📌De Alenquer a Alcobaça: 7 Castelos Medievais para (re) descobrir na Região Oeste de Portugal.

📜O nosso país é uma “paisagem com castelos”, disse o Prof. Mário Jorge Barroca (2003). Os Castelos são os monumentos mais representativos do imaginário medieval português e um paradigma das origens da nossa nacionalidade. Todos os anos, a 7 de Outubro, celebra-se o Dia Nacional dos Castelos. Esta data foi instituida, em 1984, pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos (APAC), para comemorar o nosso património fortificado medieval que pontificam o nosso país, cujo objetivo é convidar o público para fruição dos mesmos, através de um conjunto de iniciativas que visem a sua reflexão e salvaguarda patrimonial e histórica, por exemplo, com visitas gratuitas, passeios e atividades didáticas. Ainda hoje, os Castelos fazem as delícias dos mais novos e dos graúdos. Não somos excepção. Entre serras e o atlântico, um roteiro fotográfico pelo passado medieval da antiga província histórica da Estremadura. De Alenquer a Alcobaça, fomos percorrer inúmeros Castelos e Muralhas com História e Memória.

Na Idade Média reinava a lei do mais (castelo) forte! Os Castelos encontravam-se, estrategicamente, localizados na confluência de antigas vias romanas, erguendo-se em colinas de terreno acidentado, nas imediações de zonas dotadas de assinalável diversidade de recursos naturais e de campos de cultivo (rios, florestas ou pedreiras) essenciais à sobrevivência e fixação de comunidades humanas, a exemplo dos inúmeros testemunhos e achados arqueológicos identificados até ao nossos dias. Eram, assim, construções isoladas e com implantação harmónica entre o meio envolvente. Os Castelos e a Idade Média ainda fazem as delicias do nosso imaginário coletivo. Desde pequeninos, nos bancos da primária, os Professores contam-nos inúmeras estórias, contos de ficção e lendas de Cavaleiros, Donzelas, Mouras ou de prolongados cercos!

O atual território da região Oeste de Portugal, a antiga província histórica da Estremadura, foi conquistado, em definitivo, aos mouros durante o reinado de D. Afonso Henriques (1109-1185). Após a conquista de Lisboa (1147) e da maioria das praças fortificadas à volta da futura capital do reino – Sintra, Almada, Palmela e Alenquer – pelas forças cristãs, as estruturas defensivas oestinas foram, entre 1147 e 1148, caindo na posse das hostes afonsinas e doadas a comunidades estrangeiras pelos serviços e auxílios prestados nesses cercos, assédios e conquistas militares. Torres Vedras foi doada, em 1149, a D.Fuas Roupinho, primeiro almirante da esquadra portuguesa, pelo serviços prestados à coroa portuguesa na conquista de Lisboa. E ainda hoje, encontramos vestígios na toponímia regional. Veja-se o caso da localidade de Vila Verde dos Francos. Doada, em 1160, a uma comunidade de cruzados franceses, chefiada pelo capitão franco D.Alardo, que participaram na conquista de Lisboa (1147). Desde então, os territórios das vilas, reguengos e castelos da região Oeste faziam parte dos dotes importantes das rainhas portuguesas. Desde 1210 que a vila medieval de Óbidos integrava o património das rainhas: a Casa das Rainhas. Estas últimas detinham senhorios em Alenquer, Torres Vedras e Óbidos. D. Isabel de Aragão, mulher de D. Dinis, recebeu como dote, em 1281, a vila medieval de Óbidos, as rendas em numerário e das vilas de Atouguia da Baleia (1307).  Posteriormente, a rainha D. Leonor Teles, através de doação de D. Fernando I, recebeu Torres Vedras, Alenquer, Atouguia e Óbidos. D. Filipa de Lencastre, mulher de D. João I, recebeu as rendas da alfândega de Lisboa, bem como as vilas de Alenquer, Sintra, Óbidos, Alvaiázere, Torres Novas e Torres Vedras.

