década do Século XVI, por uma comunidade de monges Jerónimos que ali fundará o Mosteiro da Misericórdia da Berlenga, em 1502, para auxiliar os náufragos, por ordem do Venturoso, el-rei D.Manuel I (1495-1521).  Em virtude do isolamento, este arquipélago foi um refúgio de corsários e piratas, que assolavam a costa portuguesa, o que levou a comunidade monástica a abandonar a Ilha pelos constantes ataques. Mais tarde, no Século XVII, o monarca D.João IV (1640-1654) mandou edificar de uma fortaleza para complementar a defesa da costa e da cidadela de Peniche. Assim, sobre um ilhéu junto à enseada da Ilha foi construído o Forte de São João Batista

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Ponte de alvenaria de acesso ao ilhéu onde se encontra o Forte de São João Baptista

Um dos mais conhecidos episódios desta Fortaleza nos anais da História de Portugal foi ataque da armada espanhola, comandada pelo almirante castelhano Diogo Ibarra que tinha por objetivo raptar a rainha D. Maria Francisca de Saboia na sua chegada a Portugal, à época do seu casamento com D. Afonso VI. Logrado o objectivo principal, em Junho de 1666, a armada espanhola decidiu atacar esta fortificação, tendo bombardeado durante dois dias, acabando o forte por ser tomado pelos castelhanos, após uma operação de desembarque anfíbio. A guarnição portuguesa, cerca de trinta soldados e oficiais, era comandada pelo Cabo Avelar Pessoa,que se notabilizou nesta Batalha, foram capturados e levados para Espanha.

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Durante as Invasões Francesas,  o forte serviu de base para a Royal Navy para o patrulhamento e assédio à cidadela de Peniche, tendo sido posteriormente pilhada pelos franceses. No decorrer das lutas entre liberais e absolutistas (1828-1834) foi utilizada de base às tropas de D. Pedro IV para a conquista da fortaleza de Peniche, ocupada por forças miguelistas. Na 2ªMetade do Século XIX, esta fortificação acabou por ser abandonada. Já na década de 50 do séc. XX, a Fortaleza de São João Baptista foi restaurada pela então Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais para uma posterior adaptação do espaço a pousada, servindo de abrigo a quem aí deseje pernoitar. Aliás, são estas as funções que hoje apresenta.

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O farol Duque de Bragança, conhecido como farol da Berlenga, está instalado no planalto da Berlenga Grande, antes do acesso ao Trilho do Forte, no ponto mais alto da ilha. Entrou em funcionamento em 1842 durante o reinado de D. Maria II (1836-1853). Inicialmente, era alimentado por combustíveis naturais e fósseis (primeiro azeite e depois petróleo), sendo posteriormente electrificado em 1926. Desde 2000 e juntamente com as residências anexas funciona com energia solar. A torre tem uma altura máxima de 29 m e ainda mantém a presença de faroleiros, bem como dos respectivos vigilantes de apoio à reserva natural. Quando a energia eléctrica é desligada pelas 23h, a única luz que ilumina a Ilha provém deste Farol.

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O Bairro de Pescadores ou Bairro Comandante Andrade e Silva (1991) foi edificado na década de 40 do Século XX pelo Capitão do Porto de Peniche, António de Andrade e Silva, para albergar a comunidade piscatória da Berlenga. Ainda hoje tem estas funções sociais,mas com o advento do turismo muitas delas foram ocupadas e  frequentadas por veraneantes.

Trilhos e Percursos pedestres…

O carreiro dos Cações e o carreiro do Mosteiro quase separam a ilha da Berlenga em dois ( em virtude de uma uma falha geológica), a ilha Velha e a Berlenga. Existem dois trilhos que permitem visitar cada um destes lados da ilha. A circulação fora destes trilhos é proibida para proteger e conservar a frágil  fauna e flora desta ilha atlântica. O Ponto de partida e chegada é o cais junto ao Bairro dos Pescadores, tem uma extensão aproximada de 2 km e uma duração de uma hora. O grau de dificuldade é fácil, mas a subida para o Farol e descida do Forte  apresentam alguma dificuldade.