♜Castelos e Muralhas Medievais: um resumo histórico

Na Europa da Idade Média (séc.V até ao séc.XV), os Castelos dominavam não apenas a paisagem e a forma de fazer a guerra, mas a sociedade à sua volta. Em virtude da queda do Império Romano, as migrações/invasões bárbaras e a violência no território europeu conduziram à edificação de muralhas e estrutura defensivas, em madeira ou pedra, de forma precipitada para proteção e controlo do território. A Europa ruralizou-se e transformou-se numa sociedade de senhores e camponeses. Eram os símbolos do poder senhorial (o Feudalismo) e militar, vigias do território, local de residência, centro de justiça e da capacidade de projetar hostes para diversos cenários bélicos. Cada castelo era único. Não há nenhum igual. Tinham de ser elegantes arquitetonicamente e formidáveis defesas bélicas. Aproveitavam as matérias-primas na sua região envolvente (madeira, pedra, cal ou barro), aproveitavam as vantagens proporcionadas pela terreno/paisagem envolvente. E muitas vezes refletiam traços regionais e gostos pessoais na arte de fortificar. No século XV-XVI, os Castelos foram perdendo a sua autoridade feudal e a capacidade defensiva em virtude da evolução da pirobalística (artilharia), face à centralização do poder régio e criação de exércitos reais. As muralhas tornaram-se mais baixas e largas, reforçadas com numerosos baluartes/bastiões. A Era dos Castelos e das Alcáçovas dava lugar à Era das Fortificações Abaluartadas/ Palácios. A radical mudança nas tácticas militares, motivada pela introdução da pirobalística, determinou o início de uma longa decadência do Castelo Medieval. A maioria serviram para pedreiras. Muitos foram salvos na época romântica, veja-se o caso do Castelos dos Mouros no séc.XIX.

Para fazer este roteiro, percorremos os antigos castelos que dominavam os territórios da antiga província histórica da Estremadura que durante séculos pertenceram ao dote das rainhas de Portugal – Casa das Rainhas – Alenquer, Óbidos, Torres Vedra ou Atouguia da Baleia. O mais difícil pode ser saber por onde começar a viajar. Hoje, são uma marca inconfundível na paisagem oestina, veja alguns deles:

🏰 Castelo de Alcobaça (ruínas)

Fachada do Mosteiro de Alcobaça, vista das ruínas do Castelo Medieval.

Situada na confluência dos rios Alcoa e Baça, Alcobaça é detentora de um singular património histórico-cultural. E de uma história de amor imortal, a de Pedro e Inês. O castelo, hoje em ruínas, é um lugar privilegiado para a observação do mosteiro e do território dos antigos coutos da ordem de cister. Edificado, segundo a tradição local, pelos Visigodos. Foi conquistado, em 1148, por D.Afonso Henriques, aos mouros. Mais tarde, o castelo e o território envolvente foi doado à Ordem Religiosa de Cister. Surge, assim, em 1153, um do mais antigos espaços religioso de Portugal: o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Este espaço fortificado foi vital para a defesa da povoação local e da comunidade de monges cistercienses, bem como ponto estratégico no processo de conquista – Norte/Sul – pelas hostes cristãs dos territórios na posse dos muçulmanos. Na proximidades, o leitor poderá visitar outra estrutura militar medieval: as muralhas do Castelo de Alfeizerão.

🏰 Castelo de Alenquer

Pormenor da cerca muralhada da vila de Alenquer

Alenquer foi conquistada pelas forças cristãs ao muçulmanos, em 1148, após o cerco de Lisboa. Era uma das estruturas defensivas mais importantes da Península de Lisboa. Mais tarde, D. Sancho I dá ordens para a edificação de um paço para acolher a sua filha D.Sancha. A partir do século XIII, esta localidade passou a integrar o dote de casamento das rainhas e foi, sucessivamente, integrada no património da Casa das Rainhas. No final da Idade Média, Alenquer detinha uma residência real. Veja-se o caso da Rainha Santa Isabel. Durante a Crise de 1383-85, a rainha D. Leonor Teles refugiou-se aqui das forças do Metre de Avis. Em virtude do apoio do alcaide à causa castelhana, o Castelo foi cercado e parcialmente destruido, em 1385, pelas forças régias de D.João I. Ao longo dos séculos, progressivamente, esta fortificação foi abandonada e entrou em decadência. Em alguns casos, foi usada como pedreira. Na década de 40 do século XX, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN)  restarou alguns trechos da muralha medieval.

🏰 Castelo de Atouguia da Baleia (ruínas)

Castelo de Atouguia da Baleia, vista geral.

É uma das mais antigas fortificações da região Oeste. Ainda hoje, a povoação de Atouguia tem um considerável património edificado que atesta a sua importância na época medieval. Durante o desconfinamento, optei por visitar esta localidade do atual concelho de Peniche. Veja-se o magnifico pelourinho e o templo românico-gótico, a igreja matriz de Atouguia da Baleia, classificado como Monumento Nacional. Detinha, à época, um importante porto atlântico para o comércio, caça à baleia e de construção naval. O Castelo, situado nas imediações da Igreja de São Leornado, tinha como função a defesa do porto de mar e de promover a fixação da população no território. Foi sede de um importante concelho medieval (séc.XII). Em 1307, D. Dinis doou a vila e a sua alcaidaria à rainha Santa Isabel. Em virtude desta localidade como pólo pesqueiro à baleia, no séc. XV, foi determinada que a vila passasse a ser conhecida por Atouguia da Baleia. E, no reinado de D.Afonso V (1448), foi criado o título nobiliárquico Conde de Atouguia. Em virtude do assoreamento da ribeira de São Domingos, Atouguia foi perdendo relevância para a pequena aldeia piscatória de Peniche – póvoa de Peniche -, junto à costa atlântica. De planta oval, com torre de adossada por fora das muralhas, apenas subsiste um recinto amuralhado restando, como elemento mais significativo, a Torre de Menagem. Atualmente, a antiga fortificação medieval é uma propriedade privada, adaptada para turimo rural: a “Casa do Castelo”.

🏰 Torre do Carvalhal (Bombarral)

Torre do Carvalhal, também denominada «dos Lafetas ou Lafeitas»

Localizada no Bombarral, a Torre do Carvalhal é a construção mais antiga do concelho. Apesar de não ser um Castelo, optei por incluir este monumento em virtude da sua tipologia bélica e habitacional, demonstrativa do poder senhorial na época medieval. Esta “casa-torre” é referida, no século XIII, num testamento régio de D.Sancho II, numa doação a um fidalgo de Vila Verde dos Francos. Mais tarde, no séc. XVI, o imóvel foi adquirido por uma importante familia de comerciantes/mercadores italianos, os Lafetat, estabelecidos no reinado de D.Manuel I em Portugal. João Francisco de Lafetá era fidalgo da Casa Real e comendador da Ordem de Cristo. Esta familia está na origem da actual Quinta do Loridos. Trata-se de um belo exemplo da adaptação de uma estrutura defensiva, de cariz medieval, a paço residencial. Símbolo do poder senhorial e de prestígio social, a partir de então, a Torre do Carvalhal passou a ser denominada como “Torre do Lafetás” e manteve-se na posse desta família nobre local até ao século XVIII.

🏰 Igreja do Castelo da Lourinhã

Igreja de Santa Maria do Castelo, um belo exempla da arquitectura religioa gótica em Portugal

Território outrora habitado por dinossauros, a Lourinhã constitui um bom exemplo da arquitetura militar e religiosa. É o caso da Igreja de Santa Maria do Castelo. Este monumento religioso, datado do séc. XIV, é um do poucos vestígios existentes da antiga estrutura defensiva militar deste concelho oestino. As terras da Lourinhã foram doadas, após a conquista do território estremenho aos muçulmanos (1147-1148), por D.Afonso Henriques a D.Jordão, um cavaleiro franco oriundo de Lorient. Este edifício gótico, monumento nacional, tem uma da mais belas rosácea do nosso país. Foi construído no reinado de D.João I, após a doação da localidade ao Arcebipo de Braga, D. Lourenço Vicente, apoiante da causa do Mestre de Avis durante a crise de 1383/1385. Nas proximidades, pode admirar-se um belo Cruzeiro quinhentista e observar a vasta paisagem circundante que se estende até ao oceano.