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Créditos Imagem ©️ Projecto LIFE Berlengas

Trilho da Ilha Velha…

Este percurso pedestre permite observar o coberto vegetal e as espécies da avifauna patentes na Ilha da Berlenga. Ao longo deste, podemos observar paisagens fantásticas, com penhascos íngremes, tendo como pano de fundo o oceano.

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Dica: não saia dos Trilhos, pois pode perturbar e colocar o património natural em perigo. Pode arriscar a ser “alvo” de voos picados pelas gaivotas na protecção das suas crias.

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Trilho da Ilha Velha

 Trilho da Berlenga…

Este trilho pedestre permite aceder ao património histórico construído da Ilha da Berlenga, nomeadamente o forte de São João Baptista e ao Farol Duque de Bragança. O trilho de acesso ao forte apresenta dificuldade elevada, pelo seu acentuado desnível. Aconselha-se a levar calçado apropriado às condições do terreno.

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Os Ilhéus das Estelas e Farilhões

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Planalto da Ilha da Berlenga

ACTIVIDADES
Durante a visita ou estadia na Ilha da Berlenga, depende do número de horas/dias que queira ficar, é possível efectuar diversas actividades lúdicas ligadas à natureza e desporto, tias como,  a visita à grutas, snorkeling, canoagem, mergulhos, caminhadas, observação de aves, entre outras.
ALOJAMENTO
É possível pernoitar na Ilha da Berlenga. Existem três possibilidades: no apoio de campismo (C.M.Peniche – Posto de Turismo), na Pousada do Forte S. Julião Baptista (Associação de Amigos das Berlengas) ou no Restaurante Mar e Sol.
Aconselha-se a quem quiser pernoitar na ilha a levar lanternas e mantimentos, água doce incluída. Na ilha existe apenas um minimercado com produtos essenciais. A eletricidade é cortada à 1 hora da manhã. A torneira de água doce comunitária está aberta entre às 9 e 11 h da manhã todos os dias.
CAMPISMO
Depois de ter encerrado [em 2020] devido às restrições da pandemia Covid-19, a área de campismo ocasional da ilha das Berlengas, ao largo de Peniche, reabriu no Verão de 2024. Tem lotação limitada a 33 campistas, divididos por 14 espaços; os campistas estão limitados a uma permanência de cinco noites seguidas ou 10 interpoladas. Estas limitações devem-se aos efeitos do turismo sobre as espécies e habitats naturais sensíveis, tendo em conta a pequena dimensão terrestre do arquipélago. A autarquia de Peniche cobra uma taxa por cada noite aos campistas de 20,60 euros para duas pessoas,  29,90 euros para três pessoas e de 39,20 euros para quatro pessoas, na mesma tenda.
PREÇOS
O barco de ida para a ilha, o Cabo Avelar Pessoa, da empresa Viamar, faz viagens de 12€ por pessoa (a reserva pode ser feita por telefone e é pago perto do porto de embarque em Peniche) e o preço de volta para Peniche num dia diferente é de 7€ no mesmo barco (pago no barco). O bilhete fica mais barato caso a pessoa vá e volte no mesmo dia.

Para visitar as grutas das Berlengas, são 5€ por pessoa, dependendo da companhia marítimo-turística que detenha o barco. Já a visita ao Forte é gratuita.

➡️ BERLENGAS-PASS | REGISTO OBRIGATÓRIO ⬅️

A plataforma BerlengasPass permite-lhe agendar a sua visita ao Arquipélago das Berlengas.
É obrigatório, desde 1 de Junho de 2022, registar-se online e a pagar a taxa turística que permite conhecer a Ilha da Berlenga, ao largo de Peniche, em segurança. A licença poderá ser obtida na plataforma Berlengas-Pass, bem como o pagamento da taxa de acesso e permanência na ilha.

TRANSPORTE

O acesso terrestre à ilha da Berlenga está condicionado pela sua capacidade de carga, estipulada em 550 visitantes/dia (através da Portaria n.º 355/2019, de 22 de maio) a permanecer em simultâneo na área terrestre da ilha da Berlenga, minimizando os efeitos da visitação sobre os habitats e as espécies em presença. Em virtude deste facto, o Ministério do Ambiente decretou, a partir de Abril de 2022, a cobrança de uma taxa diária para os turistas que queiram conhecer a Ilha da Berlenga. A taxa turística tem um custo de três euros por dia e por pessoa e dá acesso à área terrestre da ilha da Berlenga (Portaria n.º 19/2022, de 5 de janeiro, Diário da República). Os visitantes maiores de 6 anos e menores de 18 anos e os visitantes a partir de 65 anos pagam 50 % do valor da taxa, ou seja, 1,5 €. Os habitantes da Ilha (e trabalhadores) e de Peniche estão isentos.