🏰 Castelo e muralhas de Óbidos

Castelo de Óbidos, vista da Várzea da Rainha

Óbidos é senhora e rainha de um majestoso Castelo Medieval e de abundante casario intra-muros, típico da antiga província histórica da Estremadura! É uma das 7 maravilhas de Portugal (Património Monumental) e considerada a jóia turística da região Oeste. Para mim, Óbidos é a vila-rainha do Turismo Português. Anualmente, milhões de turistas passeiam na sua icónica e colorida Rua Direita. Ainda hoje, esta rua é a ligação mai rápida até ao Castelo. As pedras contam muitas histórias da nossa História. O imaginário Medieval ainda resiste e persiste, tal como estes “Guerreiros de Pedra” resistiram a inúmeros cercos, batalhas e escaramuças ao longo da sua milenar História. O Castelo de Óbidos e as suas muralhas adjacentes, segundo o arquitecto Raul Lino (1879-1974), são “um dos exemplares mais perfeitos da fortaleza medieval portuguesa”. Durante muito tempo, esta maravilhosa, singela e pitoresca vila de Portugal, esteve nas mãos dos Mouros, que tinham pelo local uma especial e justificável predileção. Foi conquistada, em finais de 1147, por um grupo de cavaleiros cristãos, liderados por Gonçalo Mendes da Maia, “O Lidador”, aos seguidores do Profeta Maomé. De seguida, o monarca afonsino ordenou a construção de uma cintura de muralhas erguida em volta do casario medievo e dos principais pontos estratégicos – as torres e as ameias – que vigiavam o litoral atlântico. Em 1195, o rei Dom Sancho I atribuiu a primeira Carta de Foral a Óbidos. Mais tarde, El-Rei Dom Dinis (1261-1325) resolveu dar à sua jovem esposa D.Isabel de Aragão (1271-1336), em 1281, como dote a mais bela jóia da Estremadura: Óbidos. As rainhas dispunham, assim, de “casa própria”, de rendimentos, terras e,acima de tudo, de espaços para recreio e lazer, na sua grande maioria, por doação régia. Esta vila medieval esteve até 1833 inserida no património da Casa das Rainhas.  Ainda hoje, o viajante poderá comprovar o impacto do mecenato régio em inúmeros edificios que dão forma ao património edificado desta localidade. Com a implantação do regime liberal, a Casa das Rainhas foi extinta, por decreto de 18 de Março de 1834, pelo rei D. Pedro IV,  sendo o seu património, bens e rendas integrados no Estado Português. Em suma, esta vila-museu é um marco  histórico-cultural e paisagístico incotornável do Centro de Portugal, em especial, da identidade da região Oeste.

🏰Castelo de Torres Vedras.

Ruinas do Palácio dos Alcaides, um dos pontos fortes do Castelo de Torres Vedras

Vedras. Torres Vedras. É a cidade mais importante e populosa da região Oeste. Em Torres Vedras encontramos um dos mais belos castelos do Oeste. Pedras com História. Segundo fontes históricas, ao III milénio a.C, beneficiando das notáveis condições naturais de defesa (colina) e de abastecimento (rio). Mais tarde, os Romanos e os Árabes reforçaram o complexo militar edificado, neste caso, as muralhas e a Alcáçova do Castelo, deixando inúmeros vestígios da sua presença ancestral. Do Castelo Medieval restam apenas os vestígios arquitectónicos da Igreja de Santa Maria do Castelo e a cerca oval, que foi reforçada por ordem de D.Manuel I (1495-1521), comprovada pela porta de armas com a esfera armilar. Durante o Século XVI, o complexo do interior do Castelo foi renovado com a construção do Palácio dos Alcaides (1519) pelo alcaide-mor D.João Soares de Alarcão. Para a construção da mesma, foi destruída a torre de menagem de origem medieval. O Bastião ultra-semi-circular, com canhoeira, do antigo Palácio dos Alcaides (1519), projetado pelo arquiteto régio Francisco de Arruda que podemos encontrar, por exemplo, em Aguz (Marrocos), Évora-Monte (1525), ou Vila Viçosa (1525). O Castelo de Torres Vedras esteve envolvido em inúmeras datas e acontecimentos de enorme importância no decurso da História de Portugal. Por exemplo, no contexto da Guerra Civil de 1383-1385, o Castelo esteve cercado durante dois meses pelo Mestre de Avis, futuro D. João I, pois estava sob o domínio dos partidários de Castela. Mais tarde, em 1414, o Conselho Régio do monarca D.João I decidiu tomar a praça do Norte de Africa (Ceuta). A cidade de Torres Vedras, e o seu castelo, encontra-se intimamente ligada ao inicio da expansão portuguesa.