A viagem é feita de barco, desde o Porto de Peniche, tendo a viagem a duração de uma hora. Os barcos de passageiros funcionam de Maio a Setembro, fora desse período não existe transporte regular. O Barco “Cabo Avelar Pessoa” é o transporte marítimo regular com maior capacidade de carga e de passageiros. Há também diversas embarcações os Marítimo-Turística (Barco Julius, Rumo ao Golfinho, TGV, etc) que levam entre 40 a 10 passageiros que permitem o acesso à ilha de uma forma cómoda e mais rápida.
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A ilha da Berlenga é um dos mais conhecidos destinos turísticos na região Oeste de Portugal durante a época de Verão. De facto, a visita a esta Ilha vale pela viagem, a vista de Peniche/Cabo Carvoeiro, a visita as Grutas  e pela visita ao Forte da Berlenga, por exemplo. Foi das melhores experiências vividas que já fiz e está tão perto da costa Portuguesa que merecia um maior interesse pelos nossos concidadãos. Todavia, não recomendo visitar no “Querido Mês de Agosto”, em virtude de ser muito solicitada pelos turistas portugueses e estrangeiros.

A gastronomia e a experiência da viagem. A História e as paisagens. Os Pescadores e os Faroleiros. Convido-vos a irem lá, confirmar o quanto é maravilhoso este local. Mas, sobretudo, aproveitem para acampar ou alugar uma casa para “saborear” e sentirem o verdadeiro espírito da Berlenga. Não se esqueça de levar comprimidos para o enjoo durante a viagem. Depois, não digam que avisei.

Durante a minha estadia na Ilha, repetia esta frase: Estou na Ilha da Berlenga. Era uma constatação intensa. Senti-a muitas vezes quando olhava,do topo do Farol Duque de Bragança, os barcos apinhados de turistas rumo ao Continente (Peniche). Ali, foi onde senti estas palavras de forma mais libertadora. Havia uma estranha serenidade a “entranhar-me” a alma.

Se gosta de fotografia, vai ficar encantado com o cenário, sobretudo antes do sol se pôr, mas evite viver a experiência somente através da objectiva da sua câmara fotográfica ou do ecrã do telemóvel. Há que sair da nossa zona de conforto. E descobrir o nosso “true self”. De facto, há lugares que incentivam as nossas capacidades técnicas, criativas e naturais do verdadeiro fotógrafo-viajante dentro de cada um de nós.

Para mais aventuras fotográficas, pode encontrar-me nas redes sociais em OLIRAF FOTOGRAFIA .

Viaje,mas devagar. E Aventure-se na região Oeste!

Bibliografia

ALVES, F. et al (1989) Os cepos de âncora em chumbo descobertos em águas portuguesas – contribuição para uma reflexão sobre a navegação ao longo da costa atlântica da Península Ibérica na Antiguidade. In O Arqueólogo Português, série IV. Vol. 6/7.
ALVES, F. (1994) Os dois cepos de âncora em chumbo pré-romanos da ilha Berlenga. Relatório. Lisboa: Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática
BANDEIRA, L. (1984) “Berço Manuelino” recuperado ao largo das Berlengas. In Série Arqueológica, vol. 1, Museu do Mar. Cascais: Câmara Municipal de Cascais.
BUGALHÃO, J. & LOURENÇO, S. (2001) Ilha da Berlenga, Bairro dos Pescadores: relatório dos trabalhos arqueológicos. Relatório interno. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia
DIOGO, A. (1999) Ânforas provenientes de achados marítimos na costa portuguesa. In Revista Portuguesa de Arqueologia, 2:1. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia.
FERREIRO LOPEZ, M. (1988) La campaña militar de Cesar en el año 61. In MENAUT, G. ed., Actas del 1º Congreso Peninsular de Historia Antigua. Santiago de Compostela: Universidad de Santiago de Compostela.
SANTOS, J. (1994) As Berlengas e os Piratas. Lisboa: Academia de Marinha
TRINDADE, J. (1985) Memórias Históricas. Lisboa: INCM/Câmara Municipal de Óbidos.

Webgrafia

Natural.pt | Câmara Municipal de Peniche – Ilha da Berlenga | Visit Portugal

Monumentos Berlengas Turismo do Centro | ICNF – Reserva Natural das Berlenga

Nota importante [👤]

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📷 Roteiro fotográfico pelo Reino de Marrocos…

🌏Viajar é uma experiência pessoal. Há oportunidades que nunca se devem desperdiçar. Concordo. Marrocos era um sonho e fui torná-lo em algo palpável para mim. E como tinha curiosidade, decidi não desperdiçar a oportunidade de me juntar à 5.ªViagem de Estudo ao Reino de Marrocos, que decorreu entre 25 de Março a 2 de Abril de 2015, organizada pelo Departamento de Geografia e Planeamento Regional (DGPR) e aberta a toda a comunidade académica da FCSH/NOVA, antigos alunos e demais convidados. Porque, para mim, o verbo Ir é o melhor remédio terapêutico…
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Ao longo desta viagem, obtive conhecimento científico, momentos de aprendizagem e enriquecimento pessoal,tais como, a observação de grandes formações rochosas, paisagens, formas de ocupação humana e o património edificado de origem portuguesa. As visitas de estudo ou os programas de voluntariado são uma excelente forma de conhecer locais de Portugal ou no Estrangeiro com um grupo de académicos/amigos que nos proporcionam trocas de experiências pessoais, académicas e profissionais.  E, claro, é uma forma “barata” de viajar. Apesar do pouco tempo que temos para contemplar e apreciar os locais em que se para ao longo dos trajectos, é uma boa forma de promover o contacto com o “outro”.
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Esta viagem a  Marrocos proporcionou-me o contacto com lugares exóticos incríveis, com habitantes genuínos, com paisagens em constante mutação a cada quilómetro, a cidades fantásticas, com património de oriegem portuguesa e o contacto com a civlização muçulmana.  Locais como a Mesqueita de Koutoubia em Marraquexe, a fortaleza de El-Jadida,  a Skala du Port de Essaouira,  as ruinas romanas de Volubilis, das ruelas  azuis de Chefchaouen, a Ksar de Aït Benhaddou em Ouarzazate, de todo o ambiente da Praça Jemaa El-Fnaa e, claro, das Dunas de Erg Chebbi no Deserto do Saara.
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No Total, foram nove dias de viagem com 3270 km de autocarro que me permitiu partir em busca da essência de África, das suas gentes, paisagens, da sua cultura, experiências e memórias de um pais africano, de origem muçulmana sunita,  com uma extensão territorial quase cinco vezes superior à de Portugal e com 30 milhões de Habitantes.

📌Dia 1 – 25 Março  de 2015: Lisboa / Tânger (via Algeciras)

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Vista parcial do rochedo de Gibraltar

Tendo o Estreito de Gibraltar como pano de fundo, após a saída do ferry-boat do complexo portuário de Algeciras, o porto da cidade de Tânger emerge sumptuosa num ponto fulcral do continente africano, onde inúmeras civilizações, culturas e povos que ali se cruzam durante milénios. Em menos de uma hora de viagem, estamos noutro continente: o africano.

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Vista parcial do Porto Internacional de Tânger

📌Dia 2 – 26 Março  de 2015:  Tânger / Meknes

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Cidade de Chefchaouen: o azul do céu e do casario azul

Rumo a Meknes, com paragens por Chefchaouen e Volubilis. Chefchaouen  presenteia-nos com as suas cores azuis turquesa na maioria das suas casas e na antiga medina. De facto, é uma cidade muito fotogénica. Para quem vem da Europa, na minha opinião, esta é a cidade ideal para se ambientar nas ruelas de Marrocos e para aqueles que querem explorar as Montanhas do Rife. De seguida, as ruínas romanas de Volubilis (UNESCO World Heritage) não são só uma cidade em si, é também a paisagem que a circunda. Uma cidade antiga que só se pode  compreender o seu valor patrimonial e arqueológico pela sua importância no contexto paisagístico.