🏰Castelo de Vila Verde dos Francos (ruínas)

Castelo de Vila Verde do Francos, um panorama paisagítico singular

Vila Verde de Francos foi terra de Judeus, mouros e cruzados francos. O topónimo desta localidade do sopé da Serra de Montejunto, no concelho de Alenquer, não engana o viajante mais distraído. Em 1160, D.Alardo, cruzado francês que auxílio as hostes afonsinas nas conquista das praças muçulmanas, foi o impulsionador da construção da antiga estrutura defensiva medieval. Tinha um pequeno templo religioso dedicado a S. Luís, atestando a sua origem franca. Um castelo votado ao abandonado. O seu avançado estado de ruína torna impossível a sua reconstituição e tipificação da sua estrutura defensiva original, apesar da existência num dos extremos da muralha dos retos da Torre de Menagem. Contudo o seu dificil acesso, não impende uma visita mais atenta para apreciar a paisagem envolvente, nomeadamente, um miradouro natural para a majetosa Serra de Montejunto.

De Alenquer a Alcobaça, passando por Torres Vedras e Óbidos…

Os Castelos são testemunhos da História e fazem parte do nosso imaginário coletivo. São monumentos, grandes conjuntos edificados em pedra, símbolos de uma dualidade de estética que os seus promotores (senhores, nobreza ou monarcas) queriam transmitir aos seus súbditos, inimigos ou invasores: a imagem de força e de poder. Com tantos castelos por toda a Europa, não é fácil escolher os melhores

Não deixe de fazer…

  • explorar as ruínas do antigo Convento de Penafirme;
  • observar um belo pôr-do-sol em Santa Cruz;
  • percorrer os diversos trilhos pedestres da Serra do Picoto, Montejunto, Archeira e do Socorro;
  • fotografar os inúmeros fortes e os redutos da Rota Histórica das Linhas de Torres;
  • participar no corso carnavalesco de Torres Vedras;
  • assistir à recriação histórico-militar da Batalha do Vimeiro de 1808;
  • viajar na centenária Linha Ferroviária do Oeste até Óbidos ou Caldas Rainha;
  • provar a gastronomia regional e local na Napoleão Taberna;
  • fazer viagem nostálgica pelas termas da região oeste: Vimeiro, Cucos e Caldas da Rainha;
  • realizar uma prova de enoturismo na pitoresca Quinta da Boa Esperança;
  • observar a fauna e a flora única em Portugal, em especial, as gaivotas de pata amarela, os airos, o corvo-marinho-de-crista, a galheta e a cagarra (Birdwatching) no Arquipélago das Berlengas;
  • efetuar diversas atividades lúdicas ligadas à natureza, aventura e turismo náutico, tais como,  canoagem, passeios de barco e caminhadas, na Lagoa de Óbidos- Foz do Arelho, com as empresas de animação turística: Interdital e Passa Montanhas;
  • percorrer os inúmeros pontos da Rota Bordaliana das Caldas da Rainha;
  • participar, entre Setembro e Outubro, nas vindimas na Quinta do Gradil;
  • conhecer o património natural da Paisagem Protegida da Serra do Socorro e Archeira;

NÃO PERCA AS MINHAS AVENTURAS E OLHARES FOTOGRÁFICOS NO INSTAGRAM e no SAPO VIAGENS! UM ENCONTRO COM A HISTÓRIA, AO SABOR DAS IMAGENS…

🚏 Como chegar:

🚗 Carro

  • Sul: Caldas da Rainha fica a cerca de 90km do aeroporto internacional da Portela, em Lisboa. O percurso mais indicado é o da Autoestrada A8, que liga Lisboa a Caldas da Rainha em menos de sessenta minutos de viagem automóvel.
  • Norte: A autoestrada do Oeste (A8) é a principal via de acesso aos concelhos da região Oeste, que tem ligação com a A1, em Pombal, até Leiria. Se vier junto ao litoral, a A17 é uma boa opção, já que tem ligação directa à A8. Se optar por evitar a autoestrada, utilize a EN1.
  • Interior: A melhor forma de chegar vindo do Interior é a A15, em Santarém, que liga à A8, num troço gratuito.

🚍 Autocarro
Poderá consultar os horários das ligações em autocarro para a região Oeste nas seguintes transportadoras:

Rede Expressos
Web: www.rede-expressos.pt
Rodoviária do Tejo, S.A.

Tel: 967449867
Web: www.rodotejo.pt
Barraqueiro

Tel: 217511600   Fax: 217511670 
Web: www.barraqueirotransportes.pt E-mail: rodoest@rodoest.pt
Informações HoráriosTel: 261334150   Fax: 217334152 
E-mail: barraqueiro-oeste@rodoest.pt

🚆Comboio

A viagem de comboio é também uma opção, não obstante de nem todas as estações do país terem ligação direta com a Linha do Oeste. Por exemplo, a cerca de 18 km, a estação de Torres Vedras é a mais próxima da Lourinhã. Consulte os horários da CP na seguinte ligação: www.cp.pt

🔗Para mais informações:

O Turismo Centro de Portugal disponibiliza, gratuitamente, oito roteiros turísticos “Road Trips Centro de Portugal”. Estes são roteiros temáticos de descoberta e exploração da diversidade territorial da região centro do país. Em tempos de pandemia, o conceito de viajar de carro (“Road Trips” são “Viagens por Estrada” em português), a dois, em família ou entre amigos, nunca fez mais sentido. Os roteiros disponibilizados desafiam os turistas a explorar o território e a aumentar o seu tempo de estada na região, com flexibilidade para parar, contemplar e experimentar o muito que há para conhecer. Para mais informações, clique aqui.

Oito roteiros para descobrir de carro o centro de Portugal | Turismo |  PÚBLICO

Este artigo foi efetuado com base no roteiro “Road Trips Centro de Portugal – Oeste”, disponibilizado pela Delegação Turismo Centro Portugal – Oeste (Óbidos). A Rota dos Castelos e Fortalezas do Oeste tem como objetivo percorrer e dar a conhecer os castelos e fortalezas da região Oeste, tais como, os Castelos de Óbidos e Torres Vedras, as fortalezas de Peniche ou das Berlengas e a Rota Histórica das Linhas de Torres. Neste contexto particular, optamos por percorrer e conhecer, entre Julho e Agosto de 2020, os Castelos Medievais da antiga província histórica da Estremadura. Deixo, em anexo, algumas monografias temáticas utilizadas na elaboração deste artigo:

BARROCA, Mário Jorge – Uma paisagem com castelos, Porto : Universidade do Porto. Faculdade de Letras. Departamento de Ciências e Técnicas do Património, Arquitectando espaços : da natureza à metapolis, 2003, 173-182

Goitia, Fernando Chueca, (2008). Breve História do Urbanismo, 7.ª edição, Editorial Presença, Lisboa, ISBN: 978-972-23-1541-8.

História militar de Portugal. Coord. Nuno Severiano Teixeira; texto Francisco Contente Domingues, João Gouveia Monteiro. 1ª ed. Lisboa : A Esfera dos Livros, 2017. 710, [16] p. : il. ; 24 cm. ISBN 978-989-626-831-2

MARTINS, Miguel Gomes ; AGOSTINHO, Paulo Jorge – Guerra e poder na Europa medieval : das cruzadas à guerra dos 100 anos. coord. João Gouveia Monteiro. Coimbra : Imprensa da Universidade de Coimbra, D.L. 2015. 350 p., [16] p. il. : il. ; 24 cm. (Investigação). ISBN 978-989-26-1022-1

MARTINS, Miguel Gomes – Guerreiros de pedra : castelos, muralhas e guerra de cerco em Portugal na Idade Média. 1ª ed. Lisboa : A Esfera dos Livros, 2016. 398 p. : il. ; 24 cm. Bibliografia, p. 379-398. ISBN 978-989-626-734-6

SILVA, Libório Manuel da ; MARTINS, Miguel Gomes – Castelos, maravilhas de Portugal. Pref. João Gouveia Monteiro; trad. David Hardisty, Margarida Fernandes. 1ª ed. Vila Nova de Famalicão : Centro Atlântico, 2019. 153, [1] p. : il. ; 33 cm. (Artes). ISBN 978-989-615-227-7

Nota importante [🔎]

As presentes informações não têm natureza vinculativa, funcionam apenas como indicações, dicas e conselhos, e são susceptíveis de alteração a qualquer momento. O Blogue OLIRAF não poderá ser responsabilizado pelos danos ou prejuízos em pessoas e/ou bens daí advenientes. As recomendações de produtos turísticos baseiam-se nas experiências [reais] de viagem e o conteúdo editorial é independente de terceiros. Se quiser partilhar ou divulgar as minhas fotografias, poderá fazê-lo desde que mencione os direitos morais e de autor das mesmas.

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 âœ’️Texto: Rafael Oliveira   ðŸ“¸ Fotografia: Oliraf Fotografia 

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FOTOGRAFIA✈︎VIAGENS✈︎PORTUGAL©OLIRAF (2020)

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