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Ruínas Romanas de Volubilis

📌 Dia 3 – 27 Março – Meknes / Merzouga

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Já imaginaram pisar neve e a areia do deserto no mesmo dia? Sim, foi possível no trajecto entre a cidade Imperial de Meknes ( que infelizmente só percorri as ruelas da medina à noite). Ao longo deste trajecto até Merzouga percorremos inúmeras aldeias, vilas e cidades de Marrocos, com paisagens de cortar a respiração e locais isolados longe de qualquer lugar.  Todavia, o melhor estava guardado para ao fim: a viagem 4×4 até Merzouga.

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📌Dia 4 – 28 Março – Merzouga / Zagora

desertoshaaramerzougacamelosEm Merzouga, a aldeia das dunas, a paisagem fica reduzida a duas cores: o castanho-avermelhado das areias e o azul do céu. É um pequeno oásis sariano próximo das Dunas de Erg Chebbi. Estas imponentes Dunas são as mais espectaculares de Marrocos. Situada na zona sudeste, a sul de Erfoud, perto da fronteira da Argélia, são também muitas vezes chamadas de Dunas de Merzouga. Este  “mar” de areia tem as dunas mais altas de Marrocos, chegando a atingir  quase os 250m de altitude. merzouga2015erbchebbidunas

📌Dia 5 – 29 Março – Zagora / Marrakesh

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Vale do Draa (Zagora)

Partida de Zagora, com o Vale do Draa ao fundo, rumo à cidade imperial de Marraquexe. Pelo meio a subida do Alto Atlas com paragem no Col du Tichka (a 2260metros de altitude), uma visita ao Ksar de Ait-Ben-Haddou (Ouarzazate) – African World Heritage (UNESCO) – e, finalmente, apreciar um magnifico “sunset” e uma noitada na praça mais animada de África: a Jemaa El-Fnaa.

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Ksar de Ait-Ben-Haddou (Ouarzazate)

📌Dia 6 – 30 Março – Marrakesh / Marrakesh

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Jemaa El-Fnaa

A cidade de ocre: Marraquexe. Aqui, chegamos à verdadeira essência de Marrocos. Passei o tempo a deambular pelas ruelas do “enorme” Souk e antiga medina de Marraquexe, uma visita à farmácie berbere, pela antiga escola corânica Medersa Ben Youssef, Mesquita de Koutoubia, Praça Jemaa El-Fnaa e finalmente, a visita aos jardins da casa do pintor francês Jacques Majorelle (1886-1962) e ao museu berbere no seu interior. Este último, recomendo.

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Arquitectura Urbana de Marraquexe

📌Dia 7 – 31 Março – Marrakesh / El-Jadida

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Porto de Essaouira

Os Portugueses que, de 1415 a 1550, erigiram em solo marroquino as fortalezas que hoje são o nosso testemunho nestas latitudes. Para as gentes do Magrebe, os nossos antepassados não eram estranhos..De facto, os muçulmanos ou “mouros” estiveram quase cinco séculos e meio no território que hoje é Portugal (Gharb Al-Andalus). No fundo, somos duas faces de uma mesma moeda.

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Baluartes e muralhas de El Jadida: a antiga fortaleza portuguesa de Mazagão

📌Dia 8 – 1 Abril – El-Jadida (Via Tânger)/ Cadiz

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Centro Histórico de Arzila

Os últimos dois dias da viagem foram efectuados junto à zona litoral do Marrocos Atlântico, onde podemos visitar inúmeras cidades com património de origem portuguesa, tais como, Esaouira, Safi, El-Jadida e Arzila. Na minha opinião, as mais interessantes são Essaouira – pela cidade em si – e El-Jadida pelo património arquitectónico-militar lusitano edificado.

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Arquitectura Urbana de Arzila

📷Este Roteiro Fotográfico pelo Reino de Marrocos permitiu-me deambular e divagar por lugares exóticos incríveis, cheios de belezas naturais, cidades imperiais fantásticas ou  o contacto com o  património de origem portuguesa. Apesar de ser um país que está tão perto de Portugal, as pessoas ainda têm algum desconhecimento e receio de vir até cá.

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O custo para os participantes desta viagem de estudo rondou os 650 euros, sem contar com as despesas extras, por exemplo, as famosas compras no Souk de Marraquexe ou na farmácia Berbere.  De referir, que o preço incluiu a viagem em autocarro de turismo, a viagem de ferry (Algeciras/Tânger e Tânger/Algeciras), hotel (com pequeno almoço e jantar) e seguro de viagem, pelo que a única despesa diária não incluída era o almoço. Já lá queria ter ido há algum tempo.

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O caminho faz-se geografando. O supremo modo de viajar ė a caminhada. Infelizmente, a urgência dos tempos modernos só esporadicamente deixa experimentar esta sensação. Decidi-me de uma vez por todas cumprir desejos. Marrocos foi o primeiro.Nesta reportagem fotográfica aparece apenas uma pequena fracção do que vi, conheci e vivi…

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P.S: em certos momentos, o passaporte é a sua prova de vida, guarde-o num sitio seguro. Se for a Marrocos, o leitor terá de possuir um passaporte com validade superior a 90 dias a contar da data de entrada no Reino de Marrocos.

👤 Nota importante

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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OLIRAF nomeado para melhor “Blogue de Fotografia de Viagens” pela BTL Blogger Travel Awards 2016

 

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BTL Blogger Travel Awards 2016

Caríssimos leitores,

A 28ª edição da BTL – Feira Internacional de Turismo – realiza-se entre os dias 02 a 06 de março, no Parque das Nações, em diversos pavilhões da FIL.É a maior feria de turismo em Portugal. Paralelamente ao evento, irá decorrer a  3ªedição dos BTL Blogger Travel Awards que vai eleger os melhores blogues portugueses nas categorias: Melhor Blogue de Viagens Pessoal, Melhor Blogue de Viagens Profissional, Melhor Blogue de Fotografia de Viagens.

De resto, o blog “OLIRAF” concorre nas seguintes categorias:

  • Melhor blogue de fotografia de viagens
  • Melhor blogue de viagens eleito pelo público

 

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Um sonho tornado realidade!

Obrigado à BTL – Feira Internacional de Turismo Lisboa/Portugal pela nomeação do meu blogue para a categoria de “Melhor Blogue de Fotografia de Viagens”.

É um privilégio estar entre os melhores blogues de viagens em Portugal. A maioria são blogues de profissionais e eu sou um simples amador que, todavia, gosta do que faz. É gratificante ter “feedback” e sermos reconhecidos.

Em suma, não poderia estar mais contente com o a nomeação do meu projecto “OLIRAF” pela BTL, um hino ao que é viajar por Portugal e pelo Mundo através de imagens com muita História! Julgo que com esta nomeação irei ter mais responsabilidade em mãos, o que me irá obrigar a trabalhar ainda mais para arranjar e a procurar novos conteúdos que venham ao encontro dos meus gostos pessoais e do público.

Assim, venho humildemente pedir o vosso voto. Basta aceder a este link ou ao botão abaixo, procurar o meu nome “OLIRAF” ou “oliraf”) e votar. As votações terminam no próximo dia 4 de Março.

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A entrega dos prémios da BTL Blogger Travel Awards será no dia 5 de Março entre as 16h e as 17:30 no  auditório 3 do pavilhão 3 da FIL.

Há muitos outros blogs de viagem de qualidade escritos por viajantes portugueses. Que o ano de 2016 seja um ano repleto de coisas boas para a blogosfera de viagens em Portugal!

Não tenho palavras para descrever o momento. Juntos podemos dar mais cor a este prémio!

OBRIGADO! Bem Hajam! Hoje e sempre…

Se só descobriu o blog  agora…

OLIRAF lost in Lisboa

Deixo uma seleção de cinco textos com os assuntos mais populares deste blog…

  1. AS FORTIFICAÇÕES DE ORIGEM PORTUGUESA EM MARROCOS…
  2. Explorando a cidade do Porto, Portugal, em poucos dias…
  3. ALDEIA HISTÓRICA DE CASTELO MENDO: PEDRAS COM HISTÓRIA…
  4. BATALHA DO VIMEIRO: ADEUS, JUNOT
  5. UMA AVENTURA RUINOSA PELA 2ª BATERIA DA PAREDE (REGIMENTO DE ARTILHARIA DA COSTA

E o Mundo aqui tão próximo de nós…

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Texto: Rafael Oliveira  | Fotografia: Oliraf Fotografia

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